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Frases de Ricardo Davis Duarte

49 frases

EM CONFLITO Perdido eu estou no mundo, Por razões da vida,
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EM CONFLITO Perdido eu estou no mundo, Por razões da vida, Algo muito confuso, De sentido inconcebível, Tiram-me do rumo! Calado, ao acaso, caminhando vou! Por conflitos do intimo, tão intrigado estou! Destituído de prazer... Por quê? Quem sabe, escravo sou! Vontade de nada, sem desejo de causa, Vejo apenas o distorcido pelo medo, Um tremor me ataca, Quisera encontrar meus amigos, deles sinto falta! Pergunto em minha solidão sobre o acerto, Vejo que da hora, já não é tão cedo, Quero meu Deus! Compreendo... Preciso de conserto!

Renunciar é um ato que exige um esforço extremamente doloroso... É uma ação voluntária, inteligente e determinante com busca ao resultado que necessariamente e do seu próprio interesse acontece, mas sempre deixando ao outro o desobrigar cumprir em troca alguma coisa de beneficio,…
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Renunciar é um ato que exige um esforço extremamente doloroso... É uma ação voluntária, inteligente e determinante com busca ao resultado que necessariamente e do seu próprio interesse acontece, mas sempre deixando ao outro o desobrigar cumprir em troca alguma coisa de beneficio, diante do que se faz de si a ele.

VIDA! Vida! Foste minha descoberta o tanto que minha solidão,
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VIDA! Vida! Foste minha descoberta o tanto que minha solidão, De tanto te olhar me venci ao medo de te perder, Pois, o quanto mais te quis, mais de mim fugiste, O quanto mais te amei, mais de ti esqueci, Tornaste-te para mim um algo impossível. Vida! Em tempos eternos não poderei de ti levar recordações, Em meus dias na terra não poderei te fazer o melhor do que desejo, Por isso, faço de tuas lembranças um grande valor de amor, Sabendo que aos dias que se seguem, te perco para o esquecimento, Choro diante da verdade! Aos prantos vivo este meu tormento. Vida! Em que posso acrescentar como ganho a tua perca? Festejar-te-ei aos delírios por tua passagem passageira? Far-te-ei a mente um dolo de pesar a que de ti ganhei? Saborear-te-ei por lamuria de farrapos de trapo das minhas ilusões por ti? Cansado de percorrer por teu gosto, me entregarei à devassa podridão? Vida! Não me deixes ir sem te experimentar como se deva a existência, Não faças do meu festejo um sopro ao além da pura realidade, Não me permitas a mim, de ti apenas um sonho vazio de conturbadas ilusões, Não te aceites apenas por objeto da mente, pensada, imaginada, a razão algo inválido, Não te finde a simples expectativa sem promessas ditas. Vida! Como poderia olhar-te por olhos de engano ao que tens de valor? Como poderia te significar com sentido de algo inóspito ao puro divino? Quando enquanto te querem aos desejos, por ti espero ao puro amor, Aos que te veem na viração do dia, te fazes brilhar como encanto passageiro, Mas, de tanto te observar, atrevo-me a uma admiração por ti enquanto eu existir! Vida! Resumo meu dito: Não estagnarei meus sonhos contigo, Mas esvaziarei de mim as ideias infundadas no meu mundo sonhado. Finalizo: Não viverei o desespero da tua falta por faltares, Mas carregarei em minhas lembras toda bela impressão de tua imagem. Tu foste o máximo em teus valores a mim, sempre, o meu admirável sem fim.

