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Frases de Martyn Lloyd-Jones

131 frases

A segunda característica do cristão é sempre esta: uma profunda desconfiança de si e uma dependência do poder de Deus. Ouçam a Davi. Ele já tinha dito: “Cria em mim um coração puro... e renova em mim um espírito reto”. A Versão Revisada coloca da seguinte maneira: “Renova um espí…
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A segunda característica do cristão é sempre esta: uma profunda desconfiança de si e uma dependência do poder de Deus. Ouçam a Davi. Ele já tinha dito: “Cria em mim um coração puro... e renova em mim um espírito reto”. A Versão Revisada coloca da seguinte maneira: “Renova um espírito stedfast (inabalável) dentro em mim”. Observem vocês que ele era consciente de sua própria impureza. Davi pôde muito bem ter sentido assim. Ele foi um homem que havia experimentado a bênção de Deus, e tinha conhecimento da alegria do Senhor; e mesmo assim tinha caído nesses terríveis pecados. Então ele clamou por essa renovação dentro dele e por esse espírito inabalável. Eu ouso dizer que todo cristão sabe o que isso significa. Um cristão não é um homem que confia em si mesmo. Ele é o único que reconhece sua própria debilidade. Precisa ser um cristão para ver a grande negritude do seu coração e a fragilidade de sua própria natureza. Há um tipo de cristão, eu lamento dizer, que se comporta como se pudesse fazer todas as coisas. Ele teve uma experiência de conversão, e agora está pronto para encarar o inferno, o diabo e qualquer coisa. Pobre sujeito, ele não irá muito longe antes de perder esse senso de confiança. “Aquele, pois, que pensa estar em pé,” disse o apóstolo Paulo a tais pessoas, “veja que não caia” (1 Coríntios 10:12). Não, o cristão é um homem que reconhece sua própria fragilidade, e ele teme isso. Então ele ora por um espírito estável, um espírito inabalável. Ele quer ser um homem invulnerável.

“Restitui-me a alegria da tua salvação; e sustém-me.” “Sustém-me — eu não posso sustentar a mim mesmo”, ele disse. “Sustenta-me, eu sou frágil e fraco, e o mundo é sombrio e pecaminoso. Estou cercado pela tentação, insinuações e sugestões de pecado. Tenho medo de cair; sustém-me…
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“Restitui-me a alegria da tua salvação; e sustém-me.” “Sustém-me — eu não posso sustentar a mim mesmo”, ele disse. “Sustenta-me, eu sou frágil e fraco, e o mundo é sombrio e pecaminoso. Estou cercado pela tentação, insinuações e sugestões de pecado. Tenho medo de cair; sustém-me Senhor.” Esse é o cristão — um homem que reconhece que se Deus não o sustentar, ele certamente cairá. E a última coisa que ele expressa aqui é: “Restitui-me a alegria da tua salvação; e sustém-me”, diz a Versão Autorizada, “com teu espírito livre.” É convencionado que essa é uma tradução errada; é melhor desta forma : “sustém-me com um espírito voluntário”. Noutras palavras, ele está orando por isto: “Eu peço que Tu me enchas com um espírito voluntário, para que eu esteja sempre disposto a fazer o que Tu pedires de mim. Quero estar disposto para andar no caminho dos Teus mandamentos, então restitui-me essa alegria da Tua salvação e sustém-me com um espírito reto e voluntário”. E é claro que o cristão sabe que tudo isso só é possível de uma maneira — a maneira que Davi já havia expressado nas palavras: “Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo”. Esse era o maior medo que ele tinha, que Deus, por causa do seu pecado, pudesse voltar as costas para ele. “Não faça isso”, clamou Davi; “não me lances da tua presença, não retires de mim o teu Espírito Santo.” Noutras palavras, o cristão reconhece que, como ele precisa de uma firmeza na vida, precisa de ser apoiado, precisa desse espírito voluntário, há uma única resposta, e essa resposta é o dom do Espírito Santo. E, graças a Deus, essa é a resposta do evangelho no Novo Testamento. Deus coloca Seu Espírito em nós; e o Espírito de Deus pode fazer-nos firmes, Ele pode nos sustentar, pode nos dar essa disposição, essa prontidão para andarmos no caminho dos mandamentos de Deus. A confiança do cristão nunca está nele mesmo; ela está no poder do Espírito Santo que Deus em Cristo, e através de Cristo, dá a ele.

