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Frases de Michel F.M.

1.588 frases

Declives severos Nessa nossa investida, Um passo atrás,
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Declives severos Nessa nossa investida, Um passo atrás, A cada novos passos, Florida Idiotice Alada Na Era dos Rasos.

Ver, de Verônica Nem só de aleatórias combinações vive a poetisa, mas de toda sobrecarga que lhe é imposta. Doloridos tendões, quanto mais nos atendem, mais tendem a latejar. Propriocepção exagerada em nós. Coloridos vasos pulsantes sanguíneos, atarefados, florescendo veias dila…
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Ver, de Verônica Nem só de aleatórias combinações vive a poetisa, mas de toda sobrecarga que lhe é imposta. Doloridos tendões, quanto mais nos atendem, mais tendem a latejar. Propriocepção exagerada em nós. Coloridos vasos pulsantes sanguíneos, atarefados, florescendo veias dilatadas, senhoritas ritmadas, gingam joviais, perfumes orgânicos de ti exalam. Talento para olhar e ver, não somente lar, muito mais que isso, o porto quase sempre inseguro, acolhimento em parto, aconchego em partes, invólucro, lúmen inteiro expandindo, teus diâmetros, nossos perímetros, dilatam intuitos, estásativa, tuésmística, alternativa, grandezavetorial, peregrina, intuitiva, nativa, provavelmente em magnitude e possivelmente com direção, uterina. Cafeína achocolatada, alerta em repouso, extenuante, muito bem nutrida e pós avaliativa, fadigada, (des)enfadonha. Chegou tão alto com o empuxo, que nem mesmo a gravidade pôde se justificar, rotineira singularidade. Canto propensão a estridentechamativo-arrepiante do emudecimento, microfonia que tilinta e repica, batevolta-quica-escorrega-quintuplica. Tchuca-propulsiva-curiosa-assídua-in-finita. Simples-ser para ter, articular, parecer e parati, printei uma foto tua com baton escarlate, contra o vidro e a selecionei cuidadosamente, como meu fundo de tela, para sentir e então... Ver, de Verônica.

Florida Idiotice Alada na Era dos Rasos Insanos Púberes, Adagas de papelão, evolucionários,
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Florida Idiotice Alada na Era dos Rasos Insanos Púberes, Adagas de papelão, evolucionários, Tirando retratos no elevador. Teus cruzados certeiros, Teu discurso inflado, Um corte tendência pro conquistador. Pigmentos descolados, Alastrados na epiderme, Nenhum sentido. Perfumes, loções, Cheiros importados, A briga não cessa em rede social. Cartões estourando Sem arrependimento, Teu ringue é a noite, À prova de personalidade. O desprezo total pelo que respira, Tua mania geral, tua ciência e guia. Um salva de nadas, Nobre inconsistência, Atraentes, perfeitas anomalias.

Não fazemos ideia Dos porquês, Ocupamo-nos
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Não fazemos ideia Dos porquês, Ocupamo-nos Apenas, do aroma dos buquês. Que restem penas, Cheiros, perfumes, odores, Penachos, farroupilhas. Que restem arenas, Termas, gladiadores, Pomares, pantomimas. Que seja esta nossa sina. Que reste apenas, Rima sobre Rima.

Rima sobre Rima (ou a Monografia Senil de um Inovador Ultrapassado)
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Rima sobre Rima (ou a Monografia Senil de um Inovador Ultrapassado) Do barulho infernal, Ao brilho cegante, Energia estridente, Dissipada em instantes. Nós somos as massas E as minorias, Saboreamos o bônus E as consequências. Fomos barbárie em harmonia, Trouxemos uniformidade e conflitância. Regamos os buquês floridos da melancolia, Eufóricos desenfreados, anatomistas. Portamos as causas e as epifanias. Éforos da argumentação, Baboseiras intimistas, Infinitas. Estratagemas, pilherias, Ardis e trapaças, Emboscadas, astucias, Arapucas, ciladas.

Brunná e a Esperança que não Cessa Havia tudo sido combinado, Com cautelosa antecedência,
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Brunná e a Esperança que não Cessa Havia tudo sido combinado, Com cautelosa antecedência, No prazer a apreciação, Do repouso ao movimento e potência. Mas quem afinal Dentre estes que arriscam prever, Haveria de enfim suspeitar, Que tanto talento irrompe, No dilúvio devastador de poder. Tu podes tudo o que pensas ? As perdas pertencem ao pódio ? Conquistas são consequências, De derrotas, do amor e do ódio. Brunná e a Esperança que não Cessa, Se intensifica e não cessará. Posso afirmar bulhufas de fato, Exceto pela parte que me toca, Insisto que teu toque provoca, A esmagadora prova de que O que pode ser provado, É ciência que não nos interessa.