Ter paciência é a maior prática de vida dos que estão desalentados, em meio as incertezas do que se faz por necessidade para bons experimentos a existência, quando ficam apavorados pelo medo da possível incapacidade em sua visão, de obterem suas conquistas necessárias ao gosto. A…
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Ter paciência é a maior prática de vida dos que estão desalentados, em meio as incertezas do que se faz por necessidade para bons experimentos a existência, quando ficam apavorados pelo medo da possível incapacidade em sua visão, de obterem suas conquistas necessárias ao gosto. A paciência, dádiva de Deus ao espírito humano, pode em seu efeito, mudar toda uma história de dor, em prazer de gosto ao que se apresenta como satisfatório. Acreditar é mais do que apostar no acerto do alvo que desejamos alcançar. Eu acredito, que por meio da confiança e esperança em Deus, a vida, pode proporcionar aos que nele esperam boas e agradáveis coisas.

A AREIA E A PEDRA Certo Homem queria saber sobre valores, e procura um ancião onde pergunta sobre como descobrir aqueles que permanecem para sempre, quais os que perduram por toda a vida! Então o ancião disse: Pegue um punhado de areia e uma pedra ao chão, depois entre num barco…
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A AREIA E A PEDRA Certo Homem queria saber sobre valores, e procura um ancião onde pergunta sobre como descobrir aqueles que permanecem para sempre, quais os que perduram por toda a vida! Então o ancião disse: Pegue um punhado de areia e uma pedra ao chão, depois entre num barco e navegue até o meio do rio em sua correnteza e, ao chegar, jogue um após o outro nas águas e fique a observá-los até cada um desaparecer da sua vista, e volte até aqui. O Homem assim o fez. Voltando ao ancião, lhe perguntou sobre a razão de ter observado a areia e a pedra colocada sobre as águas. O Ancião indagou ao Homem sobre a areia! O que percebeste ao coloca-la sobre as águas? O Homem disse que a princípio, a areia pairou sobre as águas liberando uma fina poeira, caindo tudo sobre as águas fez-se uma mistura de cor barrenta, rodou um pouco fazendo um círculo meio distorcido e depois começou a se afastar lentamente e dissolver a sua cor até desaparecer por completo. Em seguida o Ancião pergunta ao Homem sobre a pedra colocada sobre as águas! O que percebeste quando a pedra foi colocada sobre as águas? O Homem disse que ao contrário da areia, a pedra, imediatamente quando colocada nas águas, afundou, sendo a princípio, lento e de balanço de um lado para o outro, até desaparecer da sua vista na profundeza do rio. O Ancião disse que, os valores que perduram são como a pedra que se funda por sua solidez, indo de um lado ao outro das intensões, e, ainda que não o vejamos com clareza em sua profundidade, sabemos que ele está a onde o colocamos, a onde o fundamos. Os valores que permanecem são em sua essência, uma força de massa persistente, passando a existir como contribuição a construção da moral para o indivíduo em seu bem estar, em acúmulo, também servem para contribuir ao estado de bem para a harmonia da vida de si e do outro. Encontrando estes valores irás bem! Porém, tal qual a areia que se espalha como poeira, e que, ao cair sobre as águas lhe escurece, mas, rapidamente se dissipa, esta é como os valores passageiros que, por não terem consistência e solidificação, ao ser procurado como norteador à vida, não o encontramos jamais depois que se dissipam. São valores aparentes, de fácil desaparecimento, por não tratarem do que virá a ser o que existe de bem a sociedade em sua moral, procurando apenas o que pode ser ao agrado de indivíduos que vivem para si, sem jamais se importar com o outro em seu bem estar. Então, disse o Ancião: Solidifique seus conceitos sobre o certo e o errado, sobre a decisão e a aceitação, estes valores poderão anunciar tuas obrigações e avaliar tuas intensões, indicando, por exemplo, o sentido de honestidade, responsabilidade, liberdade, felicidade, o bem, o mal e etc., já que são valores que nunca deixarão de existir, pois foram fundados e não espalhados, foram depositados em lugar que sabes onde se encontram, pois quando fundados, passaram a fazer parte de você, em tua consciência.

