Ambicionando o louvor e admiração dos outros homens, provocamos frequentes vezes a sua inveja e aversão.
Frases de Marquês de Maricá
546 frases
Sucede aos homens como às substâncias materiais, as mais leves e menos densas ocupam sempre os lugares superiores.
O prazer que mais deleita é o que provém da satisfação de uma necessidade mais incómoda e urgente.
A opinião da nossa importância nos é tão funesta como vantajosa e segura a desconfiança de nós mesmos.
É tal a incapacidade pessoal de alguns homens, que a fortuna, empenhada em sublimá-los, não pode conseguir o seu propósito.
O ateísmo é tão raro quanto é vulgar o politeísmo e a idolatria.
A ignorância vencível no homem é limitada, a invencível infinita.
É muito difícil, e, em certas circunstâncias, quase impossível, sustentar na vida pública o crédito e conceito que merecemos na vida privada.
A imperfeição é a causa necessária da variedade nos indivíduos da mesma espécie. O perfeito é sempre idêntico e não admite diferenças por excesso ou por defeito.
Queixamo-nos da fortuna para desculpar a nossa preguiça.
A incredulidade que é da moda nas pessoas jovens, torna-se o seu tormento na velhice.
Há muitas ocasiões em que os ricos e poderosos invejam a condição dos pobres e insignificantes.
A velhice reflexiva é um grande armazém de desenganos.
Os homens de bem perdem e empobrecem nos mesmos empregos em que os velhacos ganham e se enriquecem.
O estudo confere ciência, mas a meditação, originalidade.
Ter privança com os que governam é contrair responsabilidade no mal que fazem, sem partilhar o louvor do bem que operam.
Ninguém resiste à lisonja sendo administrada, oportunamente, com a perícia e destreza de um hábil adulador.
Ninguém é grande homem em tudo e em todo o tempo.
Divertimo-nos com os doidos na hipótese de que o não somos.
O amor na mocidade é ocupação; na velhice, distração ou alienação.
Há homens que parecem grandes no horizonte da vida privada e pequenos no meridiano da vida pública.
A virtude resplandece na adversidade, como o incenso reacende sobre as brasas.
Ainda que perdoemos aos maus, a ordem moral não lhes perdoa, e castiga a nossa indulgência.
O valor mais resoluto é o que procede da desesperação.