Do rito de passagem
Não se esqueçam de que, na vida, existe uma coisa chamada “rito de passagem”. Quando decidimos mudar, quando estamos prontos para o próximo salto, precisamos ritualizar este momento.
Todas as religiões têm isso: festa de 15 anos, casamento, formatura.
O rito de passagem traz responsabilidade ao ato da mudança. Vá a um lugar sagrado – uma igreja, um bosque, seja o que for – e entre em comunhão com o Universo. Use uma roupa que você comprou ou guardou para este dia. Faça uma oferenda e uma prece: dedique os próximos passos a Deus. Peça a Ele para lhe guiar, proteger, mostrar o melhor caminho.
Lembre-se: todos os seus atos são sagrados e necessários. Dê a eles o seu devido valor.
No amor ninguém pode machucar ninguém; cada um é responsável por aquilo que sente e não podemos culpar o outro por isso... Já me senti ferida quando perdi o homem por quem me apaixonei... Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém... Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la.
Um dos mais poderosos exercícios de crescimento interior consiste em prestar atenção às coisas que fazemos automaticamente – como respirar, piscar os olhos, ou reparar nas coisas à nossa volta.
Quando fazemos isto, permitimos que nosso cérebro trabalhe com mais liberdade – sem a interferência de nossos desejos. Certos problemas que pareciam insolúveis terminam sendo resolvidos, certas obras que julgávamos insuperáveis terminaram se dissipando sem esforço.
Diz o mestre:
Quando você precisar enfrentar uma situação difícil, procure usar esta técnica. Exige um pouquinho de disciplina – mas os resultados são surpreendentes.
Esta é uma palavra que a gente deveria colocar sob suspeita durante algum tempo. Quais são as coisas que a gente não faz porque realmente não tem vontade e quais aquelas que não fazemos porque são arriscadas? Eis um exemplo de risco que confundimos com “falta de vontade”: falar com desconhecidos. Seja um flerte, um simples contacto, um desabafo, raramente conversamos com estranhos. E sempre achamos que “foi melhor assim”.
Terminamos sem ajudar e sem sermos ajudados pela vida. Nossa distância nos faz parecer muito importantes, muito seguros de nós mesmos, mas, na prática, estamos passando longe dos milagres que os anjos colocaram em nosso caminho.