Tardes de Cuiabá: Garças e periquitos Voando pra noroeste.
Frases de Paulo Franchetti
71 frases
Porque não sabemos o nome Tenho de exclamar apenas: "Quantas flores amarelas!"
Entre os mugidos do gado E o cheiro de capim, Nasce a lua cheia.
O lago da montanha - Termina do lado leste A tarde dos patos
Não há comida E as moscas se ocupam Em fazer mais moscas.
Pelo espelho do carro, Os campos que outrora foram A casa do avô.
A igreja branca Sufocada entre eucaliptos - Aldeia de minha mãe...
Mesmo molhado Resplandece ao pôr-do-sol O campo de algodão.
Os grilos cantam Apenas do meu lado esquerdo - Estou ficando velho.
Trezentos quilômetros Para não vos contemplar - Mangueiras da minha infância!
Com o vento frio percebo: Semanas e semanas Sem ouvir insetos.
Aqui e ali, Sobre os campos florescem As quaresmeiras.
A serra em chuva Sob o sol poente - Como não agradecer?
O bebê resmunga - Zune nas venezianas O vento do inverno.
Manhã de frio. Se fosse menino escrevia Meu nome no vidro.
Tão pequena E desbotada de chuva A casa da infância!
Manhã de frio - Com o agasalho, visto Saudades de minha mãe.
Até os pernilongos Vão ficando silenciosos - Como os anos passam...
No terreno baldio Ainda cheias de orvalho, Campânulas!
Quando a chuva para, por uma fresta nas nuvens surge a lua cheia.
Entre as antenas E as casas todas iguais - Quaresmeiras!
Casebres todos pintados Na fazenda Cambuí - Como é bom estar aqui!
Quintal do sítio - A única forma geométrica É a linha de um varal.