- Devagar! - Eu estou devagar! - Não está!
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- Devagar! - Eu estou devagar! - Não está! - Estou! - Desacelera. - Estou tranquilo. Relaxa! - Não. Desacelera. Estou com medo. - Estou aqui. Não precisa! - Mas eu estou. Desacelera! - Tudo bem. Por você eu faço. (Silêncio) - Mais devagar! - Mais? - É. Mais! - Não posso continuar desse jeito. - Claro que pode, vai com calma! - Nunca chegaremos a lugar nenhum do seu jeito. - Nunca chegaremos a lugar nenhum DO SEU JEITO! - Não grita comigo! - Não grita, você! Sempre faz o que quer. Seu egoísta! - Não sou egoísta! - DESACELERA! - Não. - Pisa no freio! Quero descer. - Não vou deixar. - Pisa! - Não. Te quero aqui! - Me deixa SAIR!!! (Som de freada brusca em uma estrada seca. Aquele barulho de pneu estrondoso) - Ai meu Deus! - O que foi? - Acho que atropelamos! - Quem? - O amor!