Compreendam que todos os seus reforços vão falhar, como sempre falharam até aqui. Entendam que a melhora será meramente transitória e temporária. Parem de se enganar a si mesmos. Compreendam como é desesperada a sua situação. E compreendam que existe somente um poder que pode col…
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Compreendam que todos os seus reforços vão falhar, como sempre falharam até aqui. Entendam que a melhora será meramente transitória e temporária. Parem de se enganar a si mesmos. Compreendam como é desesperada a sua situação. E compreendam que existe somente um poder que pode colocar suas vidas no caminho certo — o Poder do Deus Todo-poderoso. Você podem continuar confiando em si mesmos e nos outros, e se esforçando ao máximo. Mas daqui a um ano a sua situação não só será a mesma, e sim muito pior. Somente Deus pode salvá-los.

A pergunta que eu faço é esta: conhecemos alguma coisa acerca desta alegria, satisfação e regozijo? Tenho estabelecido que isso é uma conseqüência inevitável da verdadeira experiência evangélica do novo nascimento. Mas, caso que alguém esteja triste sobre isso, deixem-me colocá-l…
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A pergunta que eu faço é esta: conhecemos alguma coisa acerca desta alegria, satisfação e regozijo? Tenho estabelecido que isso é uma conseqüência inevitável da verdadeira experiência evangélica do novo nascimento. Mas, caso que alguém esteja triste sobre isso, deixem-me colocá-lo da seguinte forma, pois é meu desejo ser essencialmente prático: há certas coisas que tendem a se levantar entre as pessoas e a experiência desta alegria e satisfação. Permitam-me mencionar algumas. A primeira, evidentemente, é o pecado. Essa era a essência do problema de Davi. “Restitui-me”, disse Davi, “a alegria da tua salvação.” Por que ele a tinha perdido? Ele a tinha perdido porque era culpado de adultério, assassinato e as outras coisas que já foram mencionadas. Meu querido amigo, não há necessidade de argumentar a respeito disso. Infelizmente, todos nós sabemos algo disso por dolorosa experiência. Se pecamos, quebramos a comunhão e o contato com Deus, e isso sempre nos leva à miséria e tristeza. Sempre há condições vinculadas às bênçãos de Deus. Devemos amar a Deus; Deus nos chama a amá-lO. Sei de muitas pessoas que estão vivendo uma vida cristã miserável porque não se submetem a Deus. A coisa não funciona em direções opostas. Leiam a respeito do apóstolo Paulo novamente, e a maravilhosa alegria que ele conhecia. Leiam as biografias dos santos e de suas vibrantes experiências. Por que todos nós não temos isso? Não é que elas fossem pessoas especiais. Não, Paulo disse que ele era “o principal dos pecadores”. Como então ele conhecia tamanha alegria? A essência do segredo é que ele evitava o pecado, ele vivia a vida para a qual Deus em Cristo o chamara. O pecado sempre rouba a alegria. Sejamos cuidadosos quanto a isso.

