LUGAR PARA COMEÇAR
[…] se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema. —Gálatas 1:9
Quando uma editora me pediu para escrever um prefácio a um novo livro, afirmei que ficaria feliz em fazê-lo. Parecia ser um esforço válido direcionado aos jovens, desafiando-os a viver para Deus num mundo em transformação. Mas enquanto o lia algo me incomodou. Apesar de ter muitas citações bíblicas e bons conselhos espirituais, o texto do livro não explicava que o ponto de partida para qualquer relacionamento com Deus era a salvação através de Jesus Cristo.
O escritor parecia sugerir que a essência de viver a espiritualidade na sociedade moderna fundamenta-se na ação — em boas obras — e não na fé salvadora em Cristo. Eu não escrevi o que me fora solicitado.
A cultura da igreja está mudando rapidamente. A natureza essencial do evangelho é frequentemente deixada para trás na ânsia de encontrar novas ideias empolgantes. O apóstolo Paulo ficava impressionado porque as pessoas abraçavam tão rapidamente um “outro evangelho” (Gálatas 1:6). O que ele pregava não vinha do homem, mas uma revelação direta do próprio Jesus. (Gálatas 1:11-12).
Jamais devemos abandonar o verdadeiro evangelho: Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou para nossa justificação, declarando-nos justos diante de Deus (Romanos 4:25; 1 Coríntios 15:3-4). Somente isso oferece o “[…] poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê […]” (Romanos 1:16). Se quisermos viver para Deus, o evangelho da salvação é o único lugar para começar. —JDB
Fé é a mão que deve receber o dom de salvação dado por Deus. Dave Branon
UM FATO HISTÓRICO
E vos renoveis no espírito do vosso entendimento. —Efésios 4:23
Em julho de 1969, eu me preparava para tornar-me um oficial do exército americano. A Academia Militar das Forças Armadas era rigorosa e cheia de regulamentos, com raros momentos de folga. Surpreendentemente, na noite de 20 de julho recebemos uma ordem para que a nossa companhia permanecesse na sala de recreação, sentamos diante de um aparelho de televisão com imagens tremidas e simplesmente nos disseram: “Isto é história.”
Assistimos maravilhados, o astronauta da Apollo 11, Neil Armstrong tornar-se o primeiro homem a pisar na lua enquanto ele dizia: “Este é um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade.” Nosso habitual toque de recolher foi suspenso e ficamos conversando horas a fio — não apenas sobre o que havíamos testemunhado, mas sobre a vida, Deus e eternidade. Nossa rotina desgastante fora interrompida e nossa atenção concentrara-se no que realmente era importante.
Todos nós, diariamente, precisamos mudar nosso enfoque. Manter a regularidade em nosso tempo a sós com Deus permite nos afastarmos dos nossos trabalhos desgastantes, quebrarmos a rotina e nos concentrarmos no Pai, através da Bíblia e da oração. Os nossos pensamentos e ações serão transformados à medida que seguirmos os conselhos de Paulo, que nos traz o desafio: “[…] e vos renoveis no espírito do vosso entendimento” (Efésios 4:23).
O que parece um pequeno passo pode transformar-se numa grande virada a cada dia, em nosso viver pela fé em Cristo. —DCM
Cada pequeno passo de fé é um gigantesco passo para o crescimento. David C. McCasland
TRANSTORNOS
Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. —1 Pedro 5:7
Você é alguém que se preocupa com tudo? Contas, futuro, questões do casamento, dívidas, saúde? A preocupação o envolveu a ponto de torná-lo uma “máquina de aflição”? Se isso descreve sua vida, talvez você tenha Transtorno de Ansiedade Generalizada — TAG ou, Transtorno Obsessivo Compulsivo — TOC, uma condição marcada pelo constante estado de preocupação com a maioria dos aspectos da vida. De acordo com David Barlow, professor de psicologia da universidade de Boston, “a principal característica psicológica do TAG é um estado de preocupação crônica e incontrolável”. Um pouco de ansiedade é normal, mas a preocupação constante não é.
Saturados pelo sofrimento e perseguição, os cristãos do primeiro século tiveram que sair de Jerusalém e se dispersaram pela Ásia (1 Pedro 1:1-7). Muitos destes seguidores de Jesus experimentaram sentimentos de aflição por possíveis perigos ou adversidades. Pedro encorajou-os a não se encher de ansiedade, mas que entregassem todas as suas preocupações a Deus (1 Pedro 5:7). Ele queria que percebessem que não precisavam carregar suas preocupações quando podiam entregá-las a Deus, que de maneira íntima e profunda, estava atento ao que acontecia com cada um.
