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Frases de Rita Padoin

2.041 frases

Tributo O pensamento dissipa-se ilimitado Como se te prestasse um tributo da paixão
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Tributo O pensamento dissipa-se ilimitado Como se te prestasse um tributo da paixão No vento teu nome é pronunciado Entrelaçando um séquito de fantasia Brota no poente o sol amarelado Da janela o contemplo astro rei Sábia é a língua capaz de louvar Tanta beleza no longínquo abismo Onde o silêncio retalha os ruídos. Uma fração de mim habita dentro de ti Vertente que escorre intensamente Meu querer carregado do orvalho Ofertando seu bálsamo cobiçável.

Me ame Me ame como você quiser De qualquer maneira
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Me ame Me ame como você quiser De qualquer maneira Em qualquer lugar Mas me ame sempre que puder. Dê-me seu carinho com suas mãos delicadas Envolva-me nos seus braços fortes e aconchegantes Com calma e sem pressa de ir embora Apenas esqueça-se das horas Olhe-me nos olhos com ternura Ame-me profundamente e sem pudor Quero me perder na aurora Sem me importar com nada Ame-me na calada da noite No breu da madrugada ou no sol escaldante Ame-me do jeito que for Calado ou dizendo tudo Mas me ame de verdade.

O que queres O que queres que eu te diga? Além de eu te dizer
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O que queres O que queres que eu te diga? Além de eu te dizer Que o amor está acima de tudo. O que queres que eu te diga, Se o amor supera tudo? Vem! Temos muito que falar Temos muito a dizer um ao outro Há uma diferença muito grande Entre o dizer e o sentir. Vem! Não há mais tempo algum... Os dias estão passando E não há mais como voltar atrás O tempo corre numa velocidade Sem limites e sem se importar Se nós estamos vivendo ou não.

Desabafo Vou precisar de muitos dias para me conter, Vou precisar de muitas horas para me acalmar,
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Desabafo Vou precisar de muitos dias para me conter, Vou precisar de muitas horas para me acalmar, Vou precisar de muitas palavras para eu desabafar. Os dias passam, Matam as horas Aterrorizam os momentos Os segundos somem As horas jazem Deixando os aís... O relógio insistentemente bate Atormentando-me Sua rapidez sufoca meu grito... Observo as árvores crescer As flores desabrochar Vivas hoje Mortas amanhã Pela correnteza do vento e do tempo... Amareladas e secas caem Seu destino é carregado Pelas tempestades da vida, As quatro estações vêm e vão Deixando a lembrança de um dia ter passado por aqui...

Incógnita... Ele falava de encontros E eu de roubo
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Incógnita... Ele falava de encontros E eu de roubo De seqüestros De mistérios Ele falava da vida curta E eu o analisava Tentava decifrar seus anseios Seus medos Suas angustias Lia seus olhos Buscava nas entrelinhas Um meio de fazê-lo entender O mistério da vida Tentei de todos os meios Ser sua amiga Sua Deusa Sua incógnita E ele apenas buscava o banal O carnal O imoral Eu queria falar do esotérico Das minhas atrações pelo mistério Da lua e das estrelas Pelo que ainda não existia E você me via apenas Como algo normal...

Inconcebíveis Inconcebíveis palavras são ditas No silêncio do pensamento
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Inconcebíveis Inconcebíveis palavras são ditas No silêncio do pensamento Exulta, ó sensível coração! Tua essência é como uma árvore frutífera e sedenta Que alimenta e sacia os pobres famintos; Vem a mim, ó doce e apetecível vinho, Deixa o teu líquido verter pelos córregos O teu veneno imortal; Deem-me numa taça as borbulhas Deste intenso vermelho sanguíneo Manchando minha consciência No cume da minha eterna felicidade. Esconde no recôndito de teu coração O jardim que tanto cuidaste Para a farta produção dos nobres parreirais.

Entrelinhas Analisei cada palavra Cada frase
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Entrelinhas Analisei cada palavra Cada frase Analisei o conjunto Tentei entrar no teu sonho Nos teus pensamentos Tentei decifrar-te... Arrancar de dentro de mim a interrogação Decifrar o que está dentro dos parênteses Nada encontrei Tudo ficou nas entrelinhas...

