Pular para o conteúdo

Frases de Marinho Guzman

945 frases

Tragédia em Santa Maria 245 ou mais. Em poucos dias a tragédia de Santa Maria sairá da mídia, em poucas semanas da nossa memória e em alguns anos até da ficha criminal dos culpados.
Continuar lendo

Tragédia em Santa Maria 245 ou mais. Em poucos dias a tragédia de Santa Maria sairá da mídia, em poucas semanas da nossa memória e em alguns anos até da ficha criminal dos culpados. Como sempre, os mortos vão acabar sendo inculpados pela própria má sorte e a punição vai ficar só para seus pais, irmãos e amigos. Está bem claro para mim que a culpa é do delegado que andou dando as entrevistas, da presidenta que voltou do Chile porque não tinha nada mais interessante por lá, dos fiscais que deveriam ter lacrado a boate e de todo o nosso sistema político corrupto, que permitiu que o local funcionasse sem condições, com ou sem alvará, porque não é porque venceu que foi bom. Nunca foi bom porque não contempla as reais necessidades de segurança de um local desse tipo e para esse uso. Houve um e só ganhador. A mídia indecente que se aproveitou descaradamente da tragédia para ganhar uns pontos no IBOPE. Programas foram interrompidos, alguns, como o Globo Esporte da Globo, sumariamente cancelados, em nome de uma repetição ridícula, de suposições infames, perguntas cretinas, repórteres despreparados, entrevistados ávidos por aparecer diante das câmeras e uma clara vontade de sensacionalismo barato, travestido de jornalismo. Não poderia poupar os gananciosos donos dessa e da maioria das boates do país. Donos de baladas, trios elétricos, casas de show e congêneres, travestidos de empresários são na verdade bandidos, do tipo mafioso, que vendem bebidas baratas a peso de ouro, algumas até mesmo falsificadas. Esses “empresários”, vivem de lucros rápidos e exorbitantes, por conta da sabida ganância das autoridades, que em cascata foram as principais causadoras das duzentas e quarenta e cinco, ou mais mortes. Isso é tristemente fantástico.

Sabe quando você começa a assistir um filme na TV e acha que o filme vai ser ruim? Dez a um como ele vai ser ruim. Mas você espera até o fim para finalmente chegar à conclusão de que deveria ter trocado ou desligado à primeira impressão.
Continuar lendo

Sabe quando você começa a assistir um filme na TV e acha que o filme vai ser ruim? Dez a um como ele vai ser ruim. Mas você espera até o fim para finalmente chegar à conclusão de que deveria ter trocado ou desligado à primeira impressão. Quase tudo na vida é assim. Você conhece uma pessoa, tem um relacionamento com ela. Lá no fundo você acha que não vai dar certo. Mas algo te impele a continuar e a ir em frente. Muitos vão longe demais para poder voltar e aí a constatação. Não deu certo! De onde vem essa impressão e porque quase sempre vence essa indecisão? Acho que gente inconscientemente vai somando os prós e os contras e aplica o tal do otimismo. Pode ver... todo mundo vive falando:- Tenta! Vai em frente! No fim da tudo certo! Mas não dá... Quem está de fora e é nosso amigo,ainda pode ter uma visão privilegiada da situação, porque está menos afeito à ilusão que nos impede de julgar absolutamente certo. Aliás, absolutamente é demais. Ninguém consegue julgar nada nem ninguém com absoluta certeza, absoluta clareza, absoluta coisa nenhuma. O que fazer ? Como fazer? Qual a atitude certa a tomar? Ir ou não ir? Ser ou não ser? Éssa é e sempre foi a questão! Uma coisa é certa e esse foi o começo dessa história. Se você está assistindo um filme e parece que ele não é bom, pode parar por aí. Você se conhece melhor do que ninguém. Seu cérebro já julgou as premissas dos dez primeiros minutos e lhe avisou que não é disso que você gosta. Assim, desligue, mude de canal, faça outra coisa. Não perca mais noventa minutos para descobrir que o filme é um lixo e você não gostou mesmo. E na vida a história se repete. Se você tem a impressão de que algo ou alguém não foi feito para você, não espere dez ou vinte anos para tomar a decisão certa. A vida da gente é um filme só! Não tem reprise e não dá para assistir muitos outros. Escute o que sua razão manda, pelas corretas impressões que ela tem do que você gosta ou não gosta, do que é ou não bom para você. Sua vida é importante demais para que as emoções tomem conta das suas atitudes. Guarde a emoção para um próximo e bom filme. Não perca tempo.

