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Frases de Poeta Fuzzil

87 frases

⁠Meu maior abrigo é estar em teus braços.
⁠PRETO DO GUETO Sou preto, Doutor Não me chame de pardo
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⁠PRETO DO GUETO Sou preto, Doutor Não me chame de pardo Sou preto por cima... Preto por baixo. Sou preto, Doutor Não me chame de moreno Sou preto por fora... Preto por dentro. Sou preto, Doutor Não me chame de burro Sou preto sim... Com muito orgulho. Sou preto, Doutor Exijo respeito Sou preto feliz... Sou preto do gueto.

⁠PENTE QUENTE Tá aqui o pente Tá aqui o pente
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⁠PENTE QUENTE Tá aqui o pente Tá aqui o pente Taque o pente No lixo. Esse pente Não me penteia Esse pente Não nos penteia. Em outrora O ferro feria Prendia meu povo Na noite fria. Muitos Brutalmente Marcados a ferro quente. Esse pente Queima o couro Queima o fio Queima o povo. Meu cabelo crespo Armado, escuro Meu cabelo Black Black`tude. Tá aqui o pente Tá aqui o pente Taque o pente No lixo.

⁠TIRANDO ONDA O Capão é Redondo
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⁠TIRANDO ONDA O Capão é Redondo O Jardim é das Rosa Irene Magdalena Fica bem próximo. O Valo é Velho Santo é Eduardo Campo é Limpo Salve, São Marcos. A Vila é das Belezas Três Estrelas... Fernanda Ângela e Rosana. No Morro Canta Galo Horizonte é Azul Embu das Artes Embu Guaçu. Pira... Jussara Santa é Tereza.

⁠ROLETA RUA Uma bala no tambor Uma lágrima de dor
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⁠ROLETA RUA Uma bala no tambor Uma lágrima de dor Uma bala na cachola Simplesmente o matou. Uma bala Uma arma Uma alma Uma dor. O giro no tambor O medo, o pavor O dedo no gatilho A pólvora, o terror. Uma bala no tambor Uma bala o matou Uma bala tirou a vida De um pobre sonhador.

⁠Queria olhar, olhei Queria tocar, toquei Queria uma flor, peguei
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⁠Queria olhar, olhei Queria tocar, toquei Queria uma flor, peguei Queria sonhar, sonhei. Queria cantar, cantei Queria dançar, dancei Queria abraçar, abracei Queria beijar, beijei. Queria amar, amei Queria chorar, chorei Queria gritar, gritei Ao desabafar, desabei. Queria alegria, alegrei Queria esquecer, não sei Queria ficar, mas fui Queria me perder, me achei.

⁠SUBI O MORRO Subi o morro numa quarta o bicho estava pegando
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⁠SUBI O MORRO Subi o morro numa quarta o bicho estava pegando cheguei no sapatinho cumprimentando as minas e os manos. Tinha um samba rolando uns poetas recitando vi mulheres e crianças capoeira ali jogando. Já era de noitinha um céu de brigadeiro fiquei emocionado na roda de partideiro. Era um Samba Original sarau na zumaluma pessoas talentosas valorizando a cultura. Música de qualidade várias letras contundentes confesso pra vocês que fiquei muito contente. O morro estava em festa coração batendo a mil minha pernas tremeram quando chamaram Fuzzil.

⁠Breve Biografia de Fuzzil Fuzzil é o pseudônimo de Levi de Souza, nascido em 27 de agosto de 1976, na cidade de São Paulo/SP. Filho de Edite Carvalho de Souza e Elio de Souza. Pai de uma linda menina de nome Shaira. Morador do bairro Capão Redondo, zona sul. Aos 17 anos foi al…
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⁠Breve Biografia de Fuzzil Fuzzil é o pseudônimo de Levi de Souza, nascido em 27 de agosto de 1976, na cidade de São Paulo/SP. Filho de Edite Carvalho de Souza e Elio de Souza. Pai de uma linda menina de nome Shaira. Morador do bairro Capão Redondo, zona sul. Aos 17 anos foi alfabetizado pela irmã mais velha. Trabalhou como manobrista, serralheiro, segurança, vendedor de água e refrigerante em frente aos estádios, ajudante de pedreiro, auxiliar de juventude pela prefeitura municipal de São Paulo e assistente administrativo. Tornou-se rapper e educador em projetos sociais. Passou a frequentar Sarau por volta de 2005 e em 2007 publica seu primeiro livro de poesias, Um Presente Para O Gueto, editado pela Edições Toró. Ingressou no curso de letras da UNIBAN. Em 2010, lançou seu segundo livro, Caturra, pelo selo Elo da Corrente Edições e, em 2013, publicou o terceiro: Céu de Agosto pela A.P.L (Academia Periférica de Letras). Começou a escrever seus primeiros versos em 2000 e publicava em fanzine, realizou oficinas de poesia com crianças e adolescentes em várias ONGs, trabalhou com Adolescentes em Cumprimento de Medida Sócio Educacional, em meio aberto (Liberdade Assistida e Prestação a Comunidade) no Parque Fernanda. Desenvolveu alguns trabalhos na Fundação Cafu e Fundação Casa (Raposo Tavares). É Idealizador do Projeto MAGOMA, dirigiu o documentário Valo Velho Direto. Também é fundador da marca de roupas "Deeanto Moda", que trabalha com a temática afro e criador da A.P.L (Academia Periférica de Letras).

⁠Ela diz que meus versos Têm um pouco de mim Das coisas que vivo
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⁠Ela diz que meus versos Têm um pouco de mim Das coisas que vivo Das coisas que vivi Falando em viver A poesia vive em mim Sou poeta do gueto Vivendo eu descobri Meus versos são livres Livres como pássaro E passam despercebidos Na mão dos que não leem E toda poesia Que nasce em minha mente Tem sim um pouco de mim Se é que me entende.

⁠TRIANON Longe das ruas de terras Do Capão conhecido
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⁠TRIANON Longe das ruas de terras Do Capão conhecido Dos becos e vielas Lugar onde vivo. Longe do Parque Fernanda Longe do gueto querido Longe do Parque Santo Dias Eis me aqui... Na Paulista. Longe da amada. Ó No Parque Trianon. Cercado de árvores Brisa na face Enquanto escrevo meus versos Os pedestres passam.

⁠REVOLTA Revolta, revolta, revolta Trás de volta meu sorriso
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⁠REVOLTA Revolta, revolta, revolta Trás de volta meu sorriso Revolta, revolta, revolta Você é meu paraíso. Revolta, revolta, revolta Eu imploro minha vida Revolta, revolta, revolta Vem curar essa ferida. Revolta, revolta, revolta Sem você não sou ninguém Revolta, revolta, revolta Pois você me faz tão bem. Revolta, revolta, revolta Volta e não me abandone Revolta, revolta, revolta - Rê, volta porque Te Amo.