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Frases de Marla de Queiroz

212 frases

Pouca gente espera pela chuva como quem espera por um grande amor. Quase ninguém celebra um pôr do sol como quem é promovido no trabalho ou tem qualquer ganho material. Conheço poucas pessoas que se emocionam com o colorido de uma paisagem. Conheço pessoas muito sensíveis que têm…
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Pouca gente espera pela chuva como quem espera por um grande amor. Quase ninguém celebra um pôr do sol como quem é promovido no trabalho ou tem qualquer ganho material. Conheço poucas pessoas que se emocionam com o colorido de uma paisagem. Conheço pessoas muito sensíveis que têm muito mais vocação para a anestesia autodestrutiva que para a canalização desta sensibilidade para a criação do Belo. Pessoas procuram sossego e confundem a paz com o tédio. Alguns, quando estão melancólicos, se acham miseráveis em tudo. Nada basta. Há quem saia para contemplar o mar e não consiga ver uma gota de água a sua frente.É muito fácil se agarrar ao sofrimento e, num momento de alívio, dizer que aprendeu a dar valor às coisas pequenas, simples da vida. Leia-se: a ter para onde voltar, cama quente para dormir, um dia bonito para ver, olhos para enxergar, agasalho num dia frio, um abraço de um amigo, companhia para quando a solidão apavora, um céu estrelado, o cheiro de terra molhada que a chuva traz, as sementes que se fertilizam, as árvores que dão sombra quando o sol está inclemente. Meu Deus, estas podem ser coisas simples, mas não são as pequenas coisas da vida, são as grandiosas! As maiores. As que permanecem para lembrar o movimento de tudo, o ritmo da Vida. As "pequenas" coisas são as imensas, meus amores. As mais importantes. E as paisagens, chova ou faça sol, ainda são as que emolduram o encontro deste tal grande amor. E que enchem de adornos qualquer sorriso de alegria.

Mergulhada no silêncio dos que se observam... Um filme, um livro, uma música, um acontecimento convencional que mexeu mais do que o normal e essas coisas de achar que eu não sou deste planeta, mas que apenas estou nele: eis a minha necessidade de aceitação. Mas sei também que pes…
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Mergulhada no silêncio dos que se observam... Um filme, um livro, uma música, um acontecimento convencional que mexeu mais do que o normal e essas coisas de achar que eu não sou deste planeta, mas que apenas estou nele: eis a minha necessidade de aceitação. Mas sei também que pessoas são Universos e que eu, o sendo, tenho que cuidar para que esteja confortável nele, ou seja, em mim. Chorei quando estava triste, senti saudades fundas, dei gargalhadas de situações absolutamente normais, tive ideias “geniais”, abracei, fui acariciada, fiquei aninhada no amor, depois me enrosquei com a solitude... Fiz tudo o que quis e pude. E percebi cada um destes sentimentos e minhas reações a eles. Mas o que percebo, é que a alegria que mora em mim clama por vida, não somente pelo sossego; clama pelo dinamismo, pelas mudanças, pela sobriedade, pela esperança. O que há de irremediável não se cura com placebos. Se eu rejeito é porque não quero. Se eu recebo é porque já participa de algo aqui dentro. Minhas ambições são apenas estar com a roupa adequada para quando eu sumir nesta estrada, nunca sentir que minha intuição e o meu coração estão desagasalhados...

Com o tempo, você analisa que abrir mão de algo muito importante, só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor íntimo, uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa. É um sacrifício voluntár…
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Com o tempo, você analisa que abrir mão de algo muito importante, só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor íntimo, uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa. É um sacrifício voluntário por algo mais pleno, mais grandioso em Beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão. E você aprende a recomeçar agradecendo por vitórias tão pequenininhas… Como quando é noite e antes de dormir você se enche de gratidão: ‘Deus, obrigada, porque é noite e eu tenho o sono… Que venha um sonho novo, então’.