Sendo otimista. Sendo otimista Guarujá terá visto nesta, a pior temporada de todos os tempos. Esse triste recorde será batido nos próximos anos com grande facilidade. O aumento de criminalidade, da presença na mídia como cidade perigosa, violenta e desrespeitosa para com seus m…
Continuar lendo

Sendo otimista. Sendo otimista Guarujá terá visto nesta, a pior temporada de todos os tempos. Esse triste recorde será batido nos próximos anos com grande facilidade. O aumento de criminalidade, da presença na mídia como cidade perigosa, violenta e desrespeitosa para com seus moradores, veranistas, turistas e incautos, que por aqui aportam, já destruíram a sua fama de Pérola do Atlântico e até os defensores mais aguerridos mostram-se descrentes, abatidos e sucumbem, um a um. Há vinte anos resolvi montar um negócio no Guarujá. Num verão, cheguei a ter dezoito pontos de venda, dentre eles, três ou quatro lojas no Shopping La Plage, umas oito no Guarujá Center Shopping e três espalhadas por aí. Todos olhavam abismados minha coragem que alguns chamavam de loucura, mas Guarujá ainda era a melhor aposta no litoral de São Paulo. O tempo provou que foi uma loucura e que os populares adágios, de que Guarujá seria uma curva de rio e que para sair daqui com uma pequena fortuna alguém deveria ter chegado com uma grande, eram absolutamente certos. As coisas correram bem até meados de 2001 e bafejado pelo trabalho, pelo grande investimento e pela sorte, estive presente no crescimento do comércio moderno de produtos naturais, lingerie, de óculos e de telefones celulares. Os que viveram essa época, podem se lembrar de grandes filas nas portas das minhas lojas. Em 1999 foi convidado a assumir a presidência da Associação Comercial do Guarujá que tinha uns três mil reais de débitos de aluguel e menos de cinquenta associados, a maioria inadimplente. Nesse mesmo e único ano fiz uma grande festa de posse no Hotel Casa Grande, certamente a maior que a cidade viu naqueles tempos, toda ela filmada e apresentada integralmente no programa do meu amigo Amaury Jr. que a cerimoniou. Para ser curto e não ser grosso com meia dúzia dos comerciantes associados que me ajudaram, mudei a sede, mobiliei e aparelhei a entidade do meu próprio bolso e numa polemica campanha onde eu perguntava:- Você é um comerciante ou um rato, consegui nesse único ano da minha gestão quase quinhentos associados pagantes. Na época o prefeito era o senhor Maurici Mariano, que Deus o tenha, bem longe de mim, que me fez ver, que cargos públicos e em entidades, dependentes da boa vontade do setor publico, sejam de que natureza forem, é para quem tenha “muito estomago”, vontade de fazer “acertos”, na maioria das vezes inconfessáveis e que Guarujá seguiria, nos anos seguintes para o declínio qualitativo dos seus frequentadores que o traria aqui, onde nos encontramos agora, com a pior temporada de todos os tempos, sob qualquer ângulo que se queira observar. Muitos comerciantes tradicionais de alguma expressão fecharam suas portas, como por exemplo a Guarujá Veículos, alguns como a Guaru, do falecido amigo Carlos Simonian, continuam a lutar bravamente. O que se vê, definitivamente é que os ladrões do dinheiro público não aproveitaram muito suas espertezas e por um ou outro motivo foram e estão infelizes, desmoralizados e com pouca chance de verem a cidade que destruíram se erguer a uma ínfima parte do que já foi. Anos atrás Guarujá tinha alguns jornalecos que publicavam os desmandos dos prefeitos, hoje exaltam pequenas obras, ignoram os grandes problemas e subsistem milagrosamente, sem vender um jornal, sem vender anúncios, vendendo o que não têm, dignidade. Guarujá dificilmente seguirá a lenda da Phoenix. Não se erguerá das cinzas. Mas esperamos sinceramente, que seus detratores sejam queimados nesse processo de purificação.

Walmor Chagas Leio que Walmor Chagas suicidou-se com um tiro na cabeça e imagino quantas vezes ele não repetiu o gesto de apontar a arma para a própria cabeça e raciocinar, ou mesmo acovardar-se, do ridículo da situação. Até que isso não lhe parecesse mais ridículo do que mante…
Continuar lendo

Walmor Chagas Leio que Walmor Chagas suicidou-se com um tiro na cabeça e imagino quantas vezes ele não repetiu o gesto de apontar a arma para a própria cabeça e raciocinar, ou mesmo acovardar-se, do ridículo da situação. Até que isso não lhe parecesse mais ridículo do que manter a própria vida.

