O eterno está em mim Há em mim uma força maior Um dedo de Deus na minha alma
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O eterno está em mim Há em mim uma força maior Um dedo de Deus na minha alma E eu renasço de novo Sempre Sempre Pois o eterno está em mim.
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O eterno está em mim Há em mim uma força maior Um dedo de Deus na minha alma
O eterno está em mim Há em mim uma força maior Um dedo de Deus na minha alma E eu renasço de novo Sempre Sempre Pois o eterno está em mim.
De rosas carrego meu sorriso Meus lábios Meus olhos
De rosas carrego meu sorriso Meus lábios Meus olhos Minha alma toda faço florir Pois já me bastam os espinhos Que me furam sem eu pedir.
A justiça é só uma metáfora, é um pensamento filosófico, que muitas vezes, não sai do papel. Para uns, justiça demais, para outros, justiça de menos.
Eu tenho tanto a aprender e tão pouco para ensinar. Eu tenho tantos gritos presos na garganta, mas às vezes é bem melhor calar.
Traição A traição dói E essa dor é mortal
Traição A traição dói E essa dor é mortal Ela só vem de quem a gente nunca desejou o mal. Dói a traição Muda a nossa rota Muda a nossa direção E a gente que acreditava estar indo no caminho certo Se percebe na contramão.
Agradeço ao grande Deus por tudo o que tenho e sou Agradeço pela vida e também por todo amor Sou grata por ele ter me dado a capacidade de ser um criador e por ter me feito entender que sou mais que um vencedor.
O segredo é amar um dia de cada vez.
Muitas foram as vezes em que me decepcionei Mas jamais me arrependi dos caminhos que tracei Cada curva e cada reta
Muitas foram as vezes em que me decepcionei Mas jamais me arrependi dos caminhos que tracei Cada curva e cada reta Cada pedaço da estrada Foram ficando para trás Hoje, é passado Mais nada.
COLO DE MÃE Ralei os joelhos no chão da escola Estava correndo brincando com a bola.
COLO DE MÃE Ralei os joelhos no chão da escola Estava correndo brincando com a bola. Doeu e chorei por mais de uma hora. A dor dos joelhos ralados Quase que não ia mais embora Mas quando minha mãe chegou Trazendo na sua bolsa um quilo de amor Pense em uma coisa ligeira Na mesma hora a dor passou.
E se eu fosse feita de papel, eu queria que em mim fosse escrito um poema que falasse de vitória, de amor e de glória. E se eu fosse feita de papel, eu queira que em mim estivesse escrito com letras garrafais e vermelhas: esta é uma mulher que não se permite abater, eis aí uma v…
E se eu fosse feita de papel, eu queria que em mim fosse escrito um poema que falasse de vitória, de amor e de glória. E se eu fosse feita de papel, eu queira que em mim estivesse escrito com letras garrafais e vermelhas: esta é uma mulher que não se permite abater, eis aí uma verdadeira grande guerreira .
A ESCRAVIDÃO Há quem seja escravo do outro E que ofereça a autorização
A ESCRAVIDÃO Há quem seja escravo do outro E que ofereça a autorização Permitindo que lhe façam Viver em total submissão. Cala quando não concorda E não tem opinião. Há quem se escravize E jogue fora às chaves Da própria prisão E que por medo de ser livre Escolhe viver na escuridão.
PERDÃO Perdão por eu não ter lhe dado Todo o amor
PERDÃO Perdão por eu não ter lhe dado Todo o amor E por ter sido mais razão Do que emoção. Perdão por eu ser assim Tão sem jeito E por ter desfeito os seus planos. Perdão por eu ter mudado a rota E ter feito o caminho de ida E não o de volta. Perdão por eu ter me tornado outra Totalmente diferente Daquela menina inocente Que você amou.
Eu bati minhas asas Voei vagarosamente sobre os meus sonhos Planei no ar.
O CAMINHO No caminho Encontrei pedras
O CAMINHO No caminho Encontrei pedras Bichos peçonhentos Bichos nojentos. À estrada Foi me fazendo E eu fui fazendo ela. Engoli goela adentro Os restos E as sobras. Fui o prato principal Na mesa de gente do mal Fui sendo comida Pelas beiradas. Hoje beirando os quarenta Pareço uma senhora de noventa Sou uma velha marrenta Somente quem me ama Me aguenta.
