PALAVRAS DESCRUZADAS
Ainda não vi os mares azuis,
Não vi as telas de Da Vinci,
As pirâmides do Egito ou
O grande Taj Mahal.
Apenas à vi e senti...
Senti a beleza e seu encanto.
Havia um brilho nos teus olhos
E doçura na tua voz.
Minhas palavras descruzadas
Conseguiram alcançar seus ouvidos,
Num breve sussurro eloquente...
O coração palpita convulsivo,
As mãos tremem e são gélidas,
Mas o corpo todo é quente!
Quando estende o sorriso é o momento em que Deus pinta uma tela e abrem-se os céus de mundos paralelos...
Quando o abraço envolto a mim é o calor universal que toma proporções gigantescas dentro do meu eu...
E o brio encantador que vem sereno despertando o ardor e a fúria de corações acalentados pelo medo e a solidão...
IMPERFEITO DO INDICATIVO
Andava... Fitava o olhar em seus pés.
Não falava... Apenas sentia o vento bater no seu rosto.
E escutava... Palavras que horas feriam, outras curavam.
Não se arriscava... Sente-se seguro em seu posto.
Observava... Avistando a perfeição.
Apaixonava... Quando surgia no caminho.
Chorava... Ao se encontrar sozinho.
Amava... Atento a sua afeição.
Faz-me Bem
Toda essa beleza que vejo em você,
Faz-me tão bem;
Todo riso que estampa seu rosto,
Faz-me tão bem;
O brilho dos teus olhos me olhando,
Faz-me tão bem;
A voz que canta meus ouvidos,
Faz-me tão bem.
Notaste o quanto sua presença
Faz-me bem?
Olhe nos meus olhos,
Sussurre palavra qualquer,
Dê-me um sorriso
E sinta-se bem.