Tira o pé do acelerador, descansa este par de asas. Não vês que estás exausta
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Tira o pé do acelerador, descansa este par de asas. Não vês que estás exausta girando em torno de si, perdida na encruzilhada? Esquece as demandas urgentes dessa gente desesperada. Ignoram que em tuas palavras tem gente: poeta desamparada. Tira o pé do acelerador, descansa o teu par de asas, nem todo poeta finge a dor enquanto recolhe os passos da busca insana, desarvorada. Desabotoa tuas lágrimas, poeta: tem gente aí dentro de tuas palavras retome a pessoa ausente ressentida por ter dado sempre, por ter recebido às vezes, mas por não ter trocado, verdadeiramente, quase nada. Descansa teus pés, poeta. Desacelera teu par de asas.

Renunciar a algo que amamos muito e que desejamos com toda a força do coração é uma das decisões mais cruéis de se tomar que conheço. Porque a perda equivale a uma morte dupla: morrer para alguém e matar a pessoa na gente. É como se sobrasse por dentro apenas um casarão vazio com…
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Renunciar a algo que amamos muito e que desejamos com toda a força do coração é uma das decisões mais cruéis de se tomar que conheço. Porque a perda equivale a uma morte dupla: morrer para alguém e matar a pessoa na gente. É como se sobrasse por dentro apenas um casarão vazio com um jardim morto. E, de repente, tudo tão subitamente anoitecido sem previsões de dia novo. É um caminhar lento e arrastado numa espera sombria de que as horas passem e o tempo leve essa febre alta sem medicação possível. É preciso que haja tanta paciência e firmeza por dentro pra não entrar em desespero, que a sensação que se tem é de estar meio fora do ar, com tanto esforço. E até chorar fica difícil, teme-se que nunca mais o choro cesse. Há muitas perdas quando se termina algo que não se queria ter terminado: muda-se a autoimagem, alegrias ficam suspensas, sonhos desaparecem por um tempo e nenhuma cor na paisagem. O cotidiano fica obscurecido por aquela lacuna aberta no meio do que era a parte mais interessante dos dias. Com o tempo, você analisa que abrir mão de algo muito importante, só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor íntimo, uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa. É um sacrifico voluntário por algo mais pleno, mais grandioso em Beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão. E você aprende a recomeçar agradecendo por vitórias tão pequenininhas... Como quando é noite e antes de dormir você se enche de gratidão: “Deus, obrigada, porque é noite e eu tenho o sono... Que venha um sonho novo, então.”

(Às vezes), Somos frágeis, falíveis, perecíveis. Somos carentes, mortais e disponíveis. Somos o desânimo, essa tristeza sem rosto. Somos um pedido de socorro em silêncio. Somos tão humanos, tão passíveis de erros, vulneráveis e solitários caminhando a esmo. E nos sentimos tantas…
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(Às vezes), Somos frágeis, falíveis, perecíveis. Somos carentes, mortais e disponíveis. Somos o desânimo, essa tristeza sem rosto. Somos um pedido de socorro em silêncio. Somos tão humanos, tão passíveis de erros, vulneráveis e solitários caminhando a esmo. E nos sentimos tantas vezes tão menores do que o nosso real tamanho. E, na nossa finitude, a dor consegue passar a única sensação de eternidade dentro do Tempo escasso que, impotentes, vemos definhando. Somos o nó preso na garganta, alguma falta de fé, somos uma vaga lembrança daquilo que a gente quer. Somos a voz embargada contida no choro. Somos o olhar assustado e a vontade do grito. Mas não é isto que está escrito. Somos humanos. E corajosos por superar nossas fraquezas. Somos a falta que nos move, a busca pela delicadeza. Somos a vontade profunda que a angústia não tenha o peso de nos levar ao desespero. Somos a necessidade de sentir alegria e virar do avesso a saudade. Somos uma luz que brilha e transmuta a agonia. Somos o instinto de vida que guia nossos passos. Somos a cura contida num abraço. Somos a labuta diária pela felicidade. Somos nossos sonhos crescentes, justos e realizáveis. Somos o vazio que amplia o horizonte de possibilidades. Somos o mistério, dádiva divina e nenhuma certeza. Somos a base que construímos e os alicerces que nos sustentam. Somos a lembrança acesa de que tudo é transitório, mudança. Somos quem quisermos ser... Desejo que a força impere e que nada desbote nossa esperança.

