quando é evidente a solidão, nem levo a sério se dizes que me amas, o eco da tua voz fica na noite que desce sobre mim...faz fronteira com o inverno que me envolve, mas traz-me uma fugaz esperança ao coração, que obstinado ainda te quer ouvir...
Frases de natalia nuno
191 frases
brindo à vida nesta manhã de certo modo aprazível, cruzam-se pássaros na memória, ouço o vento por entre as árvores, nem tudo está perdido, percorri, caminhei, voltei a recordar a vida e a distância com a ternura deste inverno que brota vida à minha volta...
oiço a chuva a murmurar uma ladainha, enquanto vai humedecendo as folhas caídas pelo chão, nem uma estrela visível no céu, e eu, aqui surda e muda e esta vida que já não muda... cada gota de chuva cai no meu coração, poema que escrevo fica tanto por dizer e a noite a tecer sonhos…
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oiço a chuva a murmurar uma ladainha, enquanto vai humedecendo as folhas caídas pelo chão, nem uma estrela visível no céu, e eu, aqui surda e muda e esta vida que já não muda... cada gota de chuva cai no meu coração, poema que escrevo fica tanto por dizer e a noite a tecer sonhos, não sei se devo ou não devo, colocar o amor mais perto de mim e, afastar a dor da solidão já que meu coração é folha caída, que me ampara na descida...
como fruta doce, crescia no meu peito a melancolia e é como se fosse, qualquer coisa que nunca soube, ou será que sabia?! não sei se fiz mal ou bem só sei que amei, sem pertencer a ninguém...
hoje não se ouvem os pássaros e há árvores que choram, enquanto eu, desenrolo imagens no pensamento como se as voltasse a viver e, decido amar-te de novo como se fosse a primeira vez...
mãos que trago ainda atadas pela vida, que importa isso agora, vêm de longes ignorados, só as palavras vivem o prazer de conhecer seus desejos incontidos, às vezes vazias, adormecidas no regaço alheadas de tudo...quando deste pelas minhas mãos?- sôfregas, desenhando carícias em t…
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mãos que trago ainda atadas pela vida, que importa isso agora, vêm de longes ignorados, só as palavras vivem o prazer de conhecer seus desejos incontidos, às vezes vazias, adormecidas no regaço alheadas de tudo...quando deste pelas minhas mãos?- sôfregas, desenhando carícias em teu corpo, na melancolia duma qualquer tarde doce...como o tempo voa, são agora mãos cheias de nada...
desafio o poema neste Julho fresco... corro na lezíria como verso livre e, com doçura nas sílabas, sigo-o como sua amante
quanto silêncio... já baixou a lua quando ainda cantam os grilos e eu revivo os sonhos da noite anterior...
dobrada sobre mim, encaro o dia para cumprir o costume, esqueço a noite e os ilusórios sonhos...perdido o caminho não é fácil reencontrá-lo
hoje lembrei os medronhos, enquanto o sol se punha no horizonte, acesos ficaram sonhos, no doido intento de me levar à minha fonte...
Há sempre uma luz que vem dos sonhos! Deixem-nos sonhar, o amor faz milagres e estimula os sentidos para viver com mais brilho no olhar.
a dor é unânime todos nos apoquentamos, esperemos que a tempestade não nos deixe muitos danos, seja um sonho mau, pois que sonhos hão-de vir trazer-nos a liberdade de viver.
a noite entra violenta fica esquisita a escuridão só a saudade me alenta
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a noite entra violenta fica esquisita a escuridão só a saudade me alenta cortando o fio da solidão
Assim nos prenderam num sentimento de esperança enquanto o mal avança, que tudo passe depressa que a pactuar com a morte não tenho pressa, certo que andamos sempre com ela ao lado, mas nunca ora em tal estado.
acordo a cismar que perdi o propósito da vida, levo o passo incerto e é como se não soubesse de nada que me rodeia...
As lembranças, são húmidas de lágrimas, ao mesmo tempo sol de verão que nos aquece o coração.
amo a minha terra quer seja inverno ou verão trago dela a primavera
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amo a minha terra quer seja inverno ou verão trago dela a primavera e o outono no coração deixei nela minha figura da qual não resta nada só a saudade perdura no peito sempre acordada
quando olho minhas mãos, me apercebo das fadigas por que passaram e olho a sofreguidão dos meus dedos em agonia por não saberem ainda estar parados, lembro as vidas que dependeram delas e hoje vejo que são mãos cheias de nada. natalia nuno
a tristeza sempre me visita com duas pedras na mão, e é com as mesmas que nos despedimos...
não há dois poemas iguais que falem do mesmo amor que chorem os mesmos ais
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não há dois poemas iguais que falem do mesmo amor que chorem os mesmos ais mas falam da mesma dor...
hoje o mar alterou-se, sabe-se lá porquê... ficou paranóico, avassalador, mas depois, deixou-nos a fúria de o amarmos em liberdade, mais tarde passou-lhe a cólera e veio-nos beijar com paixão e delicadeza...e ali mesmo fiz um verso e foi o desvario, nele adormeci o sol , coloquei…
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hoje o mar alterou-se, sabe-se lá porquê... ficou paranóico, avassalador, mas depois, deixou-nos a fúria de o amarmos em liberdade, mais tarde passou-lhe a cólera e veio-nos beijar com paixão e delicadeza...e ali mesmo fiz um verso e foi o desvario, nele adormeci o sol , coloquei cigarras a cantar nos canaviais e acreditei que era verdade o sonho que eu, o mar e o sol sonhávamos...
Rendo-me ao anoitecer, ao desaparecimento de mais um dia, estou a sós com minhas divagações, o olhar perdido, penetrada p'la nostalgia, p'ra falar verdade perco-me um pouco, tudo o que parecia distante está agora tão próximo... pensarão, qual o espanto? Só Deus sabe!
Quando a voz tropeça, ouvem-se apenas murmúrios d'alma, faz-se silêncio nas raízes que a alimentam e renasce sempre uma pulsante razão para o coração encarar a vida.
vivo obedecendo ao capricho do tempo, enrolada às marés da vida, repetindo gestos, palavras e pensamentos.