Se tão somente você reprime uma tentação ou o primeiro impulso de pecado no seu interior, provavelmente ele irá surgir com mais força ainda. Nesse aspecto eu concordo com a psicologia moderna. A repressão é sempre ruim. "Bem, o que você faz?", alguém pergunta. Eu respondo: "Quand…
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Se tão somente você reprime uma tentação ou o primeiro impulso de pecado no seu interior, provavelmente ele irá surgir com mais força ainda. Nesse aspecto eu concordo com a psicologia moderna. A repressão é sempre ruim. "Bem, o que você faz?", alguém pergunta. Eu respondo: "Quando sentir o primeiro impulso do pecado, repreenda-se e diga: "É claro que eu não tenho absolutamente nada que ver com isso". Desmascare a coisa e diga: "Isso é demoníaco e mesquinho, foi o que tirou o primeiro homem do paraíso". Expulse-o, olhe para ele, denuncie-o, odeie-o pelo que ele é; então na verdade você tratou dele. Você não deve, simplesmente empurrá-lo para baixo com espírito de medo, de uma maneira tímida. Coloque-o em cena, exponha-o, analise-o; e então o denuncie pelo que ele é até odiá-lo.

Você nunca terá paz verdadeira, enquanto sua mente não for satisfeita. Se você tem apenas alguma experiência emocional ou psicológica, isso poderá mantê-lo tranqüilo e dar-lhe repouso por algum tempo, porém, mais cedo ou mais tarde, surgirá algum problema, alguma situação o confr…
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Você nunca terá paz verdadeira, enquanto sua mente não for satisfeita. Se você tem apenas alguma experiência emocional ou psicológica, isso poderá mantê-lo tranqüilo e dar-lhe repouso por algum tempo, porém, mais cedo ou mais tarde, surgirá algum problema, alguma situação o confrontará, alguma questão chegará à sua mente, talvez pela leitura de um livro ou numa conversação, e você não será capaz de responder, e assim irá perder a sua paz. Não haverá verdadeira paz com Deus enquanto a mente não tiver assimilado esta doutrina bendita e dela tiver tomado posse, tranqüilizando-se então.

(...)Como se argumenta no grandioso capítulo nove da Epístola aos Hebreus, há o fato de que o ensino geral de Moisés, com tudo mais que ele apresentou, foi tão-somente um expediente temporário. Bem, precisamos falar sobre isso com absoluta clareza. Era nestas coisas que os membro…
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(...)Como se argumenta no grandioso capítulo nove da Epístola aos Hebreus, há o fato de que o ensino geral de Moisés, com tudo mais que ele apresentou, foi tão-somente um expediente temporário. Bem, precisamos falar sobre isso com absoluta clareza. Era nestas coisas que os membros do Sinédrio se gloriavam, e eles estavam rejeitando Cristo. No entanto, examinem aquilo em que eles se apegavam! Vejam a lei. Uma parte de todo o problema deles era que não percebiam que a Lei não pode salvar ninguém. A Lei só nos pode dizer o que fazer; não pode dar-nos o poder que nos capacitaria a fazer o que ela diz. Por isso o apóstolo Paulo escreve aos romanos sobre "o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne..." (Romanos 8:3). Moisés se levantara diante do povo e praticamente dissera: "Cumpram estes mandamentos, e vocês serão salvos". A Lei deixa conosco: "Não matarás. Não adulterarás. Não cobiçarás". "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de toda o teu entendimento e de todas as tuas forças, e a teu próximo como a ti mesmo." Tudo ótimo, mas você pode fazer isso? A Lei diz: "Faze isto, e viverás". Mas ninguém pode fazer isso. Portanto, como já vimos, a Lei nos deixa condenados, sem esperança e desamparados, e nos diz que precisamos ser libertados.