Você preocupa-se com muita frequência? Deixe Deus ser responsável por suas ansiedades. Pare de se preocupar e comece a confiar completamente nele. —MLW Marvin Williams
MEDITE NESTAS COISAS
Meditarei no
glorioso esplendor
da tua majestade e
nas tuas maravilhas.
—Salmo 145:5
Alguns cristãos tornam-se um pouco céticos quando você começa a falar sobre meditação — sem enxergar a grande diferença entre a meditação bíblica e alguns tipos de meditação mística. Na meditação mística, conforme uma das explicações, “a mente racional é levada a neutralidade… para que a psique possa assumir o controle”. O foco é interior e o objetivo é “tornar-se um com Deus”.
Por outro lado, a meditação bíblica direciona a atenção aos assuntos do Senhor e o Seu propósito é renovar as nossas mentes (Romanos 12:2) para pensarmos e agirmos de maneira semelhante a Cristo. O objetivo é refletir sobre o que Deus disse e fez (Salmos 77:12; 119:15-16,97) e em como Ele é (Salmo 48:9-14).
Em Salmo 19:14, Davi escreveu: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença.” Outros salmos refletem sobre o amor de Deus
(Salmo 48:9), Suas obras (Salmo 77:12), Sua lei (Salmo 119:97) e Seus testemunhos (Salmo 119:99).
Preencha sua mente com as Escrituras e concentre sua atenção nos mandamentos, nas promessas e na bondade do Senhor. E lembre-se disto: “… tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo
o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4:8). —CHK
Para tornar-se mais parecido com Cristo
medite sobre quem Ele é.
Cindy Hess Kasper
UMA PAIXÃO
Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe... e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. —Lucas 14:26
Nechayev, um discípulo de Karl Marx no século 19, que participou no assassinato do Czar Alexander II, escreveu: “Um revolucionário… não tem interesses pessoais, nem negócios, nem emoções, nem vínculos, nem propriedades e nem nome. Tudo nele é completamente absorvido pelo único pensamento e única paixão pela revolução.” Apesar de suas motivações e metas serem incorretas a declaração de Nechayev mostra a determinação do compromisso.
Jesus queria um compromisso verdadeiro dos Seus discípulos. Em Lucas 14:25, lemos que as multidões o acompanhavam enquanto Ele ia para Jerusalém. Talvez estes seguidores casuais se considerassem Seus verdadeiros discípulos, mas Jesus ensinou que segui-lo era mais do que conhecer fatos a Seu respeito. Ele explicou o verdadeiro significado de ser Seu discípulo quando definiu o custo do discipulado. Nada, nem o amor pelo pai ou mãe ou até mesmo pela própria vida, poderia ter precedência sobre a lealdade a Jesus (Lucas 14:26-33). Os Seus discípulos (de então e agora) devem reconhecer que se Deus está em primeiro lugar em suas vidas, os bens e até mesmo os relacionamentos sociais devem ficar em segundo plano.
Jesus chama os Seus seguidores para serem absorvidos por um único e exclusivo pensamento e paixão — Ele. —MLW
Nosso amor por Jesus é a chave para a paixão espiritual. Marvin Williams
QUANDO A TERRA TREME
Na minha angústia, invoquei o Senhor […] —Salmo 18:6
Muitos dias depois de um terremoto devastador, um garoto foi visto se balançando no parque da escola. O diretor perguntou se ele estava bem, o menino balançou a cabeça afirmativamente e disse: “Estou me movendo como a terra, então se houver outro terremoto não vou senti-lo.” Ele queria se preparar para outro tremor de terra.
Às vezes, após um trauma, ficamos tensos pensando no que poderá acontecer depois. Se tivermos recebido um telefonema que trouxe más notícias, cada vez que o telefone tocar entraremos em pânico e ficaremos imaginando: E agora, o que aconteceu?
A “terra estava tremendo” para o salmista Davi depois que o rei Saul tentou matá-lo (1 Samuel 19:10). Ele fugiu e se escondeu, achou que a morte estava próxima e disse ao seu amigo Jônatas: “[…] apenas há um passo entre mim e a morte” (1 Samuel 20:3). Ele escreveu: “Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror” (Salmo 18:4).
Davi clamou ao Senhor na sua angústia (Salmo 18:6) e descobriu que Ele era um estabilizador, alguém em quem ele podia confiar que estaria sempre ao seu lado. Ele declarou: “O Senhor é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; […] o meu baluarte” (Salmo 18:2). O Senhor será isso para nós também quando a terra tremer sob os nossos pés. —AMC
Para sobreviver às tempestades da vida, ancore-se na Rocha Eterna. Anne Cetas
QUEM É SURDO?
