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Frases de Moacir LuÌs Araldi

790 frases

Vi Vi ainda ontem Uma flor balançando
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Vi Vi ainda ontem Uma flor balançando Com o vento suave Levemente lhe tocando.

Medos Na velha casa de madeira O quarto ao lado do meu
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Medos Na velha casa de madeira O quarto ao lado do meu Um mostro escolheu para morar. À noite, destemido, ele subia no foro E fazia a madeira estalar. A lua espiava os meus medos pelas frestas – Que vergonha! Ao longe, uivava algum bicho noturno, Desconfio que em meio as palhas do colchão Morava outro, mais barulhento, mais enfadonho. Hoje a casa é adulta Do menino já nem sei, Mas os medos? Deles nunca me livrarei.

Na arte nada limita Sou poema que desconhece distância Já que o virtual aproxima,
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Na arte nada limita Sou poema que desconhece distância Já que o virtual aproxima, Sou verso longínquo de relevância Comungando a mesma rima. Na arte nada limita, Sem fronteira demarcada, A cultura se unifica Para ser admirada. Poeta virtual eu sou Não me ausento da escrita Este gênero me conquistou Poesia é a minha favorita.

Cenário É preciso encontrar ao menos um poema Ou mesmo um simples verso sem rima,
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Cenário É preciso encontrar ao menos um poema Ou mesmo um simples verso sem rima, Uma frase rabiscada na folha dobrada Para fazer voltar na memória O que agora é apenas história. Na necessidade de se ir adiante Vê-se o cenário da antiga cena E hoje ensaia-se só. Nesta hora tem-se a certeza O que era um caminho Transformou-se em estrada De se caminhar sozinho. Foi-se a vida A velhice chegou.

Que vida! A algazarra cessou. Apenas uma lâmpada, ao fundo,
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Que vida! A algazarra cessou. Apenas uma lâmpada, ao fundo, De resto e de alma tudo sombreou. Um menino sonhando corria sozinho Perdido, desconecto do caminho. De dia viu voarem passarinhos, Mas pernoitou sem sequer ter um ninho. Sem travesseiro, Querendo a noite passar ligeiro Como se fosse dela apenas um passageiro. Sonhos reais Horrores, Temores... Tremores. Um timbre de galo .... Distante, O dia entrante Angústia alarmante. Desejou plantar a poesia Na ilusão de colher o café da manhã, No orfanato da agonia. Desacreditou no amor Angustiado calou. Sem mundo Humano imundo. Matou as aventuras, Matou as canções, Sepultou ilusões. - Que vida meu Deus... Que vida!