O melhor do pior. Guarujá seria, para um amigo, a melhor cidade ruim para se morar. Concordo. Não há melhor lugar onde eu pudesse morar que não Guarujá que me adotou há 22 anos.
Continuar lendo

O melhor do pior. Guarujá seria, para um amigo, a melhor cidade ruim para se morar. Concordo. Não há melhor lugar onde eu pudesse morar que não Guarujá que me adotou há 22 anos. Em que pese todo lixo urbano e humano da cidade, olhar esse marzão lindo faz esquecer desse marasmo que os incompetentes administradores, eleitos pelos eleitores idiotas lançaram a cidade desde que cheguei. Amiga minha montou esse ano uma loja no Guarujá e já aprendeu a reclamar da fraca temporada. É verdade, não será mais possível ganhar na temporada o dinheiro necessário para manter aberta uma loja o ano todo. Expliquei para a minha amiga que só tem uma coisa pior do que ter uma loja no Guarujá. Não ter nenhuma loja. E assim vamos, os prefeitos mentindo que trabalham, nós mentindo que acreditamos, até que a cidade se torne realmente a pior cidade do estado para se morar e ser comerciante seja pior do que morrer de fome. Isso é fantasticamente ridículo. Mas é!

As quatro estações do ano É no outono da vida que a gente lembra, que já se foram a primavera e o verão e que o inverno se aproxima. Das possíveis comparações, já passamos pelas cores alegres e fortes, já deixamos as temperaturas amenas, já erramos e tivemos as nossas chances d…
Continuar lendo

As quatro estações do ano É no outono da vida que a gente lembra, que já se foram a primavera e o verão e que o inverno se aproxima. Das possíveis comparações, já passamos pelas cores alegres e fortes, já deixamos as temperaturas amenas, já erramos e tivemos as nossas chances de aprender para acertar. Agora partimos para um certo recolhimento, as feições se tornam mais sérias, mesmo que a gente não queira e tente disfarçá-las. Cada estação tem as suas belezas, mas é importante que a gente esteja vestido de acordo e esteja sempre preparado para uma retirada rápida e estratégica. Quando o jovem erra a gente perdoa e diz que foi um engano. Quando um velho erra a gente diz que repetir os erros é burrice. E, a qualquer tempo, para um coração gelado pode aparecer um casaco antigo, esquecido em algum canto da memória.

Carnaval no Guarujá. O carnaval é uma festa pública originária da Grécia de meados de 600 a 520 a.C. Por incrível que pareça, passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 520 d.C. como “adeus à carne” daí o nome “carne vale”.
Continuar lendo

Carnaval no Guarujá. O carnaval é uma festa pública originária da Grécia de meados de 600 a 520 a.C. Por incrível que pareça, passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 520 d.C. como “adeus à carne” daí o nome “carne vale”. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. De um tempo para cá, principalmente no Brasil, o carnaval é muito mais lembrado como Sodoma e Gomorra, pelos excessos sexuais e etílicos. E nem se fale de adeus à carne porque o que mais se vê são churrascos antes, durante e depois da festa, o que custa aos cofres públicos um dinheiro que não existe para contratar médicos, aparelhar hospitais e minorar o sofrimento da maioria daqueles foliões que gastam grande parte dos salários de muitos meses para aparecerem como pequenos pontos coloridos nos desfiles das escolas de samba. O carnaval está mais para circo do que para festa, pelo tamanho da palhaçada que os administradores do dinheiro público fazem. Há verbas de todos os tipos, com todos os nomes e sempre para os mesmos bolsos. Não se vê gente séria envolvida com essa palhaçada porque se era ou foi sério algum dia deixa de sê-lo quando alguém é homenageado, agraciado, paparicado ou qualquer outro nome que se dê a tamanha insuflação do ego. Nos próximos dias vamos ler no Diário Oficial do Município o tamanho das verbas destinadas ao carnaval e os gastos com a montagem dos palanques. Os mesmos palanques usados para as campanhas eleitorais, os mesmos cabos eleitorais, os mesmos foliões com o dinheiro público. E os hospitais? Bem isso é para nós, os palhaços de sempre! Isso é fantástico!

A democracia é falha porque a maioria quase sempre é burra. Podem dizer que é a melhor forma de governo e eu não vou dizer o contrário. Mas o governo do povo, pelo povo, falha gravemente quando permite que a maioria burra eleja péssimos administradores para governar mal.
Continuar lendo