Que é que coloca os homens e as mulheres em correta relação com Deus? Seria que eles têm vida moralmente boa? Seria que não fazem certas coisas que outros fazem e, em vez disso, lêem a Bíblia, oram e se empenham na prática de obras filantrópicas? E isso que os coloca em reta rela…
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Que é que coloca os homens e as mulheres em correta relação com Deus? Seria que eles têm vida moralmente boa? Seria que não fazem certas coisas que outros fazem e, em vez disso, lêem a Bíblia, oram e se empenham na prática de obras filantrópicas? E isso que os coloca em reta relação com Deus, obtém o perdão de Deus e lhes garante que estão indo para o céu? Acaso as pessoas se acertam com Deus tendo boa moral, sendo religiosas, cultivando o espírito de Cristo em seu ser? Seria esse o meio? Ou será que as pessoas se tornam cristãs, obtêm o perdão dos seus pecados e encontram a salvação pela ação de uma igreja? Receberam elas o perdão e a nova vida em sua infância, quando um ministro aspergiu água sobre elas? Porventura as pessoas são salvas pelos sacramentos ou pelo ato de um sacerdócio que alega que tal ato tem esse poder? Todas essas perguntas urgentes provêm justamente do problema aqui tratado. Por essa razão Estêvão e outros da Igreja Primitiva eram submetidos a julgamento. E a resposta definitiva é a seguinte: somos justificados pela fé somente; não por obras por nós praticadas, nem por obras de alguma igreja. "Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça". É exatamente o que Estêvão está dizendo. Mas será que nós entendemos bem o que significam as palavras "justificação pela fé somente"? Lembrem-se de que a sua alma e a sua salvação, o seu destino eterno, dependem do seu entendimento deste ponto. Esta é a verdadeira questão que constitui a linha divisória entre a religião e a verdadeira e viva fé cristã.

