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Frases de Paola Rhoden

685 frases

Esses sons Muito longe não sei onde
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Esses sons Muito longe não sei onde Se perderam No entanto Ouço vozes Que velozes Na distância Feneceram E eu fiquei O silêncio Cobre o tempo Que vivi Nas estradas Percorridas Pés cansados Só feridas Nem senti Só o alento Procurei Continuo O caminho Sou forçada Pois a hora Não chegou Aqui estou E o vento Na janela Me lembrou Que andei Então penso Que essas vozes E as feridas Que a saudade Por maldade Não me deixa Esquecer Fica assim E mais nada

As andorinhas voltaram. Amanheceu, olhei o céu, e elas vieram. O seu vôo formando uma dança na felicidade infinita do viver. A alegria de vê-las assim eufóricas, no cruzar incessante de asas e bicos, me fizeram lembrar de dar as boas vindas, como elas, ao novo dia e á vida que s…
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As andorinhas voltaram. Amanheceu, olhei o céu, e elas vieram. O seu vôo formando uma dança na felicidade infinita do viver. A alegria de vê-las assim eufóricas, no cruzar incessante de asas e bicos, me fizeram lembrar de dar as boas vindas, como elas, ao novo dia e á vida que se inicia a cada acordar. Porque todos os dias é um renascer das esperanças e dos sonhos, como o esvoaçar das andorinhas a cada verão.

Poeta é o sonho Da alma risonha De um choro tristonho
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Poeta é o sonho Da alma risonha De um choro tristonho E a poesia está Nas flores, na grama No vôo dos pássaros No som colorido E o rir da criança poesia balança coração sofrido Um jardim florido Das folhas a dança A poesia está Em tudo que existe E o poeta insiste Em seu poetar Por isso o poeta É alguém a cantar chorar colorido Nos passos que dá

Probabilidade de chuva Quando saio para a rua Pesquiso o céu em seus sintomas
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Probabilidade de chuva Quando saio para a rua Pesquiso o céu em seus sintomas Olho as nuvens Sinto o vento Aspiro a limpidez do ar Vejo a flor que se insinua Comparo aromas Acompanho o voo das penugens Da paineira a brilhar Não fiz isso algumas vezes Principalmente na vida Deixei de pesquisar A quem dar meu coração Assim sofri os revezes Do querer, e não ser querida Ficando sozinha no andar Sem ter quem me desse a mão Por isso é bom sentir o vento Colher o sol no olhar Ver se a andorinha está víuva Porque ao caminhar ao relento Podemos bem não notar A probalidade de chuva.

Anjos cantam luzes no Natal A luz renasce na alma Um som irradia cores
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Anjos cantam luzes no Natal A luz renasce na alma Um som irradia cores Pesamos nossos valores Com um pouco mais de calma Ouvindo o canto dos Anjos Sonhamos dia melhores Olhamos os arredores No som suave do arranjo cada janela uma luz E cada nicho um sorriso As vozes do paraíso A toda gente seduz Anjos cantam pelo astral No escuro brilham estrelas Todos felizes ao vê-las Porque tudo é Natal

Ser o que penso Sou a cor do vento Sou o som das folhas
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Ser o que penso Sou a cor do vento Sou o som das folhas Vôo como as bolhas de sabão Alcanço as nuvens com as mãos Transformo em risos o momento Em luz transformo todas as escolhas Do insensato coração sofrido Vertendo em chuva sonhos coloridos Bailando em mares verdes de emoção Traduzo em tempo os cálidos sorrisos Derramo em pétalas os tempos idos Faço do choro uma doce canção Esqueço os passos nas curvas da estrada Soletro a grama em sombra desfolhada De árvores dormentes secas pelo estio Sonhando alto os verdes perdidos Soluço o canto que derrama o frio Em cinzentas dobras da ação esperada Faço aconchego de suave esperança Frouxos acordes que transformo em dança Dando algum sentido a esta vida chorada

Paz, Harmonia e Amor O ser humano se disfarça em canto Toda vez que as flores surgem
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Paz, Harmonia e Amor O ser humano se disfarça em canto Toda vez que as flores surgem Entre o verde a espalhar beleza Somos fortes, às vezes nem tanto, Em uma felicidade que urge Ao ver o sol iluminar a natureza Porque a paz que nós queremos Depende da harmonia total A qual devemos dar mais valor Porém, para isso dependemos Da cooperação geral Ao som suave do Amor

Nem sei porque sou assim Um dia me peguei a olhar as flores Balançando airosas no jardim
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Nem sei porque sou assim Um dia me peguei a olhar as flores Balançando airosas no jardim Sentada no ócio, sem labores Fiquei a pensar assim Sempre fui ativa e laboriosa Nunca deixei de trabalhar Por que agora esse descaso Ao airoso labutar? Me deixei ficar assim Porque não tenho mais metas Ninguém mais está a fim Pois estou obsoleta Não tenho mais brilho no olhar Nem sorrisos ao redor Sou sozinha a caminhar Cada vez fica pior Sonhos desaparecem Como o assovio do vento E todos sempre esquecem Que um dia tive talento Quero ter algo na vida Que me traga alguma luz Pois no coração a ferida É como pesada Cruz Ando sem rumo e sozinha Pois não tenho mais o aprumo Que um dia me dava arrimo Não tenho mais alegria Que tive naqueles dias Com sua mão entre as minhas.