Inverno Como é majestoso contemplar Os horizontes nevados e alvos
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Inverno Como é majestoso contemplar Os horizontes nevados e alvos Da janela me concentro na sua bruma Enquanto meu corpo é aquecido Pelo fogo intenso da lareira Que flameja incessantemente. O inverno chegou e as rosas feneceram Tudo alvo ficou de repente Agasalhamos nossos corpos e ficamos À espera da primavera que logo chegará Trazendo as rosas de volta E nosso jardim dar vida novamente.

Adeus Adeus... Palavra indecifrável
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Adeus Adeus... Palavra indecifrável Inconcebível Incompreensível Machuca, destrói Muitas vezes... Decifrável Aliviável Outras vezes, Intenso Como o aroma de liberdade. Amores platônicos Desprovidos de paixões Puramente alvo Socrático Raiz de todas as virtudes Distanciado de mim Ele ficou Eu renasci.

Nômade A vida passa e o incompreendido chora Pelas ruas o andarilho some
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Nômade A vida passa e o incompreendido chora Pelas ruas o andarilho some Intensamente busca o que perdeu Sem saber que achou. Nada entenderá sem ser compreendido Compreendendo se perderá Nas buscas e buscas exteriores Como nômade pairando nos cantos do mundo. O incompreendido chora À inexistência do palpável Pela terra escorrem entre os dedos Os sonhos perdidos pela lembrança...

Livre Sinto-me como um pássaro. Livre.
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Livre Sinto-me como um pássaro. Livre. Voando em qualquer direção Meu caminho é sem marco Sem apelo Viajo apenas para voar Não há paisagem e nem cores Só o rumor da solidão Não me sinto sozinha, mas desencontrada. Tenho um referencial para voltar Apesar de não querer chegar Vivo sonhando sem rumo certo Batendo minhas asas Até cansar Pouso, então, e descanso Junto com minha solidão.

Baú de recordações Baú de espantos... Baú de recordações...
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Baú de recordações Baú de espantos... Baú de recordações... Saudades de um passado sem volta Resgate de um tempo perdido Sem tristezas Sem magoas Pedras no caminho Tropeços de um crescimento interior Buscas externas Procuras internas Equilíbrio encontrado Há muito tempo esquecido e adormecido...

Decisões Há muito que dizer Há muito a saber
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Decisões Há muito que dizer Há muito a saber Sobre mim Sobre nós Nossa vida Nosso destino... Embora os dias tenham um fim E as noites sejam frias Um dia tudo acabará O nosso encontro, os nossos planos Quando menos se esperar. Sempre haverá tempo para escolhas Sempre haverá um caminho a seguir Com obstáculos ou não Seremos postos à prova, frente a frente. Entre o medo e a decisão Decisões sem surpresas Decisões com surpresas Amargas... Doces... Sempre haverá decisões.

Ritmo Ao dançar no ritmo da chuva As gotas percorreram meu corpo
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Ritmo Ao dançar no ritmo da chuva As gotas percorreram meu corpo Deslizando como se fossem Suas mãos a acariciar minha pele Ritmando nas curvas adentro. De braços abertos dancei... Dancei, deixando que as carícias lavassem meu corpo... Até que ela se acalmasse e fosse embora Levando com ela um pedaço de mim.

O caminho Meu caminho é longo Às vezes desanimo
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O caminho Meu caminho é longo Às vezes desanimo Outras vezes me alegro Talvez eu fique à tua espera Talvez deixe a cidade... O pranto tenta me alcançar O barulho rompe as palavras Ensurdece o silêncio Enlouquece... Ameaça a pureza da alma. Cansada... Exausta... Vou procurar sem planos Um pouco de aventuras Sem leme Sem bússola Busco meu destino...

Espelho Mergulhei no sono eterno da alma, Vi-me refletida no espelho moldurado
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Espelho Mergulhei no sono eterno da alma, Vi-me refletida no espelho moldurado Em madeira entalhada ao molde europeu, Pendurado na parede branca e fria Analisei o espelho, e eu De pé em sua frente procurei Respostas para as perguntas Que eu mesma formulei. Meu rosto empalideceu. Moldado pelo efêmero modelo Que me fizeram usar, Arranquei-o junto com toda tristeza e pranto No chão espatifou-se a máscara fria. Vi meu rosto em vários pedaços Olhei-me no espelho novamente Estava eu lá diante dele Só a máscara caiu...

