Algumas pessoas têm a complacência do tempo...
São formosas quando sementes, delicadas quando pequenos botões, adoráveis quando adultas e inesquecíveis quando distantes ...
Seus perfumes habitam as memórias de quem as admiram de forma tão marcante, que poderiam até se materializar durante um doce, ligeiro, inesquecível e terno beijo roubado...
No meio de uma praça, com as mãos entrelaçadas...
Abra seu sorriso
Abra sua mão
Abra seu caminho
Abra seu coração...
Feche seus olhos
Crie asas da imaginação
E voe longe...
Alto...
Mais alto...
Ainda mais alto...
Sinta-se poderoso...
Sinta-se perto de Deus...
Agora abra seus olhos...
Vê aquele grão de areia...?
Aquele, junto de bilhões de outros?
Consegue ver cor nele?
Não consegue, não é mesmo?
Este grão de areia é você...
Igual a todos os outros...
Aos olhos de Deus, somos todos iguais...
Por que então vemos diferenças entre nós?
Levante-se daí, abrace seu irmão mais próximo
Seja ele branco, negro, amarelo...
E ame-o pelo que ele é, não pelo que aparenta!
Deixo a porta entreaberta
Para que você
Volte um dia...
Mas, a cada batida errada,
Há o risco do interesse Descuidado...
Carente...
Tomando o lugar
Da esperança
Toque-me com gentileza...
Extraia as mais lindas notas do meu querer...
Usa-me para o seu prazer...
Venha comigo...
Sinta comigo...
Ame comigo...
Fique comigo...
Sua luz natural
Se confunde com o luar
O contorno do seu corpo
Insinua a beleza
Das suas curvas...
O perfume dos seus cabelos...
A maciez dos seus toques...
O calor dos seus lábios...
O sabor dos seus beijos...
Num dia, foste distância,
N'outro foste toque...
Num dia foste saudade,
N'outro foste constância...
Num dia foste abandono,
N'outro foste aconchego...
Num dia foste arrogância,
N'outro foste apego...
Em infindáveis noites foste frio...
Agora, delicioso calor...
O espírito clama
A carne sofre
O desejo suplica
A saudade mostra-se em néctares variados
O perfume do amor inunda todo o ambiente
É a vontade mais profunda...
Carência do teu afeto
Do teu carinho...
A expectativa do teu toque a despertar os meus poros
Faz-me rolar em brancos lençóis
Que todas as noites reclamam sua ausência...
Dá-me tua presença!
Entrega-te ao nosso amor!
Abranda o pulsar do meu peito!
Deixa-me habitar em ti definitivamente!
Um bom vinho
Não é conhecido por seu rótulo
É preciso vir de boa casta...
Ter aroma sutil...
Ofertar sua alma delicadamente
Ser encorpado, embora suave...
De atraente paladar...
E oferecer prazer sem par...
Assim deveriam ser as pessoas...