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Frases de melanialudwig

1.696 frases

Quando faca eu fora feri Quando flor eu fora flori Quando amor feri e flori...
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Quando faca eu fora feri Quando flor eu fora flori Quando amor feri e flori... mel - ((*_*))

Donde eu vim? CAPÍTULO V Minha Primeira Boneca de Verdade
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Donde eu vim? CAPÍTULO V Minha Primeira Boneca de Verdade Depois daquele fatídico Natal, em que não ganhei meu presente desejado, minha tristeza, felizmente, durou pouco. Janeiro era o mês do padroeiro da cidadezinha onde frequentávamos a escola, o catecismo e as missas dominicais. São Paulo, lembro-me bem, era o santo padroeiro da capela e nome do sítio de meu pai, onde morávamos. Todo ano os moradores se reuniam e preparavam uma bela quermesse, com direito à visita do bispo, padres de outras paróquias, fazendeiros, sitiantes e colonos de toda a redondeza para uma linda missa cantada. Para a quermesse eram doados bezerros, sacos de café, leitoas, carneiros, frangos e artesanatos feitos pelas mulheres e moças prendadas da comunidade. Uma rifa foi organizada, cujo dinheiro iria para a reforma da igrejinha. Um bezerro era o prêmio e de brinde, vejam só, uma linda boneca confeccionada por dona Mariquinha, mulher muito conhecida por suas habilidades na agulha. Quando eu vi aquela boneca, fiquei deslumbrada! Eu queria uma boneca de verdade! Esta era a minha chance! Procurei por minha mãe, que estava na cozinha de uma das barracas, liderando outras mulheres no preparo da comida a ser servida durante a festa. Implorei que comprasse um número, porque eu queria uma boneca de verdade! Meu pai não era dado a gastar dinheiro com estas extravagâncias, mas naquele dia ele sucumbiu ao meu apelo e cedeu. Comprou um único número. E eu dei muitos pulos de alegria... Ao anoitecer, quase no final da festa chegou a esperada hora do sorteio. Bingo! Meu pai ganhou o bezerro e eu ganhei a minha boneca de verdade! Ela era deslumbrante aos meus olhos de menina. Tinha uma aparência diferente. Fora feita à mão, uma boneca de pano com jeito de moça. Vestia um vestido de renda, cujo decote mostrava o início de fartos seios. Perfeito! Minha boneca de verdade, com corpo de moça feita, seria a mãe de todas as bonequinhas de minhas coleguinhas da vizinhança. No dia seguinte, de tardinha, minhas amigas e eu fomos brincar de boneca, numa ansiedade sem tamanho. Fizemos uma casinha dentro de um velho bambuzal, e lá ficamos por horas, nos deliciando em nossas fantasias infantis de mamãe, comadre e tias. Sim, porque toda boneca era batizada, ganhava um nome e uma madrinha. Antes do anoitecer, minha mãe me chamou para ajudá-la nos afazeres do jantar. A brincadeira se desfez e aos poucos anoiteceu. Acordei aos pulos na manhã seguinte. Eu havia esquecido minha boneca de verdade no bambuzal. Corri para buscá-la. Qual não foi meu espanto quando a vi: estava toda encharcada, estufada, desbotada, manchada, descolorida...quase decomposta! Havia chovido a noite toda!!! mel - ((*_*))