A democracia é falha porque a maioria quase sempre é burra. Podem dizer que é a melhor forma de governo e eu não vou dizer o contrário. Mas o governo do povo, pelo povo, falha gravemente quando permite que a maioria burra eleja péssimos administradores para governar mal. Em qualquer empresa, sociedade ou agremiação a votação é feita por pessoas do mesmo nível ou que tenham um mínimo de conhecimento para escolher entre seus pares os melhores. Ontem questionei a secretária da academia a respeito da altura do som emitido por um dos aparelhos de TV que apresentava um clipe da Madona, o outro onde passava o jornal, a aula de spining ministrada dentro de um cubículo que não se pode chamar de sala, feito de divisórias comuns de escritório e vidro fino. Isso sem contar o barulho dos doze ventiladores gigantescos. Notem que eu não reclamei por reclamar. Municiei-me do genial aplicativo “dB Decibel 10th” disponível na App Store (recomendo) e mostrei a ela que o nível de ruídos da sala ultrapassava de longe a marca aceitável. Cheia de razão ela sapecou a sua verdade, de que a maioria gostava, a maioria queria e é assim que deveria ser. Ora, que maioria é essa se eu não fui ouvido nem tenho notícia de que tenha havido qualquer consulta? Na cabeça dessa medíocre atendente, a maioria seria a dos participantes da aula? Bem, para mim é como consultar vinte bandidos e viciados, a respeito do rigor da cadeia. Certamente a maioria faria escolha diferente, da maioria de nós que precisamos nos proteger contra eles. Ao permitir que analfabetos e despreparados sejam obrigados a votar nossos governantes sinalizam com clareza de que não querem prestar contas a quem sabe pedi-las. Voltando ao som alto da academia, ninguém quer saber de colocar paredes que vedem corretamente o som. A maioria ignara não se preocupa com a certeza de que o som acima dos níveis normais prejudica a saúde, a audição e o raciocínio. Mas quem quer raciocinar? Isso é fantástico!

O prestígio de um lugar é como a lua. Quando não cresce, necessariamente diminui. Só posso falar do Guarujá a partir de 1.970, ano em que comecei a frequentar a cidade como turista de um dia, já que o apartamento da família era em Santos. Tenho amigos que conheceram a cidade be…
Continuar lendo

O prestígio de um lugar é como a lua. Quando não cresce, necessariamente diminui. Só posso falar do Guarujá a partir de 1.970, ano em que comecei a frequentar a cidade como turista de um dia, já que o apartamento da família era em Santos. Tenho amigos que conheceram a cidade bem antes disso e a alegria daquelas lembranças contrasta com a tristeza de ver a cidade no estado em que se encontra. Alegrias e tristezas maiores que as minhas. A única ligação da Ilha de Santo Amaro era a balsa e fazendo aquele trajeto sacolejante, de ida e volta, em cima de uma Honda 750 cc. eu me sentia um desbravador. Andávamos sempre em pequenos grupos de quatro ou cinco, acompanhados de garotas que pretendiam demonstrar sua parte de rebeldia acompanhando os raros e tresloucados motociclistas. Os motoqueiros eram tão poucos e quase sempres as mais bonitas já tinham namorado com quase todos. Com exíguos biquínis de cortininha, aqueles que podiam ficar maiores ou menores, de acordo com a ocasião, elas quase sempre prometiam mais do que acabavam dando. Em ambos os lados a Avenida Adhemar de Barros existiam grandes terrenos vazios e ao chegar à Praia de Pitangueiras a gente tinha a impressão de que se ali não fosse o paraíso era o mais próximo que se poderia chegar. Mas não parávamos em Pitangueiras porque ali era grande a vigilância dos pais sobre as garotas que pegavam praia em frente aos seus prédios.Seus biquínis eram pequenos mas a vigilância dos pais era feroz. Nosso destino era a Praia de Pernambuco. Lá, as garotas santistas mais ousadas fugiam das areias escuras da praia de Itararé, José Menino e Gonzaga e depois de duas ou três caipirinhas especiais do Hotel Jequiti elas estavam sempre dispostas a montar nas motos sem discutir qual seria o destino.Ninguém falava em poluição, praia imprópria ou camisinha. Nessa época pré-aids o que contava eram as pílulas anticoncepcionais e o risco de uma visita a uma das clínicas clandestinas de aborto que todo mundo conhecia, sendo a mais famosa delas na Rua João Moura em São Paulo, propriedade de um médico perito criminal da polícia. Guarujá era um sonho para nós. Ninguém tinha apartamento por aqui, nós nos contentávamos em passar o dia e voltar a Santos para as noitadas no Clube da Orla, no Ilha Porchat, no Juá ou simplesmente trocando de garotas sempre que possível. Nessa época o Hotel Casa Grande era o lugar mais badalado para se hospedar. Quando eu desejava impressionar alguma garota mais difícil, convidá-la para o fim de semana no Casa Grande era a última tentativa, a palavra-chave, a certeza de não errar. Quarenta anos se passaram e o glamour que todos nós conhecemos transformou-se num amontoado de lixo em cada porta, um bando de moleques pedindo esmolas em cada esquina, praias impróprias e favelas. Muitas favelas e muita bandidagem. Tomaram conta de tal maneira da cidade que fizeram dos prédios verdadeiras gaiolas com grades. As grandes casas da Enseada e do jardim Virgínia colocaram muros altos nas suas portas o que não impediu que perdessem muito do seu valor, porque para entrar ou sair desses muros, não há sistema de segurança que impeça roubos e mortes. Em um ou outro condomínio fechado há a aparência de segurança. A peso de ouro empresas privadas prometem o que nem sempre conseguem garantir. Ainda é possível ver de vez em quando, carros lindos e caros, motos potentes, e gente bonita. Alguns ainda mantém a esperança de que a cidade possa se recuperar de quarenta anos de maus tratos e voltar a ter glamour. Eu não.