CONTRAMÃO Que não seja a morte A sua única opção
CONTRAMÃO Que não seja a morte A sua única opção Antes de tudo Preste bem atenção Todo mundo morre na vida E sempre haverá decepção Não desista então de seguir Ainda que seja na contramão.
DEMOCRATICAMENTE É tanta pedagogia, Sobre a correta democracia,
DEMOCRATICAMENTE É tanta pedagogia, Sobre a correta democracia, Uma hipocrisia, Um discurso desconexo, Sem nexo, Sem rota, Sem caminho certo. Muita gente se dizendo possuidor do mapa, Aquele que traça o caminho do tesouro, E do lugar onde fica todo o ouro. Muita gente que se diz capaz de sanar a fome, Essa fome que mata nas ruas os desprovidos, Os sem teto, Os sem prato, Os que vivem à beira do esgoto, E que mesmo sendo humanos, São tratados como ratos. É tanto discurso preparado com cuidado, Cujo tema e lema é a abolição do povo, Que sem algemas repetem a cena da sujeição, E da total e absoluta submissão. Democraticamente, Somos forçados a engolir, A botar pra dentro da gente, O que vomitam por ai. -
A MORTE Às vezes a morte é quente Tem horas que parece fria
A MORTE Às vezes a morte é quente Tem horas que parece fria É como se ela possuísse Uma espécie de esquizofrenia. Vejo a morte matando gente Que na verdade não morreria Mas a morte covardemente Mata inocentes todo dia.
JÁ ENCONTREI Eu já encontrei no caminho muita gente boa Aquele tipo de pessoa que quando fala o amor ecoa.
JÁ ENCONTREI Eu já encontrei no caminho muita gente boa Aquele tipo de pessoa que quando fala o amor ecoa. Eu já vi na estrada muito gente malvada Gente que quando sorria, sua mão uma espada erguia.
A ESTRELA Eu conheci o fundo do poço, E profundo ele era,
A ESTRELA Eu conheci o fundo do poço, E profundo ele era, Mais fundo que o fundo do mar. Eu conheci a escuridão, Conheci a mais funda solidão, E estive sozinha do lado da multidão. Eu conheci a falta de ar, O vazio de não saber amar, E no buraco mais fundo fiquei, Até o dia em que resolvi voltar, Com a intenção de ser uma estrela, E no meio do céu brilhar.
PAI Meu Pai Homem de fé e de pé na estrada
PAI Meu Pai Homem de fé e de pé na estrada Um guerreiro Um lutador De noites mal dormidas De idas, quase sem vinda. Uma vida de pai viajante Quantas saudades trazia na mala? Na cabine do caminhão Levava as fotos três por quatro De cada um dos cinco filhos E um bilhete de mamãe Dizendo que a gente lhe amava. Hoje meu pai Lhe vejo com a pele enrugada Esquecendo o caminho E a porta da entrada Mas nos seus olhos Ainda consigo ver O encantamento a nos dizer Que tem orgulho de nosso pai ser. Meu pai Tudo o que posso lhe pedir: Demore pai a partir.
A BÊNÇÃO Quando eu era bem menina, Minha vó vinha me visitar,
A BÊNÇÃO Quando eu era bem menina, Minha vó vinha me visitar, Trazia na mala dela, Brinquedos e balas de canela. Minha vó vinha de longe, Mais de hora de viagem, Ela vinha olhando a paisagem, Esperando logo chegar, Para a saudade matar. Assim que Vovó chegava, Na porta assobiava, E quando eu a escutava, Corria e lhe abraçava. Saudades eu carrego comigo, Saudades do seu sorriso, Saudades da sua voz rouca, E do seu jeito de dizer sem falar, Que me amava E sempre iria me amar.
A morte olhou nos meus olhos Fez cara de desentendida Foi embora
A morte olhou nos meus olhos Fez cara de desentendida Foi embora E me deixou com a vida.
Na arte e na vida É preciso saber a hora De expor a ferida.
Cheia de encantos mil Esta sou Eu Não é o Brasil!