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Frases de Paulo Braga Silveira Junior

175 frases

⁠" A DÚVIDA " Não sei! Tô cá na dúvida insistente pensando no que tem real valor:
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⁠" A DÚVIDA " Não sei! Tô cá na dúvida insistente pensando no que tem real valor: me dizes que é paixão, que é tudo amor, mas não te fazes nele, aqui, presente! Não tens bom argumento ao teu dispor por mais que te apresentes eloquente e, ao fim, esse teu jeito displicente não acrescenta nada a teu favor. Um gesto vale mais que mil palavras portanto, as tentativas que aqui lavras não me convencem do que já foi dito… A dúvida, mais forte, aqui persiste e já nem sei se o amor real existe no quanto mais, sobre a questão, medito.

⁠" A MORRER " Durante o tempo todo já sabia que ao fim, na apoteose, o seu enredo
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⁠" A MORRER " Durante o tempo todo já sabia que ao fim, na apoteose, o seu enredo não mais teria encanto e nem segredo restando só manter a fantasia! Fez de confete o anseio seu, o medo, e a serpentina envolta na magia foi toda essa paixão que lhe envolvia que, bem sabia, acabaria cedo. Mas desfilou seu sonho na avenida completamente tendo, a alma, cingida a congelar, o tempo, um só instante… Viveu intensamente o seu momento com todo o ardor real do sentimento como a morrer pra tudo o mais restante.

⁠" PERSEGUE " Persegue-me o olhar, discreto ou não, de críticas composto em sua essência,
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⁠" PERSEGUE " Persegue-me o olhar, discreto ou não, de críticas composto em sua essência, disposto ao julgamento sem clemência e pronto para dar condenação! Se, eu, alvo sou aqui dessa imprudência sinal que estou bem forte e vivo, então, e não vesti, ainda, o meu caixão, mas sigo a poetizar essa existência. Bem visto ou não bem quisto, estou na luta deixando a minha marca na disputa que há de permanecer à eternidade… O olhar que me persegue me desculpe, mas nada vale a ideia que ele esculpe… E ainda terá de mim (verás) saudade!

⁠" EXISTE " O quanto, num olhar, existe expresso? Palavras diz num movimento mudo
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⁠" EXISTE " O quanto, num olhar, existe expresso? Palavras diz num movimento mudo e, sem nada dizer, nos conta tudo passando sua mensagem com sucesso! A forma como diz e aqui aludo diverge em muitos pontos no processo, mas todo o conteúdo ali professo revela mais que o dito à voz, contudo. O olhar agride, mente, diz, desnuda, convence, engana, chora, pede ajuda e conta o que não diz sem dizer nada… O quanto expresso num olhar existe? Quem tenta descobrir, logo desiste pois tem segredos dele na parada!

⁠" SER OU NÃO SER " Pois é: ser ou não ser! Eis a questão… Serei o que já sou sem o saber
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⁠" SER OU NÃO SER " Pois é: ser ou não ser! Eis a questão… Serei o que já sou sem o saber ou não serei o que nem sei dizer já visto que ando sempre à contramão? É para ser ou não? Vou me abster… Não tenho, para tanto, compreensão e já nem sei se sou quem sou, então… Melhor nem crer que sou do que descrer! Me dizem para ser, mas não o são… Contesto e já escuto um palavrão que não condiz também com o ordenado… Não ser, ou ser… Questão ainda aberta que põe meus pés na via, a mim, deserta sem dar resposta alguma ao questionado!

⁠" FELIZ " Feliz se pode ser, como é o intento, nas coisas simples, sim, do dia a dia…
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⁠" FELIZ " Feliz se pode ser, como é o intento, nas coisas simples, sim, do dia a dia… É como livre, leve, em harmonia se dança, num momento, junto ao vento! Qualquer pequeno instante de alegria vivido intensamente e a contento se faz, para a alma, um eficaz sustento e nos envolve pleno em sua magia. O essencial (aos olhos, invisível) se torna assim, perante nós, possível mediante um coração terno e feliz… De instantes breves de felicidade se pode aqui viver, na intensidade, o bom da vida que sempre se quis!