[…] a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar […] para que vos não ouça. —Isaías 59:1-2
Um homem contou ao seu médico que achava que a sua esposa estava ficando surda. O médico pediu-lhe que fizesse um teste simples. Quando o homem chegou à porta de sua casa, gritou: “Querida, o jantar está pronto?” Sem ouvir a resposta, entrou e repetiu a pergunta. Continuou sem resposta. Na terceira tentativa, quando estava bem atrás dela, finalmente ele a ouviu dizer: “Pela terceira vez, sim!”
De maneira semelhante, os antigos israelitas achavam que Deus era surdo, quando na verdade o problema era com eles. Isaías foi um profeta enviado para advertir o povo de Deus sobre o castigo iminente, mas a sua mensagem caiu em ouvidos surdos. Ao invés de ser o povo da aliança de Deus, que deveria trazer luz para aqueles que estavam nas trevas, e libertá-los da prisão do pecado (Isaías 42:7), recusaram-se a ouvi-lo quando disse: “[…] nos caminhos do qual não queriam andar, não dando ouvidos à sua lei” (Isaías 42:24).
O profeta explicou porque as orações deles pareciam cair em ouvidos surdos. “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus” (Isaías 59:1-2). O pecado pode estar bloqueando nossa audição e impedindo-nos de ouvir as respostas de Deus. Examinemo-nos com cuidado. Nosso Deus não é surdo. —CPH
Deus fala através da Sua Palavra para aqueles que o ouvem com seus corações. C. P. Hia
O PRINCÍPIO DE JÓ
Temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? —Jó 2:10
Quando a minha esposa aceitou o cargo de Diretora de Educação Especial num distrito escolar longe de nossa casa, ela fazia uma longa viagem de ida e volta para o trabalho. Isso era tolerável por um curto período, mas nenhum de nós podia aceitá-la indefinidamente. Então decidimos nos mudar para outra cidade que ficava no meio do caminho dos nossos locais de trabalho.
O corretor de imóveis não demonstrou otimismo sobre a rápida venda da nossa casa. As tendências do mercado mostravam muitas casas à venda para poucos compradores. Depois de muita oração e uma boa limpeza, colocamos nossa casa à venda. Para nossa surpresa, vendemos em menos de três semanas!
Às vezes me sinto culpado por receber bênçãos materiais. Com tantos problemas ao redor do mundo, eu deveria esperar a intervenção divina para vender uma casa? Então me lembro da resposta de Jó à sua esposa: “[…] temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (Jó 2:10).
Usamos este versículo quando aceitamos uma decepção. Mas o princípio também se aplica para sermos gratos pelas bênçãos. O apóstolo Paulo aprendeu a se alegrar na fartura e na necessidade (Filipenses 4:10-13) Deus tem interesse em nos ensinar o regozijo através das perdas e ganhos. Agradecer a Deus em todas as circunstâncias faz-nos reconhecer Sua soberania e cultivar a fé. —HDF
O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor! —Jó Dennis Fisher
CONHECIMENTO E OBEDIÊNCIA
Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. —Tiago 1:22
Quando estudei numa faculdade cristã, um nome ocasionalmente mencionado na aula de grego era o de Granville Sharp. Ele foi um renomado estudioso da língua grega (1735–1813), cujos estudos resultaram em princípios de interpretação bíblica, que ainda orientam o nosso entendimento da língua original do Novo Testamento.
Estudar as Escrituras e aprender as poderosas verdades que nelas existem é um exercício nobre, mas por mais que a estudemos, nunca será o suficiente. Tiago nos desafiou a entender isso ao escrever: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência” (Tiago 1:22-24).
Granville Sharp entendeu isso e colocou sua fé em prática. Além de ser um estudioso da Bíblia, lutou pela erradicação da escravidão na Inglaterra. Sharp disse: “A tolerância à escravidão é, na verdade, a tolerância à crueldade.” Sua compreensão bíblica sobre o valor da alma humana e da justiça de um Deus santo o compeliram a agir em favor de suas crenças.
Podemos nos beneficiar da paixão de Sharp pela Palavra — e pelo desejo de viver pelas verdades que ela contém. —WEC
Conhecemos a Bíblia somente quando a obedecemos. Bill Crowder
VOLTANDO PARA CASA
Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória. —Salmo 73:24
Quando era criança, um dos meus passatempos era atravessar o riacho atrás de casa. As travessias eram grandes aventuras: rochas para saltar, pássaros para observar, barragens para construir, trilhas de animais para seguir. E se eu chegasse à foz do riacho, meu cachorro e eu nos sentávamos para dividir o almoço enquanto assistíamos aos pequenos aviões pousando do outro lado do lago.
