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Frases de Nilson Rutizat

177 frases

Dois acontecimentos na vida importam: nascer e morrer. O que acontece no percurso de um para o outro deve ser considerado férias.
Vou soltar pipa na esquina Sem nenhuma malícia. Vou ver minha mina
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Vou soltar pipa na esquina Sem nenhuma malícia. Vou ver minha mina Dou de cara com a polícia. Nem a boca eu abro Já estou no camburão. Do que estou sendo acusado? Não me avisaram, não. Sou moleque negro Sou moleque pobre Sou filho de preto E em nada eu sou nobre. Como eu queria que um dia Essa história fosse ficção Minha alegria seria Ver nossa união E anunciar que o racismo Não cabe em nossa nação. Saiam da minha frente, Pois eu preciso falar O que você não entende, Negro também é gente E também sabe amar

São cinco horas da manhã, já bebi todas pra esquecer, Mas não sei o que eu fiz, Tudo que eu já bebi só me fez lembrar você Foi seu beijo? Eu não sei
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São cinco horas da manhã, já bebi todas pra esquecer, Mas não sei o que eu fiz, Tudo que eu já bebi só me fez lembrar você Foi seu beijo? Eu não sei Foi o amor que cê me deu? Não sei o que você fez Meu coração não é mais meu Sou só um louco abandonado Nesse bar, embriagado de amor Já que não consigo te esquecer Traga mais uma, eu vou beber pra dá um basta nessa dor.

A gente mal brigou E ela já postou uma foto Em sua rede social
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A gente mal brigou E ela já postou uma foto Em sua rede social Com sorriso largo, maquiagem Pra dizer que tá legal, Que tá feliz sem mim E na legenda diz que é melhor assim. Deixa eu curtir primeiro Pra depois eu comentar Vou dizer que tou solteiro E pronto pra farrar Deixa essa mulher aí Libertei meu coração Agora eu tou feliz É só cerveja e paredão

Tou amarrado nesse chifre Não tem mais pra onde correr Amor igual ao meu não existe
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Tou amarrado nesse chifre Não tem mais pra onde correr Amor igual ao meu não existe Mas ainda me livro de você Tudo bem, amor Seja como for De você vou me livrar Vou arrancar do peito Esse amor que é meu defeito Vou aprender amar Aí você vai ver Vou me livrar de você Pode dá adeus ao meu amor Aí eu quero ver Ver você colher Todo mal que me causou

Postei uma foto Na ostentação Tomando cachaça
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Postei uma foto Na ostentação Tomando cachaça Com sal e limão Largado na praça Só na curtição E choveu Likes na minha foto Lá no Instagram É que eu tou solteiro Tou fácim, faceiro E cheio de fãs Se liga aí Quem tiver a fim Vá lá no meu ZAP Dá um oi pra mim Não precisa de cantada Tou facim, facim

Não sei o que faço Você é meu xodó Não vivo sem teu abraço
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Não sei o que faço Você é meu xodó Não vivo sem teu abraço E não vivo sem forró Não me peça então Para ir pra sua balada Você sabe que a minha paixão É forró e vaquejada Eu estou dividido Entre o amor e a paixão Quero ser seu marido Mas meu forró não deixo não É que sou forrozeiro Um vaqueiro arretado Sou peão sertanejo E por você apaixonado

Você diz que tá feliz Posta history no Instagram Vivendo como sempre quis
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Você diz que tá feliz Posta history no Instagram Vivendo como sempre quis Sem pensar no amanhã Mas no WhatsApp a história é outra Você chora, manda audio para mim Diz que sente falta da minha boca, Que não aguenta mais viver assim. Vai lá, postar os seus historys no Instagram, Eu espero os seus áudios amanhã, Chorando e me pedindo pra voltar Nem adianta tentar Você nunca vai deixar de me amar

Não era uma distância longa entre um olhar e outro. Mas longe o bastante para que os olhares se deturbassem, uma distância suficiente para que fosse agregado ao olhar certa subjetividade e interpretação um tanto ousadas. E foi isso que aconteceu. Dia após dia os olhares se encon…
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Não era uma distância longa entre um olhar e outro. Mas longe o bastante para que os olhares se deturbassem, uma distância suficiente para que fosse agregado ao olhar certa subjetividade e interpretação um tanto ousadas. E foi isso que aconteceu. Dia após dia os olhares se encontravam, abraçavam-se, mas nada diziam. Talvez porque não achassem que ali estaria se criando visões de algo, de alguma coisa. E em linha reta, a conversa continuava. Não em palavras, mas na subjetividade dos olhares. Não é preciso dizer nada para que fosse percebido que ali por meio dos olhos a comunicação se fazia. E seus interlocutores sempre certos de que estavam sendo compreendidos. Será? Talvez sim, talvez não. Os olhos não são muito claros, vejam o trocadilho, quando se trata de sentimentos. Alerta de espolie. Sim, um sentimento nascia por meio daqueles olhares. Pelo menos da parte do dono de um dos pares de olhos. De uma pequena semente por trás daqueles olhos nascia um sentimento. E alimentado pelo imenso terreno fértil da carência cresceu tanto que já não cabia mais no corpo. Começou a transbordar. Saia por todos os poros da pele. Fugia pela respiração. Os olhos, porém, pareciam não saber transmitir essa mensagem. O olhar não tinha a força de levar à compreensão desse sentimento a pessoa a quem estava endereçado. E a dona do outro par de olhos não recebeu essa informação. Não imediatamente, apesar dos olhares continuarem ininterruptos. E eis que entra nessa história um terceiro par de olhos. Na verdade, um par de ouvidos. Ao escutar a confissão do amigo, não crer. Ele que acompanhou e ouviu todos os cochichos daqueles olhares, percebeu de imediato que os olhos daqueles dois jovens não estavam falando a mesma língua. E a dona do segundo par de olhos ouviu da boca do amigo o que o dono dos olhares interpretou. Ela não acreditou. Mas ficou calada, pois nada a boca tem a ver com a conversa dos olhos. E deixou então que os olhares fugissem e que ficassem calados para que não fossem mal interpretados. Mesmo assim, vez por outra eles se encontram, pois estão sempre no mesmo caminho, desviam-se e vão embora. E o terreno fértil da carência continua suprindo o amor que o dono de um dos pares daqueles olhos pensa existir. Olhares são perigosos. Eles falam muito, no entanto, nada escutam.