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Frases de Mayara Freire

70 frases

Ouvindo aquela chuva, peguei meu caderno e fui escrever com a minha caneta sem tinta. Ninguém lê, mas o papel sabe. Hoje tirei pra escrever minha dúvidas, medos, inseguranças. Aquilo que eu não falo pra ninguém porque... Todo mundo espera ver em mim a certeza, a coragem, a segura…
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Ouvindo aquela chuva, peguei meu caderno e fui escrever com a minha caneta sem tinta. Ninguém lê, mas o papel sabe. Hoje tirei pra escrever minha dúvidas, medos, inseguranças. Aquilo que eu não falo pra ninguém porque... Todo mundo espera ver em mim a certeza, a coragem, a segurança. O papel sabe que eu quero descansar. Só não sei se quero descansar por estar realmente cansada ou porque quero desistir.

É nessas horas que você precisa de alguém que te ouça calado, que tente te entender e que não use nada do que você disser contra você mais tarde. É agora que eu queria sair, caminhar sem rumo como eu fazia quando me sentia livre, torcer para que chova e sentar num banco qualquer…
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É nessas horas que você precisa de alguém que te ouça calado, que tente te entender e que não use nada do que você disser contra você mais tarde. É agora que eu queria sair, caminhar sem rumo como eu fazia quando me sentia livre, torcer para que chova e sentar num banco qualquer só pra sentir a chuva mais perto, mais em mim. Agora eu quero sorrir um pouco, relaxar os ombros, e chorar, se for preciso. Eu quero ouvir o mar, ver a lua e acreditar que agora eu finalmente estou bem. Sabe quando você já estava acostumada com a solidão? Quando ter alguém por você é incrivelmente estranho? Quando você custa a acreditar que a felicidade te escolheu e custa mais ainda quando ela diz que dessa vez é pra sempre? E aí você sente essa vontade louca de sair, de respirar um ar um pouco mais puro, de parar e ouvir o mar – ele parece dizer as coisas mais sensatas - , de ver a minha vida como está agora. Eu amo ouvir aquela música do Lulu que diz: “Não existiria som senão houvesse o silêncio, não haveria luz senão fosse a escuridão, a vida é mesmo assim... Dia e noite, não e sim. Cada voz que canta o amor não diz tudo o que quer dizer, tudo o que cala fala mais alto ao coração, silenciosamente, eu te falo com paixão: eu te amo calado, como quem ouve uma sinfonia de silêncios e de luz; nós somos medo e desejo, somos feitos de silêncio e som. Tem certas coisas que eu não sei dizer.” Já percebeu como somos inspirados pela dor? Mas... A felicidade nos ocupa e nem sempre se tem tempo para colocar no papel tudo o que se passa aqui dentro. Quando a felicidade do amor chega, ela traz o silêncio, e a luz, e as cores... E isso não pode ser escrito. Por isso tantos textos sem coerência, só quem escreve entende e sabe. Só quem ama entende e sabe. Mesmo que não seja o amor que todo mundo pinta. Ele chegou pra mim tão calado, tão imperceptível.

“[...], jamais houve na humanidade um tempo em que predominou tanta vaidade.” Além da minha certeza de que o mal do ser humano seja não pensar, também percebi que o ser humano anda vaidoso demais. O orgulho virou moda. Mania que as pessoas tem de achar que o perdão é inútil, que…
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“[...], jamais houve na humanidade um tempo em que predominou tanta vaidade.” Além da minha certeza de que o mal do ser humano seja não pensar, também percebi que o ser humano anda vaidoso demais. O orgulho virou moda. Mania que as pessoas tem de achar que o perdão é inútil, que não vale à pena, e que se formos algum dia magoados não devemos, em hipótese alguma, perdoar. Eu também aprendi a exalar o mesmo perfume que a violeta deixa no sapato que a pisa. E toda essa vaidade e orgulho por que de uns tempos pra cá passamos a viver a mercê de pessoas que se dizem soberanas e que querem nos manipular por seus belos discursos e filosofias totalmente fora dos princípios básicos mas, por status, acaba ganhando a confiança de um bocado de gente. É só prestar atenção em circunstâncias diárias na nossa vida. Vê-se pelas meninas nos colégios: se a menina da Malhação começa a usar um lenço amarrado no calcanhar, na semana seguinte, todas as meninas do colégio também estarão usando. Nada contra a essas modinhas, eu mesma já cai em muitas delas. Mas, já presenciei meninas que sempre acharam o tênis All Star feio e depois que viu na Malhação passou a usar. Nada contra a Malhação, também. INFLUÊNCIAS. Assim acontece na escola, na rua, no clube, na academia, na roda de amigos. Ninguém se valoriza como é, segue seus princípios, é teimoso em assumir a verdade que traz consigo, que aprendeu com quem sempre esteve ao seu lado ensinando tudo sobre a vida. Não... Ficou mais fácil aprender com os amigos, ficou mais fácil aprender na rua, ou, sozinho. Ficou mais fácil viver sem opinião, é mais divertido se matar aos poucos, se acabar aos poucos. É muito mais fácil ser manipulado, não perder tempo pensando, receber ordens e nunca quebrar as regras. “Não ouça, não pense, não fale, não cante, não sinta... Apenas finja, obedeça, siga o que eu digo.” Todo mundo aprendeu a mentir o que realmente é, ou melhor, a OMITIR. Fica mais fácil esconder os traumas e negar a cura, esconder o amor e negar um bom momento, fingir amar e pensar estar seguro. Lutar pelo amor verdadeiro exige inteligência, esforço e muito amor, muita dedicação. É mais fácil comer chocolate em frente à TV que perder horas se dedicando aquilo que você realmente se importa. Mentir o que sente, o que ouve, o que vê, o que quer falar. Mentir é mais fácil, mais cômodo. Quando se fala a verdade, aquilo passa a ser eterno e, mais tarde, pode ser cobrado da gente. Temos prazer em mentir, prazer em enganar, prazer em inventar uma história. Nos sentimos criativos, maiores que qualquer outra pessoa. Mas, também mentimos por medo de dizer a verdade. Quando aqueles olhos encontram os nossos, não conseguimos encarar, a única escapatória é baixar os olhos e mentir. Mentir parece afugentar o nosso eu verdadeiro, a felicidade que teima em vir depois de um sofrimento, de uma luta travada entre a razão, coração, e mais uma centena de sentimentos. “Finja que acredita que os sentimentos são lâminas cegas esterilizadas que cortam sua pele superficialmente sem jamais atingir sua alma.” Finja que o amor não é essencial pra você, que você está bem assim. Contente-se em mentir todos os dias para o espelho que você é feliz, que o “ontem” da sua vida já está resolvido, que os seus traumas estão curados, ou melhor, nunca existiram. Minta todos os dias pra você mesmo que você não dormiu com vontade, que não acordou arrependido, que não quis sair correndo e pular nos braços dele. Minta, dói menos. Dói menos até você descobrir que dói. Vendo uma reportagem sobre anorexia, a moça disse: “A pior parte da doença é quando a gente descobre que a tem, parece doer mais... Mas, só assim podemos nos curar de verdade.” Você só vai ser feliz quando descobrir que você é um mentiroso, um fraco, que sempre se negou a se mostrar como você é, esse alguém guardado numa gaveta aí em algum canto, escondido debaixo de alguns papéis e fotografias. Quando descobrir, vai doer demais olhar pra dentro de si e ver o quanto toda essa mentira te destruiu, quanto afastou as pessoas que sempre te amaram e que você sempre amou, mesmo mentindo as odiar. Vai doer olhar pra trás e ver como o tempo passou rápido enquanto você se enclausurava dentro de si mesmo, à espera de alguma coisa que nunca apareceu, porque essa coisa também era uma mentira. Você vai exigir da sua alma um pouco mais de sinceridade, vai tentar correr atrás pra descobrir se é tarde demais e, se for, vai esperar que a esperança de novas chances nasça dentro de você. E, na pior das hipóteses, ir pra um ranchinho, perto de uma cachoeira, passar o resto dos dias vivendo a verdade da vida, conhecendo-se. Até você ter coragem de se olhar no espelho novamente e dizer: “Agora eu sou feliz.”