..Nossa história, para mim, é guardada feito prece, mantra de amor que transmuta, toca ,contagia. Esperei teu tempo, esperei que aquela ardência de qualquer dor trazida à tona fosse redirecionada prum renascimento. Nunca temi que algo se rompesse, porque sei que é grandioso ,mas…
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..Nossa história, para mim, é guardada feito prece, mantra de amor que transmuta, toca ,contagia. Esperei teu tempo, esperei que aquela ardência de qualquer dor trazida à tona fosse redirecionada prum renascimento. Nunca temi que algo se rompesse, porque sei que é grandioso ,mas fiquei penosa pelo que não nos acompanhamos durante este período. A crônica que eu escrevi, queria que você tivesse sido o primeiro a ler. Sei que ia fechar seus olhos e compor a paisagem de cada frase descrita. E que ia me olhar com aquela lágrima presa no cantinho do teu olho orvalhado de satisfação pelo que consegui tecer. Porque sempre nos acompanhamos nessas construções. Porque sempre fomos a maior torcida um do outro. E, como pode, nossos abraços, tão os melhores, como pode a gente ter ficado tanto tempo assim sem eles? Mas quero te dizer sobre o que você tem de mais lindo. Quero te dizer dos teus caminhos tão ensolarados, das flores plantadas, da Primavera Espiritual que vai te acompanhar por Todo o Sempre. Quero te dizer que você vai ser sempre uma extensão do melhor que tenho dentro. E que tento me melhorar a cada dia para te acompanhar. Porque amar você sempre me deixou mais bonita..

Não sei se há verdade no que sinto. Há uma vontade imensa de transmutar certas tristezas. Há sempre uma espécie de embriaguez fingindo alegria. Há sempre uma espécie de lucidez trazendo a raiva à tona. Há sempre uma espécie de entendimento que me deixa vulnerável, emotiva e críti…
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Não sei se há verdade no que sinto. Há uma vontade imensa de transmutar certas tristezas. Há sempre uma espécie de embriaguez fingindo alegria. Há sempre uma espécie de lucidez trazendo a raiva à tona. Há sempre uma espécie de entendimento que me deixa vulnerável, emotiva e crítica. Não sei se no auge da minha perspicácia eu admitiria tanta bondade, nem sei se vivendo o meu cotidiano com toda a minha racionalidade eu admitiria tanta ternura. Não há um absolutismo nessa sensação que as palavras causaram montando uma história bonita. Às vezes, de tão insegura, por tanto medo de cambalear entre as palavras, risco o papel até rasgá-lo, tamanha minha força. Essa força que só quem tem muito medo dentro de si sabe usar.

(...) E nunca analisamos se o que sentimos é amor, nunca tentamos dar nome aos nossos sentimentos. A gente se quer muito bem, isto é explícito. E a vontade de estar junto não acompanha qualquer dependência ou obsessão, nossa individualidade é respeitada e tem vida própria. Mas a…
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(...) E nunca analisamos se o que sentimos é amor, nunca tentamos dar nome aos nossos sentimentos. A gente se quer muito bem, isto é explícito. E a vontade de estar junto não acompanha qualquer dependência ou obsessão, nossa individualidade é respeitada e tem vida própria. Mas a gente gosta de ter qualquer parte do corpo sempre encostada na pele do Outro. A gente gosta de imaginar que as estrelas cadentes vão cair nas nossas testas. A gente gosta de deitar na areia à noite, no meio da praia, e falar de vagalumes e planetas e marés... A gente vive se colorindo de fantasias pueris só para poetizar nossos instantes. E é com ele que eu tenho vontade de colocar uma pequena mochila nas costas e desbravar todas as paisagens internas, externas, e desaparecer... dentro delas.

