Cabe sempre a todo poder central diminuir as diferenças. Assim como relativar, suavizar e amenizar as diferentes visões e opiniões dentro de um mesmo trabalho. Nunca cabe ao poder centrar qual for impor sua posição por autoridade, supremacia e liderança a quem quer que seja sob o risco de ser dilacerado e apagado por qualquer tempestade externa de hão de vir, por ele mesmo, na triste condução de não ter tido a prudente maleabilidade nos caminhos e entre os sapatos diferentes constitutivos divergentes dos que exaltam os diferentes querer. Qualquer poder central sempre cai por ele mesmo diante do endurecimento artificial, imposição emocional e a equivocada robustez perante os divergentes por menor tamanho que sejam. Afinal ate as menores vontades tem raízes mesmo que muitas vezes não tao claras, visíveis e aparentes.
O para sempre na vida nesta dimensão de constante envolvimentos não existe da mesma forma que da unica perfeita e acertada maneira também não existe pois tudo se movimenta em ebulição e densidade sub-atômica dentro das esferas que se movimentam sem cessar dentro delas mesmas. Vivemos sob varias direções resultantes das conjunções das esferas que por ilusão e manipulação costumamos chamar de tempo presente que não existe pois a vida permanece viva só no infinito. Passado, presente e futuro não existem são meras postulações temporais que o homem inventou para que constituíssem sua efêmera vontade diante do que pra sempre se movimenta, o indomável e imprevisível infinito.
Os governos democráticos devem perpetuarem seus respectivos patrimônios históricos e culturais formadores de sua atual livre identidade como um zeloso aprendizado muito mais que resgatar antigas celebrações que sucinta o desconfortável embate e a triste memoria dos sacrifícios e penalizações entre os vencedores e os vencidos, hoje irmãos de uma unica nação..
A obra de arte de um maduro artista e o dialogo com os diversos sentidos do espectador é inerente, constitutivo e essencial a alma da própria criação. O artista sensível fala muito mais pela construção de indefinidas perguntas e reflexões atemporais e não dimensionais do que por respostas tolas que ele mesmo não reconhece ou tão pouco acredita.
Quando a caravana subiu ninguém latiu ficaram congelados diante ao novo poder estabelecido pelos poderosos mas quando ela passa de volta pelo jeito comum os cachorros vira-latas e franzinos esfomeadas latem mais forte e com uma falsa coragem das desesperanças, aparecem sorrateiramente com o único fortuito desejo de abocanharem pelo menos as sobras, as migalhas e as carniças.
A arte contemporânea brasileira tem que sair das famosas galerias brasileiras e ir de forma cultural, social, cidadã e educacional para as obras publicas nas periferias e nos bolsões de miséria espalhados nas principais capitais brasileiras. O artista plastico e visual que esteja distante disto, não percebe nossa realidade também não exerce sua justa ativa cidadania cultural e deve ser visto pelo mercado como um mero personagem equivocado de espetáculo, onde ele é a unica atracão "mamulenga" do picadeiro e a própria triste e indiferente plateia, desqualificada de um só espectador.
O diamante na natureza nasce de uma molécula de carbono submetida a muito calor e a muita pressão da mesma forma que o amor na natureza humana nasce de uma centelha de emoção submetida a muito querer e muito perdão. Por isto dentro da alquimia sagrada o diamante é a mais valiosa das gemas e o amor é a mais valorosa das virtudes. O amor e os diamantes, são eternos.
Esse negocio de achar que a arte e a pintura contemporânea é isto ou aquilo....já era, pois vivemos em tempos de respeito as diferenças desde que não atinga o direito do que existe e do outro. O pseudo-artista que ainda não percebeu isto, não vive a arte hoje em dia e ainda vive soterrado no passado.