Ficávamos ali o maior tempo possível, o tempo suficiente, porque meu pai queria que eu chegasse a casa antes do pôr-do-sol. As sombras aumentavam e os vales escureciam rapidamente na floresta. No caminho de volta eu desejava que já estivesse em casa.
Nossa casa ficava numa montanha atrás de algumas árvores, com a luz sempre acesa até que todos os membros da família chegassem a casa. Geralmente meu pai sentava na varanda, lendo e esperando por mim. “Como vai você?” — ele perguntava. “Muito bem,” — eu respondia. “É muito bom estar em casa.”
As lembranças daquele riacho me lembram outra jornada — esta que faço agora. Nem sempre é fácil, mas eu sei que no final dela existe um Pai amoroso e meu lar eterno. Mal posso esperar para chegar lá.
Estão me esperando lá. A luz está acesa e meu Pai Celestial está me esperando. Eu acho que Ele vai me perguntar, assim como meu pai fazia: “Como vai você?” “Muito bem,” — responderei. “É muito bom estar no Eterno Lar.” —DHR
Para o cristão, céu se escreve assim: L-A-R David H. Roper
PREPARADO PARA FALAR
[…] estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós. —1 Pedro 3:15
Luiz e sua mulher estavam em uma lanchonete aguardando seus pedidos quando perceberam que, numa outra mesa havia quatro homens. Um daqueles homens zombava do cristianismo e da ressurreição de Jesus.
Luiz sentiu que o Senhor o impelia a responder. Mas o medo o impediu de fazê-lo. Finalmente, ele percebeu que precisava se posicionar. Então, dirigiu-se aos homens e começou a apresentar provas históricas da ressurreição.
Como reagimos diante de semelhante situação? O apóstolo Pedro incentivou os seus leitores a assumirem o compromisso de posicionar-se ao lado de Jesus, especialmente nos períodos de sofrimento extremo. Este compromisso significava não permanecerem calados quando as circunstâncias lhes garantissem o direito de defender sua fé. Ele declarou: “[…] estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15). A prontidão para responder exigia que conhecessem a Palavra de Deus. Eles deviam reagir com mansidão divina e temor, assim os seus perseguidores se envergonhariam de suas próprias atitudes.
Se Luiz permanecesse em silêncio ou reagisse de modo grosseiro, a causa de Cristo teria sido abalada. Mais tarde, Luiz escreveu: “Deus tem um jeito de nos tirar das nossas pequenas tocas silenciosas e quando Ele o faz devemos estar prontos para defendê-lo.” —MLW
É um terrível pecado de omissão permanecermos calados sobre o Salvador e Sua salvação. Marvin Williams
NOS BASTIDORES
[…] sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão. —1 Coríntios 15:58
O local em que trabalhávamos era quente, sujo e mal-cheiroso. Tínhamos viajado milhares de quilômetros para trabalhar em alguns projetos, e neste dia, estávamos pintando a parte de trás de uma escola para surdos. As únicas pessoas que veriam esta parte do prédio seriam o jardineiro e qualquer desafortunado que tivesse que limpar a fossa séptica.
Mesmo assim, enquanto os jovens pintavam diligentemente, uma das moças, colocou tudo em perspectiva quando disse: “Ninguém virá até aqui para ver isto, mas Deus verá. Portanto, vamos caprichar.” E assim fizemos.
Às vezes, enquanto trabalhamos, pensamos que ninguém vê o nosso esforço. Ou quem sabe, ficamos numa linha de montagem organizando item por item, num trabalho monótono. Talvez nosso trabalho seja cuidar de bebês chorões no berçário da igreja. Ou às vezes, vivemos a vida cristã da melhor forma possível — e ninguém percebe.
Com frequência, o nosso trabalho é nos bastidores. Mas se foi para isso que Deus nos chamou, precisamos fazê-lo de todo o nosso coração. A nossa tarefa é trabalhar com as forças vindas de Deus para trazer o louvor e a glória a Ele, não a nós mesmos. Parte do nosso chamado é: amar ao próximo profundamente (1 Pedro 4:8), oferecer hospitalidade (v.9) e usar nossos dons para servir ao nosso próximo (v.10). O que realmente importa é que Deus goste daquilo que vê. —JDB
Cristo não ignora o que fazemos por Ele. Dave Branon
NOSSA HERANÇA
Herança do
Senhor são os filhos...
—Salmo 127:3
Um amigo meu recentemente escreveu: “Se morrêssemos amanhã a empresa para a qual trabalhamos nos substituiria em questão de dias. Mas a família que deixaríamos para trás sentiria a nossa perda pelo resto de suas vidas. Então, porque investimos tanto em nosso trabalho e tão pouco na vida dos nossos filhos?”