IMPUNIDADE Impunidade é falta de castigo devido, Por fazer do outro um sofrido,
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IMPUNIDADE Impunidade é falta de castigo devido, Por fazer do outro um sofrido, Em sua força torna-lhe um ferido, Abatido! Impunidade a quem faz opressão, Aos que, inocentes colocam em prisão, Fazem-nos chorar na solidão, Repressão! Impunidade dos que se dizem macho, Fazendo mulheres calarem, Machucam seu corpo por não lhe amarem, Matam! Impunidade aos pervertidos, Abusam crianças por seus vícios, Estrupam, dilaceram, vitimam, Anomalias! Impunidade que sangra a sociedade, Que descredibiliza suas leis aplicada, Tornam inoperantes os critérios que lhes criaram, Falseada! Impunidade que nunca acaba, Quem faz o mal logo fica em liberdade, Justiça branda aos condenados, Inculpáveis! Impunidade que faz-nos pensar no que falta, Precisamos exigir da política leis mais eficazes, Prisão perpétua a quem mata, Severidade!

SENTADO NA CALÇADA Caminho pela calçada No meio fio junto ao asfalto
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SENTADO NA CALÇADA Caminho pela calçada No meio fio junto ao asfalto Até chegar à minha casa Da rua no outro lado! Sentado no banco Está Preto Veio de branco Ele, pai e tio, o mais assanhado do bando, De toda moça que passa ele olha com encanto! Chego de prosa Passo de conversa vai com lorota Preto Veio dá muxoxo e no muro se encosta Meu tio pega o fumo e no papel enrola! Feito o cigarro tio bota no bico Preto Veio sentindo o cheiro pega o cachimbo Encosta-se ao poste e bate com ele na quina No canto, ainda se vê do dia de ontem suas cinzas! Papai olha para mim e sorrir Do fumo maldito ele nunca quis Sempre disse que ao pulmão ele agride! Escuto uma voz dentro de casa É minha mãe que da cozinha me estende os braços Ela me olha de longe com olhos apaixonados Faz-me sentir como um filho amado! Ela vem depressa pra me abraçar Ela sorrir como nenhuma outra do bairro Seu avental ainda está todo molhado É certo que estava na pia lavando os pratos! Ficamos juntos até anoitecer Comemos bolo, tomamos café... A nada eu rejeito Eles vivem uma amizade que não tem preço Brigam, brincam, riem... Tudo com muito respeito!

DE MENINA, A MULHER DE CORPO CONSAGRADO Hoje você faz mais um ano de vida... São tantos...
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DE MENINA, A MULHER DE CORPO CONSAGRADO Hoje você faz mais um ano de vida... São tantos... Tão poucos! Que mais sejam de alegria... Que poucos sejam de agonia! Tu sabes... Fazes do melhor à tua vida! Tens sido de força ao ganho, Tens ficado distante do engano, Que nesta força nunca tenhas dano! Que no nunca, o sim... Ao experimento extravagante do teu querer, Deixe de ser como sendo o imponente! Que o não... Seja no sempre, força de vontade da consciência pelo saber! Que sempre entendas, E, que o erro não te engane! Que sempre te faças compreendida! Que de tua verdade obtida, Sempre tu tenhas posse de plena guarida! Foges aos quantos te querem, De todos por um querer maldoso, De tantos que não faz jus ao que és! Rejeitas... Rejeitas aos que não te vêem em teus valores... Não te baste aos que do teu belo interior não enxergam! Aos tais dos quais te olham mais pelo desejo, Que, em tua beleza são vencidos por sentimentos impropérios, Esfomeiam-se apenas pelo encanto da formosura do teu belo, E, não entendem que perceber-te é descobrir tua pureza... Deles, desencanta-te, não se dobrando ao seu desfigurado prazer! Escuta-me como amigo ao teu ouvido meu sussurro: A estes, te fazes intocável! Fazes-te impossível! Do teu tudo, apenas com perfeito amor, Seja por gosto em pureza, cedido ao outro do teu belo visível! Que deste dia, De poder a consumação da felicidade, Como sempre... Tu que te mostras superior, Digas não a todo tipo de leviandade! Repousa nesta data o melhor do que vives! É o hoje... De tamanha importância a teu prazer em existir! É do hoje... De grata ao que se pode mostrar de ti! Hoje te fazes mulher... Mulher de corpo consagrado! Deixaste de ser menina... Não insistas! Olhas ao teu redor... És esplendida... Venceste! Então, digas assim: Este é meu dia! Dia que me consagro mulher experiente! Dia de tanto gosto à minha satisfação esperado! Reconheces: Fizestes-te dona de si! Desfrutas... Que seja ele o mais querido... Em tudo agradável! Apresento agora um ultimo desejo: Que datas como esta de brilho encantado, Seja por ti, outras vezes comemorada! Mas, que sempre tenhas de Deus à tua festa, Por Sua Divina Glória ao teu tudo adornada!

