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Frases de NicedesSilva

86 frases

Lutem, lutem, lutem Mas saibam Que por mais vitoriosa
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Lutem, lutem, lutem Mas saibam Que por mais vitoriosa que seja o fim toda luta traz consigo perdas.

⁠Quando, preso estou e me ponho a cantar não canto de alegria, e sim porque estou a pensar canto pra enganar a tristeza, e fico pensando o dia que voltarei a voar! Dentro de uma gaiola vendo o homem se enganar alegrando-se com meu canto que na verdade é um chorar pensando na min…
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⁠Quando, preso estou e me ponho a cantar não canto de alegria, e sim porque estou a pensar canto pra enganar a tristeza, e fico pensando o dia que voltarei a voar! Dentro de uma gaiola vendo o homem se enganar alegrando-se com meu canto que na verdade é um chorar pensando na minha amada que, não sei onde estar. Se o Homem bem soubesse quanto é ruim preso estar não prendia o passarinho que foi feito pra voar assim como o homem é da terra o passarinho é do ar.

Sapé não é apenas cidade é lembrança acesa. É chão que guarda passos,
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Sapé não é apenas cidade é lembrança acesa. É chão que guarda passos, vozes, e feridas que ensinaram a resistir. Entre engenhos e rios, o tempo moldou o rosto do povo. De mãos calejadas, eles escreveram história com enxadas, com sonhos, com sangue. Aqui tombou João Pedro Teixeira, não como quem cai, mas como quem planta. Sua morte fez nascer o que o medo não podia deter. Elizabeth, firme como a terra após a chuva, carregou o nome, a causa, e o peso de uma nação nas costas. Ela não fugiu, floresceu na coragem. E entre as ruas antigas, ecoam versos de Augusto dos Anjos, poeta que fez da dor sua morada, e da palavra, uma cicatriz eterna. Sapé é também vitória e renascimento. No grito do torcedor do Confiança, há algo do mesmo povo das ligas: orgulho, suor, pertencimento. Cem anos depois, Sapé segue de pé. Não como lembrança morta, mas como coração pulsando entre a fé, a luta e o futuro. Porque Sapé é isso: um nome que resiste, um povo que não esquece, uma história que sempre respira.

Chamamos de irmã a morte, embora dela fujamos sem cessar. Ela não nos rouba a esperança;
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Chamamos de irmã a morte, embora dela fujamos sem cessar. Ela não nos rouba a esperança; apenas a conduz para além do olhar. É dura para quem fica, silêncio que rasga o peito e faz chorar. Mas, para quem parte em Deus, é a porta por onde a Vida vem abraçar. A morte fere os vivos, não porque vença o amor, mas porque o amor sente a ausência. E, ainda assim, nossa irmã leva o peregrino ao encontro da Vida que jamais terá fim.

Entre Espinhos e Aurora Nasci do barro, irmão da ventania, Com os pés feridos pelo chão cruel;
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Entre Espinhos e Aurora Nasci do barro, irmão da ventania, Com os pés feridos pelo chão cruel; Cada derrota, amarga liturgia, Vertia fel no cálice do céu. Vi a esperança em farrapos, mendiga, Dormindo à sombra fria da aflição; E o medo, como antiga serpente, instiga A desistência dentro do coração. Mas quem atravessa o abismo sem recuo Aprende que a vitória é cicatriz; Não nasce do conforto, calmo e nu, Mas do suor que a própria dor bendiz. A vida é um ferreiro impiedoso e austero, Que dobra a alma ao peso do martelo; Só faz da pedra um monumento inteiro Porque insistiu em golpeá-la belo. Assim caminho, entre o pó e o destino, Sem negociar meus sonhos com a sorte; Pois todo homem que suporta o espinho Já venceu metade da própria morte. Se o mundo ri do passo vacilante, Que ria! A estrada pertence a quem persiste. A glória não floresce num instante; É fruto da raiz que nunca desiste.