Do passado me esqueci. No presente, me perdi. Se chamarem...
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Do passado me esqueci. No presente, me perdi. Se chamarem... ... diga que saí!
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Do passado me esqueci. No presente, me perdi. Se chamarem...
Do passado me esqueci. No presente, me perdi. Se chamarem... ... diga que saí!
Combinar rock com baião foi a fórmula certa pra chamar a atenção. Mas foi só o começo.
O dia apresentava como que envolvido por uma névoa branco-acinzentada e chegava a lembrar o famoso fog da Inglaterra. No ar pairava uma coisa mágica que só os ingleses também sentem como uma coisa natural, que faz parte deles, que nasceu com eles. Eu caminhava absorto e atento ao…
O dia apresentava como que envolvido por uma névoa branco-acinzentada e chegava a lembrar o famoso fog da Inglaterra. No ar pairava uma coisa mágica que só os ingleses também sentem como uma coisa natural, que faz parte deles, que nasceu com eles. Eu caminhava absorto e atento ao mesmo tempo, completamente envolvido por tudo o que estava à minha volta, e ao mesmo tempo completamente tomado pelo ambiente que me envolvia em seu clima a cada instante, me levando a esquecer que existia qualquer outra coisa que não fosse aquilo. E foi nesse estado que de repente fui tomado de surpresa e "volta à realidade", por um barulho alto, estridente e agressivo pela surpresa com que se fez ouvir. Parei como um gesto de defesa e precaução instintivo, sentindo o coração acelerado e o sangue correndo em todo o meu corpo, me colocando todo em posição de ataque contra o que havia se intrometido em minha privacidade de uma maneira tão inconveniente. E qual não foi minha surpresa ao deparar com um ser nunca visto por mim nem parecido, em qualquer parte do mundo ou em qualquer coisa. Era como um velho de longas barbas brancas, nu, magro, mostrando as costelas que lhe pulavam no corpo. Os cabelos longos e lisos caídos pelas costas e braços finos e ossudos, um sorriso meio sarcástico dentro de um ar inteligente (gosto muito de pessoas com ar inteligente) e um olhar azul onde se poderia ver claramente uma segurança e uma certeza de saber que ali o que podia conduzir as coisas era ele, e não eu como sujeito fraco e medroso com o fato de temer o inesperado. - Ei, você também é um inesperado para mim (disse ele como se eu tivesse dito qualquer coisa a esse respeito), pois nunca o vi antes e você invadiu o meu ponto. Quase sem conseguir balbuciar qualquer palavra, respondi: - Que... Que é você? - O que você quiser que eu seja - respondeu-me como se isso fosse fácil para mim de entender. Depois de alguns segundos, sentindo aquela presença que me fixava e transmitia milhões de sentimentos nunca antes experimentados por mim, tentei entabular uma conversa.. - Olha, não estou entendendo nada, não sei como nem de onde você apareceu, mas o que é que você quer? - Ora - disse o velho -, como já disse, você entrou no meu ponto. Eu estava descansando aqui quando você me pisou me ignorando completamente. Voê acha que pode sair por aí pisando nas pessoas, como se elas não existissem? - Mas eu não o vi. Não havia nada aqui a não ser essa àrvore, algumas pedras e grama... - E você diz que isso é só? Eu sou isso tudo. Eu sou a grama deste lugar e estando em contato com a árvore sou também um pedaço dela, e as pedras também me compõem. - Ora, mas isso existe em todo esse lugar, e até agora não havia ninguém reclamando nem comigo nem com ninguém. Onde estão os outros? - Ah, eles normalmente quando vêem vocês (humanos) se aproximando, ou se escondem embaixo da terra ou voam e ficam esperando que vocês passem para que possam voltar aos seus devidos lugares. Mas eu já estou velho e me cansa muito todo esse exercício de subir e descer. Vocês deveriam sentir mais as coisas em volta de vocês, não acha? - Sim, sim, você está certo, mas realmente estamos acostumados a fazer isso como se fosse nada. - Ah, ah, aí que está. Vocês não querem se aperceber do que existe por que é muito mais cômodo desconhecer do que tomar consciência, não é? isso implica cuidado, cautela, respeito e consideração, e pra vocês, já pude notar que é bastante dificil. Oh, vocês são tão complicados. É só uma questão de despertar os sentidos e desenvolvê-los, já que eles fazem parte de vocês. Mas sente aí. Não há ninguém por perto no momento. Aceitei o convite e sentei ao lado daquela figura que se espalhou pelo chão como uma sombra-água, sem forma e descontraída. Seus olhos agora estavam fixos numa folha que lhe roçava os lábios, e comeu-a inesperadamente. - OK, venha comigo. - E, sem me dar tempo para pensar, levou-me com ele para sua forma, para seu mundo. (1977)
A LEI DA INSEQUABILIDADE Muita gente ainda hoje se pergunta se é insequapível ou não. A resposta é clilófricamente simples: A lei da insequapibilidade pode ser explicada baseando-se no método do "Diafragma de Aquiles". Tomando-se por base os crepúsculos de diferentes dimensões,…
A LEI DA INSEQUABILIDADE Muita gente ainda hoje se pergunta se é insequapível ou não. A resposta é clilófricamente simples: A lei da insequapibilidade pode ser explicada baseando-se no método do "Diafragma de Aquiles". Tomando-se por base os crepúsculos de diferentes dimensões, alia-se ao pentagrama diluvial pela quinta lei de Newton, lei esta referente à gravitação das histórias em quadrinhos em torno dos velocípedes. Daí onde a teoria vigente entra em desacordo com a referida insequapibilidade. Insequapíveis? Sim, porém insequapóveis em certos aspectos, quando examinados pelo oblíquo lado da patinete. Fórmula (Segundo ou terceiro Godofredo IV do Irã) I - Retumblências transpurcar com azôto de carbono. II - 3% de Rataclenas quentes. III - 6 litros de pisceleto à gampôla na manteiga. Fórmula algébrica da insequapibilidade: X3 + nada = ou parecido.
