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Frases de Moacir LuÌs Araldi

790 frases

Desejo abraços apertados Sorrisos sinceros Despedidas exterminadas
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Desejo abraços apertados Sorrisos sinceros Despedidas exterminadas Amores sem debandadas. Que a corrida não seja só pela vitória Nem somente para constar na história Que coisas ruins saiam da memória Todos merecem um mínimo de glória. O que mais quero, agora É que todos possam ser felizes Se existirem balas que sejam de anis Que nada deixe profundas cicatrizes. Que a fé não precise remover montanhas Que medalhas não sejam apenas para quem ganha Que todos tenham o poder da barganha Que todos brinquem de ganha ganha.

⁠A estrela que não brilhou A semente que não germinou A flor que o veneno queimou
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⁠A estrela que não brilhou A semente que não germinou A flor que o veneno queimou O ponto cego O atoleiro inesperado O vento frio da madrugada A parte íngreme da estrada O lixo que o cachorro virou A carta que voltou A luz que se apagou O nada A vaga negada O intruso da fruta estragada Nota destoada O dente que dói A mosca da feijoada Ausência não sentida Nascer nasceu, mas nunca teve vida.

⁠Do que vivi na casa antiga restou distância e o tempo escondido
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⁠Do que vivi na casa antiga restou distância e o tempo escondido em momentos infantis Daqueles amigos dormem no peito saudades e peraltices Outros sonhos, embarques sem fronteiras tomados de esperanças e desejos a realizar A vida é um caminho Alguns decolam fácil, criando futuros novos, oportunidades a mais Foi ontem que nos despedimos Em cada rosto vi saudade, angústias de afastamentos, certezas de esquecimentos Cada um levou uma alma minha A vida vai me dando outras Mas as almas daquela época foram-se todas (as que eu tinha).

⁠A vida traz o inesperado - Gol olímpico – Luas aluadas
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⁠A vida traz o inesperado - Gol olímpico – Luas aluadas Sombras que amanhecem O rio sobe a montanha em andaimes a espiá-la e desliza em lágrimas Vive e cultiva a flor - Da pele - Espinha e sente o odor da dor que dói silenciosa Acena ao divino num flash de fé Adormece leve escutando o coração Em paz…

⁠As reticências ainda dormem nas ruínas das destruições do tempo estupido e visceral
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⁠As reticências ainda dormem nas ruínas das destruições do tempo estupido e visceral Antenas anônimas captam ruídos ruidosos da rua e as câmaras indolentes filmam a metrópole aflita Respingos de caos e sombras no muro baleado – imóvel - grafitado de aflições efêmeras ante os trilhos do destino Só os egos não veem os fósseis - Não só Judas, nem só Gení – Empáfia máfia repugnante: quem manda pode?

⁠Ao final da tarde penso em um poema, mas me lembro de que não comprei leite e corro até a padaria
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⁠Ao final da tarde penso em um poema, mas me lembro de que não comprei leite e corro até a padaria Amanhã a conta da água e depois a da energia e sábado tem o aluguel E domingo tem a fome e segunda tem a fome e sempre tem a fome Em um dia o dinheiro some, o poema falece, os olhos tristes veem outro dia amanhecer.