Porque algumas vezes nos exaurimos acordando cedo e dormindo tarde, “comer o pão que penosamente granjeastes” (Salmo 127:1-2), nos ocupamos para deixar nossa marca no mundo e negligenciamos o único investimento relevante, que está acima de qualquer outra coisa — nossos filhos?
Salomão declarou: “Herança do Senhor são os filhos…” — um legado inestimável que Ele nos deixou. “Como flechas na mão do guerreiro, assim são os filhos da mocidade” (Salmo 127:4) é a sua espantosa comparação. Nada merece mais do nosso tempo e energia.
Não há necessidade de “comer o pão que penosamente granjeastes” trabalhando dia e noite, declarou o sábio Salomão, pois o Senhor cuida de nós (Salmo 127:2). Podemos arranjar tempo para os nossos filhos e confiar que o Senhor vai suprir todas as nossas necessidades físicas. Sejam nossos próprios filhos ou aqueles que discipulamos, eles são o nosso legado eterno — um investimento do qual jamais nos arrependeremos. —DHR
O tempo investido com os filhos
é um sábio investimento. David H. Roper
A ORAÇÃO QUE FAZ DIFERENÇA
...subiu à presença
de Deus a fumaça
do incenso, com as orações dos santos.
—Apocalipse 8:4
A oração tem impacto verdadeiro em seu mundo, ou é uma conversa particular com Deus?
Quando um casal soube que um homem fora liberto da prisão e se mudara para o bairro, começaram a orar por ele. Depois o visitaram e ofereceram sua casa para um café da manhã semanal para ex-presidiários. Hoje, 22 anos depois, os homens mais desprezados daquela região têm um local onde são bem recebidos e tratados com respeito.
O que aconteceria se literalmente seguíssemos a ordem de Jesus de amar nossos inimigos e orar pelos que nos perseguem? E se fôssemos conhecidos por irmos aos céus em favor dos marginalizados e desprezados?
No livro de Apocalipse, o apóstolo João antevê uma ligação direta entre os mundos: visível e invisível. No ponto culminante da história, o céu permanece silente. Sete anjos em pé com sete trombetas, aguardam. O silêncio impera, como se o céu estivesse na expectativa de ouvir. E um anjo recolhe as orações do povo de Deus na terra — de louvor, lamento, abandono, desespero, súplica — misturadas com incenso e apresentadas perante o trono de Deus (Apocalipse 8:1-4). Rompe-se o silêncio quando o cheiro suave das orações é lançado a terra, enviando tempestade de: “trovões, relâmpagos e terremoto” (Apocalipse 8:5).
A mensagem é clara. As orações são indispensáveis na vitória final sobre o mal, o sofrimento, e a morte. —PY
Aqueles que oram fazem a obra de Deus. Philip Yancey
TESTEMUNHAS
...mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.
—Atos 1:8
Numa ação penal, a testemunha fornece informações vitais sobre um possível crime. Ao ser uma testemunha é necessário dizer a verdade sobre o que você sabe ao tribunal.
Assim como o sistema penal judiciá-rio é dependente das testemunhas, Jesus também se utiliza de pessoas ousadas, fiéis e com credibilidade para divulgar a Sua Palavra e formar Sua igreja.
Antes de Jesus ascender ao Seu Pai, Ele deu aos Seus discípulos uma ordem final — o lançamento de uma campanha mundial de testemunhos. O Espírito Santo viria sobre eles e lhes concederia poder sobrenatural para serem Suas testemunhas por todo o mundo (Atos 1:8).
Jesus chamou os primeiros apóstolos para ir a um mundo onde as pessoas não o conheciam, e para dar-lhes um relato verdadeiro do que eles tinham visto; ouvido e experimentado (Atos 4:19-20). Como eles haviam testemunhado Sua vida perfeita; ensinamentos, sofrimentos, morte, sepultamento e ressurreição (Lucas 24:48; Atos 1–5), deveriam partir e dar um testemunho verdadeiro sobre Ele.
Ao levar o evangelho até os confins da terra, somos chamados a testificar a verdade sobre Jesus e sobre como Ele mudou as nossas vidas. “E como crerão naquele de quem nada ouviram?” (Romanos 10:14). O que você está fazendo para testemunhar aos outros? —MLW
Deus nos deixou no mundo
para nele testemunharmos. Marvin Williams
PREPARAI O CAMINHO
Preparai o caminho
do Senhor; endireitai
no ermo vereda
a nosso Deus.
—Isaías 40:3
Dwight D. Eisenhower ficou conhecido por sua corajosa liderança na Segunda Guerra Mundial. Sua capacidade de lutar guarnecia as tropas com motivos para reivindicar a Europa. Logo após retornar como herói aos Estados Unidos da América, ele foi eleito presidente.
