Maldito os homens que nascem poetas,
Porque quase sempre precisam viver tristes histórias de Amor.
Bem-aventurados são os homens que nascem poetas,
Pois é através da poesia que eles silenciam seus corações aflitos.
É através da poesia que se consolam.
Este é o meio que Deus usou para confortar aqueles que sofrem por Amor.
Fragmentos III
O que pode se esperar da ignóbil ação humana
A não ser misérias desolações e vergonha?
O que se pode esperar de um poeta?
Que ele salve o mundo com seus versos doentes?
Vor Dem Sechs
Em meio ao campo santo
Onde os poetas dormem em silêncio imersos em seus sonhos de morte
Vi meu rosto em meio aos crisântemos
Como se tomasse veneno
A angústia me mata por dentro.
Em meio às brumas das horas mortas
Ao Romper de mais um dia agonizante
Quando a luz ainda se esconde
Meu peito se rasga em terror.
Nos intervalos destas horas escuras,
Antes das seis;
Não desperto, desespero.
E os anjos que me guardam apenas contemplam em silêncio
Minha dor
Enquanto ando pelas ruas cobertas de ódio e cimento
Vejo as gárgulas no topo das catedrais
Que me espreitam a cada passo
Com seus olhares de pedra.
Fragmentos IV
Beijo-te os lábios como aquele que morre...
Desejo teu corpo como o doente deseja a cura...
E assim cremo meus sentimentos no fogo da paixão
E jogo suas cinzas sobre as flores que tem o nome de amor-perfeito.