EU ESTOU AQUI Depois que a gente vive um bocadinho de vida, a gente percebe o quanto a gente gosta de complicar as coisas, do quanto tudo é muito mais amor do que parecia ser. Agora, vendo o sol indo embora mais uma vez, aqui dentro de mim nasce aquela certeza de que todo fim d…
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EU ESTOU AQUI Depois que a gente vive um bocadinho de vida, a gente percebe o quanto a gente gosta de complicar as coisas, do quanto tudo é muito mais amor do que parecia ser. Agora, vendo o sol indo embora mais uma vez, aqui dentro de mim nasce aquela certeza de que todo fim de tarde vai voltar amanhã, que tudo pode ser muito melhor e muito mais bonito. Que todo aquele sonho que eu sonhei por tanto tempo e que desapareceu em minutos, transformou-se numa realidade muito mais encantadora e plena. É estranho demais as voltas que o mundo dá. Aqui da janela do apartamento, eu posso ver aquela montanha que tem forma de “gente”. Os olhos, o nariz, o resto do corpo. O sol batendo no prédio do fórum, a vida passando bem na frente dos meus olhos. Eu estive pensando em tudo o que vivi, em tão pouco tempo tanta coisa aconteceu, tanta coisa mudou. Toda aquela responsabilidade de fazer as pessoas que eu amava sentirem-se bem desapareceu, foi como se um peso saísse dos meus ombros. Eu confesso que eu quis carregar tudo isso, que eu quis ser útil demais, quis demonstrar demais... Mas, como sempre, eu também preciso cuidar de mim e de quem sempre esteve tão perto e eu nunca dava atenção. Com a vida, a gente também aprende que não dá pra agradar todo mundo, pra ser porto seguro de todo mundo, pra ser melhor amigo de todo mundo. Existe um mundo inteiro precisando de um melhor amigo, seria injusto demais da minha parte... Também, a gente aprende que, uma hora ou outra, alguém tem que sair do trem, alguém vai desembarcar, parar em alguma estação esperando outro trem pra poder seguir viagem... Isso é inevitável. Eu preciso cuidar, preciso amar um pouco, me permitir viver além do que os livros permitem. Me permitir pensar um pouco mais em tudo, viver um pouco mais intenso, brincar um pouco mais pra risada ser mais longa. Sair de toda aquela prisão que me fazia ter a falsa impressão que eu tinha asas, que eu podia voar, sem saber que meus pés estavam presos a correntes. Somente. Algum mal nisso? Eu não tenho escrito com tanta freqüência (eu sei que não tem mais trema, mas o maldito Word teima em colocar), confesso que andei desanimada, sem vontade, pensativa demais e confusa o suficiente para não saber nem por onde começar a escrever. Mas, desde que me decidi a pensar em mim e no que me faz bem, eu me inspirei novamente (pro desespero de todos). Viva a vida, ao amor, a paz, e tudo que sempre me fez sorrir! ... Prestei atenção no detalhe daquele ser humano. Nunca trocamos mais que três palavras, mas é incrível como eu posso ler em ser olhar a vontade imensa que ele tem de sair, de fugir de si mesmo. Não adianta. Os olhos me dizem o que a alma sente. Não, não estou me achando uma MUTANTE, mas tenho coração para ver a alma pelos olhos de quem olha. E, aqueles olhos me diziam que aquela alma precisava chorar, precisava fugir, ir embora... Eu ajudei como eu pude. Confesso que não fiz o que qualquer pessoa faria, posso até ser sido dura demais, chata demais, mas fui sincera, falei exatamente como eu estava vendo. Foi bom te acolher nos meus braços, te emprestar o ombro pra você chorar um pouco e, mesmo depois de você tentar negar tudo o que eu dizia, acabou afirmando, em silêncio, que eu estava certa. Que aquele coração que pulsava perto de mim estava cansado de amar errado, estava cansado de procurar algo que preenchesse alguma coisa que nunca te pertenceu mas que sempre te fez falta. Eu sabia, desde que te encontrei atravessando a rua cabisbaixo, que você estava cansado demais de andar, viajar, e sempre sentir-se um estrangeiro. Estava cansado de procurar um porto pra atracar e passar um bom tempo ali, em segurança, sem as tempestades que a vida te coloca, apenas com o balanço do mar que traz um profundo sono pra esquecer todas as maldades que as ironias te causaram. Eu pude sentir o seu desespero em ter que demolir mais uma fantasia que construíram na sua cabeça, mais uma vez te enganaram. Depois de tanta conversa, aquela coisa podre, úmida, aberta, que te machucava demais, ficou seca, jogada em algum canto aí dentro de você, à espera do vento forte pra levá-la pra bem longe, bem longe das suas lembranças. Eu me senti bem ao saber que ainda resta dentro de você um pouco de esperança, e que depois de tanto te ouvir, sentir em cada palavra sua aquela paz que te faltava e que você a teve nessa tarde. Eu já me senti assim, como te disse. Me senti impossibilitada de expressar o que eu queria, o que eu sentia, o que eu amava. Mas essa esperança estranha que te invadiu hoje à tarde, era a minha força e a única certeza que eu tinha de viver momento bem melhores. Também andei assim, perdida. Já andei como você, olhando para os lados, para os prédios, e tentando encontrar entre toda essa civilização, algum espaço no céu para eu me sentir um pouco mais eu. Mas, eu tenho certeza que você vai descobrir que pode me ligar às seis da manhã só pra gente correr ali na Beira-mar e ver o sol chegando, mais uma vez, praquela esperança nos visitar de novo e nos fazer sorrir. Eu li esses dias que a ferida não se mede pelo tamanho da cicatriz, mas pela dor que causou. Aquele foi a minha maior ferida, a pior dor. Mas, passou. Isso é bom, não é? Depois de toda essa sua filosofia clichê e errante, a gente descobriu juntos que o que você mais queria era ser feliz, somente! E, você vai ser. A vida sempre nos reserva uma caixinha de felicidade em algum canto da estrada... Acredite! Um dia desses, uma pessoa me disse que eu sempre falo besteiras, que vivi pouco demais pra falar tudo isso que digo saber. Fiquei em silêncio. Mexeu comigo, me fez pensar. Mas, eu pensei... Sou a pessoa mais feliz desse mundo por saber tanto com tão pouca vivência. Pode ser que daqui a alguns anos tudo isso mude, eu passe a acreditar em outras coisas, passe a viver um pouco mais além... Mas, o que importa, é que mesmo você dizendo que falo besteiras, você se importou e se comoveu com todas as verdades que eu disse. E mesmo negando, isso te fez pensar, te fez querer mudar e, mais cedo ou mais tarde, vai te fazer viver mais dignamente. Acredite! Você não sabe dar nomes as tuas emoções, cresceu perto de quem te queria como todo mundo, mas esqueceu de crescer pra você mesmo, pro seu bem. Você fica aí procurando alguma coisa que nunca esteve, não está nem nunca estará aí. Eu estou aqui

Eu quero, na verdade, eu quero que ele leia meus textos, tente me descobrir. Até porque, hoje eu sou isso, amanhã aquilo e a mutação é constante. E, pra ser meu, ele vai precisar me descobrir todos os dias, me convencer e me encantar. Eu quero me apaixonar todos os dias por aque…
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Eu quero, na verdade, eu quero que ele leia meus textos, tente me descobrir. Até porque, hoje eu sou isso, amanhã aquilo e a mutação é constante. E, pra ser meu, ele vai precisar me descobrir todos os dias, me convencer e me encantar. Eu quero me apaixonar todos os dias por aquele cara alto, nem magro, nem gordo, de olhos escuros, de abraço apertado, de encaixe perfeito, de barba cerrada, de amor sincero que me traz flores com um bichinho de pelúcia em plena quinta-feira, depois que eu chego do trabalho descabelada e me jogo no sofá. Que me entrega as flores com um sorriso enlouquecedor e ri quando eu quero morrer por estar horrível e que me cala com um beijo quando eu vou brigar com ele por ele não ter me avisado que viria. Eu quero viver o que ninguém me permitiu que eu vivesse. Que ninguém me fez conhecer e que eu só conheço por que sonho, porque tenho uma mente incrivelmente fértil. Eu quero sentir falta na segunda mesmo depois de passar o sábado e domingo com ele e saber que o verei na terça. Eu quero enlouquecer de saudade, e quero que essa saudade me faça correr atrás dele onde quer que esteja só pra eu abraçá-lo e voltar correndo para o escritório. Eu quero ser a irresponsável da relação, eu quero ser a maluca, a que não tem limites e não a que precisa se manter centrada sempre pra que nada saia dos conformes, pra que tudo fique bem e não acabe em discussão. Eu não quero ser a que presta atenção nos detalhes, que vive se preocupando exageradamente, perguntando se tudo está bem, se sentindo incapaz de fazer alguém feliz. Eu quero ser feliz e quero ter a certeza de que ele é feliz porque me ama e porque ele me faz feliz. Que por causa dele eu deixei de me trancar num casulo pra voar ao lado dele. Que eu não preciso dele pra andar nem ser feliz, mas que é muito melhor andar e ser feliz ao lado dele. Eu quero alguém assim... Que não tem forma, nem nome, nem cheiro... Mas que está vivo em meus sonhos e que um dia vai renascer pra mim e vai me encontrar em algum lugar, um lugar onde jamais eu espero encontrar o amor da minha vida. A vida me reserva surpresas, e a melhor delas será o dia em que ele se tornar real pra mim e eu puder sentir o cheiro, ver a forma, e pronunciar o nome.