Enquanto ele esteve na Europa, Eisenhower vivenciou o perigo e a dificuldade em dirigir por estradas sinuosas. Portanto, para fins de segurança nacional, ele estabeleceu uma rede viária que se tornou o sistema de auto-estradas interestaduais da nação. Montanhas se transformaram em túneis e os vales foram unidos por pontes gigantescas.
Na antiguidade, reis conquistadores ganharam acesso a territórios recém-adquiridos através de autoestradas construídas para suas tropas. Isaías pensou nisto quando declarou: “Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Isaías 40:3). E João Batista chamou as pessoas ao arrependimento para “preparar o caminho” em seus corações para a chegada do Rei Jesus.
Qual a preparação que precisa ser feita para permitir o livre acesso de Jesus ao seu próprio coração? Existem lugares de amargura que precisam de uma escavadora para cavar o perdão? Existem vales de reclamação que necessitam ser preenchidos com o contentamento? Nós não podemos negligenciar esta engenharia espiritual. Vamos preparar o caminho para o Rei! —JMS
O arrependimento limpa o caminho
para o nosso relacionamento com o Rei. Joe Stowell
O SENHOR DOS NOSSOS ANOS
Antes que os montes nascessem, e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. —Salmo 90:2
Não foi surpreendente quando um famoso dicionário inglês anunciou em 2006 que o vocábulo tempo era o substantivo usado com maior frequência na língua inglesa. Vivemos dias em que as pessoas estão obcecadas em aproveitar o tempo, economizar os minutos e tentar encontrar mais horas no dia. Apesar de cada um de nós termos todo o tempo que há, poucos acham que temos o suficiente.
Talvez por isso o Salmo 90 seja uma passagem tão valorizada. Esta passagem transfere a atenção das nossas vidas controladas pelo tempo, para o nosso Deus eterno. “Antes que os montes nascessem, e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (v.2).
Um verso de um hino muito conhecido de Matthew Bridges diz: “Coroai-o com muitas coroas, o príncipe soberano do tempo.” O soberano é um monarca, um rei ungido — alguém que não busca uma nomeação ou concorre a uma eleição.
Deus criou o tempo. Ele o governa e o transcende. Quando nos sentimos frustrados com o calendário ou presos ao relógio, uma leitura silenciosa de Salmo 90 nos faz lembrar que os nossos dias e anos estão nas mãos do nosso Deus eterno.
Ao nos humilharmos diante dele, o tempo adquire uma nova perspectiva. —DCM
Devemos ter uma visão correta da eternidade
para descobrir o verdadeiro valor do tempo. David C. McCasland
TRIBUTOS DE HONRA
...será também contado o que ela[esta mulher] fez, para memória sua...
—Mateus 26:13
O Chefe do Estado Maior da Força Aérea Americana percebeu que ninguém participou do funeral de um soldado da aeronáutica no Cemitério Nacional de Arlington em 1948, e aquilo o perturbou bastante. Ele conversou com sua esposa sobre a preocupação pessoal de que cada soldado deveria receber honras no seu enterro, e esta iniciou um grupo chamado as Damas
de Arlington.
Alguém desse grupo presta honras a cada soldado morto participando do seu funeral. As senhoras também escrevem bilhetes pessoais de condolências e falam palavras de gratidão aos membros da família quando estes estão presentes. Se possível, uma representante mantém contato com a família por mais alguns meses.
Uma dessas senhoras disse: “O mais importante é estar presente apoiando as famílias. É uma honra prestar honras aos heróis que constituem as Forças Armadas.”
Jesus demonstrou a importância em prestar tributos. Após uma mulher ter derramado um óleo perfumado muito caro sobre a Sua cabeça, Ele disse que ela seria honrada por muitos anos vindouros (Mateus 26:13). Os discípulos ficaram indignados e pensaram que aquele ato fora um desperdício, mas Jesus o chamou de “uma boa ação” (Mateus 26:10) pelo qual ela seria lembrada.
Conhecemos heróis que deram suas vidas em serviço a Deus e ao seu país. Vamos honrá-los neste dia. —AMC
Nós honramos a Deus quando
honramos um ao outro. Anne Cetas
NINGUÉM É TÃO CEGO
Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. —Mateus 25:40
O cantor Ray Stevens geralmente é elogiado por ter escrito a frase “Ninguém é tão cego quanto aquele que não quer ver,” uma das linhas da canção intitulada Everything Is Beautiful (Tudo é Lindo). Mas o pregador Matthew Henry usou a frase há 250 anos quando comentava sobre os poemas líricos de Asafe, outro compositor de canções.
