Eu muitas vezes fui terra pisada. Muitas vezes fui o mar que ninguém navegou.
Muitas vezes fui medo, escuridão, solidão e dor.
Hoje eu sou só amor.
Nildinha Freitas
Eu morri quando ouvi da boca de quem me ofendeu que me perdoa por eu ser mais eu e por ter ofertado o melhor de mim.
Morri quando eu não falei a verdade por puro medo.
Morri cada vez que permiti que me humilhassem.
Eu morri por ter calado e por ter falado na hora errada.
Nildinha Freitas
Quando eu morrer abram um vinho tinto de safra boa.
Bebam, sorriam e festejem quem eu fui para você.
Não chorem quando eu morrer!
Falem sobre as memórias que têm de mim, lembrem das vezes que fui luz e esqueçam de falar das minhas trevas.
Quando eu morrer agradeçam por terem estado nesse mesmo tempo ao lado meu, fui quase santa, mas meu discurso sempre foi ateu.
Nildinha Freitas
As pessoas mais perigosas que conheço são as que vestem a face do que lhe é conveniente. Gente capaz de tudo para impor suas mentiras maquiadas de verdade absoluta. Eu não tenho a coragem de julgar quem assim vive a agir. Primeiro por saber que a mim não cabe julgamentos e depois, para não me tornar medíocre na mesma proporção desses seres que se acham supremos e divinos.
Nildinha Freitas
Eu já ouvi muita coisa que eu não merecia ouvir e calei. O meu silêncio se deu para que eu não me tornasse semelhante a quem me ofendeu. Calei, mesmo sabendo que não sou o que o aquele julgamento dizia, mas dizer que não doeu, seria mentir tanto quanto mente quem de mim fez refém.
Nildinha Freitas
Como qualquer pessoa nessa vida eu já provei o amargo gosto do veneno, que sai da boca de gente que se acha superior. O veneno de gente que erra, peca, trai, engana e mente nos escombros da existência, mas que se intitula melhor e mais próximo de um ser supremo.
Nildinha Freitas
Como qualquer pessoa nessa vida eu já provei o amargo gosto do veneno, que sai da boca de gente que se acha superior. O veneno de gente que erra, peca, trai, engana e mente nos escombros da existência, mas que se intitula melhor e mais próximo de um ser supremo.
Eu já ouvi muita coisa que eu não merecia ouvir e calei. O meu silêncio se deu para que eu não me tornasse semelhante a quem me ofendeu. Calei, mesmo sabendo que não sou o que o aquele julgamento dizia, mas dizer que não doeu, seria mentir tanto quanto mente quem de mim fez refém.
O que sei é que um dia estarei sentada no trono da sabedoria que tanto luto para ter e verei que a verdade sempre vencerá e direi: eu sei que sempre vencerei.
Nildinha Freitas
Sou um ser pensador
Que rima palavras vagas que se encaixam no amor.
Sou fé, mas tenho medo da dor.
Não sei ressuscitar como fez o "salvador"
Salvar o que?
Salvar a quem?
O mundo!?
A mim!?
Nildinha Freitas
Proparoxítona
É de mim mesmo ser assim: proparoxítona do início ao fim!
Ser Whindersson
Ser acústico
Ser analógio
Ser analítico!
É de mim mesmo ser antídoto para minha própria dor.
Ser interprete
Ser ator!
Viver é um expetacúlo,
mas não é fácil ser um esteriótipo.
Eu bebo o ópio para esquecer que dói ser julgado por essa gente rasa, que não sabe sentir o profundo, que não aprendeu a mergulhar em mim.
Sou átomo
Sou efêmero
Passageiro de um avião que vai decolar.
Hoje, carrego um cálice em minhas mãos
Cale-se!
Mas eu não vou calar
É de mim mesmo gritar.
Nildinha Freitas
Quando eu era criança pegava a toalha de banho e amarava no pescoço. Fingia ser uma super heroína, imaginava meus super poderes e acreditava que podia voar.
A vida me ensinou que nem sempre somos tão fortes, as vezes, somos só a criança, sem poder nenhum.
Sou só a inocência que a criança carrega e nada mais.
Nildinha Freitas
Nike
Quando eu morrer fique com aquele tênis Nike que eu quis comprar, e não comprei.
Ponha-os nos pés e corre até conseguir voar.
Use-os até que não sirvam mais de tão surrados e cansados.
São seus, aquele tênis da Nike que não comprei.
Nildinha Freitas