E eu tenho me sentido bem. Melhor do que eu um dia esperei. Eu não me importo com o que pensem, e eu nem sei se nos reconhecemos; só sei que meus olhos não ficam os mesmos quando encontram os seus, nem quando você franzi o nariz só pra tentar desfazer o meu bico. Falar da gente?…
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E eu tenho me sentido bem. Melhor do que eu um dia esperei. Eu não me importo com o que pensem, e eu nem sei se nos reconhecemos; só sei que meus olhos não ficam os mesmos quando encontram os seus, nem quando você franzi o nariz só pra tentar desfazer o meu bico. Falar da gente? Não... Ainda não. Espera meu coração reconhecer o teu e eu largar tudo isso aqui só pra ser feliz ao lado teu.

Depois de tantas alegrias, tristezas, decepções e surpresas, comecei a prestar mais atenção nos meus pedaços, partes marcadas por cada um que passou na minha vida. Sou viciada em olhar aquela caixinha rosa cheia de fotos, recentes e muito antigas, umas quando eu ainda nem era nas…
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Depois de tantas alegrias, tristezas, decepções e surpresas, comecei a prestar mais atenção nos meus pedaços, partes marcadas por cada um que passou na minha vida. Sou viciada em olhar aquela caixinha rosa cheia de fotos, recentes e muito antigas, umas quando eu ainda nem era nascida. Gosto de lembrar daqueles momentos, o porquê daquela risada, a idade que eu completava aquele dia, o motivo daquele passeio, a formatura, a passagem de ano. Aquelas que eram tão especiais pra mim, que se perderam entre minhas memórias. Aquelas que eu roubei do quadro da sala de estar dele, da carteira dele. Comecei a lembrar dos choros sem razão, das pessoas que ainda estão em meu coração por alguma razão, por algum detalhe. Lembrei dos muitos atos por impulsão, das tantas vezes que fugi e voltei no minuto seguinte. Senti saudades dos muitos lugares que conheci e não pude, não tive tempo; saudades também dos momentos que vivi e das coisas que esqueci. Lembrei das noites mal dormidas, das horas sagradas de sono que perdi sonhando acordada, escrevendo, tocando teclado... Ri de mim mesmo quando me lembrei das vezes que desisti sem ao menos ter tentado, e das vezes que eu tentei e quebrei a cara. Chorei das vezes que tentei, insisti e consegui o que eu queria. Vendo as fotos, aquelas pessoas perdidas lá atrás, senti pelas amizades que não cultivei, por aqueles que eu julguei, pelas coisas que eu falei. Lembrei das pessoas que conheci, dos amigos que deixei, das lembranças que esqueci. Lembrei dos momentos engraçados de distração, da minha mania de derrubar tudo, de só conseguir me equilibrar no salto depois de tropeçar, das vezes que comia chocolate até passar mal.

Querido Deus; Sou eu de novo aqui em baixo. No lugar de sempre, ajoelhada na beirada da cama, com a janela um pouco aberta para a luz da rua iluminar um pouco e tentar refletir a lágrima que provavelmente cairá do meu rosto. Não quero soar insincera mas eu estou perdida, com me…
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Querido Deus; Sou eu de novo aqui em baixo. No lugar de sempre, ajoelhada na beirada da cama, com a janela um pouco aberta para a luz da rua iluminar um pouco e tentar refletir a lágrima que provavelmente cairá do meu rosto. Não quero soar insincera mas eu estou perdida, com medo e com uma vontade maluca de chorar. Às vezes Você não é tão claro. O que posso fazer? Sou pequena demais perto da Sua grandeza, e incapaz de decifrar os sinais que Tu me dás para que eu prossiga. Preciso de mais luz pra conseguir enxergar aquilo que Tu queres pra mim. Sinto-me tão longe de Você. Frustrada, irritada, desconectada de tudo. O peso do mundo me empurrou contra a parede. A dor da decepção me trancou num quarto escuro, onde tento manter uma lanterna sempre acessa para iluminar um pouco sem que ninguém perceba como tudo isso aqui me dói. Quero tanto que Tu venhas me salvar, me tirar desse mundo que não para de girar e machucar e me deixar sempre confusa, com medo de todas as novidades que traz a cada minuto. Eu quero começar de novo. Eu abrirei meu coração partido, pois eu alcancei o fim e Você é o jeito de começar. O único caminho pelo qual eu posso seguir sem medo de me perder, sem medo de pisar em falso, com coragem para olhar nos olhos daquele que me diz a verdade e ser humana para aceitar e acreditar no que ele me diz. Eu vi um milhão de sorrisos vazios vivendo em negação, fingindo estar ali sinceramente, quando na verdade, era pura falsidade, pura ilusão. Eu não quero viver assim, quando nada é real. Eu odeio como é se sentir frustrada, irritada e desconectada de tudo. Eu estou quebrando e sentindo como quando algo novo quer sair, quando a flor que desabrochar, quando o caule que brotar. Eu estou desejando algo lindo! Todos as riquezas deste mundo não poderiam encher este vazio que se aloja aqui dentro, que me faz correr atrás da Sua presença, do Seu abraço. Precisa de muito mais e só Você pode me tomar nos braços, me carregar no colo. Você pode me fazer completa; eu sei que sim. Só Você pode me fazer a pessoa mais feliz do mundo. AMÉM.

Meu mundo se resume a ressaca. Ressaca de uma mistura contínua de gênios e personalidades que eu nem imaginei que pudesse conhecer. Eu também não sabia que, além de misturar bebidas, misturar pessoas e situações também dá ressaca; e meu mundo se resume a isso. A uma ressaca const…
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Meu mundo se resume a ressaca. Ressaca de uma mistura contínua de gênios e personalidades que eu nem imaginei que pudesse conhecer. Eu também não sabia que, além de misturar bebidas, misturar pessoas e situações também dá ressaca; e meu mundo se resume a isso. A uma ressaca constante de tudo isso que aparenta ser a ilusão do que foi vivido, quando na verdade, nada se viveu e se tem toda uma vida a descobrir, ainda. Essa ressaca de palavras repetidas, de canções mal interpretadas, de paixões que eu já nem lembro, de perguntas sem respostas e de respostas soltas ao vento, de noites mal dormidas, ressaca de acordar arrependida. Ressaca do medo, da incerteza e do espinho que se aloja na garganta todas as vezes que evito o riso tentando ser politicamente correta. Ressaca dessa faixa amarela que sempre está entre eu e alguém que eu não conheço e não poderei conhecer por ela estar exatamente ali, no meio do caminho, dando alerta para a passagem proibida, me negando a minha própria descoberta, o meu passado que eu nem sei se lembro mais. Ressaca dessa minha impulsão absurda que me faz cometer as maiores loucuras e depois tomar um banho quente rindo de mim mesma por ser tão boba e tão serena. Ressaca dessa saudade que teima em se alojar aqui e permanecer o tempo que puder por saber que é mais forte por trazer lembranças de momentos que me fazem tanta faltam. Ressaca de me olhar no espelho e ver essa menina fujona, medrosa e cheia de alguma coisa que eu não sei o nome direito, mas que a faz anular dores profundas e viver momentos imbecis os quais a faz feliz como nenhum outro. Ressaca dessa menina estranha que aparece todo dia no espelho tentando dar um jeito no cabelo, escovando os dentes três vezes e reclamando de não ter roupa. Ressaca desse silêncio que fala alto, dessa mensagem que chega mesmo que o celular não toque, a caixa do correio esteja vazia. Ressaca dessa ponta de iceberg que só deixa amostra parte do que sou.

