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Frases de Palavras Atrativas (J.A.ME.S)

49 frases

"É no teu abraço que me acho... depois de me perder nos teus braços"
SONETO AO PIOR DO HOMEM Seres abomináveis e sem alma No cintilar do sangue como espelho
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SONETO AO PIOR DO HOMEM Seres abomináveis e sem alma No cintilar do sangue como espelho Em mortífera ira que não se acalma Diante das lágrimas, do sol vermelho, De aflição e vergonha por esse trauma Que se pudesse rogaria de joelho Pelo bem de Gaia, que em dor se faz calma E num apelo sem voz, o aconselho A lutar pra que a raiva não o tome Em espírito de arrasar a Terra Frente a tanta ganância que o consome Afinal você é homem que sempre erra À sombra do mal sem rosto e sem nome E que se fez só pra viver de guerra

SONETO PÓSTUMO O destino me mostra de repente Que a vida já não tem o mesmo encanto
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SONETO PÓSTUMO O destino me mostra de repente Que a vida já não tem o mesmo encanto Nesta dor a dilacerar a gente Em que o sorriso deu lugar ao pranto Só quem perdeu sabe o que a alma sente Ao sucumbir em algo que dói tanto Ante a saudade que se fez ardente Numa queda que não sei se levanto Ó meu Deus! Como pôde ser capaz? De tão cedo levá-lo ao Céu num ai Se sabes a falta que ele me faz Na minha triste lágrima que cai Em face da dura campa onde jaz A quem com orgulho chamei de pai

SONETO AO QUE FUI E se te perguntarem quem fui eu Diga que fui somente um entusiasta
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SONETO AO QUE FUI E se te perguntarem quem fui eu Diga que fui somente um entusiasta De pouca prosa e que nunca escondeu O desejo de ter uma vida vasta Conte que apreciei cada jubileu E se me elogiarem muito, diga: basta! Fale que fui tudo, menos ateu Diga que a saudade o tempo afasta E se a poesia lhe cai como uma luva Conte que eu estava triste ao compor Sem saber o que era lágrima ou chuva Não fale que fui poeta pensador Porque não fui poeta e nem mandachuva Quando se trata de versos ao amor

SONETO COVID-19 E de repente o mundo entrou em colapso Depois do alastramento de uma doença
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SONETO COVID-19 E de repente o mundo entrou em colapso Depois do alastramento de uma doença Fez-se vigente a ausência de um abraço Posto o verbo cruel quando não se pensa Num contexto vazio que cá rechaço Entre pessoas numa troca de ofensas Em argumentos pobres e devassos Enquanto a vida lá fora é (in)tensa A fauna e a flora respiram ilesas O ar cada vez mais casto se figura Talvez tu, este mundo, não mereças Se até a água se faz cristalina e pura Sem você! Libertou-se a natureza Então seria esse vírus praga ou cura?

⁠ SONETO DA MÁGOA Eu já não sei o que mais podia ter feito Pelo visto sonhei demais talvez
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⁠ SONETO DA MÁGOA Eu já não sei o que mais podia ter feito Pelo visto sonhei demais talvez Com algo que julgava ser perfeito Espero sim que pense no que fez A quem sempre por ti nutriu respeito E que você ignorou mais uma vez Em ausência de tempo pelo jeito Num silêncio nenhum pouco cortês Será então essa a sua face de verdade? Posto um simples emoji que me nega Enquanto da conversa já se evade Justo de quem te deu ternura cega Na ilusão de ser ávida amizade O que era só convívio de colega

⁠Soneto de um menino Fiz do meu peito caixa de Pandora Do incauto sentimento singular
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⁠Soneto de um menino Fiz do meu peito caixa de Pandora Do incauto sentimento singular Que fora suprimido desde outrora Por mais que vagueasse apenas por lá Na triste sina de quem sempre chora Porque não lhe convém saber amar Na aflição de ficar ou ir embora Frente ao tenro brilho do azul do mar Tão intimidador que eu oceano Porque sei que tu és sílaba tônica Da palavra que procurei por anos No meu conto de fadas que era crônica Em versos solitários por engano Nessa história de paixão platônica (Airton Memória)

