Mãe é o plural e o singular,
um tesouro do maior valor,
em nosso coração sempre irá ficar,
Mãe, meu primeiro amor !
Desejo Feliz Dia das Mães à todas, biológicas ou não.
Ao abrirmos os olhos para a noturna imensidão do céu,
mergulharemos num mar de estrelas,
ao fecharmos os olhos para o sono da noite,
dormiremos no colo de Deus.
A natureza é um quadro
pintado pelo Criador
que sabe mesclar nuances
de uma beleza infinda,
vejo-as enquanto a mente vagueia
e na poesia simples
minh'alma livre passeia...
Quem és ? Vens das estrelas ou das areias do deserto?
Não sei, mas tens a aura dos exilados
em teu rosto não há o esboço de um sorriso,
apenas os lábios, levemente abertos,
só um murmúrio se percebe neles,
mas ali, palavras se escondem, sutis
não quer demonstrar o que se agita n'alma
que escorre suave num olhar perdido,
parece que uma tristeza profunda
o fez mergulhar em outros mundos
tua alma se dilui em eflúvios lilases
e tua boca faz cânticos suaves à lua,
enquanto teu coração prende os toques,
temendo desafinar do sentimento, a melodia
um jeito de ser um tanto misterioso,
quem és tu, que apareces em meu sonho,
junto às nesgas de luar que dançam
no teto de uma noite sem fronteiras?
A mocinha da fazenda corria livre e sem perceber encalços pelos caminhos. Seguia por musgos macios, beirando ribanceiras, arriscando-se a cair, mas loucamente prosseguia. Vestia suas asas de borboleta e voava sobre as paisagens, recolhendo a beleza que conseguia captar. Suas tranças eram velas ao mar em aventuras infantis ou seriam asas de um colibri em busca de néctar? Ela não percebia isso ainda, apenas voava em sua imaginação - ao sol cantava, as estrelas do céu apanhava e um colar fazia. Se enfeitava toda, não para aparecer, mas porque já viera ao mundo como poeta e assim seria, toda e qualquer poesia.
Nota-se facilmente
a que tem o faro
nas redes sociais se gosta
de figurinhas, é claro!
Quem não faz isso
e apenas põe suas letras
pode nem ser visto,
e muito menos os poetas
Apenas algum amigo
desses que tem respeito
podem mostrar um sorriso
e curtir à seu jeito
A maioria do povo
quer de fofocas saber
- será que tem algo novo?
quero ver, quero ver...
Ah ..se a tal fofoca
virasse um dia dinheiro
muitos teriam grande quotas
de mil cofres inteiros
Tenho pena dessa gente
em busca só do trivial
saber da vida somente
e nem conhece o pessoal
.
Fecha-se o suave crepúsculo
rende-se à noite que vai chegar
tudo se junta numa só canção
o ritmo do universo não pode pausar
Aos poucos todos se recolhem
para o descanso de sua lida
e mais feliz é quem pode
estar junto às pessoas queridas
Ao longe as estrelas se mostram
bordadas no manto anil do céu
as notas da canção se elevam
e ecoam abençoadas por Deus
Muitas vezes na caminhada
já em passos bem cansados
segue o viajante que divaga
sobre o que lá atrás há deixado
Seu coração pede aconchego
está quase desistindo de lutar
mas a vida manda- lhe um adrego
encontra sempre um jeito de se adaptar
Adapta-se à lágrima e à dor
consegue até dar algum sorriso
sem saber que foi Deus, o Criador,
que lhe mandou tudo que foi preciso
Segue então de novo seu caminho
muitas vezes sem ter mais a solidão
pois encontrou quem lhe dê carinho
seja um amor ou um abraço de irmão
***Adrego : acaso ou casualidade
Moverei montanhas
sem atacar ninguém,
toneladas de terra
sem o braço erguer,
pedras serão plumas
sob a força da mente,
o céu tocarei num segundo
e o fundo do mar me espera,
tudo através de minha pena
pois a poesia é quimera
Quimera e sentimentos,
imaginários ou reais
quero que meus versos
sejam apenas linhas
em bandeiras brancas ao vento,
tremulando em busca da paz
Outonando
O outono chegou, não se preocupe,
ainda há rosas florescendo nos jardins,
e sóis e luas continuarão
encantando a todos nós, sim !
Outono é tempo de meditação,
pensar que é preciso renovar
deixando uma semente guardada no coração
para que a primavera a faça germinar
Mulher, esteio da humanidade,
a que gera a vida e cuida com carinho
de todos que a rodeiam e mais,
trabalha, luta dia a dia
para que os seus vivam bem e em paz
Nem sempre isso tudo é reconhecido ,
há os vilões sem caráter que a ferem
por qualquer motivo, sem pena,
agridem, seja em casa ou em outros locais,
tirando-lhe a vida ou mutilando,
Existe lei para punir esses fatos,
o que nem sempre é conseguido,
mas há esperança, que pouco a pouco,
esses crimes, um dia - sejam banidos,
dando à mulher o troféu de seu valor,
a mulher só merece respeito e amor...
Passos, pés ,
cada um em sua estrada,
pedras, pedriscos, perdidos,
muitas vezes a alma machucada,
seguindo a vida sem temer
nela temos que perseverar
em busca de tudo ou nada,
iguais em luta, sobrevivência,
enfrentando o seu rumo
em direção ao futuro
Outono
As horas do dia se foram
em seu ritmo bem ensaiado
folhas e flores outonaram
em seu destino traçado
Pela janela tudo percebi
na magia do por do sol
e fiquei à espera de ti
que sempre vem junto ao arrebol
Hoje não vieste e chorei,
algo, sei, aconteceu e triste
- que outono cinza, pensei,
pois sei que me esqueceste...
A despeito de tudo,
respeito sempre é bom,
aqui, ali, acolá,
então - sigamos o caminho do bem-
sem parar no meio da trilha,
muito menos na linha do trem,
pois o tempo nos é escasso,
e a cada segundo do ponteiro
- somos menos -
afinal somos humanos,
não somos de aço
Raízes da existência
Já não podemos mais admitir
preconceitos e diferenças tais
que desde sempre existiram
separando as pessoas e sem razão
Todos nós somos capazes
de entender que é uma missão
sermos unos nesta breve passagem
em busca do melhor a todos e da paz
Pode haver algo estranho no reino
isso foi há muito percebido
nem se precisou de algum treino
bastou ouvir o zum - zum do zumbido
Zumbido de vozes desafinadas
ásperas e em palavras mentirosas
sobre a vida de quem não sabe nada
e espalhou fatos com língua saburrosa
Prejudicou de alguém a imagem
e nem se sabe qual foi a razão
talvez confundiu a camaradagem
pensando ter conquistado um coração
Que gente feia e mal amada
vive à cata de fofocas, de enganos
e por detrás de história mal contada
inventa outras por debaixo dos panos
Manhã...
acordes de sol,
lá, acolá e aqui
onde reverbera
a canção
do bem- te- vi
Canta sem parcimônia,
voando sem parar
acordando as pessoas,
sem temer, para as avisar
É quase primavera
saiam para aplaudir
tudo se regenera
a vida deve seguir