RIO E CANOA (COMPLETO) Rio, Canoa e Pescador. Esses três personagens fizeram do meu final de semana um dos mais turbulentos, mas, um dos mais felizes. Confesso que tive uma crise quando me lembrei dessa teoria e percebi que ela se encaixava perfeitamente nas circunstâncias que…
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RIO E CANOA (COMPLETO) Rio, Canoa e Pescador. Esses três personagens fizeram do meu final de semana um dos mais turbulentos, mas, um dos mais felizes. Confesso que tive uma crise quando me lembrei dessa teoria e percebi que ela se encaixava perfeitamente nas circunstâncias que eu me encontro ou me encontrava. Todo pescador tem suas histórias, suas teorias, os amores que viveu, os amores que perdeu. Dentro dele existe a esperança de ser feliz como nunca foi um dia. O pescador é um sonhador, e, por viver todos os dias com a canoa, acaba se apegando a ela de uma maneira tão sutil que, quando ele percebe, já é tarde demais. Mas, o pescador não pode viver vinte e quatro horas junto da canoa (infelizmente) e, uma hora, ele precisa ficar longe, se afastar. Aí que a canoa e o rio ficam sozinhos (apesar de estarem sempre juntos), se conhecendo... O pescador sai todos os dias pela manhã com o coração palpitante de ansiedade em passar horas e horas junto da sua canoa, atravessando a imensidão do rio em busca de peixes. Volta todas as tardes com o coração radiante e a canoa cheia de peixinhos. Mas, o pescador novamente precisará ir embora e quem ficará com a canoa será o rio, fazendo companhia. Agora, estão a sós,como sempre estiveram e o pescador nunca percebeu. O pescador sente-se dono da canoa, pensa que ela vai estar ali com ele pra sempre e que nada vai separá-los porque eles foram feitos um para o outro, e esquece-se de perceber que entre ele e a canoa existe o imenso rio que é feito um abismo entre os dois. O pescador começa a perceber como está apegado a canoa e decide se apaixonar por uma planta. Ele vai a floricultura e compra o vaso mais lindo de orquídeas brancas. Coloca-as sobre a mesa perto da janela e as observa o dia inteiro. Ele até fica alguns dias sem sair com a canoa, sem passar algumas tardes com ela, só para tentar se apaixonar pela orquídea. Mas, com tristeza,ele nota a beleza que a orquídea mostra mas que não chega aos pés do que a canoa um dia o mostrou. A orquídea tem lindas pétalas, caule e folhas, também é uma terapia olhar ela por algumas horas ou regá-la; mas nada nunca se compara ao que o pescador conheceu junto da canoa. A visão que a orquídea mostra é limitada. Limita-se as folhas, pétalas, caule e um pouco de terra. Mas, a canoa ia mais longe; mostrava o pôr-do-sol de todas as tardes, viajava horas com o pescador só para que ele se desconectasse um pouco do seu mundo e pensasse em nada, fazia o pescador feliz, muito feliz. Por mais que o pescador busque todo o amor que precisa na orquídea ele não consegue e, de tanta ansiedade, a orquídea acaba morrendo, sempre. A orquídea nunca vai superar os detalhes de cada momento que o pescador têm junto da sua canoa e, por isso, torna-se inútil buscar na orquídea o que ele encontra na canoa. Como eu disse, o pescador traz todas as teorias de uma vida inteira, todas as histórias que viveu, todas as vitórias e derrotas e, também, traz as cicatrizes de alguns traumas que teve; mas o que o pescador não deixa de querer é viver os bons momentos que o motivam a seguir... SEMPRE. Exatamente por acreditar que pode viver bons momentos e que os detalhes deles vão ficar pra sempre com ele, que ele criou forças para que os traumas que encontrou no caminho que trilhava em busca da felicidade virassem cicatrizes... Apenas marcas, e não doessem mais. O pescador acredita que o destino pode ironizar e a canoa ficar pra sempre ao lado dele, mas o pescador, depois de tentar se apaixonar pela orquídea, descobre que a canoa pode estar apenas passando na sua vida e, logo, ir embora, deixando mais algumas marcas para o pescador levar para o resto da vida e juntar com mais algumas de suas histórias, portanto, por ele acreditar na teoria dos bons momentos e dos detalhes que cada pessoa leva para sempre, ele não desistiu da canoa. Pode ser que um dia, pela manhã, a canoa não esteja mais naquele lugar de sempre; pode ser que durante a madrugada ela acabe se soltando e o rio a leve mansamente, para sempre. Pode ser que numa daquelas manhãs em que o pescador acorda ansioso em conhecer um pouco mais do mundo junto com a sua canoa ela não esteja o esperando, e, por mais que o pescador a procure, a chame e ela nunca mais volte, ele vai ter algo dela com ele, para sempre e isso ninguém pode tirar. Ninguém pode tirar do pescador as lembranças do pôr-do-sol, dos momentos em que se divertiu brincando com a sua canoa, das longas conversas, dos longos passeios e até mesmo aquele “apego” que todos criticam... Ninguém pode tirar isso dele. E, também, ninguém pode trazer de volta a orquídea que se foi. Ela ali, perto da janela, tentava encantar e prender a atenção do pescador enquanto ele olhava para o rio a procura da canoa. A orquídea cansou. Meu avô sempre disse que para uma planta viver ela não precisa só dos nutrientes necessários para crescer forte, mas precisa de atenção e de amor. A planta precisa sentir-se acolhida e nunca sentir que está atrapalhando. Nas florestas as plantas crescem livremente por terem a lua como apaixonada, as outras plantas, os animais e, principalmente, as borboletas. Infelizmente, o pescador não pôde ser a borboleta que a planta precisava para sobreviver e, inconscientemente, ele o matou, aos poucos. Mas, não se sente culpado. Ele teria que escolher entre a orquídea e a canoa, mesmo sabendo que teria a orquídea por mais tempo. Mas como todo bom pescador, ele não suportaria viver sem o pôr-do-sol, sem as divertidas ou silenciosas tardes. O pescador sabe que o rio tem influência sobre a canoa e que ele pode levá-la para onde ele quiser, até mesmo, afastá-la do pescador para sempre. Mas a vida, de alguma maneira, se comunica com as pessoas e mesmo que elas não percebam, a vida prepara as pessoas para aquelas perdas que trarão uma dor inevitável (como toda a dor); e como todo bom pescador, ele também sabe que o sofrimento é opcional e que pode encontrar as margens do rio, em meio aquelas plantas que crescem discretas, mais um motivo para suportar a ausência da canoa. O pescador nunca está só e por mais que ele saiba que o rio e a canoa sabem muito mais que ele, ele ainda é viciado em bons momentos e não vai deixar nunca de levar os detalhes consigo para fazer deles um balão de oxigênio quando o ar lhe faltar. Simplesmente.

