Mas uma vez eu digo que prometi não mais te escrever, mais uma vez rompo a promessa. Então me deixa escrever, me deixa falar, gritar, espernear nesses papéis o quanto te amo. Deixa eu te contar dos choros, do desespero, da dor, do medo. Deixa eu desabafar sobre a terrível espera pelas tuas mensagens, ligações e e-mails que nunca chegarão. Então deixa eu mandar todas essas cartas ao teu endereço.
Porque aqui já não à espaço para guardá-las. Porque já não à razão para esconder o que sinto. Mesmo que você não esteja nem aí, mesmo que não se importe, mesmo que você não leia. Deixa.
Amar é saber esperar, acima de qualquer briga, reconciliar.
Amar é se apaixonar com alma, é também perder a calma.
Amar é andar de mãos dadas, sorrir com os olhos, beijar com o coração.
É querer mais quando não à mais.
É soltar o grito do silêncio.
É concertar o mal feito, é aceitar os defeitos.
E olha que louco, me apaixonei pelos teus.
Contraindicação
Tão doce que arrisca meu sangue.
Meu ar inefável dos pulmões e
Meu estômago trazendo sempre à tona tua borboletas
Tão doce que me arrisca a cura
Que ferve e implora
Só mais uma, solidão
Só mais uma...
Tão doce que me arrisca a soberania do não
Da vontade de não ser
Da vontade de não estar
De não viver... você.
Tão doce que me arrisca o coração
O tato e outros sentidos
Ao querer, desejar e aproveitar cada sensação
Sem pressa a ponto de assim ter
Um beijo seu
Tão doce...