Meus olhos já viram o nascer e o morrer de muitos dias. Já se perderam na vastidão do horizonte e encontraram abrigo no brilho de um olhar. Carregam histórias que não ouso contar, cicatrizes invisíveis que o tempo não apaga. Cada par de olhos que cruzo é um universo: alguns, te…
Continuar lendo
Meus olhos já viram o nascer e o morrer de muitos dias. Já se perderam na vastidão do horizonte e encontraram abrigo no brilho de um olhar. Carregam histórias que não ouso contar, cicatrizes invisíveis que o tempo não apaga. Cada par de olhos que cruzo é um universo: alguns, tempestades inquietas; outros, brisas que acalmam. Há olhos que gritam em silêncio, e outros que escondem segredos atrás de um brilho ensaiado. Eu aprendi a escutar com os olhos, porque a vida nem sempre fala – às vezes, ela apenas olha de volta, esperando que eu entenda. E no fim, o que são os olhos senão espelhos do que nos tornamos?