MEU JARDIM É VOCÊ E com cuidado, pra não te acordar, eu levanto devagar, não calço os chinelos para não fazer barulho, vou descalça até a cozinha e, sem fazer o mínimo ruído, coloco a água no fogo. Vou até o armário e pego as melhores ervas pra fazer o chá que você gosta (mesmo…
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MEU JARDIM É VOCÊ E com cuidado, pra não te acordar, eu levanto devagar, não calço os chinelos para não fazer barulho, vou descalça até a cozinha e, sem fazer o mínimo ruído, coloco a água no fogo. Vou até o armário e pego as melhores ervas pra fazer o chá que você gosta (mesmo eu sabendo que você ama café). Enquanto escolho as ervas, olho a janela, o barulho da chuva e o cheiro molhado me lembram você. Devagar, volto ao quarto e te observo dormindo, estirado na cama, abraçando o travesseiro, num sono tão profundo que sinto vontade de te deixar dormindo sempre, só pra eu te sentir bem perto, na certeza de que você nunca vai se perder de mim. O vapor da água embaça a vidraça, preparo o chá, adoço do seu gosto (com bastante açúcar). O cheiro das ervas tomam conta do ambiente e meu coração dispara querendo logo ouvir você tomar o chá e me elogiar por sempre te tratar tão bem. Acelero um poucos os passos pra te encontrar, olho direto na cama, mas, você já não está mais. Penso que deve estar brincando comigo, se escondendo pra me dar um susto, mas, logo ali, perto da porta, você se olha no espelho como quem está terminando de se arrumar para sair. Paro e fico te olhando, em meus olhos você sabe que pergunto o porquê de você não estar com o teu pijama, aquele que eu disse pra você vestir porque estava frio. Você passou a mão no rosto, me olhou e nem notou a caneca de chá em minhas mãos. No fundo eu sabia que você iria, mesmo assim tentei encontrar alguma ponta de esperança que dizia que você estava só me fazendo algum tipo de surpresa e que logo abriria um sorriso, pegaria a caneca de chá das minhas mãos e me agradeceria com um beijo. Mas, não. Você pegou as chaves, sua carteira, olhou em volta pra ver se não se esquecia de nada e, partiu. Sem olhar pra trás, fechou a porta e a chave girou, e a porta trancou. Fiquei ali, olhando pra porta, esperando você voltar no minuto seguinte, como eu fiz tantas vezes. Mas não, o portão também fechou e eu pude ouvir seus passos se afastando de mim, podia até mesmo ver as suas mãos no bolso, como quem nada quer. Sentei na beira da cama, encostei-me ao travesseiro que ainda estava com teu cheiro, tomei o chá (mesmo detestando chá muito doce, mas aquilo me fazia te ter ainda perto). E fiquei ali, acho que o dia se passou e eu nem vi. Mas, não sofri. Porque eu sabia que você voltaria, como vai voltar daqui uns quinze minutos. Pedindo um abraço com o olhar ou perguntando quando é que eu posso te emprestar meu colo pra você dormir, ou o meu abraço pra você não se sentir sozinho. Eu reguei o jardim, e você sempre volta porque as flores que eu cultivo são as que mais te atraem. Plantei novas ervas, amanhã vou colhê-las. Quando fizer sol, vou colocá-las ao sol, deixar que sequem para que o chá fique mais saboroso pra você. E, quando voltar, não hesitarei em cuidar de você, em zelar pelo teu sono, em me dedicar novamente. Até que você venha com as malas feitas e fique. Só assim poderei me dedicar pra sempre ao jardim, cultivar as mais lindas flores, porque o meu jardim é você.

Sempre é assim. A saudade nunca chega quando estamos perto da família, do namorado, dos amigos. A saudade nunca chega na infância, naquela música antiga ou naquela época do primeiro amor. A saudade é um sentimento inimigo dos enamorados, dos amigos, dos apaixonados, dos vividos.…
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Sempre é assim. A saudade nunca chega quando estamos perto da família, do namorado, dos amigos. A saudade nunca chega na infância, naquela música antiga ou naquela época do primeiro amor. A saudade é um sentimento inimigo dos enamorados, dos amigos, dos apaixonados, dos vividos... Ela chega quando aquele namoro terminou, quando a infância passou, quando aquela música não toca mais na rádio. Saudade é aquele sentimento do momento não vivido, do beijo não dado, do abraço negado... Daquele perfume, daquelas briguinhas, daquelas gargalhadas. Saudade é a palavra vazia, o silêncio calado, a dor consentida. Saudade é um sentimento sentido sem querer, sem perceber já somos tomados por ele. Saudade mata as pessoas, fere a alma, machuca o coração; Mas a saudade, além de nos causar e mostrar a dor da perda, ela nos mostra o quanto aquilo nos faz falta. A saudade é confusa, complicada, dolorida. Certa e incerta. Cheia de caminhos contrários aos do amor. Às vezes dói tanto que parece querer matar, mas às vezes nos causa sensações tão boas que nos fazem chorar. A saudade leva e traz esperanças, amores, intrigas e rancores. Nos mostra que devemos dar valor enquanto temos. Mostra-nos a vida de um ângulo diferente, oculto. A saudade faz parte de um romance, de uma amizade... Mas faz parte da vida. Sem ela, a vida não teria a mínima graça.

Dizem que para o amor chegar não há dia, não há hora e nem momento marcado para acontecer. Ele vem de repente e se instala no mais sensível dos nosso orgãos: o coração (não poderia ser no fígado? by Hans). Começo a acreditar que sim; mas percebo também que pelo fato deste moment…
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Dizem que para o amor chegar não há dia, não há hora e nem momento marcado para acontecer. Ele vem de repente e se instala no mais sensível dos nosso orgãos: o coração (não poderia ser no fígado? by Hans). Começo a acreditar que sim; mas percebo também que pelo fato deste momento não ser determinado pelas pessoas, quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores. Vira tudo às avessas e a bagunça feliz se faz instalada. Quando duas almas se encontram, o que realça primeiro não é a aparência física, mas a semelhança das almas. Elas se compreendem e sentem falta uma da outra, se entristecem por não terem se encontrado antes, afinal, tudo poderia ser tão diferente. No entanto, sabem que o caminho é este e que não haverá retorno para suas pretensões. É como se elas falassem além das palavras, entendessem a tristeza do outro, a alegria e o desejo, mesmo estando em lugares diferentes. Quando almas afins se entrelaçam, passam a sentir saudade uma da outra, em um processo contínua de reaproximação até a consumação. Almas que se encontram podem sofrer bastante também pois, muitas vezes, tais encontros acontecem em momentos onde não mais podem extravar toda a plenitude do amor que carregam, toda a alegria de amar e de querer compartilhar a vida com o outro, toda a emoção contida a espera de um encontro final. Desejam coisas que se tornam quase impossíveis mas que são tão simples de viver como ver o pôr-do-sol; caminhar horas na beira-mar; ver a noite chegar; olhar o mar; olhar a lua; ir ao cinema; conhecer novos lugares; rir e brincar; brigar às vezes, mas fazer as pazes com um jeitinho todo especial; contar segredos; amar e amar... Muitas vezes. Sabendo que, logo depois, poderão estar juntas de novo sem que a despedida se faça presente. Porém, muitas vezes, elas se encontram em um tempo e em um espaço diferente do que suas realidades possam permitir, mas depois que se encontram ficam marcadas, tatudas, e ainda que nunca venham a caminhar pra sempre juntas, elas jamais conseguirão se separar, e, o mais importante, terão de se encontrar em algum lugar. Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas. E, pra sempre entenderão a infinita necessidade que uma tem da outra.

São aquelas que você mais acredita, que te decepcionam. Você se sente correspondido nos gostos, nas atitudes, no gestos mais simples, e se permite confiar. Aquela pessoa te traz alegria, e te dá as mãos quando você pensa que vai escorregar.
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São aquelas que você mais acredita, que te decepcionam. Você se sente correspondido nos gostos, nas atitudes, no gestos mais simples, e se permite confiar. Aquela pessoa te traz alegria, e te dá as mãos quando você pensa que vai escorregar. E, aos poucos, você cria uma base sólida, e forte, onde, todas as vezes que se sente inseguro, com medo, é ali que você se apoia. Aquela pessoa te ouve, diz entender seus medos e te consola. Você conta seus segredos, seus mistérios mais íntimos e sua revolta com as circunstâncias que te obrigam a viver momentos que você nunca pensou viver. Você também é fiel a essa pessoa, escuta os segredos dela, os mistérios, e o aconselha. A amizade está firme, e você, como qualquer ser humano iludida, pensa ser recíproco aquele sentimento que você zela com amor. Mas, aí, chega o dia em que essa pessoa nega sentir amizade por você, nega ter sido, algum dia, sua amiga, nega ter sido acolhida por você. Chega o dia em que ela te enfia uma faca nas costas enquanto você rega as plantas no jardim. Drama? Não! É exatamente assim! E, agora, eu estou aqui, sentada, com os olhos cheios de lágrimas. Eu estava revisando o meu livro, meu coração estava aquecido de amor... Mas, agora, está frio. Eu só queria que as pessoas não usassem nada do que eu digo contra mim. Eu só queria que ela cumprissem a promessa de serem fiéis a nossa amizade... Eu só queria que elas não levassem tão a sério os meus momentos de revolta, e me vissem como um ser humano, e não como mais uma patricinha inteligente, cheio de talentos...! Eu sei que eu, somente eu, sou culpada de ser traída por alguém que eu confiei. Porque eu dei liberdade para que essa pessoa entrasse na minha vida, foi eu que entreguei os meus sonhos e desejos nas mãos dela... E, ela podia fazer com eles o que quisesse. Eu só não esperava que fossem me decepcionar tanto... Mas como já dizia Drummond, quem sabe, mais tarde, essa tristeza será somente o resíduo de um passado que eu quero esquecer...!

