O zéfiro balouça o ipê. Longe ritomba um trovão. Detrás do zíper: o ocaso.
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O zéfiro balouça o ipê. Longe ritomba um trovão. Detrás do zíper: o ocaso. Noite e vinho derramando sono nos meus olhos.
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O zéfiro balouça o ipê. Longe ritomba um trovão. Detrás do zíper: o ocaso.
O zéfiro balouça o ipê. Longe ritomba um trovão. Detrás do zíper: o ocaso. Noite e vinho derramando sono nos meus olhos.
Meus olhos abriram como fossem portas de aço. Sol já alto,
Meus olhos abriram como fossem portas de aço. Sol já alto, alongado.
Brilham também os olhos do meu amor. São de um âmbar dourado, quase meus.
Não adianta escovar a dentadura: seu mal hálito vem do cérebro!
Tão vizinhos são os caminhos do dia e os da noite. Quisera não dormir.
Tão vizinhos são os caminhos do dia e os da noite. Quisera não dormir. Vogar, vogar... Vida: tão breve, tão intensa.
Quilo feito. Tarde aberta. O sol me envolve
Quilo feito. Tarde aberta. O sol me envolve com seus dedos de fogo. Só mesmo uma cerveja pra esfriar o sopro do inferno.
Roseta de doze pontas. Rodeio que começa num vórtice de emoções, de possibilidades.
Roseta de doze pontas. Rodeio que começa num vórtice de emoções, de possibilidades. Um escocês vai sair da caixa, logo.
Melhor definição de pobreza: - 'Estou tomando manga da boca de porco'.
O que eu faço é ocupar meu tempo. Encarar meus obstáculos com a coragem e o sarcasmo de quem sabe que tudo passa.
Rosso, encarnado, sangre, rubro, tinto: Vinhos! Italianos, franceses, chilenos. E massas.
Rosso, encarnado, sangre, rubro, tinto: Vinhos! Italianos, franceses, chilenos. E massas. Deleites de inverno.
Domingo. O sol com seus cílios dourados esquenta a manhã. Sem zonzuras nem ressacas.
Domingo. O sol com seus cílios dourados esquenta a manhã. Sem zonzuras nem ressacas. Apenas tédio. Ossos do ócio.
Agosto: ventos sibilam em rodopios. Vou falar pro Miroldo trocar o caiaque dele
Agosto: ventos sibilam em rodopios. Vou falar pro Miroldo trocar o caiaque dele por uma prancha de windsurf.
Quilo feito. Agora é tocar o eito.
Saudades de viajar por outras terras e estados de espírito sem nenhuma pressa de voltar.
Bons tempos, antigamente! ... - o sem destino daquelas noites dilatadas.
Morfeu sibila nos meus ouvidos. Pesam minhas pálpebras de estanho. Pesadelos anseiam para devorar meu cérebro.
Morfeu sibila nos meus ouvidos. Pesam minhas pálpebras de estanho. Pesadelos anseiam para devorar meu cérebro. Sono!
Risos na madrugada. O som de suspiros e de desejo.
Risos na madrugada. O som de suspiros e de desejo. A madrugada engana a realidade. Viver é delicioso.
Sábado bucólico. Solidão. Preciso muito encontrar minha princesa pálida.
Sábado bucólico. Solidão. Preciso muito encontrar minha princesa pálida. Ou alguma mucama de ébano...
Água de amolecer o cérebro. O cérebro virando água. Aguardente.
Água de amolecer o cérebro. O cérebro virando água. Aguardente. A noite se esvaindo sob o farol da lua cheia.
Era noite. O bóreas não soprava. O céu de púrpura que estava
Era noite. O bóreas não soprava. O céu de púrpura que estava parecia uma aurora surreal. Chovia estrelas.
Amo o frio. Detesto passar frio.
Vixe! É a soca da soca. É a saideira no bar da Dri.
Vixe! É a soca da soca. É a saideira no bar da Dri. São 4h30min e a aurora de róseos dedos repousa. Meus olhos faíscam.
Agora vejo o quadrangular vespertino com meus olhos laterais. Meu time ganha.
Agora vejo o quadrangular vespertino com meus olhos laterais. Meu time ganha. Sinto os vapores de um café fumegante vindos da cozinha..
De brahmas e batuques. Amanheceu Abaetê. Uma gelada pra escovar os dentes.
De brahmas e batuques. Amanheceu Abaetê. Uma gelada pra escovar os dentes. E segue a folia longe dos meus domínios.