Os poemas de Asafe não foram tão positivos como os de Stevens. Sua canção foi uma censura aos israelitas por terem deixado de cumprir o propósito que Deus lhes dera. Deus os escolhera para mostrar ao mundo como viver dignamente e julgar com equidade, mas eles falharam terrivelmente. Ao invés de defenderem os fracos e os órfãos, eles estavam defendendo os injustos e demonstrando parcialidade aos ímpios (Salmo 82:2-3).
Em seu comentário sobre o Salmo 82, Henry escreveu: “Um presente dado em segredo, cega seus olhos. Eles nada sabem por que não entenderão. Ninguém é tão cego quanto aquele que não quer ver. Eles confundiram suas próprias consciências e, portanto, andam em trevas.”
Jesus confirmou o interesse de Deus pelos fracos e necessitados. Ele explicou que tudo o que fosse feito para “um destes” pequeninos teria sido feito a Ele (ver Mateus 25:34-40). E Ele repreendeu os Seus discípulos por impedirem as crianças de virem a Ele (Lucas 18:16).
Aqueles que têm olhos que veem o que Deus vê, encontram maneiras de ajudar os necessitados. —JAL
Um teste do verdadeiro amor cristão:
você ajuda aqueles que não podem lhe retribuir? Julie Ackerman Link
RETRIBUIR
Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz,
façais vós também.
—João 13:15
A Corrente do Bem é um filme sobre os planos de um menino de 12 anos de fazer diferença no mundo. Incentivado por um professor da escola onde estudava, o garoto convida um morador de rua para dormir na garagem da casa dele. Sem saber deste acordo, uma noite sua mãe acorda e encontra o homem consertando o caminhão da família. Ameaçando-o com uma arma, ela pede que o sem-teto se explique. Ele lhe mostra que conseguiu consertar o caminhão e lhe conta sobre o ato bondoso de seu filho. E diz: “Estou apenas retribuindo.”
Acho que Jesus tinha a retribuição em mente numa das Suas últimas conversas com os Seus discípulos. Ele queria mostrar-lhes a total amplitude do Seu amor. Então, antes da Sua última refeição juntos, tirou a túnica, amarrou uma toalha na cintura e começou a lavar os pés dos Seus discípulos. Isto era chocante, pois apenas os escravos lavavam os pés de outros. Era um ato de servidão e um símbolo que apontava para o sacrifício, a paixão e a humilhação de Jesus na cruz. O pedido que fez aos Seus discípulos foi: “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros” (João 13:14). Os discípulos deveriam retribuir.
Imagine como o mundo seria diferente se dedicássemos aos outros o tipo de amor com o qual Deus nos amou através de Jesus. —ML
Para conhecer o amor, abra seu coração para Jesus.
Para demonstrar amor, abra seu coração para os outros. Marvin Williams
TRANSFORMANDO AS PROVAÇÕES
Eis que, agora, reconheço que em
toda a terra não há Deus, senão em Israel...
—2 Reis 5:15
Quando eu bati com a traseira do meu carro novo recém-adquirido, num caminhão, os pensamentos que vieram imediatamente à minha cabeça não foram positivos. Pensei primeiramente no custo, na inconveniência e no dano ao meu ego. Mas, na verdade, encontrei esperança neste pensamento que sempre compartilho com outros escritores: “Em cada experiência ruim há um bom exemplo.”
Encontrar o bem pode ser um desafio, mas as Escrituras confirmam que Deus usa as más circunstâncias para bons objetivos.
Em 2 Reis 5, encontramos duas pessoas que passaram por más situações. A primeira foi uma jovem de Israel levada cativa pelo Exército da Síria. A segunda foi Naamã, o comandante do exército, que contraiu lepra. Ainda que a menina tivesse um bom motivo para desejar o mal a seus capturadores, ela, pelo contrário, ofereceu ajuda. Ela disse: “Elias, o profeta de Israel, pode curar Naamã.” Ansioso para obter a cura Naamã foi para Israel. Entretanto, ele relutou em seguir as orientações humilhantes de Elias. Quando finalmente o fez, ele foi curado, o que o motivou a proclamar que o Deus de Israel é o único Deus (2 Reis 5:15).
Deus usou dois fatos negativos — um rapto e uma doença mortal — para tornar o inimigo de Israel num amigo. Mesmo quando não sabemos o porquê de algo mau ter acontecido, sabemos que Deus tem o poder de usá-lo para o bem. —JAL
Deus é mestre em transformar
provações em bênçãos. Julie Ackerman Link
SONHADORES
Se podes! Tudo é possível ao que crê.
