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Frases de P. silva3

540 frases

Raiz que não se arranca A terra não é chão: é corpo antigo,
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Raiz que não se arranca A terra não é chão: é corpo antigo, é pele marcada pelo sol e pela memória. Cada passo indígena é um traço no mapa do tempo, onde a raiz aprende a resistir mesmo quando tentam chamá-la de invasão. A luta não grita — permanece. É flecha feita de direito, é canto que demarca o invisível, é sobrevivência plantada no hoje para que o amanhã não seja um deserto sem nome, sem povo, sem origem. Sete de fevereiro Não é data: é vigília. É a história de pé, sem pedir licença, defendendo o que sempre foi seu. Enquanto houver terra respirando, haverá luta —e ela nunca esteve sozinha.

Água Rasa Caminho onde o fundo ainda aparece, mas o reflexo mente profundidade. Teus olhos me chamam sem prometer afogo, e eu entro mesmo sabendo nadar pouco.
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Água Rasa Caminho onde o fundo ainda aparece, mas o reflexo mente profundidade. Teus olhos me chamam sem prometer afogo, e eu entro mesmo sabendo nadar pouco. O sol toca a pele da água e tudo parece seguro demais. Mas há correntes mansas que puxam devagar o que não faz barulho. Teu nome boia perto da margem, não sei se âncora ou convite. Fico com os pés no chão e o coração já fora do lugar. Água rasa não grita perigo, só ensina tarde demais. E eu, molhado de quase, aprendo teu silêncio pelo frio.

Entre ir e ficar Te encontro onde o chão ainda engana, espelho curto de céu quebrado, teus passos fazem círculos que fingem profundidade. Bebo teu silêncio com sede antiga, mas a água não afunda o nome que penso; tudo flutua
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Entre ir e ficar Te encontro onde o chão ainda engana, espelho curto de céu quebrado, teus passos fazem círculos que fingem profundidade. Bebo teu silêncio com sede antiga, mas a água não afunda o nome que penso; tudo flutua — promessas, e o medo de molhar demais. Há sol demais para ser abrigo, claridade que expõe o fundo antes do toque; amo o risco de nadar parado, de chamar de mar o que me alcança o tornozelo. Se fico, é por não saber voltar seco, se parto, levo sal que não nasceu aqui; entre ir e ficar, aprendo: há águas que não enganam — não juram fundo antes da hora.

Quebra o silêncio Quebra o silêncio Antes que ele diga por você
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Quebra o silêncio Quebra o silêncio Antes que ele diga por você Leio o ar nos teus pulmões Descompassado O corpo chega onde a palavra não ousa Quebra o silêncio Sustenta o olhar O medo é só O nome errado do que insiste Quebra o silêncio Fica Eu escuto o que não vem inteiro Sem urgência Sem escudos Te toco — o tempo perde função Te cerco — algo em ti repousa Revelo o que nunca Foi pedido Esse intervalo Onde a alegria aprende a ficar

SEP Sentimento que pulsa em cada torcida,
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SEP Sentimento que pulsa em cada torcida, Olho atento aos gramados, buscando glória, Coração verde que jamais se rende, Inspiração para os sonhos de vitória, Ecos de hinos que atravessam gerações, Dedicação que nasce em cada jogador, Amor que se veste de verde e branco, Determinação que desafia o impossível, Esperança viva em cada lance. Energias que se unem em celebração, Sonhos que se tornam realidade a cada jogo, Paixão que transforma simples partidas em épicos, Obra de história escrita em vitórias, Resistência que honra cada camisa, Torcida que canta sem parar, Impetu que corre pelos campos, Vibração que invade arquibancadas, Alegria que explode a cada gol. Paixão que vibra em cada coração verde, Amor que transcende vitórias e derrotas, Luz que brilha nos campos e arquibancadas, Memórias que ecoam glórias eternas, Energia que move torcidas e sonhos, Inspiração que nasce a cada gol, Resistência frente aos desafios, Alegria que explode em cada canto, Sonho de campeões que nunca se rende.