Eu não sabia o que dizer quando cheguei lá em cima. O vento estava bagunçando meu cabelo, mas pela primeira vez eu não me irritei. Senti um alívio imenso, como se ali fosse um refúgio. Eu estava a salvo. O sol estava indo embora e eu conseguia ver ele ali, sumindo por detrás da m…
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Eu não sabia o que dizer quando cheguei lá em cima. O vento estava bagunçando meu cabelo, mas pela primeira vez eu não me irritei. Senti um alívio imenso, como se ali fosse um refúgio. Eu estava a salvo. O sol estava indo embora e eu conseguia ver ele ali, sumindo por detrás da montanha, me fazendo lembrar de bons momentos que eu vivi e que por culpa de toda a confusão eu não conseguia lembrar. O silêncio que perdurou alguns minutos me fez tão bem. Até mesmo o cheiro do perfume misturado com o cheiro das folhas das árvores. Eu não conseguia sentir medo, mesmo estando num lugar tão alto, sem nenhum equipamento de segurança, Não tinha como eu sentir medo. Eu confiaria mesmo se o prédio fosse de quarenta andares. Eu me senti tão bem, como há MUITO tempo não me sentia. Eu não me importei mais com quem estava distante, com quem estava me machucando. Eu me sentia segura ali, e quando olhava pra baixo ria por ser tão boba em ter medo de altura. Eu não queria que aquilo acabasse. Pela primeira vez, em duas semanas, eu estava conseguindo respirar fundo, sentir o ar entrando. E foi tão bom ouvir aquele 'agora você pode respirar, May...' E eu não pude evitar a onda de choro. Eu estava me segurando há muito tempo. Havia espinhos na minha garganta, e eles tinham que sair. Aquele choro contido estava me sufocando. O ombro emprestado foi muito útil, e as palavras me encantaram, como sempre. E mesmo depois de ouvir tudo aquilo, eu não consegui me sentir confusa, porque estava claro que por nunca podermos nos ter, é que nos teríamos para sempre. E, hoje, mesmo depois de tudo o que aconteceu e que me tirou o sono, eu fiquei bem. O pôr-do-sol foi semelhante àquele, eu não estava num lugar tão alto, sentada numa madeira pequena, onde mal cabíamos, eu estava na varanda, sentindo o vento bagunçando meu cabelo - e dessa vez isso me irritava - mas eu me senti bem, como antes. Eu não te tinha ali pra me falar besteiras e me fazer sorrir cantando música de bêbado ou fingindo estar fora do tom, mas eu estava bem. Me senti inteira novamente. E isso me fez tão bem. Eu podia estar tão cansada agora, depois de fazer cinco bolos, rir um monte, ajudar na nova decoração da cantina, e comer o dia todo. Mas não. Estou disposta como naqueles dias em que eu vivia assim. É tão bom saber que em algum lugar aqui dentro ainda permanece aquela essência. Permanece aquela substância que, misturada com uma gotinha de felicidade, me faz quicar de alegria pelos cantos da casa, cantar sozinha e fazer bolos. Eu não sei ainda o que quero, o que decidi. Algumas coisas já estão encaminhadas. GRAÇASADEUS. Mas, sinceramente, não quero saber. Eu não quero que isso saia aqui de dentro, e só em pensar em voltar a ser como tudo era há dois dias atrás me dá vontade de chorar. Eu comecei a entender. Só agora. Eu não posso esperar que alguém retribua o que eu fiz com atitudes semelhantes. Não posso. Eu aprendi a amar a minha companhia; não posso dizer que não preciso, mas eu não dependo disso pra ser feliz. Não dependo da amizade, do apoio, das conversas. Uma hora as pessoas vão, encontram os motivos dela e vão, simplesmente. E eu não posso julgá-las por isso. Nunca. Elas também serão felizes, como eu sempre disse. Assim como eu também serei. Elas precisam ir, uma hora ou outra. E elas sempre estiveram cientes disso, apesar de todo o drama e filosofias que sempre chegam àquele ponto de que todo mundo parte, uma hora, e é preciso aceitar isso. Eu deixei tanta gente quando vim pra cá, cada mudança minha foi carregada de dor e uma saudade quase insuportável. Mas eu superei. E não vai ser agora que não vou superar. Mesmo que eu não vá e que eu fique mais um pouco, pelo menos, até a vida amanhecer, de novo. Eu sei que haverá essa despedida, mesmo perto, e que não seremos mais tão próximos. Quem sabe você tenha razão, quem sabe eu esteja fugindo dessa provável distância, mesmo morando a uns quilômetros de distância de você. E, se for isso mesmo, não me envergonho, Ter medo de perder alguém não é vergonha. Ainda mais quando esse 'perder' fora para sempre. Nem sempre eu tive oportunidade de me despedir, e uma das maiores saudades que sinto foi de uma pessoa que partiu, sem nem me avisar. E... Eu superei, não foi? Saudade... Foi isso que eu sempre temi, e foi isso que sempre me acompanhou. Eu fui 'crescendo', vivendo e... Sempre sentindo saudades. Saudade de um cheiro, de um gosto, de um abraço, de um lugar. O amado ia mas o amor permanecia e aquele sentimento ficou ali, alojado, agarrado àlguma planta que eu nem lembro quando plantei. Eu lembrei de tanta coisa hoje a tarde. Dos pactos inplícitos que foram rompidos, sem sequer uma explicação. Principalmente, dos pactos. Eu sempre fui tão sincera e sempre tão entregue às promessas que eu fazia/faço. E ter esses pactos rompidos doeu demais. Ainda dói. Eu tenho saudades, e não sou eu a culpada delas. Ultimamente, meu grau de sanidade tem estado muito a baixo de zero. Consigo imaginar novas situações, expressões. A saudade chega a ser tanta que sinto o cheiro, ouço a voz aveludada, revivo aquela noite tão inesquecível. Hoje, eu consigo pensar sem sentir o pesar da perda, da despedida, da ausência. Eu sinto como algo que vivi e que está tão distante, como em outra época, mas que me fez tão feliz como nunca fui. Ah...! Fazia tempo que eu não escrevia assim... Fazia tempo que eu não soltava os dedos sobre o teclado e deixasse sair o que quisesse. Eu estava me manipulando, não me permitindo. Um dos motivos para eu me sentir sufocada. Deixei os dedos rolarem, de novo... Nem lembro mais como comecei a escrever esse texto... Ah! estava falando sobre...O lindo pôr-do-sol que vi. Foi maravilhoso... Eu vou levar pra sempre. Sabe aquelas histórias de livro? - porque nem sempre o cinema reproduz aquela emoção com tanta perfeição - foi assim que me senti. Personagem de um livro cheio de emoção e encanto. Eu nunca imaginei estar sob aquela hélice gigante, sentada ali, com aquela mão firme na minha cintura pra não me deixar cair. Sem me irritar com aquele vento que teimava em bagunçar o meu cabelo - depois até fez um belo penteado, né? Eu renasci. Me senti viva, de novo. E vi como tudo pode ser mais bonito. É só eu me esforçar um tico. Todo esse lero-lero é pra agradecer. Eu realmente me surpreendi por ver algumas pessoas ausentes, fingindo que não entendem e me acusando sempre que podem. Não esperava isso. Mas a gente nunca espera ser machucado. A ferida logo seca e depois só fica a cicatriz, pra você lembrar que um dia deu permissão o suficiente para que alguém entrasse na sua vida e tivesse a liberdade de te conhecer um pouco mais do que a moça da padaria (que te atende todos os dias quando você vai comprar 8 pães de trigo e cinco pães doce), e pudesse usar alguma coisa contra você. Eu permiti e... Uma hora ou outra isso poderia acontecer. Tudo segue, não é? O mundo não pára de girar. E, a propósito, sabia que a Terra gira em torno do sol a 80km/s? Por segundo! Eu quase desmaiei quando me disseram isso, se não fosse pela gravidade, o que seria dos meus cabelos? Buenas... Voltando, obrigada. Quem eu nem imaginava que estaria ao meu lado por esses dias, mesmo ausente, esteve. Se fez presente por uma mensagem, uma ligação, uma ajudinha, um e-mail, um olhar. Realmente é bom ter vocês. Eu consegui ter bons momentos no meio de toda essa guerra, dessa confusão constante que teimava em me pegar de surpresa. Eu sempre disse que minha vida começaria de verdade quando esse problemas passassem, quando eu me formasse, quando eu casasse, quando eu fosse um pouco mais independente e tivesse as minhas coisas. Na verdade, eu não tinha percebido que esse obstáculos são exatamente parte da minha vida, é o que a faz interessante, o que a deixa com um ar de mistério e me faz viver cada hora na expectativa de um momento melhor, de uma surpresa. A felicidade está numa caixa de bombons, deveras? Crianças ganham caixas de bombons, adultos também.

