Eu me apego a esse seu silêncio exposto curto...
...porque se fosse longo, nem sei que tamanho seria essa sua falta.
Te amo, J.
Amo demais.
~*Rebeca*~
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Até que ponto vai o sintoma de uma saudade? Como pode alguém viver de saudade, se convive com a pessoa todos os dias e usufrui de momentos que os piores conseguem ser perfeitos? Uma mulher que virou escoteira de um amor cheio de saudades. Tem dias que a saudade de tão frenética vira insônia. Outros dias de tão plena, vira descanso dos pensamentos contemplativos. Saudade que virou uma aventureira na emoção. E emocionar uma saudade ao ponto de se fazer suave, é saber escalar uma montanha emotiva e ver lá de cima o camarada chamado amor, fazendo culto a santidade chamada lembrança. Na velocidade que desço essa montanha de devaneio, não me responsabilizo se esbarrar em qualquer recordação que esteja sendo cultuada. A saudade do nosso excesso é tão grande, que pensar com calma tira a comoção que já é acostumada. Nostalgia que nunca foi arquitetada dentro de um momento tão pensado. Uma saudade que sabe ser audível e quanto mais alto... melhor.
A minha saudade tem sombra e é a dele.
~*Rebeca*~
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O grande barato nesse amor é essa porta permanentemente aberta quando a barra aperta. O amor não precisa ficar batendo à porta se dentro de mim tudo fica escancarado. Dependente demais dessa sensação onde o despertador da emoção fica sempre em alerta. Toda hora é hora pra acordar e continuar com o processo natural do nosso mundo. Muitas vezes nem durmo, toda embasbacada com o jeito dele que sai matando todas as criaturas pra me domar. Macho muito do invocado que quando fica rodeando a fêmea dele, dá até pra imaginar os músculos das costas dessa fera subindo e descendo pra me conquistar. Não seguro a onda quando meu chão desmorona e minha força falha. Eu necessito desse homem perto, mesmo que a briga seja do papoco. Por mais que existam socos e pontapés, ele não me deixa cair no chão sem antes pegar na minha mão pro impacto ser mais manso. Adultos gritam quando contestam, homens perdem o controle e mulheres se descabelam. Mas o que seria de uma vida sem a emoção? O que seria do amor se não existisse o medo do adeus? O que sinto soluça só de pensar nessa possibilidade de continuar meu trajeto sem meu homem por perto. Pego a espingarda dos meus sentimentos mais aterrorizantes e dou um tiro carregado de claridade. É o tipo de disparo que exprime o meu amor cheio de luz e encantamento. Por mais que a situação fique totalmente desarranjada, levanto os braços para o céu e peço trégua naquela urgência. Que seja farto e rechonchudo esse nosso sonho que não chega ao fim e nem nunca chegará. Vivemos em descontar o que sentimos. Se esfrego na cara dele toda minha imensidão, ele arrasta na minha sua mais louca paixão. E assim confabulamos, planejamos, veneramos, sonhamos e desejamos. Uma mescla de amor que sempre soube como ninguém me possuir, controlar e dominar. Incorporo uma fascinação pelo homem que amo e em troca me deixa totalmente ilhada com amor que nunca acaba. Aprendi que a força de um coração é mais forte que qualquer situação fortemente armada...
... amor inumano esse que sinto.
~*Rebeca*~
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Se um dia eu pude fazer dessa minha transparência a alma das palavras que te encantam, foi porque nenhuma linha se sentiu envergonhada com essa nudez nos sentimentos. Meus olhos só enxergam o seu amor, minha alma só tem aura quando se encontra com a sua... bem no meio da menina dos olhos do seu coração.
Rebeca
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Era uma vez uma Cadeira que se apaixonou perdidamente pelo Sofá. Vivem na mesma sala e o ambiente sempre fica mais aconchegante quando os dois ficam de frente. A estampa do assento da Cadeira, combina com o estofado do Sofá. E quando a Cadeira quer ficar mais faceira pro lado dele, coloca uma almofada toda estampada e bem espalhafatosa em cima dela, só pra fazer um volume a mais no seu penteado. O Sofá por sua vez, pega a manta mais bonita e coloca em cima dele, só pra ficar com um aspecto mais jovial. Passam o dia nessa paquera linda. Os raios de sol entram pela Janela que vira espectadora do amor gostoso desses dois. Janela todos os dias deixa uma fresta para o grande astro entrar iluminando tudo. Sem prestar muita atenção com tanta gente passando e empurrando, Sofá e Cadeira ficam bem próximos e fazem dessa aproximação um momento de tamanha importância. É, certos empurrões são plenamente desejáveis. Uma rotina que virou ritual sagrado, que virou estória e dentro dessa ficção acabou virando vida. Quando o braço da Cadeira bate de leve no braço do Sofá, a almofada treme e a manta sobe. Os dois não sabem disfarçar a excitação quando o inarredável muda sua opinião. Aproveitam ao máximo esse momento mágico e fazem da paquera o contexto dos seus sentimentos. Impacientemente o Sofá desenha no amassado do seu encosto um coração. Automaticamente a Cadeira treme na base e fica adoravelmente provocante. Um amor que espera todos os dias esse encontro tão sonhado. Intimidade que não se assusta com um amor que sabe incendiar o imaginário.