A LAGOA SECA Os pássaros não cantam Os peixes não pulam
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A LAGOA SECA Os pássaros não cantam Os peixes não pulam Os animais morrem, A cerca está quebrada As arvores estão caídas As crianças não correm, Os rios não transbordam O arado não abre a terra Os calos nas mãos não doem, A lagoa está seca A cava aparece O espaço rachado se mostra, Falta água Não existe pasto Restam apenas ossos, De chinelo no pé De mochila na mão Do campo vai-se embora, Dos que ficam a espera Guardam sua fé Que do céu venha chuva sem demora.

MOÇA MORENA Tu tens jeito de menina sapeca, Projetas um rosto feliz,
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MOÇA MORENA Tu tens jeito de menina sapeca, Projetas um rosto feliz, Como tu és bela! Vejo-te como moça mulher, És tão viva! Uma donzela moça, Moça morena mulher! Tu és o que sempre quis, Inquieta-me! Para junto de ti, Leva-me! Com teus lábios carnudos, Adoça-me! Com teus seios incríveis, Emudece-me! Em teu ventre torneado, Adormece-me! Faz-me a ti um escravo... Torna-me um a teu serviço... Domina-me aos teus desejos... Faz de minha vontade uma sempre tua... E em meu querer um sempre detido ao teu. Moça morena! Faço-te saber do que serei: Apreciador dedicado da cor de tua pele; Admirador incansável da tua figura que me estonteia; Desejoso ardente do teu corpo. Em tudo do teu tudo, Sonharei por infinitas vezes, Pois, ainda que não me sejas minhas, Ser-te-ei a ti, moça morena, Por eternos sonhos meus.

O SER E O NADA Acredita-se sobre o Nada, que não é positivo nem negativo, Algo como o sem no tudo, que não existe de si ou para si,
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O SER E O NADA Acredita-se sobre o Nada, que não é positivo nem negativo, Algo como o sem no tudo, que não existe de si ou para si, Não podendo afirmá-lo como Ser, por ser um provável impossível. O seu possível é o não como realidade anterior ou posterior, dentro da existência, Já que existir é estar como Ser que existe do Ser e continua como tal numa permanência Mas, quando se trata do Nada dizemos que não é por se tratar de ausência. Se o Nada É, então existe como Ser com poder de se auto nadificar, Ele traria evolução ao Nada, ao em vez do Ser e tudo não seria como está, Seria então o Ser em sua semelhança idêntica e isso não se podem afirmar Pensando bem, se o Nada fosse o Ser, ele seria gerador do Nada antes do próprio Ser, Gerando o Nada haveria potencialidade a ação criadora de grande poder, E no lugar do Ser como Ser, apenas o Nada viria aparecer. Que absurdo seria esse Ser, com semelhança idêntica do Nada, É o contraposto do que se conhece sobre o Ser, na realidade em suas partes, Uma idéia diferente em averiguação e julgamento do que hoje se sabe. Portanto, concluímos dizendo que o Nada não é como existência, Não sendo o Ser, se trata de conceito e não uma ação em seqüência. Pois o Ser como causa das coisas é de todos a sua essência.