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Frases de Marina Colasanti

44 frases

E assim declinado..
⁠A vida não é linear, e o outro não te oferece sempre o mesmo rosto, o outro te oferece um rasto hoje, e um novo rosto amanhã, e por aí vai. Nesse caso, se você quer manter o seu casamento, há os acertos que precisam sempre ser feitos... Então, você puxa um pouco para cá, puxa um…
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⁠A vida não é linear, e o outro não te oferece sempre o mesmo rosto, o outro te oferece um rasto hoje, e um novo rosto amanhã, e por aí vai. Nesse caso, se você quer manter o seu casamento, há os acertos que precisam sempre ser feitos... Então, você puxa um pouco para cá, puxa um pouco para lá, eu te ofereço isso, você me oferece aquilo, segue para aquele lado, segue para aquele outro. Dito assim parece uma negociação fria, mas não é

⁠Os gestos, os gestos todos que a automação está dispensando, têm mais funções além daquela imediata. Fazer uma cama não é só esticar lençóis e cobertas. (...) E não se trata apenas de exercício muscular. O cérebro também é convocado para lembrar a sequência certa dos gestos, a s…
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⁠Os gestos, os gestos todos que a automação está dispensando, têm mais funções além daquela imediata. Fazer uma cama não é só esticar lençóis e cobertas. (...) E não se trata apenas de exercício muscular. O cérebro também é convocado para lembrar a sequência certa dos gestos, a sua finalidade. (...) Os gestos são lembranças de gestos anteriores, nossos e alheios, são parte do repertório gestual que amealhamos ao longo da vida.

Olho a casa inteligente estampada na página do jornal, destacados em vermelho os pontos da automação. E não a quero. Abrir as cortinas do meu quarto ao levantar é um gesto que inaugura a manhã. O mesmo que a minha mãe fazia quando eu era criança. Afasto as cortinas para receber a…
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Olho a casa inteligente estampada na página do jornal, destacados em vermelho os pontos da automação. E não a quero. Abrir as cortinas do meu quarto ao levantar é um gesto que inaugura a manhã. O mesmo que a minha mãe fazia quando eu era criança. Afasto as cortinas para receber a luz, olho as montanhas, estudo o céu e suas nuvens, rego meus gerânios na beira da janela. E o dia começa.

⁠No diálogo de amor, o amor cresce junto com o medo, e no amor busca-se o amparo. A meta proposta é tão mais fascinante do que tudo, que tange e empurra e leva adiante. Propõe-se o encontro. O encontro de cada um consigo mes­mo. E o encontro total entre duas pessoas, que só o con…
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⁠No diálogo de amor, o amor cresce junto com o medo, e no amor busca-se o amparo. A meta proposta é tão mais fascinante do que tudo, que tange e empurra e leva adiante. Propõe-se o encontro. O encontro de cada um consigo mes­mo. E o encontro total entre duas pessoas, que só o conheci­mento individual permite. A proposta desse encontro é tão grande, tão luminosa, que assusta. Mas, ainda que trêmula, ainda que assustada, é preciso colocar a mão sobre o primeiro botão e soltá-lo — é preciso procurar as palavras para come­çar o diálogo. Porque é falando da vida que espantamos a morte.

⁠De quem é esta pele que cobre a minha mão como uma luva?
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⁠De quem é esta pele que cobre a minha mão como uma luva? Que vento é este que sopra sem soprar encrespando a sensível superfície? Por fora a alheia casca dentro a polpa e a distância entre as duas que me atropela. Pensei entrar na velhice por inteiro como um barco ou um cavalo. Mas me surpreendo jovem velha e madura ao mesmo tempo. E ainda aprendo a viver enquanto avanço na rota em cujo fim a vida colide com a morte.