⁠" ENCERRA " Eu sou de São João da Boa Vista, estado de São Paulo. Enfim, Brasil!
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⁠" ENCERRA " Eu sou de São João da Boa Vista, estado de São Paulo. Enfim, Brasil! Sou filho dessa terra-mãe gentil! Um poeta, um sonhador, quase um artista… Banhada pelo sol num céu de anil São João se curva à Serra da Paulista, aos pés da Mantiqueira que, ao turista, retrata sua beleza em bom perfil. É terra de paixão, mulher bonita, estrada do minério e da bauxita que vem de Minas bordeando a serra… Aqui me fiz, cresci, ganhei a vida, amei com toda a força me estendida e hei de morrer o verso que me encerra!

⁠" IMAGINO " Te cravo os olhos meus! Eu te imagino no mais secreto do meu pensamento
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⁠" IMAGINO " Te cravo os olhos meus! Eu te imagino no mais secreto do meu pensamento onde, em registro, crio ali, fomento, a sede de querer-te e, ainda, assino! Não tens ideia deste meu intento, sequer de tudo o mais que aqui maquino provendo, ao meu desejo, o seu destino que, sem qualquer pudor, risco e o invento. O bom do imaginário é que em secreto o pensamento fica ali, discreto, oculto aos olhos de qualquer pessoa… Eu te imagino como quero, então, na força redentora da paixão e nem percebes que isso, em mim, ressoa!

⁠" RARO " Envelhecido fui do jeito certo; aprimorado ao tempo decorrido!
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⁠" RARO " Envelhecido fui do jeito certo; aprimorado ao tempo decorrido! Melhor fiquei por tudo o que vivido enquanto o amor manteve-se por perto! Melhor na consistência, no sentido de bem mais encorpado, assim, decerto, e, ao paladar, de opiniões liberto fazendo-me, pro trago, o preferido. Quem me provou atesta a qualidade, o bom buquê, a essência e intensidade de uma paixão sem preço e sem medida… Do jeito certo envelhecido, raro, ainda, à juventude, me comparo e bem mais caro me tornou a vida!

⁠" REVELE " Ah, se soubesses ler o pensamento ou desvendar o oculto ali guardado
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⁠" REVELE " Ah, se soubesses ler o pensamento ou desvendar o oculto ali guardado terias, ante os olhos, revelado deslizes tolos do meu sentimento. Exposto, sem arranjos, desnudado, quer mesmo no relance de um momento o afeto, causa e cruz do meu tormento, te mostraria o que tenho pensado. Desejo? Só vontade? Sedução? Lascívia que me brota ao coração ou simplesmente amor à flor da pele?... Não sabes ler o pensamento em mim, porém, num dia desse, digo, enfim, que pode ser que eu mesmo o te revele!

⁠" CONFLITO " Fico a pensar: pra quê? Qual o sentido? Quem dita as regras desta sociedade
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⁠" CONFLITO " Fico a pensar: pra quê? Qual o sentido? Quem dita as regras desta sociedade escravizante, inapta, na grade de uma prisão sem fim? Caso perdido! As normas dadas não têm de piedade a pesa esse sistema, em si, falido imposto num tormento desmedido que rouba o senso, a paz, a liberdade. Se faça assim, ou desse jeito assado, do mesmo modo que foi no passado e ai de quem não faça como dito… Pra quê? Por quê? Que diferença faz se, ao fim, de resultado nada traz além de um coração sempre em conflito?!

⁠" PERGUNTADO " Que nos dirá o amor, se perguntado, aos ver-nos frente-a-frente, qualquer dia,
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⁠" PERGUNTADO " Que nos dirá o amor, se perguntado, aos ver-nos frente-a-frente, qualquer dia, depois de nossa intensa rebeldia pra com tudo o que tem nos ofertado?! Será que nos verá com alegria pesando, prós e contra, o resultado ou nos dará por chão predestinado sentença contra nós por heresia? Pois que, pensando bem, culpa não tem se não encontra o amparo de ninguém já que o proclamam causa de sofrer… Se perguntado, o que dirá o amor ciente que só ele é o redentor da cruz que decidimos nós viver?!

