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Frases de Mario Quintana

694 frases

O LUAR O luar, é a luz do Sol que está sonhando
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O LUAR O luar, é a luz do Sol que está sonhando O tempo não para! A saudade é que faz as coisas pararem no tempo... ... os verdadeiros versos não são para embalar, mas para abalar... A grande tristeza dos rios é não poderem levar a tua imagem...

CANÇÃO DO AMOR IMPREVISTO Eu sou um homem fechado. O mundo me tornou egoísta e mau.
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CANÇÃO DO AMOR IMPREVISTO Eu sou um homem fechado. O mundo me tornou egoísta e mau. E a minha poesia é um vício triste, Desesperado e solitário Que eu faço tudo por abafar. Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada, Com o teu passo leve, Com esses teus cabelos... E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita... A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil Aonde viessem pousar os passarinhos.

Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês.
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Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão. Eles não têm pouso nem porto; alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti...

Eu quero é teu calor animal Mas onde já se ouviu falar num amor à distância? Num tele amor?
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Eu quero é teu calor animal Mas onde já se ouviu falar num amor à distância? Num tele amor? Num amor de longe. Eu sonho é um amor pertinho. E depois esse calor humano é uma coisa que todos - até os executivos têm. É algo que acaba se perdendo no ar No vento No frio que agora faz. Escuta! O que eu quero O que eu amo O que eu desejo em ti É teu calor animal.

[As falsas Recordações] Se a gente pudesse escolher a infância que teria vivido, com enternecimento eu não
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[As falsas Recordações] Se a gente pudesse escolher a infância que teria vivido, com enternecimento eu não recordaria agora aquele velho tio de perna de pau, que nunca existiu na familia, e aquele arroio que nunca passou aos fundos do quintal, e onde íamos pescar e sestear nas tardes de verão, sob o zumbido inquietante dos besouros...

Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, nem desconfia que se acha conosco desde o início
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Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, nem desconfia que se acha conosco desde o início das eras. Pensa que está somente afogando problemas dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar inquietação do mundo!

Poema Transitório (...) é preciso partir é preciso chegar
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Poema Transitório (...) é preciso partir é preciso chegar é preciso partir é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente! ... no entanto eu gostava mesmo era de partir... e - até hoje - quando acaso embarco para alguma parte acomodo-me no meu lugar fecho os olhos e sonho: viajar, viajar mas para parte nenhuma... viajar indefinidamente... como uma nave espacial perdida entre as estrelas.

Edificante Poema Escrito em Portuñol Don Ramón se tomo um pifón: bebia demasiado, don Ramón!
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Edificante Poema Escrito em Portuñol Don Ramón se tomo um pifón: bebia demasiado, don Ramón! Y al volver cambaleante a su casa, avistó em el camino: um árbol y um toro... Pero como veia duplo, don Ramón vio um árbol que era y um árbol que no era, um toro que era y um toro que no era. Y don Ramón se subió al árbol que no era: Y lo atropelo el toro que era. Triste fim de don Ramón!