Pular para o conteúdo

Frases de Michel F.M.

1.588 frases

Às vezes porventura pode ser que talvez, quem sabe entretanto e contudo tão indefinido; mas o porém, todavia, não sei dizer ao certo.
Dentre trezentos e sessenta e tantos dias, que compõem os anos, foi este que escolhemos, foi neste que estreamos; juntos, até que a eternidade nos imortalize. Despontamos no epicentro dos vendavais, deixamos a unanimidade para trás, nosso ímpeto consolida a união, somos o delírio…
Continuar lendo

Dentre trezentos e sessenta e tantos dias, que compõem os anos, foi este que escolhemos, foi neste que estreamos; juntos, até que a eternidade nos imortalize. Despontamos no epicentro dos vendavais, deixamos a unanimidade para trás, nosso ímpeto consolida a união, somos o delírio absoluto da multidão.

Imponente e rijo, invertebrado, maleável, Limpo ou sujo, pomposo, eretificado; Nunca digerindo refeições,
Continuar lendo

Imponente e rijo, invertebrado, maleável, Limpo ou sujo, pomposo, eretificado; Nunca digerindo refeições, Insatisfeito consigo, Sempre cuspindo em ninguém. O simplório não nos pertence. Não me nutri de meias tigelas, Não somos proferidores de meias palavras; Me coloco em pleno corpo; Nosso corpóreo verso, sorve; composto, Pretenso, denso e condensado. Osteoblastos e Osteoclastos, Laborando por entre as Lacunas de Howship. Não me oponho ao que sou, Quando escrevo me imponho, Sou o que há de pior em mim, Somos o que há de vil em nós. Reconhecendo que não há condição outra, A não ser o excesso e a exceção de sermos melhores. À parte disso tudo, Talvez tenha chegado, de fato, o momento, Para se importar.

Sujeitos Insubordinados Desponta imponente A legião solícita,
Continuar lendo

Sujeitos Insubordinados Desponta imponente A legião solícita, De luzes ofuscantes Contra nós. Em contração a conta bate, Pelos meus cálculos, Nenhum resultado correto Ou significante. Onde não há prova real, Os problemas, são meros produtos Felpudos, deste sistema envolvente, Gracioso calculista acolhedor. Permita-me carregar, Todo o peso necessário, Prossigo satisfeito Com meus fardos. Nós estruturamos Nossa própria imposição, De Sujeitos Insubordinados.

A grande maioria das pessoas, Chegou e partiu sem motivos, Continuará chegando e partindo sem motivos
Continuar lendo

A grande maioria das pessoas, Chegou e partiu sem motivos, Continuará chegando e partindo sem motivos E pouquíssimos terão algo a acrescentar. Que abandonemos os ensaios, Que tudo se resuma a estreias. Apenas outro fragmento, Desse todo confuso, Profuso e sedento. Traz alívio, conforto, alento. E ainda que tímido, Voraz. (como é bom versar, com alguém que entende de verso). Nas Aguadas Aventuras do Homem Mexilhão, O Peso do Mundo sobre a Tróclea do Tálus, É reduzido, graças ao empuxo. Ele aconteceu por acaso, Deu a mínima pra nada E partiu sem querer. A Arte é um apetrecho mordedor, Desejando mastigar todas as Gominhas do bairro.

Fadário Sutil da Grosseria Aguda Nos enfrentamentos do pedante inveterado, Sustenta-se apenas um único desejo,
Continuar lendo

Fadário Sutil da Grosseria Aguda Nos enfrentamentos do pedante inveterado, Sustenta-se apenas um único desejo, Inundar o mundo de poesia, Num dilúvio de versos catatônicos. Que toda mediocridade débil, Intolerância senil, Decrépita miséria psicológica e atitudinal, Seja delicadamente trucidada, Varrida pela torrente das estrofes. Repetida realidade reflexa. O "novo" e o "novamente" se fundem, Se confundem, se desfazem, São recursos, gastos, obsoletos, renováveis. Tudo acontece com tamanha frequência, Que somos tomados pela indiferença. Talvez tenha chegado o momento, de se importar. Nada de sublime nos homens. A digna elevação humana, Benévola e sacra, Só pode ser localizada em algumas mulheres (Mães, vez por outra). Todos podem agregar algo a este mundo, Mas não espere que o façam.

