TROVA - 121 Uma flor eu dei a ela Demonstrando o meu amor,
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TROVA - 121 Uma flor eu dei a ela Demonstrando o meu amor, Só não sei quem é mais bela - Se é ela ou a flor
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TROVA - 121 Uma flor eu dei a ela Demonstrando o meu amor,
TROVA - 121 Uma flor eu dei a ela Demonstrando o meu amor, Só não sei quem é mais bela - Se é ela ou a flor
CUPINS Ando meio
CUPINS Ando meio esquecido dos instantes que tingiram de azul os nossos dias... Os cupins do tempo danificam a memória!...
NÃO SE DEVEM ESTENDER FARRAPOS DE ÓDIO NOS VARAIS DA ALMA!
TROVA - 120 A poesia tornou-se A essência do sonhador
TROVA - 120 A poesia tornou-se A essência do sonhador E a rima fica mais doce Quando o verso é de amor!
FUGA Cá (do fundo
FUGA Cá (do fundo da tarde) eu flagro a fuga do sol que segue deixando rastros que a noite apagará.
TROVAS - 118 Da mulher - louvo a beleza,
TROVAS - 118 Da mulher - louvo a beleza, Das flores - o doce aroma; Louvo toda a Natureza - O verso é meu idioma. 119 "Quem canta, males espanta", Quão valioso conceito! Quando, com alma, se canta, A alegria invade o peito!
TRILHOS Carregado de anseios,
TRILHOS Carregado de anseios, meu canto - locomotiva - segue, segue sem parar sobre os trilhos de tu'alma (nunca receptiva)!
DIAGNÓSTICO Raras erosões
DIAGNÓSTICO Raras erosões psíquicas de moderada consequência... eventuais distúrbios de origem emocional... exiguidade de memória e alguns sintomas de coisa alguma.
ESQUINAS Pelas esquinas
ESQUINAS Pelas esquinas da reminiscência, o silêncio e a solidão falam coisas de nós dois! Faço de conta que não ouço.
SOBRE AS RUÍNAS DO PRETÉRITO EDIFICAM-SE NOVOS TEMPOS!
SEM O LIMIAR DOS ENIGMAS NÃO SE VISLUMBRA O ÓBVIO.
REBELDIA Vivo amontoando as horas Na ideia de encontrar
REBELDIA Vivo amontoando as horas Na ideia de encontrar No porão desse paiol De humanas divergências, Uma forma inexorável De sentir sem expressar, De ouvir sem responder E de ver sem protestar. Atravesso os dias Debulhando minha mente, Reciclando as palavras... Pessoas adeptas De facções ineptas... Noturnas consciências... A defasagem dos seres... A erosão dos poderes... (Chega de ingerir Este gole de angústia)!...
NAS ESTAÇÕES DA POESIA, AS MUSAS SÃO A PRIMAVERA!
QUASE PRECE Deixa que eu te oferte Este canto quase prece
QUASE PRECE Deixa que eu te oferte Este canto quase prece Que é veraz e é só teu! Deixa que eu te oferte O lirismo que floresce Dentro deste peito meu! Quando um dia, no entanto, O meu estro fenecer, Que a lembrança deste canto Viva e vibre no teu ser!...
TROVA - 117 Por ti eu naufrago em mar de sonho e ansiedade,
TROVA - 117 Por ti eu naufrago em mar de sonho e ansiedade, Mas não me venhas salvar somente por piedade!
TROVA - 116 Vagando na noite fria E mais escura que breu,
TROVA - 116 Vagando na noite fria E mais escura que breu, Tropecei na poesia, Quem sentiu a dor fui eu!
PRELÚDIO DE ALVORADA Do porão da madrugada
PRELÚDIO DE ALVORADA Do porão da madrugada alongada e turva, brota um prelúdio de alvorada.
A LOUCURA ME TEM SIDO O ÚNICO SINTOMA DE LUCIDEZ.
GEOGRAFIA DO AMOR Muitas vezes,
GEOGRAFIA DO AMOR Muitas vezes, na geografia do amor, o ontem e o hoje se tornam um rio sem ponte.
INVERNO Dos teus olhos
INVERNO Dos teus olhos saltam lágrimas! Faz inverno em tu'alma!...
TROVA - 115 O meu coração vivia Só de enredo em enredo,
TROVA - 115 O meu coração vivia Só de enredo em enredo, Até que aprendeu, um dia, Que o amor não é brinquedo.
RESTAURANDO O CANTO O etéreo brilho
RESTAURANDO O CANTO O etéreo brilho (que brota d'aura) doura os sonhos que n'alma transitam, agrega o silêncio, estimula o ego e o canto restaura.
FAÇO DA POESIA, NÃO UM CÁRCERE DE EMOÇÕES, MAS A TRANSCENDÊNCIA DA LIBERDADE.
BUSCA Rio me fiz
BUSCA Rio me fiz buscando em vão o teu mar no afã de ser feliz!...