Eu queria te olhar só por alguns instantes. Sei que ainda consigo ler teu olhar, e desde a última vez que te vi não consegui ler neles que você não me queria mais. É tão difícil eu entender o porquê de alguma coisa aqui dentro de mim ainda insistir em nós. Eu me despi do meu orgu…
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Eu queria te olhar só por alguns instantes. Sei que ainda consigo ler teu olhar, e desde a última vez que te vi não consegui ler neles que você não me queria mais. É tão difícil eu entender o porquê de alguma coisa aqui dentro de mim ainda insistir em nós. Eu me despi do meu orgulho para escrever tudo isso, claro, ninguém está me olhando. Mas eu sei que quando eu terminar esse texto, vestirei o orgulho e não quererei te ver nem de longe. Terei ojeriza de você, de tudo o que vivemos. Me adaptei a sua ausência dessa maneira. Foi assim que consegui viver todo esse tempo sem você, não me culpe. Deixar que o orgulho seja um pouco maior que eu foi a única maneira que eu encontrei de me levantar, de sorrir enquanto eu desmorono por dentro, de alegrar os outros enquanto eu choro por dentro. Foi a única maneira de esconder totalmente o que eu ainda sinto. E, eu sei que se você ainda for o mesmo por quem eu me apaixonei, assim que você me ver, irá enxergar nos meus olhos o mesmo amor que eu zelava por você. Eu sonhei em cuidar de você. Sonhava todas as noites em velar teu sono, em andar de mãos dadas com você por todos os lugares, em assistir o show dos nossos cantores preferidos, em fazer fogueira. Eu sonhei que te teria pra sempre. Eu não costumo sonhar assim. Mas eu sonhei. O fato é que desde que tudo me aconteceu nunca mais fui a mesma. Você levou uma parte minha, me deixou desfalcada. Não consegui mais amar ninguém, tentei, confesso. Mas foi em vão. Também não consegui ter uma amizade como era a nossa, cometi tantos erros, desperdicei tantas alegrias.

Eu acredito na bondade do ser humano, acredito que existam pessoas como eu, com coração de carne, pessoas que possuam sentimentos nobres, e que entendam que por trás dessa Mayara bonitinha (feia arrumada xD), metida a patricinha, que ama a cor rosa, que tem medo de sapos, que tra…
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Eu acredito na bondade do ser humano, acredito que existam pessoas como eu, com coração de carne, pessoas que possuam sentimentos nobres, e que entendam que por trás dessa Mayara bonitinha (feia arrumada xD), metida a patricinha, que ama a cor rosa, que tem medo de sapos, que trabalha, que é responsável, inteligente... Existe uma menina frágil, com o coração cheio de sentimentos, sonhadora, que ainda não sabe muita coisa, que vive consertando seus erros e chora com a cabeça no travesseiro. Que existe uma menina frágil, somente.

Eu não tenho travas na língua. Sempre fui tão impulsiva, tão exagerada, tão sincera. Desde que fosse a verdade do que sinto, nunca me envergonhei de dizer nada do que se passa aqui dentro, do que eu penso. E, mesmo sendo tão cruel, tão injusta, tão desumana; ainda continuou aman…
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Eu não tenho travas na língua. Sempre fui tão impulsiva, tão exagerada, tão sincera. Desde que fosse a verdade do que sinto, nunca me envergonhei de dizer nada do que se passa aqui dentro, do que eu penso. E, mesmo sendo tão cruel, tão injusta, tão desumana; ainda continuou amando sozinho. Isso foi nobre. Mais nobre do que as verdades que eu disse, do que as vezes que insiste com fé ou sem fé nenhuma. Foi mais nobre do que todas as vezes que eu te procurei querendo conversar. Eu te olhei sem querer olhar, sem querer dizer que eu andei errado, de novo; e que seus conselhos estavam certos. Que você fez até onde pode e, depois, me entregou pra alguma coisa que nunca existiu. E foi bom te olhar e descobrir que eu ainda encontrava o conforto, o abrigo que eu sempre tive. O amigo, acima de tudo, que sempre me viu como eu realmente sou, e nem por isso deixou de me amar. Que não se importou com todas as verdades que eu te disse, que eu sei que te machucaram. Mas ficou ali, calado, me ouvindo, rindo de mim por ser tão boba, tão sonhadora e tão sincera. Perguntando se ainda compro flores, se ainda olho a lua e se eu notei que ultimamente uma estrela tem brilhado mais que todas as outras. Sabe quando você implora que alguma coisa aqui dentro te faça amar esse alguém como nunca antes? Que você o ame como ele merece, que possa retribuir todo esse amor consentido? Mas, eu não consigo. E foi lindo ouvir você dizer que também me entendia por eu não conseguir te amar como devia. É exatamente por isso que eu continuo. Eu posso perder algumas pessoas, mas, eu sempre ganho uma que me surpreende, às vezes nem ganho, ela já está ali do meu lado, só esperando ser notada. Obrigada por ter ido atrás de mim, por pedir pra eu te olhar, sem medo, como sempre fiz. Obrigada pelo suco que eu não queria, por me ouvir, por querer saber de cada detalhe, e por parecer tão certo do que sempre sentiu. Eu te admiro e te respeito, e te amo, de alguma forma, mas amo. Amo pelo tempo que me conhece, que se dedica, que se importa, que se preocupa, que cuida, que liga, que me atura, que me entende, que me olha, que me ouve, que me toca, que me abraça, que cala, que fala, que sente, que dedica tanto da sua amizade, do seu amor. Obrigada por amar sem pedir nada em troca. Uma hora ou outra a gente sempre é amado como merece... Que alguém te ame e cuide de você como você merece. Eu, aqui, trancada dentro de mim há dias, continuo sem a esperança de ser um dia tão nobre como você. É confuso demais, suspeito demais, exagerado. Não seria a minha vida se não fosse assim, não é verdade? Não seria eu se não tivesse um bocadinho de drama. Buenas... Vem o vento e muda tudo de lugar. Um dia eu vou dizer que ISSO É BOM. Por enquanto, ainda estou meio perdida com a bagunça que o vento fez aqui em casa, também terei que me acostumar com a antiga situação, eu nem lembrava mais como era. Bom... Que as coisas boas voltem, e que essa coisa seca aqui fique por pouco tempo. Sinto cheiro de bons ventos no ar :) E isso é bom, de novo. A luz volta a brilhar de manhã e você sabe que eu estou esperando você sorrir, sempre. Todos os dias tem pôr-do-sol e eu não pretendo ir tão cedo...!