—Marcos 9:23
Quando Deus falou com Abrão, ele obedeceu-lhe prontamente, partiu para uma terra desconhecida firmado apenas numa promessa. Sem filhos, confiou em Deus para fazer dele “uma grande nação” (Gênesis 12:2).
Deus normalmente faz o Seu trabalho através de “sonhadores” — que se entusiasmam com uma fé absurda. No entanto, minha tendência é tomar decisões de forma ponderada e moderada.
Certa vez, em momento de crise, a minha igreja marcou uma noite de vigília. Discutimos muito a praticidade do evento antes de colocá-lo no calendário de atividades. Um grupo de idosos membros de nossa congregação e residentes em um mesmo condomínio, respondeu com entusiasmo. Eu imaginava quantas orações sem respostas haviam feito ao longo dos anos e mesmo assim, eles demonstravam uma confiança genuína no poder da oração. “Quanto tempo vocês querem ficar — uma hora ou duas?” perguntamos, pensando na questão do transporte. “Oh, ficaremos a noite toda,” eles responderam.
Uma mulher na casa dos 90 anos de idade explicou: “Podemos orar. Temos tempo e temos fé. Alguns de nós não dormimos muito mesmo. Podemos orar a noite toda se for preciso.” E assim fizeram.
Entrementes, o grupo de jovens profissionais ambiciosos e prósperos, de uma igreja urbana, aprendeu uma importante lição: A fé comumente surge nos lugares mais inesperados e vacila onde deve florescer. —PY
A oração é a voz da fé. Philip Yancey
ENTRE O BEM E O MAL
Ai dos que ao
mal chamam bem
e ao bem, mal...
—Isaías 5:20
O Mágico de Oz permaneceu popular durante anos. As pessoas de todas as idades aprenderam lições morais com a Dorothy, o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Covarde ao viajar pela estrada de tijolos amarelos. É claro que, no enredo o grande inimigo a ser vencido é a Bruxa Má do Oeste. O Mal é claramente caracterizado e é vencido pelo Bem.
Um novo musical da Broadway, no entanto, vira o senso moral da história original de ponta cabeça. Nesta nova versão da história, a bruxa má é apresentada como uma personagem simpática. Nascida com a pele de cor verde, ela se sente uma estrangeira. Os personagens mais importantes, as linhas do enredo, os papéis e outros detalhes são alterados de modo que a bruxa malvada é somente uma pessoa mal-compreendida. A audiência poderá sair com a ideia de que o mal transforma-se em bem e vice-versa.
Durante o ministério do profeta Isaías, ocorreu em Israel uma reversão dos valores morais. Alguns realmente consideraram o assassinato, idolatria e adultério como sendo bons. Como resposta, Isaías deu-lhes um conselho severo: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal…” (Isaías 5:20). Em nosso mundo de relativismo, a cultura popular constantemente desafia os valores bíblicos. Mas estudar, memorizar e meditar sobre a Palavra de Deus pode garantir o nosso discernimento entre o bem e o mal. —HDF
Se conhecermos a verdade,
poderemos discernir o que é falso. Dennis Fisher
FÉ COMO DE UMA CRIANÇA
Os impossíveis
dos homens são possíveis para Deus.
—Lucas 18:27
Ao retornar para casa após um acampamento familiar, a menina de seis anos Tânia e seu pai eram os únicos ainda acordados no carro. Enquanto Tânia olhava para a lua cheia através da janela do carro, ela perguntou: “Papai, você acha que eu posso tocar a lua se eu ficar na ponta dos meus pés?”
— “Não, eu acho que não,” ele sorriu.
— “Você consegue alcançá-la?”
— “Não, eu acho que também não consigo.”
Ela ficou em silêncio por um momento, então com confiança disse: “Papai, talvez se você me colocasse em seus ombros?”
Fé? Sim — a fé das crianças de que os papais podem fazer qualquer coisa. Entretanto, a fé verdadeira tem como fundamento a promessa escrita de Deus. Em Hebreus 11:1, lemos: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem.” Jesus falava muito sobre a fé, do começo ao fim dos Evangelhos lemos a Sua resposta àqueles que tinham muita fé.
Quando os amigos de um homem paralítico trouxeram-no a Jesus, Ele “vendo-lhes a fé, perdoou os pecados do homem, e o curou” (Mateus 9:2-6). Quando o centurião pediu a Jesus “…apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado”
(Mateus 8:8), Jesus “admirou-se” e disse “Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta” (Mateus 8:10).
Quando temos fé em Deus, concluímos que todas as coisas são possíveis (Lucas 18:27). —CHK
A fé como de uma criança destranca
a porta para o reino do céu. Cindy Hess Kasper