Quando somos nós emparelhados, Denominadores elevados na infração, Tua força atenua o fardo,
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Quando somos nós emparelhados, Denominadores elevados na infração, Tua força atenua o fardo, Favorece a fibra que nos fortalece, Alicerçando esta fluência temperada, Forjada no furor que enrubesce. Da infinitude feições prováveis, Na infinidade rejeições possíveis, Selecionadas delicadamente, Nobres critérios irrepreensíveis. Quando se perde tudo, Ganha-se motivos para afrontar. A Esperança determina A quantidade de perdas, Na tentativa de encontrar. Descomplexificando a Vida, Não há nada nesse entorno Que seja simples. Brunná e a Esperança que não Cessa, Se intensifica e não cessará.

Ramona Ainda que redondamente equivocados, Todas as possibilidades de aproximação,
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Ramona Ainda que redondamente equivocados, Todas as possibilidades de aproximação, Resumem-se, Aos escassos E pouco prováveis, Intervalos reduzidíssimos; Nos quais ela submetia Seus acurados, precisos juízos aos meus. Já tão gastos E de um tempo razoável para cá, Bem pouco criativos e não menos rasos, Que o que fora teoricamente proscrito. Ao transmitir tuas reflexões e questionamentos Tão próprios e particularmente pessoais, Coisa nenhuma, Eu, Reles pecador carnívoro e animalesco, Poderia fazer, A não ser sentir o roçar de tuas falanges nas minhas E a preciosa e insuperável respiração vossa ao meu lado. Agindo como força motriz, Para nutrir meus vastos e proibidos surtos oníricos.

Tentativa Estapafúrdia de Hablar A partir da Espontaneidade dos Radicais Livres Com o tempo você aprende que extremismos, servem apenas para nos aprisionar, dentro de nós mesmos. E a verdade, não vem ao caso. Os preconceitos que nós temos, fazem com que fiquemos limitados a noss…
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Tentativa Estapafúrdia de Hablar A partir da Espontaneidade dos Radicais Livres Com o tempo você aprende que extremismos, servem apenas para nos aprisionar, dentro de nós mesmos. E a verdade, não vem ao caso. Os preconceitos que nós temos, fazem com que fiquemos limitados a nossas próprias opiniões e percamos a sensibilidade de aprender tantas coisas novas; tantas coisas espantosas e magnificentes, que podem vir alimentar a nossa vida, e nossa capacidade de interpretação. Então, em meus achismos, apenas acho, que essa deva ser a grande jornada a ser travada na vida; buscar formas de libertação. Com relação a determinadas convenções, aos nossos preceitos, às verdades absolutas. Elas devem vir todas por chão, devemos genuinamente buscar a independência e autonomia de nossa percepção. A capacidade que nós temos de contemplar. Porque o humano é estupendo. E se por um segundo pudéssemos apreciar e desfrutar, usufruir e fruir com toda essa possibilidade de criação sensível, histórica, artística e natural, que é parte arraigada da nossa cultura, conseguiríamos tatear coisas impensáveis, para conosco e nossa humanidade. Assim não seria em vão, essa tentativa estapafúrdia de hablar, a partir da espontaneidade dos radicais livres.

Enquanto outro infalível ciclo se encerra, O que resta a nós, Meros contabilistas sentimentais emocionados,
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Enquanto outro infalível ciclo se encerra, O que resta a nós, Meros contabilistas sentimentais emocionados, É a tentativa de (qualificar) liquidificar, Aquilo que valeu a pena, No intuito de extrair da equação, Diminutos recortes valiosos, molhados, Deste fascinante mosaico espontâneo, Que compõe nossa infantil e grandiosa Homeostase sentimentalista. Aportamos assim, Na seguinte justificativa de que, Nunca fomos muito bons em nada, Mas sempre demos conta de uma série de coisas.

Ao somarmos o sofrimento de uma vida, Concluímos que toda e qualquer morte, Não pode ser outra coisa, senão branda.
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Ao somarmos o sofrimento de uma vida, Concluímos que toda e qualquer morte, Não pode ser outra coisa, senão branda. É possível que levemos Muito tempo ainda Para compreender, Quão estratégica era a atitude dela, Soube esperar o momento certo, Algo extremamente difícil Até mesmo para quem é munido E amparado por longos períodos De experiência prática de vida, Mas sim, ela sabia esperar E o desfecho sempre será surpreendente, Se permitirmos, com que ele aconteça. Despeço-me da letra, Do leitor e da leitura; Para estar com ela. Lamentavelmente, Não sei contar histórias, Nunca aprendi. A narrativa que me perdoe, Mas foi na rima que me perdi.