Donde eu vim? CAPÍTULO IV Na fase das bonecas
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Donde eu vim? CAPÍTULO IV Na fase das bonecas Quando criança ainda, lá com meus 6 ou 7 anos de idade, eu não possuía nenhum brinquedo de fábrica. Todos eram confeccionados em casa, em conjunto com as amiguinhas vizinhas, com meus irmãos e às vezes minha mãe tirava um tempo e nos ensinava a fazer algumas coisas interessantes. Fazíamos bonecas de sabugo. É, sabugo mesmo, aquela parte que sobra do milho seco depois de debulhado. Escolhíamos o maior de todos os sabugos disponíveis no paiol. Cortávamos retalhos de tecidos cedidos por minha mãe, que sempre os tinha guardados numa sacola pendurada atrás da porta de seu quarto de costura. Escolhido os tecidos, pegávamos a parte mais grossa do sabugo, o que seria a cabeça da boneca, nele colocávamos o tecido na extremidade, como se fosse uma touca, amarrando firme com uma tirinha, para não se soltar ( porque cola nós não tínhamos). Em seguida, escolhíamos outro "paninho"e fazíamos uma saia, pregueada ou franzida, com as mãos mesmo, nada de agulha ou linha! A coleguinha ajudava a amarrar. Com um lápis preto usado ou mesmo um pedaço de carvão, desenhávamos os olhos e com semente de urucum, a boca. Pronto! Estavam ali nossas bonecas. Lindas! Cada uma com a sua. Diferentes umas das outras, devido a escolha dos retalhos coloridos. Felizes, íamos brincar por horas a fio... Mas um belo dia, uma priminha da cidade, veio com meus tios nos visitar, trazendo consigo uma boneca de verdade. Fiquei encantada! Nunca havia visto uma, e tão linda. De olhos azuis e cabelo cacheado! Daquele dia em diante minha vida mudou. Não quis mais saber de brincar com boneca de sabugo. Eu queria uma boneca de verdade! A novidade mexeu com meus sonhos, até então acessíveis. Chorava e implorava para minha mãe. "Quem sabe no Natal", dizia ela. Pedir para meu pai, nem pensar! Para ele brinquedo era desperdício de dinheiro. Era o jeito dele ver o mundo infantil... Posso jurar, foi o ano mais longo de minha infância: Eu queria minha boneca de verdade e ela só viria no Natal. Chegou o Natal, como tantos outros, mas para mim seria diferente, eu teria minha boneca de verdade. O "talvez" de minha mãe eu esquecera. Fomos com toda alegria, ver os presentes debaixo da linda árvore natalina, bem cedinho. Cada um procurando o seu, embrulhados em papel comum, mas nosso nome marcado com a letra de minha mãe. Porém, cadê a minha boneca de verdade? Ela não veio! Ganhei sim uma sombrinha de criança, que no dia seguinte já estava quebrada. Chorei... chorei... e ainda levei umas boas palmadas de meu pai. Ninguém me consolou! Acontece que eu só tinha irmãos meninos ao meu redor e duas irmãs bem menores que não compreendiam a minha tristeza. Minha mãe deve ter percebido, mas como nada podia fazer, não deixou transparecer; apenas prometeu-me que daria um jeito, "talvez" na próxima ida à cidade grande, na época das compras. Isto não me consolou. Foi sem dúvida, o Natal mais triste de minha infância! ** A boneca? Só no próximo capítulo! mel - ((*_*))