Parar na justificação não é somente errado quanto ao pensamento; é impossível por esta razão: que é uma obra realizada por Cristo; é Ele que faz isto em nós. Ele Se entregou pela Igreja. Por que? Para poder santificar e purificar a Igreja. Ele é que vai fazer isso. Todo o problem…
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Parar na justificação não é somente errado quanto ao pensamento; é impossível por esta razão: que é uma obra realizada por Cristo; é Ele que faz isto em nós. Ele Se entregou pela Igreja. Por que? Para poder santificar e purificar a Igreja. Ele é que vai fazer isso. Todo o problema surge do fato de que alguns persistem em considerar a santificação como uma coisa que compete a nós realizar. Isso jamais é ensinado em parte alguma das Escrituras. O ensino das Escrituras é o seguinte: Cristo pôs Seu coração e Seu afeto na Igreja. Lá estava ela, sob condenação, em seu pecado, em seus trapos e em sua baixeza! Ele veio, houve a encarnação, Ele tomou sobre Si a "semelhança da carne do pecado" (Romanos 8:3). Ele tomou os pecados dela sobre Si, e os suportou em Seu próprio corpo no madeiro. Ele sofreu o castigo, Ele morreu, Ele fez a expiação e nos reconciliou com Deus. Assim a Igreja está livre da condenação. Mas isso não O satisfaz. Ele quer que ela seja gloriosa, Ele quer apresentá-la "a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante''. Portanto, Ele começa imediatamente a prepará-la para esse destino. Não pode parar no primeiro passo; Ele vai adiante, para santificá-la. Noutras palavras, Sua morte na cruz por nós e por nossos pecados foi simplesmente o primeiro passo neste grande processo. E Ele não se detém no primeiro passo. Ele tem um propósito completo para a Igreja, e o vai cumprindo passo a passo. Gostaria de expressar isto vigorosamente. Em última análise, eu e você não temos escolha nesta questão da santificação. É algo que Cristo realiza. Ele morreu por você, e depois, tendo morrido por você, Ele vai lavá-lo, santificá-lo, purificá-lo - e Ele mesmo fará isso. Que ninguém se engane sobre isto. Se Ele morreu por você, levará adiante o processo de santificação em você, e finalmente o tornará perfeito. Há algo de alarmante em torno disto; no entanto, é ensino bíblico essencial. Se eu e você não nos submetermos voluntariamente a este ensino, Ele tem outro meio de purificar-nos; e o usará - "Porque o Senhor corrige a quem ama, e açoita a qualquer que recebe por filho" (Hebreus 12:6). Ele não permitirá que você fique onde estava, em sua imundície e vileza, dizendo: "Está tudo bem comigo, Cristo morreu por mim, eu estou perdoado, sou cristão". Ele não aceitará isso! Ele o amou, você Lhe pertence; e Ele o tornará puro. Se você não vier voluntariamente, e do modo certo, Ele o colocará naquela academia de ginástica sobre a qual lemos em Hebreus. Ele aparará as arestas, eliminará a imundície e a vileza; Ele lavará você. Isso pode acontecer por meio de uma enfermidade que Ele fará sobrevir a você. Estes pregadores da "cura divina" que dizem que Deus nunca envia doença, estão simplesmente negando as Escrituras. Como um dos Seus métodos, Ele castiga. As circuns¬tâncias que o cercam podem ser más, você pode perder o emprego, ou uma pessoa que lhe é cara pode morrer. Cristão! Uma vez que você Lhe pertence, uma vez que Cristo morreu por você, Ele o tornará perfeito. Lute contra Ele quanto quiser em sua estultícia, Ele o lançará por terra, Ele o purificará, Ele o aperfeiçoará. Esse é o ensino; é uma coisa que Ele realiza. A santificação não é determinada por mim e por você - "E a si mesmo se entregou por ela, para (a fim de) a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra". O primeiro princípio que devemos entender é que a santificação é primária e essencialmente uma coisa que o Senhor Jesus Cristo faz para nós. Ele tem os Seus meios para fazê-lo. Naturalmente, a santificação inclui obediência da nossa parte. Mas você não precisa colocar aí a sua ênfase principal. A decisão pela santificação não é nossa; É dEle. Foi tomada na eternidade, antes da fundação do mundo. É Sua atividade, Sua operação; e, tendo morrido por você, Ele o fará. Resista a Ele, e o risco será seu. Ele levará cada um dos filhos, que foram chamados, para aquela glória final e sempiterna. Como Hebreus o expressa, se Ele não tratar você deste modo, significará que você é um "bastardo", e não um filho legítimo (Hebreus 12:5-11). Esse é, pois, o grande princípio que constitui a base deste ensino apostólico. Como Cristo o leva a efeito? Veja-se a resposta na palavra "santificar"; "como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar". Esta palavra "santificar" é empregada de muitas maneiras na Bíblia, mas o seu sentido primário é, "ser separado" ou "separar"; "ser separado para Deus, para Sua posse peculiar e para Seu uso". Você verá em Êxodo 19, por exemplo, que o monte no qual Deus se encontrou com Moisés e lhe deu os Dez Mandamentos, foi "santificado" desse modo. É chamado "monte santo" porque foi separado. Não houve alteração na montanha, mas foi separada para os propósitos de Deus, para o uso de Deus, para ser possessão peculiar de Deus. Os vasos que eram usados no cerimonial do templo eram igualmente santificados ou separados. Não houve mudança material nos copos e nos pratos, todavia como deviam ser utilizados somente no templo e para o serviço de Deus, não podiam ser empregados no uso comum. Ser santificado significa ser separado para Deus e para o Seu uso e propósito especial, como Sua possessão peculiar. Portanto, somos um "povo para Sua possessão pessoal".

Todos os nossos problemas se devem, em última instância, ao fato de que somos governados por nossos sentimentos, corações e emoções em vez de pelo claro pensamento e pela honesta confrontação das coisas diante de Deus. O coração é uma faculdade muito poderosa dentro de nós. Quand…
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Todos os nossos problemas se devem, em última instância, ao fato de que somos governados por nossos sentimentos, corações e emoções em vez de pelo claro pensamento e pela honesta confrontação das coisas diante de Deus. O coração é uma faculdade muito poderosa dentro de nós. Quando o coração toma o controle, tonteia o homem. Faz-nos broncos; sujeita-nos de modo que nos tornamos desarrozados e incapazes de pensar com clareza.