O pescador nunca está só e por mais que ele saiba que o rio e a canoa sabem muito mais que ele, ele ainda é viciado em bons momentos e não vai deixar nunca de levar os detalhes consigo para fazer deles um balão de oxigênio quando o ar lhe faltar. Simplesmente. TRECHO DE: RIO E C…
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O pescador nunca está só e por mais que ele saiba que o rio e a canoa sabem muito mais que ele, ele ainda é viciado em bons momentos e não vai deixar nunca de levar os detalhes consigo para fazer deles um balão de oxigênio quando o ar lhe faltar. Simplesmente. TRECHO DE: RIO E CANOA

Porque não foi um pouco antes? Porque não apareceu quando tudo era mais simples, quando a minha vida era menos complexa, quando eu estava descobrindo tudo o que me fazia bem e não tinha um pingo de medo de viver tudo o que eu tinha para viver? Porque não veio mais cedo, não cruzo…
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Porque não foi um pouco antes? Porque não apareceu quando tudo era mais simples, quando a minha vida era menos complexa, quando eu estava descobrindo tudo o que me fazia bem e não tinha um pingo de medo de viver tudo o que eu tinha para viver? Porque não veio mais cedo, não cruzou meu caminho numa daquelas longas viagens, porque não nos esbarramos numa dessas calçadas, num desses bares? Porque tudo agora, tão recente, sem termos a mínima chance de descobrirmos se a gente pode ser feliz, se a gente se completa como nosso abraço diz nos completar? Porque todo esse fingimento, essa farsa de um amor embutido numa amizade linda demais, companheira demais? No entanto, só nós sabemos o quanto nos precisamos, nos fazemos bem, somos felizes juntos. Porque tudo agora? Tão tarde? Tudo bem. Conformei-me, já. É só um momento. Na verdade, é que agora estou aqui sozinha lembrando e com saudades. Todas as vezes que tenho esses momentos eu me revolto com o tempo, me revolto com as ironias do destino, e escrevo. Como se fosse um surto. É rápido. Logo passa. O que não passa mesmo é essa vontade de estar ao seu lado e todas as noites ouvir a sua respiração aqui no meu ouvido, sentir o seu cheiro; mesmo você estando longe, aí, também com saudades porque acabou de me confessar por uma mensagem. Vai ser assim, pra sempre. Só não se esquece de me levar no pensamento, porque eu te levarei.

Você se encontra nos detalhes mais bobos da vida, nas situações mais bizarras e nos dias mais estressantes. Você fica feliz quando consegue uma vaga para estacionar na avenida mais movimentada da cidade, você salta de alegria depois de comprar ingressos para o seu show preferido.…
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Você se encontra nos detalhes mais bobos da vida, nas situações mais bizarras e nos dias mais estressantes. Você fica feliz quando consegue uma vaga para estacionar na avenida mais movimentada da cidade, você salta de alegria depois de comprar ingressos para o seu show preferido. Você sabe como se fazer feliz, você entende que, para ter um relacionamento de sucesso, primeiro, é preciso a gente aprender a se amar. Sozinho, você tem tempo para escrever, para ouvir as suas músicas preferidas, para comer o que quiser sem se preocupar em agradar alguém... Sozinho, você se descobre, é bom tomar uma garrafa d’água e sentir o seu corpo sendo lavado pode dentro. Ficar sozinho, ouvir a chuva no telhado, ver a janela molhada... É bom dançar sozinho, se aproveitar. Se cuidar. Só depois de aprender a conviver consigo mesmo que o Universo trata de conspirar a favor e te trazer um amor, um amor SÓ seu! ;)

ME FALTA O dia foi estressante. Eu chorei a tarde toda. Primeiro que o dia começou super bem. Eu mal consegui escovar os dentes, meus dedos doíam muito. A mãe de imediato sacou que eu estava com os nervinhos da mão tudo danado, e me enfiou uma tala.
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ME FALTA O dia foi estressante. Eu chorei a tarde toda. Primeiro que o dia começou super bem. Eu mal consegui escovar os dentes, meus dedos doíam muito. A mãe de imediato sacou que eu estava com os nervinhos da mão tudo danado, e me enfiou uma tala. Espero estar bem até sábado. É terrível olhar pra essa tala e lembrar aquele olhar confuso diante de uma atitude totalmente nova pra mim. Eu nunca fiz aquilo. E não faria de novo. Mas foi de total impulsividade da minha parte. Depois de falar com a única pessoa que eu podia contar isso – e até agora eu não sei o porquê – eu fiquei pensando em tudo de novo. Revivi cada situação, cada movimento, cada olhar. O olhar permanece o mesmo. O mesmo que eu deixei ali, naquela praça, no meio da chuva. Tudo permanece igual, exceto uma ironia que eu não conheci, e uma ponta de falsidade que eu tinha a esperança que não existisse ali. Era a mesma coisa. O anel, o relógio, o penteado, o brilho nos olhos, as mãos trêmulas, a calma, a voz, o bom humor, o jeito de andar, o carro, a mania de brincar com os dedos. Mas tinha alguma coisa ali que eu não conhecia. A companhia, quem sabe. Me disseram hoje que o que eu não conhecia nele que estava ali era a minha ausência. O que eu não conheci nele era a falta de mim. Era a ausência da minha imagem refletida naqueles olhos, dos meus dedos entrelaçados naqueles dedos, da minha pequena estatura do lado de um ser quase gigante. Isso eu não conheci em você. A minha ausência em você sempre foi ausente porque eu sempre estive com você. Não tinha visto aquele olhar de peixe nem a sua voz falha. Não tinha te visto sem um olhar aceso pela vida inteira de felicidade que você estava certo que teria – não que não terá, mas não vai ser do jeito que sonhou. Exatamente isso e agora eu tenho mais certeza ainda. Foi essa minha ausência em você que eu não tinha conhecido, e não gostei de conhecer. Uma vez você me disse que não conseguiria ser o que você era sem eu, e eu achei bobagem aquilo, te chamei atenção. Mas você tinha razão. Não é mais como era, e mesmo permanecendo com todos os acessórios que usava e com aqueles olhos cintilantes falta alguma coisa que te fazia ser indescritível. Me falta.

O plano não era esse. O plano era que o encanto permanecesse. O plano era se encantar sempre. O plano era não ter partidas. O plano era não precisar de mudar, o plano era não cansar, o plano era que permanecesse sempre assim. O plano não era te perder. Não era ter saudades insup…
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O plano não era esse. O plano era que o encanto permanecesse. O plano era se encantar sempre. O plano era não ter partidas. O plano era não precisar de mudar, o plano era não cansar, o plano era que permanecesse sempre assim. O plano não era te perder. Não era ter saudades insuportáveis. Não era te deixar nem te dar o último abraço. Com o umbigo e tudo que vem depois do perigo, com o bonsai, haicais, jardim de inverno, girassóis, e rascunhos guardados na gaveta do criado mudo ao lado da cama, eu fico, mais uma vez, esperando que você volte, como voltou naqueles quinze minutos. Tudo bem... Eu fico, a gente fica. A gente continua preferindo as filosofias, as tardes de encanto, as noites de inverno, as manhãs de chá quente. É como uma rosa. Existia somente o botão, escondido num canto, até ser tocado pelo vento e iluminado pelo sol. Iludida por todo o encanto, se abre e desabrocha numa das coisas mais belas que existe, num dos maiores significados do amor, da paixão, da vida. E, sem demora, morre. Levando consigo toda a beleza, toda a luz, todo o significado. O mar estava lindo, tudo com cara de inverno. E no espelho, o pior e o melhor de mim. Eles já não ficam mais guardados, escondidos em algum canto aqui dentro. Mas ficam expostos, sem vergonha de mostrar exatamente o que são, o que sempre quiseram. Você bateu aqui na porta e eu deixei você entrar, só entre com cuidado, olhando onde pisa, não toque nos quadros, nem abra as caixas do canto da sala; sente-se sem desarrumar as almofadas - elas estão pela ordem das cores. Deixe a música tocar e não abra a janela. E se eu não sentar ao teu lado, me deixe quieta. Não faça perguntas. Não invente histórias. Não pergunte se estou bem... Também não pergunte qual a fase da lua nem se o sol saiu hoje, faz uma semana que não saio de casa. Essa semana não estava nos planos. Nem esse ano, nem ano passado, nem ano retrasado. Nada disso estava nos planos. E por não estar, eu me perdi, e agora vivo procurando motivos para tocar piano como antes, quando eu atraia os pássaros com os sons que eu tocava, sem partitura... Só deixando que os dedos tocassem o que saía da alma. Queimei os rascunhos da gaveta... Não os quero mais. Eram pensamentos aleatórios, impulsões. As malditas impulsões que sempre me fizeram agir de maneira errônea, sem razão. Talvez eu mande aquelas cartas que escrevi e termine o livro que comecei. Talvez... Quem sabe. A vontade aqui mesmo é de estar longe, de respirar um ar mais puro, sem esse sufoco de superar expectativas. Olhar tudo do meu jeito, sem seguir regras, sem deixar que manipulem, que suponham. Simplesmente... Respirar um pouco mais além, sentir o ar entrando e oxigenando. Quem sabe, depois eu penso um pouco em tudo. Não vale à pena nada disso, nenhuma tortura, nenhuma culpa. O que vale realmente é a vida que está sendo vivida e que, a propósito, é uma só. Fica aí com tudo que é contrário ao que eu tenho aqui... Né, não?