Falta inspiração que me faça mover até seu coração.
Sentindo que a vida se perdeu na cidade colorida.
E a minha saída não foi planejada nem desejada.
A minha saída foi uma furada.
A gente não escolhe amar.
Talvez, amar o mar seria mais fácil.
Mas a gente ama a pessoa.
E depois de tentar desamar, a gente se encolhe.
Viaja sozinha como num retiro espiritual e se recolhe.
O desamor não acontece.
A gente acha que esquece.
Mas o verdadeiro amor se entristece.
Até a alma padece.
Passamos a não escolher.
Passamos pela vida e a deixamos ali.
Levamo-nos ao vento.
Tantas queixas e só lamento.
Mais sofrido que amar,
a tentativa de desamar é desarmar o coração.
Um novo ladrão tanta entrar.
E, no final, quem irá no salvar?
Aquele, por quem a gente queria desamar.
A saudade pisca pra mim.
Paquera misteriosamente meus pensamentos.
Dá uma esperança e o que some é você.
Ela fica de prontidão.
A saudade não mata,
vai machucando aos poucos,
e quando você se recupera,
ela aparece novamente e te paquera.
Se eu pudesse, mudaria.
Mas, o que é mais forte do que eu não me permite.
Mudanças não se fazem por mera vontade.
A lenda de querer é poder não se realiza.
Lenda necessária para a manutenção da vida.
Lenda para manter a esperança.
Mas, esta lenda, queridos, desculpem-me, não me alcança!