Donde eu vim? CAPÍTULO IV Na fase das bonecas
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Donde eu vim? CAPÍTULO IV Na fase das bonecas Quando criança ainda, lá com meus 6 ou 7 anos de idade, eu não possuía nenhum brinquedo de fábrica. Todos eram confeccionados em casa, em conjunto com as amiguinhas vizinhas, com meus irmãos e às vezes minha mãe tirava um tempo e nos ensinava a fazer algumas coisas interessantes. Fazíamos bonecas de sabugo. É, sabugo mesmo, aquela parte que sobra do milho seco depois de debulhado. Escolhíamos o maior de todos os sabugos disponíveis no paiol. Cortávamos retalhos de tecidos cedidos por minha mãe, que sempre os tinha guardados numa sacola pendurada atrás da porta de seu quarto de costura. Escolhido os tecidos, pegávamos a parte mais grossa do sabugo, o que seria a cabeça da boneca, nele colocávamos o tecido na extremidade, como se fosse uma touca, amarrando firme com uma tirinha, para não se soltar ( porque cola nós não tínhamos). Em seguida, escolhíamos outro "paninho"e fazíamos uma saia, pregueada ou franzida, com as mãos mesmo, nada de agulha ou linha! A coleguinha ajudava a amarrar. Com um lápis preto usado ou mesmo um pedaço de carvão, desenhávamos os olhos e com semente de urucum, a boca. Pronto! Estavam ali nossas bonecas. Lindas! Cada uma com a sua. Diferentes umas das outras, devido a escolha dos retalhos coloridos. Felizes, íamos brincar por horas a fio... Mas um belo dia, uma priminha da cidade, veio com meus tios nos visitar, trazendo consigo uma boneca de verdade. Fiquei encantada! Nunca havia visto uma, e tão linda. De olhos azuis e cabelo cacheado! Daquele dia em diante minha vida mudou. Não quis mais saber de brincar com boneca de sabugo. Eu queria uma boneca de verdade! A novidade mexeu com meus sonhos, até então acessíveis. Chorava e implorava para minha mãe. "Quem sabe no Natal", dizia ela. Pedir para meu pai, nem pensar! Para ele brinquedo era desperdício de dinheiro. Era o jeito dele ver o mundo infantil... Posso jurar, foi o ano mais longo de minha infância: Eu queria minha boneca de verdade e ela só viria no Natal. Chegou o Natal, como tantos outros, mas para mim seria diferente, eu teria minha boneca de verdade. O "talvez" de minha mãe eu esquecera. Fomos com toda alegria, ver os presentes debaixo da linda árvore natalina, bem cedinho. Cada um procurando o seu, embrulhados em papel comum, mas nosso nome marcado com a letra de minha mãe. Porém, cadê a minha boneca de verdade? Ela não veio! Ganhei sim uma sombrinha de criança, que no dia seguinte já estava quebrada. Chorei... chorei... e ainda levei umas boas palmadas de meu pai. Ninguém me consolou! Acontece que eu só tinha irmãos meninos ao meu redor e duas irmãs bem menores que não compreendiam a minha tristeza. Minha mãe deve ter percebido, mas como nada podia fazer, não deixou transparecer; apenas prometeu-me que daria um jeito, "talvez" na próxima ida à cidade grande, na época das compras. Isto não me consolou. Foi sem dúvida, o Natal mais triste de minha infância! ** A boneca? Só no próximo capítulo! mel - ((*_*))

O que me assusta? Este silêncio na garganta que se falar não adianta Esta explosão de auto ajuda que minha vida não muda
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O que me assusta? Este silêncio na garganta que se falar não adianta Esta explosão de auto ajuda que minha vida não muda Esta ganância desvairada que tira de quem não tem nada Este desamor pela vida que mata e não avisa Esta desarmonia climática que torna a vida problemática Este amontoado de declarações que assusta multidões Esta desumanidade que aumenta sem piedade Este meu grito de amor que só é ouvido pela dor... mel - ((*_*)) — 23/01/15

O que estou fazendo? Nem te conto face! Sentada, preguiçosamente, numa confortável cadeira (aquelas com cordão de nylon colorido).
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O que estou fazendo? Nem te conto face! Sentada, preguiçosamente, numa confortável cadeira (aquelas com cordão de nylon colorido). Só a varanda está iluminada, além disso um breu total. Sequer uma estrela no céu! Um ganso grasnando por perto, uma vaca berrando ao longe. No mais, grilos "crililando" uma sinfonia de uma nota só.... Ah O que estou fazendo? Nem te conto face! Sentada, preguiçosamente, numa confortável cadeira (aquelas com cordão de nylon colorido). Só a varanda está iluminada, além disso um breu total. Sequer uma estrela no céu! Um ganso grasnando por perto, uma vaca berrando ao longe. No mais, grilos "crililando" uma sinfonia de uma nota só.... Ah, e nas mãos um celular... teclando...teclando...-- me - ((*_*)) 15/01/2015 mel - ((*_*)) me

