Seu corpo é um poema, escrito a mãos e desenhado pelas estrelas...
Frases de Ricardo Vitti
607 frases
Um interiorano amável, calados nas bolas farmacêuticas se coloca em estado fetal, nas estreitas vidas, espreitadas nos versos das bulas, um poema, ditado teorema fatal...
Perdidos no lodo, fundidos com a amargura, somos reféns de nós mesmos, somos a exploração de um mundo, vivemos de esmola, numa conjunção de escórias...
Macabro, tudo tão má, as línguas do povo discriminação, enjoo, e, tanta falta, porém insistem, em suas putrefatas afirmações, um composto, talvez nas suas palavras há, um entorno em lhes recochetear...
Somos pássaros que não aprenderam a voar, porém minhas asas as guardo no quarto...
Somos diversificados, diante um parentese fugimos, somos findados pela loucura, um anormal nesse mundo, por mais que se enclausure, eis, o mais belo dos diferentes...
Se afastaram de mim por não me amar, relevei, pois mesmos nas noites frias foi meu coração quem me aqueceu...
Somos seres que viajam, nas estradas, cada fenda atormenta, somos máscaras em lástimas, o sofrimento não é a causa delas...
Por quanto dures Confia-se no tempo, não mais as ocasiões... Vacilam?! Sempre jurastes; como uma pedra, se opusera,
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Por quanto dures Confia-se no tempo, não mais as ocasiões... Vacilam?! Sempre jurastes; como uma pedra, se opusera, num acento beira chão, um momento, oscilação... - Não te desprendas; como viver a esmo?!... Digas-me! Tantas as correntes de água, serão a meu pranto?... Se fores não se desencaminhes, és tão bela a vida, tuas passagens não se encontrarão as minhas... Reluto pensar, quantas orquestradas memórias. Vivas! Não estarei tão longe assim, algumas quadras, do seu existir, longe não queiras, eu, mais sorrir...
Virgulando e passarinhando encena a alma pela liberdade, olhares sondas os campos, triste me vou revoando pela inscritível realidade...
Encontrou o amor?!... Se não, aqui estou, sou o prefixo do caminho daqueles muitos, que um dia talvez, ás usurpou, por meio puro, ou, puríssima... "Paixão..."
Não me desculpo; peço-te perdão... As lantejoulas sobrevoam em festa... Sofro o abuso destas festividades de verão, porões da vida, em teus seios vidraças estilhaçadas me levam, numa viajem por nos domesticar...
Sustento uma falsa alegria, já que me falte você, só convivo com meus pensamentos aterroradores, uma súplica faço a morte por me levar... Sorte?!... Talvez enquanto!...
Carnaval das feras, que interpretam as vezes a arte de matar aos beijos... Somos presas ou caçadores, enquanto nos maquiamos numa guerra interminável?!...
Achas que escrevo sobre o amor por escrever?!... Não darei parte á falsidades, e, ou me entregarei a um abismo sem compaixão de minh'alma, antes a vileza me tomar, me jogarei as traças então me estagnarei sem arrependimento de que possa me acontecer...
Se já gostei de alguém, sou incompleto, vivo a me materializar em um carinho escondido, sobrevoo as folhas, e, como uma borboleta me vou, sou enrustido, á caminhar por um amor...
Quer conhecer alguém, primeiro se entenda, ponha um ponto final nas próprias dúvidas, primeiro se questione, se enclausure em seu quarto, e, deixes as flores fazeres a sua parte, de perfumar o seu obscurecido mundo...
Vou me desfilando entre um amor e outro, solitário e audacioso, não temo uma resposta negativa, aprendi a sofrer, na solidão se encontras mais respostas, que a busca do saber...
Sou do tipo volúvel, como sondado nas minhas paranoias, cego a razão, excrementado e vago no mundo, procurei abraços, me enforquei, no vento oscilado, pairando no azul ácido de minha deterioração, céu tão azulado, no seu purpurejar, sangrado e queimado...
Os sons dos ventos, melodia impar, e, melhor não há, entra nas veias, num êxtase paranormal, nos revela o tempo e nos relê o respirar...
Existem momentos primitivos, que, não estão no subconsciente, um amor que se trincou com o tempo, momento fugaz que tornaram a alegria, a esperança de um novo dia, um reclinar...
Vejo a música como um barco á velas em alto mar, deve-se seguir as tempestades, lutar contra os ventos e se apaixonar sem mesmo ter um cântico, e, poder rimar...
Busca da perda da consciência, vem da paixão, uma característica, aprender no novo, um novo amar...
Calcificados passos Paranoia obscurecida, solidão meio a multidão, sombras e traças a corroer minhas vestes,
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Calcificados passos Paranoia obscurecida, solidão meio a multidão, sombras e traças a corroer minhas vestes, vestido de negro, remedi-o o medo... Vão figurinhas desfiguradas, pessoas me chamam, pelo nome, não sei, onde estou, donde vem, choramingo nas estradas, seguem revoos... Sou um sopro de vida, decorrida das réstias, bramei-a, e, seca chuva em seus pingos deliras, não se importa com os céus, perdido sonho á esmo...