Nas linhas de arrancadas,
forjados fortes em pancadas.
Trilhas impulsivas, renovado,
vida marcada, processo cravado.
Dias longos escondem choro noturno.
Caminhos distantes, ranger de dor,
Espinhos que florescem sem cor,
Fogo fraco não incendeia labor.
Águas têm sua força e correnteza,
Armadilha cruel, ataque é certeza.
Luta-se, então, contra a dor atroz,
e nada tira de ti o teu louvor e voz.
Profunda tristeza amarga o ventre,
frutos que destrói, destino eminente.
Amores não comprados traz felicidade,
Vergonha da vida mentir é mortalidade.
Brilho intenso tem o dia da vitória,
Florescem todos os campos da memória.
Os obstáculos da jornada vivida,
Forjam a força na alma aguerrida.
Cada pedrada, em lucro convertida,
Ao fio da espada, me é concedida.
Entendo que tudo tem seu propósito,
Revelamos os tesouros mais remotos.
Hipócritas, a simplicidade pregamos,
Que verdade, mesmo que doa, abraçamos.
Marcas na alma, eternas cicatrizes,
Como o dia e a noite, edemas felizes.
Louvor puro, a alma que nos pede,
O santo e imaculado, em mim, há sede.
No rio da vida que levou tudo,
a grande correnteza do meu mundo,
ventos tempestuosos, ar de fúria,
que tempo diria dessas correraia?
Vindo o dia de amanhã, o dia de hoje,
futuro incerto, preço do presente,
lembrar não é viver, nem sonhar,
qual sabor tem pra mim o amar?
Sou pensamento que longe voa,
no labirinto da mente, vos ecoa,
sou pássaro que aos céus se destaca,
descrevo, singelo, o que a mente marca.
O tempo, um rio que corre veloz,
Leva consigo o que outrora se fez,
Deixando marcas, um rastro atroz,
Na alma que busca a paz, talvez?.
As horas dançam em ritmo fugaz,
E a vida se esvai como areia na mão,
Mas cada instante, um presente sagaz,
Nos convida a viver com mais emoção.
Que a sabedoria floresça em teu ser,
E a cada passo, um novo aprendizado,
Pois a jornada é o que importa ter,
E no presente, o futuro é forjado.
Minha mente, um furacão a girar,
Pensamentos fortes a me agonizar,
Câmara de pressão, força dos fortes,
Desligado da vida, conectado às sortes.
As pedras se quebram, mas o chão é firme,
Na rachadura, uma luz brilha e submerge,
Do caos brota a força, o vento que imprime,
A dança do tempo, o ciclo que me emerge.
E quando a dor parece me destruir,
Escrever com alma é fácil fluir,
Coração amargo, difícil de se amar,
Um doce que desafia, amargo sem vingar.
Das forças do mar os amores,
vento levar cheiro de flores.
no que tem no inconsciente,
frações do que vem à mente.
lições de vida de suas razões,
formam as histórias e paixões.
Carrega um peso cruel
não quer viver esse fel
Em silêncio, sempre sorrindo
passo a passo vai seguindo
Lírio do vale, beleza inefável
alma valente, lutas diante o véu.
Atrás dos muros, um vazio,
Noites contra o que é sóbrio.
Minha mente me leva a ser assim,
Cada um colhe aquilo que busca em mim.
Meu sorriso não é falso, ele está amarrado,
Eu não sou amargo, apenas me tornei amargurado.
O charme da vida está no amanhã,
Tal qual pedras e diademas.
Lindo como um desejo no sonho,
Que das diversidades não temas.
Qual o preço do seu ouro? Quanto vale?
Onde você guarda teus tesouros?
Gritos silenciados da dor não fale,
Primavera que enche de rosas sem muros.
Correr em vão ao novo horizonte,
o lutar da alma, pra subir o monte,
Amar em silêncio, que nos consome,
A entrega plena, por um dom sem nome,
Nesta prisão que insiste nos apartar,
com laços nos prendem, sem desatar.
A doce palavra amor,
Suave, linda, bela flor.
Momento bom ao ser humano,
Livre de culpa, dor e engano.
Voar em sonho, desejo de poesia,
É como sentir ao rosto a maresia.
Preso nas grades da mente,
em silêncio sombrio veemente.
Embargado à carreira vivida,
dia após dia incessante lida.
De que me servem os dias de luta?
Dias são apenas dias, assim como lutas.
O amor gera, a morte tira, e o tempo preserva o que resta.
O sonho te faz persistir, ainda que a dor faça querer desistir.
Tudo é fruto de incerteza, a não ser a morte que certo virá.
Sempre viva, sempre faça, nunca deixe o tempo te magoar.
Passar por aqui é para todos, deixar seu legado é para poucos.
Talvez te falte brilho,
ou aconteça fora do trilho.
Ó voz que exala fortemente,
pulsante ao peito veemente.
Sons do amor geram lembranças,
morte leva amados, tempo, heranças.
As palavras vêm a me secar,
O fruto da mente a se encerar.
Vazio é a noite sem fim,
Dias distantes, flor do jardim.
Lições que temos nesse viver,
Ladrilhos na jornada têm que ter.
Amor gera beleza em amor,
Puro, com vento em seu andor.
Saudade, a marca; n'alma, tristeza.
A linha desse tempo tem sua beleza.
Suor que escorre em seu rosto:
Colher uma parte, tempo exposto.