⁠" À AQUELE " Buscai os altos céus, braços erguidos, ciente que é um presente, o dom da vida,
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⁠" À AQUELE " Buscai os altos céus, braços erguidos, ciente que é um presente, o dom da vida, e graça gloriosa recebida os dias que nos são oferecidos! E que a palavra sábia proferida nos seja em gratidão pelos pedidos quer tenham sido, ou não, nos concedidos por benção sempre, aqui, imerecida. Erguei as mãos… Louvai! Hoje estais vivo! Teu coração não mais se faz cativo dos erros, do pecado, do passado… Assim, com fé, braços erguidos, louve mostrando que ao teu coração aprouve servir à Aquele que te tem amado!

⁠" EMBUSTE " Eis que ela fez a aposta; deu em nada!... Jogou todas as fichas sobre a mesa
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⁠" EMBUSTE " Eis que ela fez a aposta; deu em nada!... Jogou todas as fichas sobre a mesa contando, displicente, co’a certeza de, enfim, ganhar o jogo de virada. O amor tem regras próprias, sem defesa! Não deixa o uso de carta marcada nem que se quebre a banca, se a jogada negar o uso de total clareza. Bancou seu jogo de fera matreira e não notou o avanço da rasteira que a levaria a, ali, quebrar a cara… Nas mãos, as suas cartas deste embuste mostraram-se, do amor, fora de ajuste por vícios, por luxúria, farsa e tara!

⁠" AVANÇA " O tempo avança, as horas, nossa idade, o mar avança à praia por barreira…
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⁠" AVANÇA " O tempo avança, as horas, nossa idade, o mar avança à praia por barreira… Avanços se darão a vida inteira por bem, por mal ou por necessidade! Avança a morte, certa e derradeira, o julgamento para a eternidade… Até a ciência avança em liberdade de forma firme, clara, costumeira. Avanço o meu olhar à tua procura com fome de paixão nessa loucura de te querer pra mim cada vez mais… E até o amor que, outrora, era criança, tomado de desejos mais, avança pra me atracar no amparo do teu cais!

⁠" DESAFORTUNADA " Eu vago a inércia do que chamam vida, na incompreensão de ser quem deveria…
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⁠" DESAFORTUNADA " Eu vago a inércia do que chamam vida, na incompreensão de ser quem deveria… Se eu acordasse agora, morreria? Custosa a volta! O quê dizer da ida?! Vejo eu criança, mas cresci um dia… E tudo, então, foi caos e despedida quando a esperança fez-se por perdida levando embora o riso e a alegria. Estrelas, planetoides, astros tantos e eu, pequenino, imerso nos meus prantos serei poeira cósmica, mais nada?… Quem sou? Que sou, na inércia itinerante da vida me estendida por restante? Ó alma inquieta e desafortunada!...

⁠" ENAMORADO " Eis que a pupila faz-se dilatada, aumenta, acelerada, a pulsação
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⁠" ENAMORADO " Eis que a pupila faz-se dilatada, aumenta, acelerada, a pulsação e a pele traz, ao rosto, a sensação de fogo, de calor, fica corada… Dispara, inconsequente, o coração e a mão, num transpirar, fica suada porquanto na garganta, ali, travada a voz segura a força da emoção! Desaparece o chão, a terra, o céu e, a segurança, vai pro beleléu no instante em que, o olhar, vê o desejado… É sempre assim, com todos, dita a vida, fazendo que a paixão seja sentida se alguém se encontra, pois, enamorado!

⁠" RESGATAI " Apaixonados, loucos, insensatos, vós todos que ainda crêem na poesia,
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⁠" RESGATAI " Apaixonados, loucos, insensatos, vós todos que ainda crêem na poesia, no sonho, no irreal, na fantasia, erguei-vos para constatar os fatos: Sois vós que ainda combatem a heresia e que dão testemunho a tais relatos! A humanidade e os filhos seus, ingratos, perderam, pois, de amar, toda a magia! Depende, assim, de vós, ó desvairados, salvar os homens, todos condenados, do inferno de viverem na razão… Uni-vos, menestreis, com os amantes, enfeitiçados, débeis, delirantes e resgatai o amor ao coração!