Labirinto Interior As pedras falam, mas ninguém escuta.
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Labirinto Interior As pedras falam, mas ninguém escuta. O sangue quente escorre entre sombras que dançam na cabeça. Há vozes que me atravessam, rasgam o silêncio, e deixam rastros de carvão no peito. Não sei se é noite ou tempestade, se o chão queima ou se sou eu, ou se o vento carrega minhas mãos, incapazes de segurar o que foge. Senhor, você que vê meu coração no meio da confusão, guarda-me da própria sombra sem apagar o fogo que me lembra que existo. Que eu não me perca entre a brasa e a bruma, entre o toque que destrói e a mão que quer abençoar. Que eu seja labirinto e mapa, raiva e silêncio, pesadelo e oração, até que a manhã me reconheça entre os escombros do meu ser.

O Beijo Te calculei em silêncio Tentando manter distância
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O Beijo Te calculei em silêncio Tentando manter distância Mas você acontece Fora de qualquer previsão Quando chega Meu corpo responde Antes da lógica Terminar o raciocínio Teu beijo altera o curso Do que eu achava estável E tudo que era linha Vira movimento No fim, entendo: Não é sobre resolver Você é sobre aceitar O beijo

A mesa ainda está posta. Não porque fomos dignos, mas porque a graça chegou antes
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A mesa ainda está posta. Não porque fomos dignos, mas porque a graça chegou antes e preparou lugar no deserto. A mesa ainda está posta. Pão partido lembra o corpo entregue, o cálice anuncia aliança que não depende do nosso acerto. A mesa ainda está posta. No meio, a cruz não acusa — ela explica o amor que escolheu ficar. A mesa ainda está posta. Senta sem medo. Aqui, a graça não pergunta o passado, apenas chama pelo nome.

No recanto O vento quente do sertão varre a alma cansada,
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No recanto O vento quente do sertão varre a alma cansada, E a ansiedade aperta o peito como corda de viola. O homem sente o mundo pesado nos ombros, E a esperança parece distante, escondida no céu de brasa. Mas chega uma palavra doce, feita de calma e cheiro de terra molhada, Um sussurro que floresce entre o juazeiro e a laranjeira. O coração se abre, desata o nó que sufoca, E a vida volta a dançar na batida lenta do luar. No recanto da paixão, o olhar se encontra, Mãos trêmulas se entrelaçam, tão simples e certeiras. O medo se dissolve na música das palavras, E o amor cresce no silêncio que fala mais que tudo. Ah, sertão que ensina a alma a resistir, Entre seca e chuva, entre dor e sorriso. Uma palavra bondosa é a chuva na rocha, E o coração do homem volta a cantar seu próprio destino.

Ô pátria amada Ô pátria amada Não deixaremos morrer
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Ô pátria amada Ô pátria amada Não deixaremos morrer Ô pátria amada Sempre vamos lutar por você A cada dia que passa A nação está em chamas Não é o fogo que traz vida É o fogo que espalha a morte Precisa renascer das cinzas Enquanto muitos ainda destroem Tu és braseiro Brasa viva, pátria amada Ainda há sementes no chão Ainda há mãos que sabem cuidar Do meio da fumaça nasce o amanhã E a esperança não deixou de brotar Ainda há um amanhã sendo gestado No coração de quem não desistiu

Terra Dourada Terra dourada. Tem frutos.
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Terra Dourada Terra dourada. Tem frutos. Tem animais bonitos. Tem uma mata incrível. Mas o seu povo dorme. Está na hora de acordar e olhar pra essa terra que é belíssima. Chega de olhar o terreno do lado enquanto o nosso apodrece por falta de cuidado. Vamos olhar pra cultura local, praquilo que nasceu aqui, pro que tem cheiro de chão, de sol, de história. Estamos matando a nossa origem cada vez que copiamos o que não fala a nossa língua. Não precisamos copiar. Precisamos criar. Criar com o que somos, com o que temos, com o que sempre esteve aqui e nos ensinaram a ignorar. Essa terra não é pobre. Ela é esquecida. E quando o povo acordar, a origem volta a respirar.