Chovendo no molhado. Basta chover para que muitas ruas do Guarujá fiquem alagadas impedindo a passagem de veículos. Isso paralisa o trânsito e os motoristas temerosos dos estragos que a água pode causar nos veículos, com o perigo dos assaltos que aumentam nessas condições, buzi…
Continuar lendo

Chovendo no molhado. Basta chover para que muitas ruas do Guarujá fiquem alagadas impedindo a passagem de veículos. Isso paralisa o trânsito e os motoristas temerosos dos estragos que a água pode causar nos veículos, com o perigo dos assaltos que aumentam nessas condições, buzinam freneticamente, tirando o sossego de milhares de pessoas que teoricamente estão nos seus apartamentos para descansar. Os espertos da prefeitura apressam-se a divulgar que já reclamaram com a Sabesp, com o Governador e com o Bispo e que isso é culpa das administrações passadas. Não dá para aceitar desculpas, mas perguntar por que a atual administração não faz a lição de casa, fiscalizando a colocação do lixo por parte dos comerciantes e moradores na hora certa, em containers adequados e obriga a empresa contratada a cumprir o horário de coleta. Grande parte dos alagamentos poderiam ser evitados se o lixo não fosse espalhado pela chuva entupindo as bocas de lobo e os canais de drenagem dessa água. A legislação prevê coleta especial, bem como a manutenção desse lixo em câmaras frigoríficas especiais para estabelecimentos como restaurantes e shoppings. Tudo isso é simplesmente ignorado. Outro problema grave com a coleta de lixo é a falta de locais apropriados para que os caminhões estacionem na hora de retirar o lixo. A inexistência de baias e da regulamentação de horário de estacionamento, obriga os caminhões a pararem no meio das ruas enquanto o lixo é recolhido. Isso gera engarrafamentos, buzinaço e desinteligência entre os lixeiros, motoristas e transeuntes, que se veem colocados numa verdadeira praça de guerra. Para essas providencias não seria necessário senão vontade, competência e fiscalização, coisas que não existem nessa administração, o que demonstra que a incapacidade e a falta de vontade são fatores tão importantes como a falta das obras que poderiam minorar esses alagamentos. Falta das obras que não foram feitas pela falta do dinheiro que foi mal utilizado pelas ultimas administrações, que preferem culpar o Papa, reclamar para o Bispo e colocar a culpa na SABESP, fazendor com que todos os frequentadores do Guarujá tenham mais uma oportunidade para falar mal da cidade. Isso é fantástico!

Pudor Pudor é uma reação emocional pela qual uma pessoa tende a proteger a sua intimidade e a sentir vergonha do que possa invadi-la ou comprometê-la. Sinônimo de recato, pudicícia, o constrangimento e o mal estar que essa vergonha suscita está intimamente ligado ao padrão cult…
Continuar lendo

Pudor Pudor é uma reação emocional pela qual uma pessoa tende a proteger a sua intimidade e a sentir vergonha do que possa invadi-la ou comprometê-la. Sinônimo de recato, pudicícia, o constrangimento e o mal estar que essa vergonha suscita está intimamente ligado ao padrão cultural em que tal reação se cristaliza. Dessa maneira, o pudor é subjetivo e sua evidencia pode ser avaliada pelo meio onde o indivíduo vive, pelas suas atitudes sociais no relacionamento com as pessoas e pelas atitudes e riscos que corre ao se expor ou não. É possível dizer que os indivíduos tenham diversidade de pudor de acordo com a criação e de acordo com o lugar e situação em que se encontram. O traje usado nas regiões mais quentes costuma ser mais exíguo, tendendo a expor mais o corpo e diminuir o pudor das pessoas pela exposição. Tenho notado nas fotos publicadas na internet, especialmente no Facebook onde transito mais, que as roupas usadas pela maioria das garotas nas baladas é bem mais curta e decotada do que as que elas usam no dia a dia para trabalhar ou mesmo para ir ás compras. Seria possível distinguir o pudor pela exposição do corpo em lugares diversos como a praia ou a igreja? Acredito que sim. O uso de cada tipo de roupa está intimamente ligado ao local onde ela é usada e é difícil falar em falta de pudor pelo uso de biquínis e sungas nas praias. E o que dizer quando as fotos tiradas nas praias e nas baladas ou mesmo em trabalhos que exigem o uso de tais roupas, são utilizadas por terceiros de maneira imprópria, que delas se apropriam, postando textos pejorativos, mentirosos e constrangedores? Uma coisa deve ser dita. O crime está no uso indevido das imagens e não pode ser imputado a quem produziu e as utilizou legitimamente no tempo e no espaço. Isso quer dizer, que as imagens publicadas e veiculadas na internet por meio de autorização ou contrato ficam de domínio público para visualização nos veículos que foram publicadas, não sendo exigível do contratante que retire das peças publicitárias originais, nem que seja responsabilizado pelo uso indevido ou criminoso por terceiros ainda que findo o prazo do contrato. E mais, o pudor ainda que subjetivo, deve ser analisado sempre à luz do comportamento das pessoas, sendo difícil creditar pudor a quem não tem ou não teve pudor. O falso pudor é simulação e a simulação não é contemplada no rol dos direitos.