As Aguadas Aventuras do Homem Mexilhão Tenho estado tão distraído, Que ultimamente quando trombo comigo,
Continuar lendo

As Aguadas Aventuras do Homem Mexilhão Tenho estado tão distraído, Que ultimamente quando trombo comigo, Me dou conta, que há muito perdido, Eu não reencontrava meu eu por aqui. Só me notei enfim, Por estar junto a ti. Contigo, desbravo o melhor em mim. Ela avança em direção à proa, Em tua orla, não há como detê-la, A poesia infante só vem à tona, Quando há quem possa concebê-la. Capitã ao manche, Liderando o convés, Conduzi-me avante, Afluente ao revés. Timoneiro em tua esquadra, Tripulante embaraçado, De tuas embarcações. Eis me aqui, Teu marujo em terra firme, Mergulhando em queda livre.

Não há âncoras, Há coragem, E a ancoragem que naufrague.
Continuar lendo

Não há âncoras, Há coragem, E a ancoragem que naufrague. Mesmo que nada tenhamos, Ainda teremos nós. Uma porção de insistência, Cercada de resistência Por todos os lados. Deixo-te me levar, Por franca-espontânea atração. Deixe-me navegar, Nesta ondulada vastidão. Tragado no redemoinho, De tua astuta maresia. Bastava, a simples combinação, Dela e do Violão, Para que o mundo todo Encontrasse harmonia.

Se existe coisa mais bela no mundo, Que um sorriso bobo, Inda não encontrei.
Continuar lendo

Se existe coisa mais bela no mundo, Que um sorriso bobo, Inda não encontrei. Caso não queira-me como teu, Deixe-me ficar com tua pena, Já que não voo, nem me vou, Poderei ao menos permanecer, Respirando Alto, Floreando Amores. Principessa minha. Ela ainda não sabia, Mas era dona da matéria-prima, Com que os encantamentos eram feitos. Permita-me, Converter-te no próprio amor E o amor próprio, Que se ame.

Acrobacias Exímias à Beira do Abismo Chame-me do que quiser, mas chame, Chame-me como queira, me chame.
Continuar lendo

Acrobacias Exímias à Beira do Abismo Chame-me do que quiser, mas chame, Chame-me como queira, me chame. Não se pode equivaler teu charme, Quantificar tua ardência em chamas, me aglutine. Apodere-se de mim; nunca pertenci-me, Entretanto, pertencer-te-ei, Se a posse lhe parecer agradável. Prazerosa emoção incompleta, Se comigo não estiveres e não estando, Imaginar-te-ei apenas, arte meramente. Potência do aprisionamento, em cadência, Pois liberdade nada reflete, Se não for um contínuo e felizardo prisioneiro teu. Escravidão é lá fora, ao ar veloz e liberto, Sem os aromas que divides e multiplicas comigo. Minhas inabilidades e fraquezas, Tão corpulentas e orgulhosas, Que as atiro aos teus hálux, Pois, entre crânio e calcâneo, Há todo um sistema osteomuscular e neural, Que admiro.

Inicie comprometendo, Prossiga acentuado, Termine infinito,
Continuar lendo

Inicie comprometendo, Prossiga acentuado, Termine infinito, Para variar. Nunca fomos bons em ortografia, Mas dissertamos à vontade sem hesitar. Nunca dominamos idiomas e línguas, Fluentes na arte de como questionar. A sorte foi cruel, na ciência da vida, O mérito adveio dos jogos de azar.

O Ser e a Luz (ou um Ótimo Aluno em Jogos de Azar) Percorri cada milímetro na escuridão,
Continuar lendo

O Ser e a Luz (ou um Ótimo Aluno em Jogos de Azar) Percorri cada milímetro na escuridão, O Vale das Sombras foi meu Bosque Encantado. Diversão, na tortura psicossocial. Campos verdejantes virando caatinga, Florestas corpulentas se tornando cerrado. Banalidade corriqueira no ato casual. Nunca fomos bons em geografia, Mas temos noção de onde devemos estar. A sorte foi cruel, nessa vilania, Nos demos bem apenas em jogos de azar. Não sabemos calcular com maestria, Mas a expectativa é de poder somar. Ainda que o fracasso subtraia vida, As lições tiradas dele vem acrescentar. Nunca fomos muito bons em história também, Não compreendemos tempo, nem cronologia. As memórias vão além, da vã pedagogia, Aprender é um recurso bendito, Requisito definitivo para ensinar.