Manhã de verão A neblina era incomum e densa O ar quase fumarento e incerto
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Manhã de verão A neblina era incomum e densa O ar quase fumarento e incerto Sua textura era absolutamente perfeita Para uma manhã que estava apenas começando. O sol surgiu detrás da neblina O vento suave enroscava meus cabelos Que voava suavemente. Com a mente livre Acompanhei os contornos do horizonte E com a ponta dos dedos perlonguei Até sentir o céu perto de mim. Abruptamente percebi que estava só Apenas eu e o mar Afaguei minha pele Senti o arrepio Quando percebi o murmúrio suave das ondas...

Há um amor Há um amor dentro de mim Dentro de mim há um amor
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Há um amor Há um amor dentro de mim Dentro de mim há um amor Ele grita querendo sair Eu o alimento para não morrer As cortinas do tempo abriram-se E o palco da vida se iluminou Transformando o espaço Em um grande cenário mágico. Fechei os olhos para te imaginar E trazer-te para junto de mim; Vieste, trouxeste teu sorriso maroto. Meu coração dedicou-te todo meu sentimento. A bruma da manhã divide seu aroma, A cortina se fecha guarnecendo a cena Deste amor que guardei Esperando-te chegar.

Indescritível Sou interior da lasca A água límpida
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Indescritível Sou interior da lasca A água límpida Caos O mistério em vida A floresta viva Que em ti habita A história incrédula Sem início e fim Indescritível presença O olho do furacão No centro do vendaval Que acampa nas Areias desertas do Manto acolhedor.

Balanço da rede Diante de mim a rede balança Nela está o segredo dos dias de verão
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Balanço da rede Diante de mim a rede balança Nela está o segredo dos dias de verão Suas madeixas alvas deixam à mostra Os trabalhos das mulheres rendeiras O gato sentado observa o balançar da rede Sendo acariciado pelas mãos de sua dona Rosna agradecendo as carícias Com um sorriso nos lábios a dona fica... É uma tarde de sexta-feira As nuvens encobrem o sol deixando O dia nublado e com cara de triste O gato e dona adormecem...

Apesar do inverno O inverno chegou, Varreu todas as folhas do chão
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Apesar do inverno O inverno chegou, Varreu todas as folhas do chão Não há mais flores no meu jardim Mas o céu continua azul. Ficou a saudade das flores Mas o brilho do sol trouxe teu sorriso Junto com a lembrança do passado De teres estado aqui comigo. Quando as flores voltarem a florescer Estarei em outro jardim que Florescerá abundantemente Esperando-te chegar. O meu amor floresce a cada dia, Verás o jardim renascendo Com um novo cenário Uma nova história para contar. Meus pensamentos ficarão contigo Aguardando mais uma primavera chegar A lembrança dos tempos em que nos amamos E os momentos de felicidade intensa. A alegria de ter estado contigo é O suficiente para te amar intensamente... E dar vida as estações que renascem Em cada ciclo de vida que juntos amamos.

Sejais Sejais como o outono Apesar do amarelar das folhas
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Sejais Sejais como o outono Apesar do amarelar das folhas E a queda da temperatura A luz do poente se iguala a sua cor E o crepúsculo como uma bênção se despede. Os ipês adormecem sobre as mãos do outono Entre os pinheiros sobrevive o tronco seco e pálido. Os galhos que sustentavam as folhas e as flores na primavera, Hoje descansam solitários e tristes. Sejais como o inverno As névoas encortinam os olhos E os picos nevados acolhem a montanha Que lamenta a ida da primavera e contempla a chegada do inverno com alegria. A anciã cobre seu rosto escondendo A idade avançada que através das rugas Mostram a sua longa caminhada Por entre os vales alvos e distantes Que o inverno cobriu-o intensamente. Sejais como a primavera Em tempo de intempéries As flores não deixam de florir E seu bálsamo perfumar e inspirar Os olhares apreciadores dos enamorados. Sejais como o verão Mesmo o sol aparecendo em demasia, As árvores permanecendo imóveis Sua sombra abraça o sorriso das crianças Que se alojam para brindar o frescor do dia. O mar não dorme enquanto passa as estações Permanece vigilante enquanto o navio Cruza as linhas do horizonte A noite se encolhe de frio E o vento ruge deixando as águas serenas.