Nunca devemos pôr os olhos ou confiar nalguma coisa que somos ou nalguma coisa que fazemos - nunca! Talvez você foi convertido há 50 anos, e tem crescido na graça e tem se desenvolvido tremendamente, mas eu lhe digo neste momento que, se você confia em alguma coisa que haja em vo…
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Nunca devemos pôr os olhos ou confiar nalguma coisa que somos ou nalguma coisa que fazemos - nunca! Talvez você foi convertido há 50 anos, e tem crescido na graça e tem se desenvolvido tremendamente, mas eu lhe digo neste momento que, se você confia em alguma coisa que haja em você, em alguma coisa que acaso você seja, em alguma coisa que tenha feito, você, por assim dizer, abandonou a posição da graça e voltou a estar debaixo da lei.

Devemos descobrir o modo certo de agir em toda situação. A primeira regra é pensar em vez de falar. "Pronto para ouvir", diz Tiago, "tardio para falar, tardio para se irar" (Tiago 1:19). O problema é que somos prontos para falar, prontos para irar-nos mas tardios para pensar. An…
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Devemos descobrir o modo certo de agir em toda situação. A primeira regra é pensar em vez de falar. "Pronto para ouvir", diz Tiago, "tardio para falar, tardio para se irar" (Tiago 1:19). O problema é que somos prontos para falar, prontos para irar-nos mas tardios para pensar. Antes de expressarmos nossas reações devemos disciplinar-nos para pensar. Pode parecer supérfluo acentuar este ponto, mas sabemos muito bem que aqui é onde no mais das vezes erramos. Diz a regra seguinte que quando a pessoa começa a pensar, não deve fazê-lo com seu problema imediato. Comece um pouco para trás. Aplique a estratégia do ataque indireto, um princípio bem conhecido no planejamento militar. O inimigo na última guerra era a Alemanha, mas os Aliados começaram a derrotá-la no norte da África, uma estratégia de ataque indireto. Esse método é, às vezes, de vital importância na vida espiritual. Precisamos começar a pensar um pouco para trás e atacar o problema imediato indiretamente. Devemos lembrar-nos, primeiro, das coisas sobre as quais estamos absolutamente certos, coisas que estão inteiramente fora de dúvida. Anote-as e diga a si mesmo: "Nesta situação terrível e desnorteante em que me encontro, aqui pelo menos o terreno é sólido." Quando, caminhando nos pantanais, ou numa cadeia de montanhas, deparamos com atoleiros, o único modo de atravessá-los com êxito é encontrar lugares sólidos onde colocar os pés. O único meio de cruzar os brejos e pantanais é procurar apoio para os pés. Assim, no que tange a problemas espirituais, é preciso voltar aos princípios eternos e absolutos. A psicologia desse princípio é óbvia, porque no momento em que voltamos para os princípios básicos, imediatamente começamos a perder o pânico. É muito importante tranquilizar a alma com as coisas que estão além de discussão. Havendo, pois, feito isso, a pessoa pode dar o passo seguinte. Coloque o problema particular no contexto dos princípios sólidos que lhe estão adiante. A realidade é que todos os problemas têm solução, contanto que sejam postos no devido contexto. Muitas vezes confundimos o significado de uma frase porque a retiramos do contexto; mas quando colocamos a passagem problema no seu contexto, geramente este nos interpretará o trecho. O mesmo princípio aplica-se ao problema que lhe está preocupando. Se a resposta ainda não lhe é clara, então leve a dificuldade a Deus em oração e deixe-a com ele.

Já não estamos debaixo da Lei no sentido de que a nossa salvação dependa da nossa guarda e observância da Lei; não mais estamos debaixo da Lei como um sistema que diz: "Faze isto, e viverás". Essa é a situação de quem não é cristão; esta pessoa está "debaixo da lei". Ela afirma q…
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Já não estamos debaixo da Lei no sentido de que a nossa salvação dependa da nossa guarda e observância da Lei; não mais estamos debaixo da Lei como um sistema que diz: "Faze isto, e viverás". Essa é a situação de quem não é cristão; esta pessoa está "debaixo da lei". Ela afirma que pode justificar-se por suas obras, e a Lei vem ao seu encontro e lhe diz: "Muito bem, se você fizer isso, viverá". Assim a Lei dá os seus preceitos e mandamentos. Diz o apóstolo que não estamos mais debaixo dessa Lei, que não mais estamos na situação em que a nossa salvação seria determinada por nossas ações e por nossas boas obras. A nossa salvação é inteiramente de graça e pela graça.

