Sou grata por ser mãe.
Filhos lindos, que são o centro do meu peito, os nomes mais sagrados que carrego na alma.
Gratidão por ser colo, por ser caminho, por ser direção, por ser mãe.
Vocês são o milagre diário que me reinventa todos os dias.
Estar apaixonado é encontrar beleza em uma poça de água, é perceber a sombra das árvores dançando no chão ao ritmo do vento, é sorrir sozinha ao lembrar de uma frase qualquer, é torcer pela luz vermelha do semáforo, só para ter tempo de pensar um pouco mais em alguém, é acreditar com a doce pretensão de que o canto dos pássaros nas primeiras horas da manhã, é uma declaração feita só para você.
É sentir que o mundo ficou mais bonito, não porque mudou, mas porque o coração mudou o jeito de sentir.
Em minhas preces, clamei, e Deus, autor de todas as maravilhas, me abençoou com a mais sublime das bênçãos: dois filhos, cuja beleza reflete a essência pura do amor. Compreendi então que, nem sempre a poesia, para ser poesia, precisa ser escrita; algumas são extensões de nós, escritas por Deus.
— Aquele gatinho arisco e selvagem voltou?
— Voltou, mas mudado.
— Mudado como?
— Agora é um gato doce, engraçado, cheio de manhas e muito faminto.
— Se alimenta de que?
— De de amor.
Antes se alimentava de orgulho.
— E agora?
— Agora do meu amor em excesso.
Poderia ser carinho em vez de cobranças, um abraço no lugar do distanciamento, um "eu te amo" ao invés de desconfianças que ferem.
Talvez as coisas pudessem voltar a ser como antes, quando havia apenas leveza e não o peso de paranoias inventadas.
Ainda daria tempo se, ao invés de medo, escolhessem sentir.