Donde eu vim? CAPÍTULO II O pouco que me lembro donde eu vim,
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Donde eu vim? CAPÍTULO II O pouco que me lembro donde eu vim, era uma casa de madeira sem pintura, com um bando de crianças fazendo travessura. Mas havia, me lembro bem, um lindo jardim... que minha mãe, com muito esmero, suas margaridas cultivava. Tinha até uma mini gruta, com uma santa lá colocada, presente devoto da vizinha mais achegada. Muitas vezes a gente ali rezava e cantava. Porém o que mais guardo na memória, é fato, não é estória: Embaixo, no porão da casa havia uma mina d'água, que meu pai logo providenciou uma cisterna rasa. Assim, água bem perto não nos faltava, tão pouco, precisávamos buscá-la longe de casa. ...Não sei se foi porque a família aumentava, ou por um dito de autoria já não me lembro de quem, que disse pro meu pai, que a mina debaixo da casa, a nossa saúde minguava, e morar em cima dela não nos fazia nada bem. Meu pai com este fato ficou encabulado um tempão, trocou idéias sobre o caso com a vizinhança e tomou uma difícil mas acertada decisão. Juntou dinheiro com cada colheita de café do ano; como carpinteiro que também se habilitava, construiu, bem mais no alto, outra casa pra nossa mudança. A casinha velha foi todinha desmanchada. A mina, cuidadosamente, foi preservada. Na mina meu pai ajeitou uma bica que caía logo em seguida. Servia tanto para beber, como para os banhos da criançada. A casa nova era maior e bem mais arejada. Veio um padre e benzeu a morada, que cheirava a madeira viva Aquela mudança marcou pra melhor a nossa vida... ( a foto original da antiga casa está na imagem do primeiro capítulo) 15/01/2015 mel ((*_*))

Donde eu vim? CAPÍTULO II O pouco que me lembro donde eu vim,
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Donde eu vim? CAPÍTULO II O pouco que me lembro donde eu vim, era uma casa de madeira sem pintura, com um bando de crianças fazendo travessura. Mas havia, me lembro bem, um lindo jardim... que minha mãe, com muito esmero, suas margaridas cultivava. Tinha até uma mini gruta, com uma santa lá colocada, presente devoto da vizinha mais achegada. Muitas vezes a gente ali rezava e cantava. Porém o que mais guardo na memória, é fato, não é estória: Embaixo, no porão da casa havia uma mina d'água, que meu pai logo providenciou uma cisterna rasa. Assim, água bem perto não nos faltava, tão pouco, precisávamos buscá-la longe de casa. ...Não sei se foi porque a família aumentava, ou por um dito de autoria já não me lembro de quem, que disse pro meu pai, que a mina debaixo da casa, a nossa saúde minguava, e morar em cima dela não nos fazia nada bem. Meu pai com este fato ficou encabulado um tempão, trocou idéias sobre o caso com a vizinhança e tomou uma difícil mas acertada decisão. Juntou dinheiro com cada colheita de café do ano; como carpinteiro que também se habilitava, construiu, bem mais no alto, outra casa pra nossa mudança. A casinha velha foi todinha desmanchada. A mina, cuidadosamente, foi preservada. Na mina meu pai ajeitou uma bica que caía logo em seguida. Servia tanto para beber, como para os banhos da criançada. A casa nova era maior e bem mais arejada. Veio um padre e benzeu a morada, que cheirava a madeira viva Aquela mudança marcou pra melhor a nossa vida... ( a foto original da antiga casa está na imagem do primeiro capítulo) 15/01/2015 mel ((*_*))

Na roda gigante que é a vida,
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Na roda gigante que é a vida, estamos sujeitos a solavancos, altos e baixos. Mas tudo compensa quando, [nas alturas] sentimos as emoções que ela nos proporciona... mel - ((*_*))

Donde eu vim? De um óvulo generoso que assim que soube que minha mãe já tinha dois meninos, confabulou com seu amiguinho espermatozóide e deram aquele jeitinho de fazer parceria com mais um óvulo que simultaneamente foi fecundado. Resolveram agradar minha mãe....
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Donde eu vim? De um óvulo generoso que assim que soube que minha mãe já tinha dois meninos, confabulou com seu amiguinho espermatozóide e deram aquele jeitinho de fazer parceria com mais um óvulo que simultaneamente foi fecundado. Resolveram agradar minha mãe.... Assim que as contrações começaram, nasceu meu irmão (o terceiro). Em seguida a parteira disse: êpaaaa... tem mais alguém a caminho... Uma menina!!! Ah, que maravilha!!! Foi na rabeira, mas eu nasci...tsic! mel - ((*_*))

Acordei agradeci sorri
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Acordei agradeci sorri me alimentei saciei quero mais... saí voltei me nutri organizei guardei tudo. Quero mais... muito mais que descansar e recomeçar... ...antes do sol se por... mel - ((*_*))