Quando me decepciono com alguém, provavelmente me coloquei em segundo plano. Se estou segura de que não tenho o controle sobre o Outro, seu comportamento pode ser frustrante, mas jamais será algo que me tire a capacidade de aceitá-lo mesmo não compreendendo-o. Sou injusta quando…
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Quando me decepciono com alguém, provavelmente me coloquei em segundo plano. Se estou segura de que não tenho o controle sobre o Outro, seu comportamento pode ser frustrante, mas jamais será algo que me tire a capacidade de aceitá-lo mesmo não compreendendo-o. Sou injusta quando pretendo que alguém me surpreenda positivamente sempre: difícil demais termos para dar o que esperam de nós. Pois nós mesmos nos prometemos coisas que não conseguimos cumprir e também nos maltratamos, nos enganamos, nos boicotamos. Por medo de sofrer, vivemos o inferno interior que tememos. Por medo de estar livre, nos aprisionamos ao fantasma da ilusão. Por isso, cuido para arejar meu coração e não intoxicá-lo com o veneno do rancor, medo, insegurança. Meus olhos estão voltados para a luz. Meu corpo recebe amorosamente o que é saudável. Minha sede é de vida. E minhas semanas pretendem sempre a paz.

E agora todas estas coisas que nos dissemos sobre encontros e oceanos atravessáveis. Não me incomoda a distância, mas não sou feita de esperas. Algumas possibilidades são promessas vazias e não é por imediatismo que seguimos em busca de algo mais palpável. Viver no imaginário é l…
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E agora todas estas coisas que nos dissemos sobre encontros e oceanos atravessáveis. Não me incomoda a distância, mas não sou feita de esperas. Algumas possibilidades são promessas vazias e não é por imediatismo que seguimos em busca de algo mais palpável. Viver no imaginário é lidar diretamente com o abstrato. E nesta relação, só me interessam as palavras que se comunicam através de mim. Entenda: você sempre poderá caber no trecho de um poema, mas jamais será meu Muso. Eu escrevo ficções, muitas vezes, para enfeitar a realidade, mas busco o alimento sólido. O resto serve apenas para inspirar meus apetites.

Algo em nós é tão maior que qualquer explicação que pudermos encontrar dentro do nosso repertório filosófico-literário. Algo como química quântica ou qualquer coisa que ainda não nos foi dado o entendimento. Algo tão complexo, tão genuíno e misterioso que abandonamos as margens d…
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Algo em nós é tão maior que qualquer explicação que pudermos encontrar dentro do nosso repertório filosófico-literário. Algo como química quântica ou qualquer coisa que ainda não nos foi dado o entendimento. Algo tão complexo, tão genuíno e misterioso que abandonamos as margens da compreensão. Apreendemos os sentimentos. E assim, meio confusos e absurdamente intensos, apenas aceitamos o que nos acontece agora: que nos embeleza momento a momento.

A gente, quando enjoa da dor, começa a ressignificar os acontecimentos, e percebe que se agarrar a um momento bom, acelera o processo de cura. Tenho tido bons momentos e todos os dias Deus me dá uma alegria que ameniza qualquer desespero. Paciência deve ser o meu aprendizado agor…
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A gente, quando enjoa da dor, começa a ressignificar os acontecimentos, e percebe que se agarrar a um momento bom, acelera o processo de cura. Tenho tido bons momentos e todos os dias Deus me dá uma alegria que ameniza qualquer desespero. Paciência deve ser o meu aprendizado agora… Aceito e agradeço."

Acho que posso dizer que é amor, sim . Mesmo que a gente tenha se perdido para que eu pudesse encontrar a mim mesma . Mesmo que a gente tenha se perdido para que você pudesse buscar a si mesmo . É amor porque eu te guardo na lembrança bonita do meu crescimento, da descoberta do…
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Acho que posso dizer que é amor, sim . Mesmo que a gente tenha se perdido para que eu pudesse encontrar a mim mesma . Mesmo que a gente tenha se perdido para que você pudesse buscar a si mesmo . É amor porque eu te guardo na lembrança bonita do meu crescimento, da descoberta do que era a codependência ou da fusão que subtrai . É amor, porque cantamos juntos, dançamos juntos, choramos juntos, fizemos amor intensamente, trocamos profundamente as angústias da alma, torcemos um pelo outro, nos ajudamos, viajamos juntos, gargalhamos desarvoradamente, dormimos juntos no melhor abraço um do outro, descobrimos novas músicas, sinônimos, livros, enlouquecemos lindamente, brigamos muito, fizemos as pazes várias vezes e fomos embora um do outro quando nada mais era poesia . Não foi triste, mas doeu profundamente . Uma dor resignada porque eu podia ver com clareza que já não nos acrescentávamos nada . E aprendi a trabalhar o desapego e o perdão . E hoje, quando vejo você sorrir, eu sinto que estamos bem e que fizemos a coisa certa . E o amor só pode ser isto : Querer que o Outro encontre a felicidade a qualquer custo, mesmo que isso exclua você da plenitude dele . Mesmo que isto exclua o Outro da sua plenitude .

