As vezes quando paro para observar o tempo,
Me sinto um como uma grande arvore,
Já um pouco envelhecida pelo tempo,
E que aos alguns passarinhos chegam a pousar,
E descansar em meus galho,
Mas nunca fazer ninho.
Talvez seja imaturo,
Talvez seja cedo,
Talvez seja precipitado,
Talvez nada aconteça,
Talvez seja coisa da imaginação,
Talvez pense que não sinto,
Diante tantos talvez,
Só me resta uma certeza,
É de querer estar aqui nem que seja por um momento.
Existe aquele momento em que você acorda, levanta da sua cama e conversa consigo mesmo, e diz pra si,
Está na hora ir embora,
Não que a festa tenha acabado,
Que a comida tenha terminado,
Que o sentimento se esvaiu-se,
Mais que apenas chegou o momento
De continuar sua estrada,
De visitar novas festas,
De experimentar novos temperos,
De elucubrar por um novo sentimento,
E que hoje seja o fim de um novo começo.