Me engana que eu gosto. Há muitas maneiras de enganar a fome e algumas de tornar palatável o dia a dia das pessoas. Nem todas as verdades podem ser ditas, algumas devem ser esquecidas num canto da memória bem difícil de ser acessado.
Continuar lendo

Me engana que eu gosto. Há muitas maneiras de enganar a fome e algumas de tornar palatável o dia a dia das pessoas. Nem todas as verdades podem ser ditas, algumas devem ser esquecidas num canto da memória bem difícil de ser acessado. Os defeitos das pessoas que para uns são insuportáveis, para outros passam despercebidos e a convivência harmônica e pacífica exige que nós nos enganemos um pouco. O que importa se o vizinho não é um bom pai ou se a mulher dele tem pouca cultura e nenhuma educação? Nada... nada... A regra me afasta das pessoas que não comungam com meus ideais, ideias, e que aceitam um pouco de desonestidade nas suas relações de convivência. Isso é tudo. Essa história de que as pessoas gostam de ser enganadas é um engano.

Cuidado com o álcool ! Todo mundo está cansado de saber que se trata de uma droga. Da categoria das permitidas e aceitas mas ainda uma droga. As coisas andam bem longe do brinde, do acompanhamento de uma refeição, daquela primeira dose que acelera os batimentos cardíacos e desin…
Continuar lendo

Cuidado com o álcool ! Todo mundo está cansado de saber que se trata de uma droga. Da categoria das permitidas e aceitas mas ainda uma droga. As coisas andam bem longe do brinde, do acompanhamento de uma refeição, daquela primeira dose que acelera os batimentos cardíacos e desinibe as primeiras palavras. O que se vê é o exagero da bebida alcoólica com mil desculpas e subterfúgios para tornar aceitável essa perigosa droga que mata mais do que qualquer outra. Mata quem bebe e quem tem o infortúnio de cruzar o caminho dessas pessoas que não perceberam que essa comédia é uma tragicomédia.

A gente conhece as pessoas mas nem sempre sabe da sua origem. Outro dia escrevi do meu avô, imigrante espanhol e cujo primeiro emprego foi ser carvoeiro, chegando exclusivamente pelo árduo trabalho, a ser um dos maiores latifundiários do Brasil. Nos dias seguintes tive uma torr…
Continuar lendo

A gente conhece as pessoas mas nem sempre sabe da sua origem. Outro dia escrevi do meu avô, imigrante espanhol e cujo primeiro emprego foi ser carvoeiro, chegando exclusivamente pelo árduo trabalho, a ser um dos maiores latifundiários do Brasil. Nos dias seguintes tive uma torrente de lembranças dele, do meu pai, da minha mãe e especialmente da minha avó materna Rosa de Andrade Pacheco. Dona Rosinha como era chamada, teve quinze filhos, dos quais doze sobreviveram. Acho que foi um recorde para a época onde a mortalidade infantil era enorme. Minha mãe filha mais velha, tem hoje 92 anos de idade e vários tios e tias estão vivos. Dona Rosinha era quase venerada por todos que a conheciam. Depois do segundo ou terceiro incêndio que destruiu a marcenaria do meu avô, deixando-o depressivo e praticamente inabilitado para o trabalho, arregaçou as mangas e com forças tiradas de não sei onde, transformou a casa onde morava e outra que herdara da mãe, em casas de cômodos, as quais alguns mal educados e deselegantes chamavam na época de cortiços. Com a renda dos aluguéis sustentou e formou todos os filhos, tendo como peculiaridade a formação musical da maioria no Conservatório Musical e Dramático de São Paulo, coisa que não era para muitos na época. Não eram tempos fáceis como me contou minha mãe, mas a vó Rosinha conseguiu agregar toda a família e a sua casa era o porto seguro, o lugar onde mesmo depois de casados, filhos, filhas e netos se reuniam em almoços, festas de aniversario e especialmente no Natal, na Rua Sergipe 248, endereço nobre em Higienópolis, casa que ela comprou depois que as coisas melhoraram e ela ficou até bem de vida, tendo reformado e transformado o casarão imenso num belo palacete. Cheguei a morar com a vó Rosinha por uns seis meses porque minha mãe, acometida por uma nefrite, ficou imóvel na cama, e essa lhes pareceu a melhor solução, uma vez que eu estudava no Colégio Rio Branco, apenas três ou quatro quadras da casa da vó. Depois que meu avô morreu e ele morreu cedo, acho que com uns cinquenta anos, minha vó e as filhas mantiveram um longo luto, vestindo-se de preto por pelo menos um ano, como era costume na época. Eu tinha quatorze anos. Terminado o luto, e é dessa época que eu me lembro. A casa estava sempre em festa, abastecida de comida e cheia de visitas. Familiares e amigos e amigas dos filhos vinham visitar a Dona Rosinha com um carinho memorável, uma vez que ela participou ativamente na formação de todos e a todos dava conselhos, atenção e carinho. Dona Rosinha morreu cercada da família que criou e manteve agregada. A família amparou-a na velhice e até que o casarão da Rua Sergipe desse lugar a um luxuoso prédio, a família ainda se reuniu lá por um tempo. Tenho saudades da lembrança do que é uma família grande e unida, coisa que hoje em dia pouco se vê.