Eu só quero tirar o tom solene que emprego nas coisas tristes e descansar dos meus desamparos para recapitular cada átimo de segundo das milhares de vezes em que fui amplamente acariciada. Quero ser espectadora dos meus extremos e direcionar o meu vulcão interno pra devastação de…
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Eu só quero tirar o tom solene que emprego nas coisas tristes e descansar dos meus desamparos para recapitular cada átimo de segundo das milhares de vezes em que fui amplamente acariciada. Quero ser espectadora dos meus extremos e direcionar o meu vulcão interno pra devastação de um lugar em que, depois da destruição, possa haver um vasto reflorestamento. Não quero intimidar com a minha energia nem assustar com o que há de mais frágil em mim. Quero observar sossegada que o orvalho ainda não é chuva e que nem sempre o sol afasta o frio. Que para a luz ser boa ou a sombra inadequada, como numa foto, vai depender da imagem que eu quero reter...

(...)Entre pernas, passos e tropeços a gente vai deixando algumas coisas pelo caminho e encontrando outras: o que não pode é se subtrair, o processo tem que ser de acréscimo, sempre. Nada é tão definitivo assim e a gente nunca é, a gente está. Sempre digo que quem se aprofunda na…
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(...)Entre pernas, passos e tropeços a gente vai deixando algumas coisas pelo caminho e encontrando outras: o que não pode é se subtrair, o processo tem que ser de acréscimo, sempre. Nada é tão definitivo assim e a gente nunca é, a gente está. Sempre digo que quem se aprofunda nas coisas, quem mergulha, sabe exatamente o gosto que tem o alimento cru porque não se contenta com o que está pronto, posto sobre a mesa. A gente vai experimentando aqui e acolá, vai sentindo o ritmo, o tempo, tendo cuidado com algumas coisas e desrespeitando as placas de aviso de perigo de outras. A gente cai, levanta, chora, celebra. A gente vive. A gente se conhece através das reações dos outros a nós mesmos. A gente se trabalha ou estagna, regride ou evolui. A escolha é sempre nossa!

Quando estamos em crise por algo específico ou por tudo, uma preciosidade acontece: saímos do lugar. Damos um passo adiante. Buscamos por outras paisagens, outros personagens, novas histórias. Por mais dolorosa que seja uma crise, ela é um aprendizado. Ele nos diz que o que estam…
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Quando estamos em crise por algo específico ou por tudo, uma preciosidade acontece: saímos do lugar. Damos um passo adiante. Buscamos por outras paisagens, outros personagens, novas histórias. Por mais dolorosa que seja uma crise, ela é um aprendizado. Ele nos diz que o que estamos fazendo não serve mais para que obtenhamos o resultado almejado. Ela nos mostra que aquela relação teve o seu tempo esgotado. Que aquele emprego não nos faz mais feliz. Que gostaríamos de começar outra atividade, nos especializar em outra coisa. Enquanto estamos confortáveis, não nos movemos porque tudo está do jeito que queríamos. Quando esta fase passa é hora de subir outro degrau, abrir um pouco mais a mente e reavaliar o que tem ocupado o nosso coração. Aproveite as crises para crescer, para ousar, para criar um movimento em seu benefício. Reclamar do processo não o resolve. Aceite e ponha ação em suas palavras. E, se puder, agradeça. Há merecimento nas graças obtidas pela GRATIDÃO.