Luz Mansa Fui encontrar ouro E acabei encontrando
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Luz Mansa Fui encontrar ouro E acabei encontrando Diamantes No teu olhar Brilhante da cor do sol Deitado na beira do mar Ouvindo o barulho manso das ondas Só pra ficar te admirando… Já era tarde dourada A mesa de madeira exposta Café passado na hora Bolo e torta E o dia vai ficando quieto Teu olhar ainda aceso Luz mansa

Caminhada O chão não prometia facilidade, ainda assim, eu fui.
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Caminhada O chão não prometia facilidade, ainda assim, eu fui. Os pés cansaram cedo, pediram pausa, não rendição. Parei à beira da estrada, bebi água morna, olhei pro nada até o nada responder com um canto manso. A noite veio longa, o sabiá insistia, e o sertão, em silêncio, seguia bonito sem pedir prova. Peguei o violão e cantei com o passarinho. Era amor queimando baixo, chama viva no meio do caminho. Quando cheguei, não havia aplauso — havia braços. Abracei minha família e agradeci pela caminhada.

Chama do Destino Nasceu pequena, quase um sussurro,
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Chama do Destino Nasceu pequena, quase um sussurro, entre o acaso e o querer não dito. Uma centelha tímida no escuro, como se o destino respirasse comigo. Cresceu no tempo, ardendo em silêncio, iluminando caminhos que eu temia pisar. Queimou dúvidas, aqueceu ausências, fez do medo apenas cinza no ar. Mesmo quando o vento tentou apagar, ela dançou, firme, contra a noite. Pois há chamas que não pedem permissão: existem para arder, custe o que custar. E sigo, marcado por essa luz antiga, sabendo que não fui eu quem escolheu. Foi a chama do destino que me encontrou e, ao tocar meu peito, escreveu quem sou.

A juventude A juventude perdeu o brilho Perdeu o sentido
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A juventude A juventude perdeu o brilho Perdeu o sentido Perdeu o respeito Antigamente a juventude tinha mais vida A vida era bela A gente brincava na rua O tempo era lento O riso era fácil O abraço era casa Hoje o mundo corre Mas o coração se arrasta Cheio de tudo Vazio de essência Não é que a juventude acabou Ela só está ferida Tentando existir Num mundo que esqueceu de cuidar Ainda há brilho — escondido Ainda há vida — cansada Ainda há sentido — esperando Alguém chamar de volta

Um fogo tímido A chama nasceu pequena, quase um sussurro,
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Um fogo tímido A chama nasceu pequena, quase um sussurro, acendeu no escuro do peito sem pedir licença. Era medo e esperança dançando juntos, um fogo tímido que já sabia arder. O destino soprou ventos contrários, tentou apagar promessas e sonhos antigos. Mas a chama aprendeu a resistir no silêncio, crescendo firme entre quedas e recomeços. Houve noites em que queimou como saudade, dolorida, intensa, impossível de esconder. Ainda assim, iluminou caminhos tortos, mostrando que até a dor pode guiar. Hoje a chama é farol e coragem, não consome — transforma quem sou. No centro dela, entendo enfim: meu destino é arder sem deixar de amar.

O Nosso Verão O sol caía como ouro derretido sobre nossas peles, E a brisa trazia cheiro de mar e de mangueira,
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O Nosso Verão O sol caía como ouro derretido sobre nossas peles, E a brisa trazia cheiro de mar e de mangueira, Risos escorriam pelos becos da cidade antiga, Enquanto a música do verão tocava em cada esquina. O vento embalava histórias que ninguém contava, Veleiros de papel flutuavam nos rios da lembrança, E nossas mãos, cúmplices, desenhavam no ar Mapas secretos de cidades, de amores, de esperanças. As cores do entardecer tingiam nossas sombras, Laranjas, violetas e vermelhos de promessa, Enquanto o cheiro de café e pão quente da rua Misturava-se ao perfume dos nossos sonhos. Mesmo quando o inverno tentou apagar a memória, O calor voltou em lembranças de ruas e risos, Guardando o nosso verão em versos e saudade, Como quem transforma o tempo em poesia viva.