Essa Cadeira sabe amar extravagantemente esse Sofá.
~*Rebeca*~
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faz algum tempo que recheio meus pensamentos com seus sabores e o gosto que vem do coração consegue ser o mais gostoso que já provei. aprendi que o amor delicioso sempre vai depender da maneira que ele é feito. na sua mistura tem que haver maciez no sabor, a pitada de sentimentos furtados e aquecimento de delírios bruscos. depois só é aparecer pra tirar meus pedaços mordidos e deixar no molho seus beijos desenhados.
~*Rebeca*~
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amor que de tão bruto se fez gente. amor que de tanto rugir virou um animal indomável. amor que de tanta fome nos devora. amor que de tão puro beira a inocência...
... perdi a cabeça e encontrei seu coração
~*Rebeca*~
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Salve, salve!
O amor e todas as emoções. A emoção e todos os seus delírios. A elegância da sua personalidade...
... ama a delicadeza dos meus pontos...
... e as travessuras de sonhos estruturados de felicidade.
O meu amor fez meu coração viver tiquetaqueando. Com cada arritmia bem sentida, eu perdia o fôlego mais ainda. Inventei de tudo e mais um pouco pra deixar a atenção dele totalmente voltada só pra mim. Consideravelmente insultei uma sede até realmente não aguentar mais. O amor começou a crescer, ficou escandaloso, bem descarado e por mais que dois amantes apaixonados sejam fortes com palavras sentidas, nunca, em momento algum, fizemos de um momento algo pé-rapado. Sempre deixei minhas palavras oferecidas e com brechas bem abertas, só esperando o momento pra ser pega por trás e de surpresa. É, ele foi duro na queda. Gotejou na minha boca sua genialidade e eu catei todas as palavras pra impressionar com meu carinho. Amor que nunca foi pré-cozido ou enlatado, sempre foi feito na brasa ou bem cozido na hora que tudo pegava fogo. Gamei gradualmente no tempero do camarada e essa gamação de primeira sempre foi incontestável. Não deu outra, não tinha como voltar atrás o que já estava às léguas.
Esqueça mesmo e muito bem esquecido, todos os momentos que vivemos, todos os inteiros sentimentos e todos os meios finais. Esqueça mesmo e muito bem esquecido, todos os latidos fortes que demos, todos os gritos de alegria que tivemos e todos os ais. Esqueça mesmo e muito bem esquecida, todas as voltas que fizemos num mundo salvo por nós, todas as provas de amor quando reconhecemos o cheiro do amor embaixo dos lençóis. Esqueça mesmo e muito bem esquecida, todas as palavras que um dia fizeram efeito e que significaram algo além de suspiro nos enchendo de esperança. Esqueça mesmo e muito bem esquecido, que sobrevoamos todos os LIMITES e fizemos ninho no frescor de uma árvore que soube comandar o fluxo da nossa vida com vento forte. Esqueça mesmo e muito bem esquecida, todas as juras de amor que dissemos, todas as sensações gigantes que sentimos e todas as vontades alucinantes. Esqueça mesmo e muito bem esquecido, todos os frios que ficaram pendurados nos pés de um coração que foi aprisionado e todas as explosões de almas que se acostumaram com fogo. Esqueça mesmo e muito bem esquecido, os momentos que contornamos nas discussões desembestadas e toda a razão que sempre foi dona dela mesma. Esqueça mesmo e muito bem esquecido, todos os animais selvagens que fomos e nossas excitações fulminantes. Esqueça mesmo e muito bem esquecido, que te amo feito uma condenada e que esse meu amor nunca foi tapeação. Esqueça mesmo, muito bem esquecido e deixa apodrecer lá no canto de qualquer lembrança vaga o que restou de nós.
~*Rebeca*~
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Fechei os olhos e corri, corri, corri, corri, até perder todo o fôlego, afogada em mim. O pensamento se diverte com o vento que seca lágrima e tormento. Ele gosta assim, quando se perde numa estrada sem começo e sem fim. É pensamento, você quando quer é capaz. Apertei mais um pouco os olhos e corri, corri, corri, corri, até essa angústia ser derrubada no chão e massacrada por mim. Por todos os motivos do mundo estou assim... corrida, corrida, corrida, corrida...
... acho que preciso voar pra poder me alcançar.
Não adianta. Quando amamos ao máximo não nos acostumamos mais com nossos mínimos. Falta algo e sobra desespero na alma. O corpo sente, a alma pesa e a mente desacelera. Desacelerar uma mulher que descobriu que dentro da malícia existe amor ingênuo, é tirar dela o ingrediente que tanto buscou, para dar sabor a uma vida insossa. Angústia toma conta de todas as brechas e o vazio preenche com doses de saudade. Tenho que seguir na sua direção. Tenho que saber que existe um ponto de chegada, nesse meu ponto de partida. Não passei uma boa parte da minha vida procurando, para jogar tudo fora como se não fosse nada, se você agora é tudo. Os loucos são apaixonantes. Os doidos sabem amar e não se importam com a reação que estão causando.
Rebeca
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Amor histérico que sabe fazer um desejo implorar pela sua cara no meio das minhas pernas. Poucas palavras que sabem deixar uma mulher inundada...
... vem fechar minha torneira...
... e se não fechar...
... abre a boca e me toma toda.
~*Rebeca*~
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