Complexidade
Já se passa meia hora da minha hora de dormir, eu me impus esse tempo para regular o meu sono, coisa que nunca funciona...
Sempre me deito altas horas da madrugada, ou como tantas vezes só durmo pela manhã. Penso no dia, nas horas, na vida e em tantas coisas mais, e percebo que ninguém pode perceber a profundidade do que há em mim.
Tem quem ousa imaginar, tem quem diz que sabe, tem por ai quem faça idéia, mas ninguém sabe.
Percebo nesta noite fria que é simplesmente impossível conhecer alguém realmente. Pessoas são infinitas demais, complexas... Lindamente complexas.
Já se passa quarenta minutos da minha hora de dormir, e eu continuo pensando em como o infinito está bem diante de nós e não o percebemos. Apesar de sermos infinitos, somos rasos, rasos demais para acolher o inevitável, grandioso e esplendoroso...
Zzzzzzz Zzzzzz Zzzzzz...
*Devido a complexidade da vida em sí, acabei por dormir
Fim.
Dói
Percebi que não posso contar com você.
Por mais que me doa dizer isso, e doi, eu não posso contar com você.
Você devia ser a pessoa para quem eu poderia dizer qualquer coisa, seja ela engraçada ou dolorosa, mas não posso.
Não posso te contar como foi meu dia, porque sei que você não quer ouvir, vai lutar para mudar de assunto logo, e isso doi. Doi não te ter aqui, doi não poder contar com você, eu divia, mas não posso.
Doi admitir isso e é ainda mais doloroso demorar a perceber, que você já foi faz tempo, e o que ficou foi só as lembranças de um tempo feliz.
Onde estás meu pensamento?
Onde foi parar o meu verso?
Tenho que tece- lo como se tece um fino tecido,
Tenho que vive- lo por um amigo,
Tem quem o precise ler.
Eu te tenho.
Tu fazes parte de mim e eu faço parte de ti.
Somos uma composição de versos ainda não tecidos que clamam sua existência, mesmo que breve, vou tecer para tí meu amigo, um momento de vida baseada em versos e fatos reais.
E eu o farei com linhas de ouro, só para ti.
Me diga uma coisa
Me diga um verso
Poema inverso
Que logo discerto
Para não enrolar
Isso é artes
Que mate, descarte
Que inventa descupas
Para não reciclar
Me fala disso
Te tiro, quê isso
Que estressa, expressa
Faz arrepiar.
Te faço um sonho
Aproveito e ponho
Um ponto final
Para logo acabar
E digo assim
Vem chegando o fim
Com um sensacional
Ponto final.
Consola-me na dor,
Oh incrível ansiedade tremenda,
Me tremo de aflição só pela mera imaginação
De pensar em te perder.
O que dói não é o amor,
Mas a sua ausência .
Sua distância corta mais profundamente que uma faca de dois gumes,
É mais profundo que a própria consciência,
E mais belo que a própria beleza.
Mata-se de amor,
Vive-se para amar,
Se morrer é amor, e viver também o é,
Então o meio termo é inconcebível.