Minha mãe. Um texto não precisa exaurir uma ideia, assim como uma iguaria não precisa matar a fome. A morte é o fim e pode ser também o começo, a religião não foi feita para ser entendida, devemos aprender a ler os sinais do Criador para acreditar que não estamos aqui por acaso…
Continuar lendo

Minha mãe. Um texto não precisa exaurir uma ideia, assim como uma iguaria não precisa matar a fome. A morte é o fim e pode ser também o começo, a religião não foi feita para ser entendida, devemos aprender a ler os sinais do Criador para acreditar que não estamos aqui por acaso. Depois disso, dá para escrever essas linhas sem a preocupação de que mais de noventa anos de vida possam ser resumidos em algumas palavras. Minha mãe partiu! Apesar do o triste e doloroso último ano ela não tinha nenhuma doença e não queria morrer. O brilho nos olhos durou até o último suspiro e espero que ela já tenha encontrado aqueles a quem amou e de quem teve as melhores lembranças. Muitos vivem, alguns deixam um legado e a saudade é personalíssima, podendo ser dolorosa para uns e gostosa para outros. O legado deixado pela minha mãe vive dentro de mim como sempre viveu. Sou capaz de lembrar-me dela desde os meus cinco anos de idade, me acompanhando nas lições do colégio, com muito rigor e com doçura. Lembro-me dela por toda a vida deixando de lado a sua para acompanhar a minha. Lembro-me do seu desespero quando na rebeldia dos meus vinte anos, ameacei deixar a escola e ela me convenceu a continuar. Lembro-me da mãe guerreira que cuidou da casa sozinha e ainda trabalhou, dando aulas particulares de piano na casa dos alunos, poupando-os do trajeto que ela fazia sem reclamar. Lembro-me da sua alegria de encontrar um novo companheiro, com quem viajou todo o mundo por várias vezes e de quem falava sempre com muito carinho em vida e depois que ele partiu. Lembro agora e sempre lembrarei, que a parte boa de quem sou veio dela. Não estou triste. Com a convicção que ela tinha que ao partir reencontraria seus queridos, breve estaremos juntos novamente.

Inteligência Inteligência é a habilidade de entender, raciocinar, planejar, e aprender a resolver problemas. Pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, escolhendo a melhor dentre as opções disponíveis, com isso obtendo os melhores resultados, em circunstâncias em qu…
Continuar lendo

Inteligência Inteligência é a habilidade de entender, raciocinar, planejar, e aprender a resolver problemas. Pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, escolhendo a melhor dentre as opções disponíveis, com isso obtendo os melhores resultados, em circunstâncias em que o instinto e o habito não podem ajudar.

Vida Há uma época na vida que a gente não imagina que vai ficar velho e vai morrer. Todas as descobertas são novidades e felicidades.
Continuar lendo

Vida Há uma época na vida que a gente não imagina que vai ficar velho e vai morrer. Todas as descobertas são novidades e felicidades. Cedo ou tarde a realidade começa a aparecer e a gente toma conhecimento do que é perder um bichinho de estimação, um ente querido, um parente mais próximo. O contato com o fim quase sempre é numa sequencia é lógica e perdemos nossos queridos avós. Ainda assim, parece que a morte é coisa dos outros. Parece que a gente vai viver para sempre. Mas, finalmente, em algum momento a gente descobre a realidade das nossas vulnerabilidades. Seja pela doença ou pela morte de gente bem próxima, caímos numa real de que a vida é efêmera, que a passagem por ela pode trazer muitas alegrias e conquistas, mas carrega sempre o os percalços e que a única certeza da vida é a morte. Para muitos, onde me incluo, essa certeza não assusta. Esse é momento para parar de comer, fumar e beber. Todos sabem que essas são coisas onde menos é mais. Breve você vai estar matematicamente mais perto do fim do que do começo, deve ter em mente que é hora de aproveitar a vida e pensar que a morte será puro e merecido descanso.