⁠" INFINITO " Já podes, tu, sem medo, olhar pra trás e constatar que, enfim, venceste a estrada
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⁠" INFINITO " Já podes, tu, sem medo, olhar pra trás e constatar que, enfim, venceste a estrada após os anos teus de caminhada perseverados com vigor audaz! Vitória te recebe, enfim! Mais nada! Não se fará, do evento, show, cartaz, nem coisa alguma a mais que isto te traz pois que ela é, tão só, tua na jornada. Receba-a com orgulho! É teu laurel! Não te dará direito a inferno ou céu pois isso é com a fé, como predito… Vencestes o caminho! E isto é só. Não te terão inveja ou mesmo dó! Agora só te aguarda o que infinito!

⁠" ENCRUZILHADA " Me trouxe, o sonho, para a encruzilhada que está diante de mim sem compaixão
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⁠" ENCRUZILHADA " Me trouxe, o sonho, para a encruzilhada que está diante de mim sem compaixão já visto não mostrar-me a direção, perigos, prêmios, sorte… Não diz nada! Que rumo dar às coisas da paixão se tudo foi ficando pela estrada e a decisão que agora for tomada dará consolo (ou não) pro coração?! Seguir pra onde, pois? Qual o caminho há de me garantir amor, carinho, e me dará repouso à alma perdida?... Aos pés da encruzilhada estou agora sem ter a direção pra ir-me embora de encontro ao grande amor da minha vida!

⁠" CALÇADA " Meu canto predileto era a calçada! A prosa era espontânea e verdadeira
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⁠" CALÇADA " Meu canto predileto era a calçada! A prosa era espontânea e verdadeira e a gente se sentava ali, na beira, nos divertindo até de madrugada! O riso, a gargalhada, a brincadeira, algum romance em forma inesperada surgindo na calçada iluminada já era-nos história costumeira. A vida era mais calma na sarjeta e, o sonho, era-nos paga (e com gorjeta) a nos abençoar a juventude… Era, a calçada, o meu lugar de amor por entre amigos, mocidade em flor desabrochando a vida em plenitude!

⁠" ENREDO " Contaram minha história: dor, paixão, acertos, desacertos, a alegria
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⁠" ENREDO " Contaram minha história: dor, paixão, acertos, desacertos, a alegria expressa num sorriso, todo dia, os ganhos, minhas perdas de montão! Disseram que a lembrança me feria, que as coisas do passado meu, então, marcaram por demais meu coração se não, penar igual, não sofreria. Que a morte dos amores meus partidos levaram, sim, também, os meus sentidos e nunca mais fui terno como outrora… Mas, quem ousou viver meus passos dados e ter, ao fim, melhores resultados? Só eu conheço o enredo que, em mim, mora!

⁠" LENTAMENTE " Não quero mais ouvir meu pensamento e as vozes dentro em mim em agonia
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⁠" LENTAMENTE " Não quero mais ouvir meu pensamento e as vozes dentro em mim em agonia pedindo que eu me entregue à essa folia de ter uma paixão por sentimento! Amei intensamente, noite e dia, e se tornou, o amor, o meu tormento! Não vou tornar ao erro, enfim! Lamento! Sofrer, minh'alma, assim, não merecia. Preciso que se cale a consciência que pede-me outro amor, com insistência e as vozes que atormentam minha mente… Meu ser está doente, machucado, e se a paixão insiste estar-me ao lado eu morro pouco a pouco, lentamente!

⁠" BONECA " Vendeste a imagem tua de boneca disposta a, assim, brincar, sem ter maldade
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⁠" BONECA " Vendeste a imagem tua de boneca disposta a, assim, brincar, sem ter maldade e quis quem te levassem, na cidade, a festas, baile, boate e discoteca! Tratada foi, portanto, é bem verdade, qual fosse esse brinquedo, por sapeca! Mas viram-te qual se fosses peteca a ser lançada, a tapas, sem bondade. Boneca, ora de louça, ora de pano, não ponderaste qual seria o dano de expor-te desse jeito em tua paixão… Brincaram, pois, contigo, esse teu lance sem darem, para o amor, sequer a chance de te fazer feliz o coração!...