Estou perdido na varanda de Mercúrio sem asas para perseguir meu eco. Estou dominado pela rainha Medusa, sentada na sua poltrona de veludo verde com seus nove cães de prata ao lado. Estou agora em labirintos de anis, onde mordomos gentis sorriem bemóis.Me cumprimentam cordialme…
Estou perdido na varanda de Mercúrio sem asas para perseguir meu eco. Estou dominado pela rainha Medusa, sentada na sua poltrona de veludo verde com seus nove cães de prata ao lado. Estou agora em labirintos de anis, onde mordomos gentis sorriem bemóis.Me cumprimentam cordialmente, centauros errantes nos pastos lilases do lado de fora. Cavalgo em renas de rendas em desvairada velocidade para, angustiado, alcançar seus cabelos de nylon que enfeitam a bandeira dos sonhos. E lá se vai eu. Estou correndo no sangue das verdes veias duma idéia que brotou da fonte do ano que passou. Sento-me no amarelo.Estou chorando em hipérboles!Estou perdido na varanda de Mércurio sem asas para perseguir meu eco.Estou no espaço cósmico.Na plasmibiose do universo que se agiganta e me engole.Estou há bilhões de anos-luz distante de mim mesmo. Gentes de cera lustrosa arrastam seus corpos em direção á porta do nada.Suco de clorofila borbulha em espumas verdosas em canecos de bronze, onde anões bebem sem boca. Agora onde estou eu não sei. Nem nunca soube. Estou no cume do arco-íris?Na parte da roxa daquele transferidor? Sei lá. Nem m`importa. Sentado, sozinho, sem medo de cair, ás sete horas de cores e uma mistura, eu pouso pacato em plutão, montado numa borboleta gigante, tranquila, quieta e colorida. Pouso pacato em plutão, com um guarda-chuva e uma máquina de costura (daquelas singer antigas de pedal, que vovó usava para fazer gorrinhos para mim). E a chuva não promete deixar vestigios.
Oh! Oh! Oh! Seu Moço! Do Disco Voador Me leve com você
Oh! Oh! Oh! Seu Moço! Do Disco Voador Me leve com você Prá onde você for Oh! Oh! Oh! Seu Moço! Mas não me deixe aqui Enquanto eu sei que tem Tanta estrela por aí...
As pessoas não morrem, só acordam do sonho da vida.
Os meus fantasmas tornaram minha solidão em vício
Eu devia estar sorrindo. E orgulhoso. Por ter finalmente vencido na vida. Mas eu acho isso uma grande piada. E um tanto quanto perigosa.
Eu prefiro ser essa metamorfose âmbulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo... Sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei por que.
Ninguém tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo. Eu me pertenço e de mim faço o que bem entender.
Enxugue estas lágrimas Não fique triste assim Um dia voltarei meu bem
Enxugue estas lágrimas Não fique triste assim Um dia voltarei meu bem Aqui não é o fim Dê-me tua mão É teu o meu coração Não vou te esquecer Não fique a temer Pois o nosso amor Não foi em vão
Deus - o que é? E não quem é D eterminação E nergia
Deus - o que é? E não quem é D eterminação E nergia U niverso S uperior Ei-lo descrito e traduzido por essa gramática "racionalista" que define tudo em apenas cinco letras. Poderia também ser: D esnecessário E nigmático U surpador S afado Eis a minha gramática: Quando a razão afirma que Deus é a causa do mundo, só existe um termo concreto, somente um lado de experiência que é o mundo, enquanto o outro Deus é totalmente suposto. Deus seria então uma afirmação inverificável; uma pura hipótese que pretende explicar os fatos, mas que está impossibilitado de explicá-los. Lembrando as palavras de Laplace: "Deus? Não necessito desta hipótese". Nós temos direito de procurar a causa no mundo, mas não de inventar uma causa do mundo. É tudo muito fácil: "Por que o mundo existe?" Invoca-se Deus, e pronto!! Brunschvicg, numa crítica semelhante à de Kant, pergunta: "Mas as exigências do princípio de causalidade não nos levarão a reclamar uma causa para Deus? A existência de um criador que não foi criado por nada está caindo em contradição com o princípio em nome do qual dizemos que Deus veio do nada como causa primeira." Ora, se aceitarmos um Deus sem causa, não podemos aceitar também, e mais simplesmente, um mundo sem causa? O Universo me espanta e não posso imaginar que este relógio exista e não tenha um relojoeiro.