SONETO ÀS MÃES O coração de mãe é obra prima Ele que pela dor e amor caminha
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SONETO ÀS MÃES O coração de mãe é obra prima Ele que pela dor e amor caminha E que, de tudo, põe o filho acima Mãe que batalha às vezes sozinha De tão única, mãe não possui rima Porque ela é singular como uma rainha É quem dá bronca e logo depois mima E de fato a melhor mãe é a minha Mãe é ríspida e meiga como a rosa Pois o humor de mãe sempre se alterna E mesmo quando briga é formosa Mãe é cúmplice em ótima baderna É exagero de amor que não se dosa Cujo defeito é não ser eterna

SONETO AO DIA DA MULHER Ela é esse alguém que se faz linda É fortaleza rígida, não à toa
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SONETO AO DIA DA MULHER Ela é esse alguém que se faz linda É fortaleza rígida, não à toa É quem à vida com sorriso brinda Ora sensível, chora e se magoa É fonte de ternura que não finda Mas se precisar luta como leoa Ela tem coração de menina ainda É flor e espinho numa mescla boa Ela encara seus medos sem receio hoje, ontem, amanhã ou tempo qualquer Então duvidar dela é errar feio E ela pode ser sim o que quiser Porque para romper rótulos veio Este lindo anjo em forma de mulher

SONETO AO VALAPRAISO DE GOIÁS Valparaíso de encanto peculiar Que no Centro-Oeste brilha noite e dia
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SONETO AO VALAPRAISO DE GOIÁS Valparaíso de encanto peculiar Que no Centro-Oeste brilha noite e dia Bela cidade fácil de se amar Com tamanho aconchego que se cria Ela encantaria até certo sabiá É berço de cultura com poesia E o poeta é mais feliz vivendo cá Tendo o céu enluarado em noite fria Lugar acolhedor e bem conciso E entre tantas Etapas se fez ninho Da finda flor do lácio em Valparaíso É cidade de realce entre os vizinhos Pois no valparaisense há o sorriso De brio por ser daqui, no qual me alinho

SONETO AO OUTUBRO ROSA É com toque de vida que me cubro Pois, na vida, carícias me concedo
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SONETO AO OUTUBRO ROSA É com toque de vida que me cubro Pois, na vida, carícias me concedo Por todo tempo e não só em outubro No autocuidado desde muito cedo É num toque de amor que me descubro Porque no amor há um toque doce e azedo Cujo rosto no toque se faz rubro Mas um toque de fé supera o medo E que tal dividir seu amor meio a meio? Seja em parte altruísta e seja dama Pensar um pouco só em si não é feio Cuide de você e não só de quem ama Ouça este toque e toque-se no seio Em prevenção ao cruel câncer de mama

⁠SONETO AO NOVEMBRO AZUL O homem já não vive de tabu Faz rito a prevenção sem ver atrito
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⁠SONETO AO NOVEMBRO AZUL O homem já não vive de tabu Faz rito a prevenção sem ver atrito Entre ele ser viril e o toque nu Só que o preconceito urge maldito Pois o macho ainda zoa o novembro azul Como se o desdém fosse algo bonito E qual tipo de gente serias tu? Porque abrir mão da saúde nem cogito A desinformação mata, inclusive E o homem já não fica cabisbaixo Ele se informa igual um detetive E talvez não lhe agrade o que eu acho Mas sim, na vida o homem sobrevive Enquanto na ignorância morre o macho

⁠JÁ Nem disfarça que já se sente farta Sei que logo já vai e não me iludo
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⁠JÁ Nem disfarça que já se sente farta Sei que logo já vai e não me iludo E de jeito algum eu quero que parta Mas sei que não se pode querer tudo É tempo de casulo de lagarta Já não há o que dizer… só… fico mudo Em dose de tristeza que já é a quarta Entre tantas saudades sobretudo Você já vai… deixando cicatriz Eita marca adverbial cruel e vilã São tantos jás e dor que nunca quis E pode ser talvez que no amanhã Reste uma foto para eu ser feliz Na saudade que morre no Instagram