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Frases de Odair Flores

617 frases

O hoje caminha para o amanhã, para outra vez ser hoje...
Vou rolando o amor por ai! Tenho visto ele não se aderir nas pessoas a quem eu o dirijo mas minha teimosia é maior e insiste em continuar. O engraçado é que a cada vez que alguém o repele, ele acaba voltando para mim, me forçando a continuar tentando achar a pessoa na qual ele se…
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Vou rolando o amor por ai! Tenho visto ele não se aderir nas pessoas a quem eu o dirijo mas minha teimosia é maior e insiste em continuar. O engraçado é que a cada vez que alguém o repele, ele acaba voltando para mim, me forçando a continuar tentando achar a pessoa na qual ele se adira e com ele aderido em si, passe a me enxergar com outro olhar

Não desanime com a impressão do que tu vês! Ainda há um sol maravilhoso la fora, porém dentro do seu closed azul com cortinas de nuvens plúmbeas, trocando de vestes, vibrações e cores, preparando-se para a primavera que há de vir, e para a qual, inexorávelmente estamos a caminho.…
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Não desanime com a impressão do que tu vês! Ainda há um sol maravilhoso la fora, porém dentro do seu closed azul com cortinas de nuvens plúmbeas, trocando de vestes, vibrações e cores, preparando-se para a primavera que há de vir, e para a qual, inexorávelmente estamos a caminho...

Parodiando Oliveira Do Cordel desfilo em letras algumas das minhas saudades: Saudades da farofa de ovo, café da manhã do meu pai, das cantigas dos anos 50 na voz de minha mãe, trilha musical dos trabalhos domésticos, das primas que passavam as férias escolares em casa, das corr…
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Parodiando Oliveira Do Cordel desfilo em letras algumas das minhas saudades: Saudades da farofa de ovo, café da manhã do meu pai, das cantigas dos anos 50 na voz de minha mãe, trilha musical dos trabalhos domésticos, das primas que passavam as férias escolares em casa, das corridas pelo quintal com o meu cachorro Tupi, que me rendeu um tombo de cara no chão, saudades do radio vitrola com Mapa Mundi no dial, xodó da família, dos cuidados com as manas mais novas que eu Odinéia e Déa que me rendiam uma baita ciumeira, da caçulinha Andréa, com seus cabelos escorridos e o olhar sempre distante nos seus dez ou doze de idade, o cheiro inconfundível de cimento molhado pela chuva nos verões dos anos dourados, do recreio do Escolástica Rosa e dos sequilhos e do pudim de pão que lá eram vendidos por um ambulante, saudades dos sonhos da padaria Fluminense, saudade dos bondes onde eu ia sempre viajava namorando uma menina imaginária, da mesa sempre farta dos Natais capitaneados pelo patriarca dos Flores, meu amado pai, farta de comida e de parentes , saudades dos olhares das meninas da Vila Margarida, curiosas e assanhadas pelo recém chegado menino de treze anos que eu era e causavam um certo desconforto nos moleques que lá já moravam antes de mim mas me deram coragem para namorar alguém de verdade, das domingueiras do Praia Clube, dos bailinhos americanos da Turma dos Caveiras, dos bate papos com o Gringo, Jorge, Elizeu, Silvinho e Magalhães, das conversas intelectualizadas com o Beleza, saudades do rebaixado fusca garibadíssimo do mano Osmar, das divagações do meu amigo Carlinhos, menino caixa alta, filho dos donos do restaurante Beduíno mas que estava sempre com a gente, saudades da fábrica de calçados que ficava na praça João Pessoa em São Vicente e fazia botas sob medida imitando a dos Beatles, saudades do que eu sonhava ser, enfim uma baita saudades de mim... odair flores

Sem as águas do céu Na terra gretada como os pés que lhe pisam, fazendo-se caminho para uma roça de desalento, lá vai o homem na vã tentativa de plantar seu pão! Mas o canto continuo do acauã em tom de lamentos desesperados, agoura, sem piedade meses de prolongado estio, resseca…
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Sem as águas do céu Na terra gretada como os pés que lhe pisam, fazendo-se caminho para uma roça de desalento, lá vai o homem na vã tentativa de plantar seu pão! Mas o canto continuo do acauã em tom de lamentos desesperados, agoura, sem piedade meses de prolongado estio, ressecando a fé do lavrador! A caçula, sem forças nos braços mirrados de sua mãe, balbucia palavras ditadas pela fome. tendo a frente a última cabra que restou do pequeno rebanho, sem forças e sem leite. No coração do agreste, palpita o coração de um ser abandonado pela sorte, que faz do amor pelos seus, o único arrimo para continuar de pé! No meio dos arbustos tostados, o pequeno pássaro da máscara negra sobre os olhos, continua a gritar como as almas daqueles que sucumbiram, nesse canto abandonado do meu país!