Pequenos goles e leves mordidas. A vida tem que ser sorvida em pequenos bocados. É comum a gente empanturrar-se com grandes, fortes e rápidas emoções.
Continuar lendo

Pequenos goles e leves mordidas. A vida tem que ser sorvida em pequenos bocados. É comum a gente empanturrar-se com grandes, fortes e rápidas emoções. Não se deve entretanto esquecer, que o verdadeiro sabor de qualquer coisa se percebe enquanto estamos sóbrios e atentos. São ilusórias as emoções vividas com filtros que prometem altas viagens e que não raro terminam com acidentes de percurso e desastres. Mergulhos profundos não cobrem distancias, caminhadas pequenas não levam ao destino. Há que dosar, e isso dá para aprender. Às vezes cedo, algumas vezes tarde, muitas vezes nunca.

Quem diria? Os muito bons de ontem podem ser muito ruins amanhã e vice-versa. A gente não prevê o futuro mas sempre pode avaliar o passado.
Continuar lendo

Quem diria? Os muito bons de ontem podem ser muito ruins amanhã e vice-versa. A gente não prevê o futuro mas sempre pode avaliar o passado. E o futuro... ah.... esse reserva mais surpresas do que supomos quando jovens e só se percebe de fato, o que é a vida adulta quando já se passou por ela e tem que se encarar a tal da terceira idade, que apelidaram agora de melhor idade, numa tentativa de adoçar o amargo da caipirinha da qual sobrou a ressaca. Não sei se fico mais surpreso quando encontro uma anta do passado que fez em sucesso ou alguém que fez muito sucesso na juventude e está no ostracismo. A gente vê de tudo... Segundo a sabedoria popular a vida é como uma roda gigante. Às vezes a gente está lá em cima e outras vezes em baixo. E como é difícil estar por baixo, tropeçar e descer degraus, derrapar nas pegadinhas que a vida insiste em nos dar. É preciso estar preparado, ter ajuda de gente boa e esperança de que dias melhores poderão vir. Uma coisa é certa, não adianta só ter esperança porque o tempo corre por trás da gente, empurrando para baixo ou para cima e se você não remar muito, fizer muita força e encarar firme as ladeiras, vai perceber que no caminho fácil da descida pode ser atropelado pela inexorável avalanche dos anos. Faz o seguinte, joga na loteria uma vez por semana, mas trabalha todo dia tá...

Só se vive uma vez. E isso tem que ser bastante, tem que ser suficiente e pleno, porque arrepender-se do que não se fez é impossível. Soa como redundância, mas observando algumas pessoas parece que elas não sabem que aos quarenta ela já passou da metade, aos cinquenta certament…
Continuar lendo

Só se vive uma vez. E isso tem que ser bastante, tem que ser suficiente e pleno, porque arrepender-se do que não se fez é impossível. Soa como redundância, mas observando algumas pessoas parece que elas não sabem que aos quarenta ela já passou da metade, aos cinquenta certamente já viveu a maior parte, aos sessenta ela já viveu muito mais do que poderá repetir. Como dizia uma velha empregada, “cada um sabe de chi”. Cada um sempre teve livre arbítrio para fazer suas escolhas, hovessem ou não sido as melhores, e se as lembranças não forem as que a gente desejaria, o melhor a fazer é esquecer e tocar para frente, nunca ficar culpando os outros porque a vida da gente não deu certo, o que é meio caminho para que isso continue acontecendo. Falar parece fácil. Mas o que fazer com os ex-maridos e mulheres? O que fazer como os filhos que enfrentam agora aquilo pelo qual nós já passamos, já erramos, já sofremos e não conseguimos transmitir? Como ajudar para que outros não cometam os mesmos erros? Realmente não há muito a fazer! Quando as relações se deterioram é como um cristal que se parte. Não há remendo que resolva. Melhor abandonar uma causa perdida do que continuar a procurar remédio para o que vai continuar sendo só remediado. Só se vive uma vez e se você tiver isso presente, vai ver que a perda de tempo talvez seja o único erro que não pode ser repetido. Só se vive uma vez, uma única vez. Não perca nenhum tempo com quem não merece, porque essa pessoa estará roubando a sua vida.