Se você acha que tem pouca sorte Se lhe preocupa a doença ou a morte Se você sente receio do inferno
Se você acha que tem pouca sorte Se lhe preocupa a doença ou a morte Se você sente receio do inferno Do fogo eterno, de Deus, do mal Eu sou estrela no abismo do espaço O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço Onde eu tô não há bicho-papão Eu vou sempre avante no nada infinito Flamejando meu rock, o meu grito Minha espada é a guitarra na mão Se o que você quer em sua vida é só paz Muitas doçuras, seu nome em cartaz E fica arretado se o açúcar demora E você chora, cê reza, cê pede... implora... Enquanto eu provo sempre o vinagre e o vinho Eu quero é ter tentação no caminho Pois o homem é o exercício que faz Eu sei... sei que o mais puro gosto do mel É apenas defeito do fel E que a guerra é produto da paz O que eu como a prato pleno Bem pode ser o seu veneno Mas como vai você saber... sem provar? Se você acha o que eu digo fascista Mista, simplista ou anti-socialista Eu admito, você tá na pista Eu sou ista, eu sou ego Eu sou ista, eu sou ego Eu sou egoísta, eu sou, Eu sou egoísta, eu sou, Por que não...
E quando todos praguejavam contra o frio, Eu fiz a cama na varanda
Eu me utilizo de todos os meios da Sociedade de consumo, penetro no Sistema, mas como um veneno.
A coisa mais penosa do nosso tempo é que os tolos possuem convicção e os que possuem imaginação e raciocínio vivem cheios de dúvida e indecisão.
As nuvens vagueiam no espaço sem lar nem raiz. O ódio não é o real, é a ausência do amor...
O ciúme é só vaidade.
Eu já entrei vinte vezes no escritório do psicanalista Depois paguei ao médico e depois fui ao dentista Para ver o que eu tenho e não consigo dizer.
Eu já entrei vinte vezes no escritório do psicanalista Depois paguei ao médico e depois fui ao dentista Para ver o que eu tenho e não consigo dizer. Perguntei a toda gente que passava na rua Ao patrão, à minha sogra, à São Jorge na lua Mas nenhuma dessa gente conseguiu me responder. Por causa disso eu fui pra casa e fiquei pensando Se era eu que estava errado com as minhas maluquices Ou se era o mundo todo que estava me enganando. Arrumei as malas Deixei as perguntas na gaveta Procurei saber o horário do próximo cometa Me agarrei em sua cauda e fui morar noutro planeta.
Tem gente que a vida inteira, fica travando inútil luta com os galhos, sem saber que é lá no tronco que tá o coringua do baralho.
A verdade é que Jesus está em minhas músicas.
Sou tímido e sensível à flor da pele, no palco é a hora de vomitar.
Eu sou um pacifista, trabalho pela paz e para um mundo melhor. Trabalho contra os caretas do mundo, contra o torpor, a imprecação, contra a arapuca que nos foi armada e durante séculos vivemos conformados, presos nela comendo o alpiste que nos dão. E o pior é que os que preparar…
Eu sou um pacifista, trabalho pela paz e para um mundo melhor. Trabalho contra os caretas do mundo, contra o torpor, a imprecação, contra a arapuca que nos foi armada e durante séculos vivemos conformados, presos nela comendo o alpiste que nos dão. E o pior é que os que prepararam a arapuca também caíram nela, comem do mesmo alpiste e não sabem disso. Trabalho para sair da arapuca com todos os que estão querendo ser pássaros livres outra vez. Os que estão cegos ficarão soterrados dentro dela quando ela desabar. Sou um pacifista, a mando de forças exteriores. Pensando que estão por cima, os imbecis vivem dentro do mesmo esquema: a neurose, a preocupação criminosa e doentia de manter-nos a todos dentro da armadilha. Mas é preciso sair dela de qualquer maneira, é a única salvação ou seremos eternos pássaros tristes, presos numa arapuca com alpiste racionado. Eu quero ver o mundo do cume alto de uma montanha!!!