Firmeza Oportuna diante de Promessas Irrecusáveis Constato o resfriamento Que nos acometeu.
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Firmeza Oportuna diante de Promessas Irrecusáveis Constato o resfriamento Que nos acometeu. Avanço. Apesar do estreitamento E da redução de tudo que nos é caro. De acordo com nossa costumeira agilidade, Sem cerimônias inicio assim: Eu assumo ser o melhor. E sou o melhor em ser exceção. Somente um coeso Desmantelamento, Para a ótica da liquefação, Se mantém fundamentado, Estanque. Qual o objetivo desta afirmação ? Nenhum. Exceto aquela insuportável Aflição lombar, Proporcionada pelo estresse Irreparável, Dos anos de servidão angustiante, Do qual, talvez um dia possa se divorciar.

Seria até mesmo poético, Se não fosse o fedor putrefato, De molho à bolonhesa,
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Seria até mesmo poético, Se não fosse o fedor putrefato, De molho à bolonhesa, Com gás mostarda. Mas enfim, Nem sempre poesia cheira bem. E com relação ao mecanismo de ejeção, Fidedigno profissional da logística; Remessa enviada com sucesso. Agora caberia aos recursos naturais Cumprirem seu ofício, Fazendo a recepção, Servindo como destinatários. Era uma manhã de terça, Recordes pulverizados na maratona. Como de costume, Eu estava propositalmente atrasado.

Beltranos Motel Tinha algo a ver com ductos lacrimais obstruídos e isso se reverteu numa discussão sobre como um obstetra relapso, tratava com indiferença suas pacientes; já naturalmente sensibilizadas, pela condição de estarem gerando vida dentro de si. Aparentemente, o Doutor…
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Beltranos Motel Tinha algo a ver com ductos lacrimais obstruídos e isso se reverteu numa discussão sobre como um obstetra relapso, tratava com indiferença suas pacientes; já naturalmente sensibilizadas, pela condição de estarem gerando vida dentro de si. Aparentemente, o Doutor Sem Tese, havia deixado um equipamento dentro de uma das belas arredondadas mamães, que ali esperara para ser consultada. Enfim, enquanto o Dr. Ciclano, fumava seus mentolados na saleta com sacada ao lado, o aparelho saltou de dentro da acolhedora e aconchegante progenitora, espatifando-se contra o solo. Excomungando todas as coisas vivas e inanimadas o Dr. Cara de Hemorroida, adentrou o recinto e tudo isso acabou rapidamente, num comum acordo entre ambas as partes, diante do juiz de paz. A secretária do consultório, que se apresentou como testemunha do casal, hoje atua no ramo imobiliário, aparentemente aquecido após a mais recente crise financeira. Os condomínios tem nascido como prole de coelho, do Jardim Três Marias até a fábrica de injeção de plástico, na região limítrofe da cidade. A estiagem veio tão cedo quanto a escassez dos derivados de petróleo. O desemprego tornou-se tradição na vida de Aroldo, mas ele iniciou um curso de panificação semana passada e as expectativas são as melhores dos últimos verões.

Purkinje rumo ao Ápice Substrato das polpas nucleares, Atomiza: em 'mimtrajes' sujos,
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Purkinje rumo ao Ápice Substrato das polpas nucleares, Atomiza: em 'mimtrajes' sujos, Trouxas-frouxos, sedososbagaços. Nesta tranqueira poética, Poesia esgarçada de esculachos. "Eu desejo" o quê ulula, Desejo o que vês e talvez oquenão, Volita. Sou bruma e boreal, Nascente num lençol (Irré beberica frenético) Freático. Sou denso desintegrado, Falo, encéfalo e falange. Córtex-axônio-mielina, Substantivo verbotrágico. Pâncreas inflamado, Antiapatiahepática, Desinteresse bel, abismado, Liberaçãogritantedeocitocina. Amado bis, soucoito, Testos e Terona, Destilado intestinando, trato, Visceral feito ventre e verso. Eterno improcedente-a-prosseguir...

Pós-Cappuccino ou A Batalha Peristáltica no Sentido Hânus Numa radiante abafada vulcânica manhã,
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Pós-Cappuccino ou A Batalha Peristáltica no Sentido Hânus Numa radiante abafada vulcânica manhã, Após dias de ausência por parte das fibras, A prisão de ventre, é a forma mais cruel De encarceramento. Liquidado o último prato sujo, Pia molhada vazia, Louça úmida, Secava. Fui ao toillet, Enviei um torpedo plutônico, de proporções soviéticas, Dispositivo barulhento, Emitindo sons ridículos e aromáticos. Esta mensagem não seria correspondida, A descarga emocional contida nela Era singular E jamais se repetiria, Em igual magnitude; O desafortunado papel de péssima qualidade castigado, Despencou no receptáculo derradeiro; As pantalonas decolaram, Até ganhar estabilidade, no cinto afivelado.