A voz do silêncio
Meu grito é mudo
Grito enquanto penso,
E grito quando me desiludo
Meu grito é sem voz
Grito em silencio,
E grito quando eu penso em nós
Meu grito é sem socorro
Só grito quando eu penso
E nao penso em levar esporro
Meu grito é sem ajuda
Grito por dentro
Enquanto pensam que eu sou
muda.
Eu te amo confuso
Eu te amo confuso
E eu mesmo me confundo
Me pergunto a todo momento
Se o que eu sinto é mesmo tao profundo.
Será que eu me acostumei a falar que te amo
Ou sera que eu finalmente aceitei te amar
Acostumei em te chamar de meu
Ou aceitei que eu posso confiar.
Sera que amo cada segundo ao seu lado
Ou só não consigo te deixar ir por costume
Lembro de como era antes
E esses pensamentos deixam meu coração Multilado
E nesse emaranhado de sentimento
Me perco te esquendo
Com tudo que eu poderia te falar
Mas continuo escrevendo
Eu a vejo,
Eu a sinto me vigiar.
Ela me olha com fome,
Ela está com fome,
Ela sempre esteve com fome.
Eu posso olhar, mas nunca vou enxergar.
A morte me acompanha,
Não importa as circunstâncias.
Ela esteve comigo, mesmo quando eu a disse que não havia esperanças.
Não importa o quanto você tente me esquecer, eu sempre irei perecer
Eu sou algo,
Eu tenho sido algo,
Eu nasci algo.
Ele me despreza por saber.
Eu a desprezo por conhecer.
Eu a desprezo como se ela fosse algo que eu não consegui desenterrar.
Ela é algo que eu não quero enxergar.
Eu consigo ver meu reflexo no seu olhar.
Eu enxergo, mas não o vejo.
Eu estou faminta,
Eu tenho estado faminta,
Eu nasci faminta.