A pessoa que verdadeiramente acredita na santidade de Deus, e que reconhece sua própria pecaminosidade, bem como a negridão do seu próprio coração, o homem que acredita no julgamento divino e na possibilidade do inferno e tormento, a pessoa que realmente acredita que ela mesma é…
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A pessoa que verdadeiramente acredita na santidade de Deus, e que reconhece sua própria pecaminosidade, bem como a negridão do seu próprio coração, o homem que acredita no julgamento divino e na possibilidade do inferno e tormento, a pessoa que realmente acredita que ela mesma é tão vil e impotente que coisa nenhuma jamais poderia salvá-la e reconciliá-la com Deus, salvo a intervenção do Filho de Deus, que veio dos céus à terra, a fim de passar pela amarga experiência da vergonha, da agonia e da crueldade da cruz - tal indivíduo acaba por demonstrar tudo o que existe na sua personalidade. Esse é o indivíduo que se inclina por dar a impressão de ser manso, que se inclina por mostrar-se humilde.

Seria sua aspiração conhecer melhor o Senhor Jesus Cristo? É seu anelo amá-Lo mais? Se sua resposta for sim, digo-lhe que o Espírito Santo está em você. Não importa quão fraco seja o seu amor, nem quão fraco o seu desejo. Uma das minhas citações favoritas de Blaise Pascal: "Não M…
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Seria sua aspiração conhecer melhor o Senhor Jesus Cristo? É seu anelo amá-Lo mais? Se sua resposta for sim, digo-lhe que o Espírito Santo está em você. Não importa quão fraco seja o seu amor, nem quão fraco o seu desejo. Uma das minhas citações favoritas de Blaise Pascal: "Não Me estarias procurando, se já não Me houveras encontrado". Quem quer ter Cristo tem Cristo. O próprio fato de que você quer tê-Lo é prova de que o Espírito está em você. O não regenerado não quer tê-Lo; ele está "em inimizade contra Deus" e em inimizade contra Cristo.

É unicamente Ele que salva. "Quantos foram ordenados para a vida eterna." A sua fé é uma prova que você foi ordenado por Deus. Crer é o primeiro sinal da nova mente que há em você. Para o homem natural estas coisas são uma loucura; ele não as pode aceitar. O fato de que você as a…
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É unicamente Ele que salva. "Quantos foram ordenados para a vida eterna." A sua fé é uma prova que você foi ordenado por Deus. Crer é o primeiro sinal da nova mente que há em você. Para o homem natural estas coisas são uma loucura; ele não as pode aceitar. O fato de que você as aceita significa que você não é um "homem natural"; você se tornou um "homem espiritual", você é um "novo homem". "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus."

Jesus Cristo é uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo para muitos. Ele os atinge em seu ponto mais sensível - orgulho: orgulho do intelecto, orgulho da moralidade, orgulho das boas obras, orgulho das façanhas, orgulho do entendimento. Não importa qual seja o seu orgulho; q…
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Jesus Cristo é uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo para muitos. Ele os atinge em seu ponto mais sensível - orgulho: orgulho do intelecto, orgulho da moralidade, orgulho das boas obras, orgulho das façanhas, orgulho do entendimento. Não importa qual seja o seu orgulho; qualquer que seja o orgulho ou a confiança ou a segurança ou o que for que você veja em você, ou qualquer coisa que você possa fazer ou faça pessoalmente, foi reprovado e condenado uma vez por todas pela morte de Cristo na cruz. E todos os homens naturais a odeiam, tropeçam nela; ela é um escândalo para eles. O homem natural quer gloriar-se em si mesmo, e a cruz proclama: "Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor", e nEle somente.