Procuro um abrigo dentro de mim
seguro, calorento, carinhoso
onde não perca o caminho, a direção
dos teus braços fortes acolhedores
para voarmos baixinho nas águas e
banhar-nos no néctar das flores
chegar a casa e ver as pétalas das rosas
no chão por todo o nosso refúgio.!
Entrego-me à saudade, às lágrimas que choro.
As orações que rezo com amor....
A cada poema que faço escrevo com paixão.
As marés e os rios que transbordam de dores,
Angustias, prantos cheios de solidão
Onde guardo a minha alma cheia de risos
Lágrimas, sonhos feitos em poesias.!!
Faço da minha vida um castelo.
De silêncio severo e prolongado.
Perco o riso no sossego dos meus dias.
Esquecimento das emoções.....
Da ausência de afetos.
Onde calo o meu desejo, com pensamento equilibrado.
Adormeço num sonho miserável, onde o céu derrete.!
Do vento fiz um sopro de poemas
escrevendo nas tardes soalheiras
nas noites discretas e quentes
faço do sonho e da vida um poema
joguei ao vento as tristes lembranças
colhi as conchas do mar, deitei fora a dor.!!
Morrer de amor, matar a dor
enlouquecer a alma de argila
nas trevas do nosso corpo
Tropeçar na luz, chorar de loucura
felicidade mágica, ruim enfeitiçada
longe dos olhos, da saudade que brilha
Na escuridão distante dos versos curtos
torneados de um raio deste céu infinito
perfume suave que perfuma a nossa vida.!!
Como beijo com paixão
Deste meu coração
Onde reprimo o desejo
Da beleza do teus lábios
Tão difícil encontrar
Pois foi na tua boca que
Invadiu em pleno o meu coração.!
Senhor
Quero agradecer-te este dia
Pelo ar que respiro
Pelo cheiro do ar
Das cores das folhas que caiem das árvores
Pela família, amigos, companheiros de trabalho
Pelo frio, vento, chuva, neve, sol
Bendito sejas meu amo e Senhor
Por tudo que me dás, sem eu o merecer
Obrigado Senhor...!
Fecho os olhos a chuva cai...
volto-me e sinto o corpo sem forças
não quero fugir, não quero ficar.
Reflexo do que sou entre caminhos sinuosos
tortuosos, obscuros, fachada caída da velha casa
num dia de inverno chuvoso e gelado.
Ruínas de odor da lenha queimada
entre o olhar de um horizonte longínquo
gelando a face, as lágrimas que vão caindo.
Desilusão, ai desilusão, pensamento atormentado
transformado em fogo que se alimenta das cinzas do corpo
gritar na plenitude do sossego sem forças do tempo..!!!
Estrela frágil de luz brilhante
noites escuras no coração na alma
vivemos a vida sem vivê-la, pequeno passo gigante
Rio sereno que enfeita as paisagens nas margens
águas rebeldes, frias, geladas revoltas soltas
amigas, companheiras aconchegadas deste inverno
Sol pleno, calor do teu carinho, abri as asas do tempo
encontro o regresso da solidão, do caminho escuro solto
do frio dos dias de inverno, chegas de mansinho como
fogo arder na fogueira da vaidade, deste rio sereno
das tardes quentes, sol pleno do silêncio da minha alma.!
Filha da lua, do luar
tempestade do verbo amar
saudade do pôr do sol
alegria no amor, na dor
nostalgia amiga, mulher, mãe
fantasia emoção, canção, poesia
Deus quer, Deus ama a alma o coração.!!
Senhor
Mais um dia que amanhece
O sol já se pôs ....
Quero louvar-te pelo teu amor
Agradecer-te a vida, a família.
O pão nosso de cada dia.
A casa que nos abriga do frio.
Os filhos perfeitos e belos
E que cada amanhecer seja perfumado.!
Lobos à escuta no escuro do tempo
iluminados por dentro aos olhos do mundo
pacientes, tolerantes da morte anunciada
purifica-nos o corpo, a mente, as palavras,
as emoções lançadas no mar do nosso sentimento
visitantes do mundo, lugar onde mora o coração
onde temos o dever de observar, crescer, amar
sofrer , sentir e esquecer manter sempre a porta
aberta sem medo da incerteza do nosso novo despertar.!
Memórias perdidas ao vento
onde oiço o som das estrelas
no silêncio da noite sai a dor
como uma flor, dor de um verso
onde a harpa torna-se fuga das memórias.!
Quem és tu ? quem sou eu?
Um caminhante com medo de se perder
Um ser imperfeito de carne, a quem chamam louco
Anda por caminhos sem bússola, sem mastro, sem mapa
Vive nos trilhos da vida , onde o caminhante
respira, ama, pensa, não foge, pára, reza,
respeita e não fala, fica em silêncio.
Sente o cheiro das frutas, das flores, da natureza,
atravessa oceanos, mares e quer ser feliz.!
Senhor
Sou uma sombra de mim mesma.
Perdida na escuridão do meu coração.
Tenho sede, tenho fome...
Morro seca e vazia...
Com sede e fome, por ter medo de sofrer.!
Vestígios dos meus passos rastros
onde o amor vive, insiste e resiste
nesta areia fina da nossa existência.
Os rastros apagam-se sem lembranças
evaporadas sem saída, becos escondidos.
Caminhos lúcidos sem relutância ou resistência
trilhei um verso, uma prosa de uma flor
de uma rosa, orquídea, jasmim, perfumadas.
Desfiz-me num maltrapilho de mim mesma
transfigurei uma sombra refletida e sentida
em tempo e afeição, desilusão num encanto.
Sonho acordado aquarela aquecida do poeta
que renove as dores da saudade, amor ou solidão
vivendo de amores perdidos talvez no coração.!
Fugir das mentiras, da vaidade,
da maldade, tantas vezes vazia
sentir a brisa pura da serra,
beber a água cristalina da nascente.
Ter a liberdade de um lobo,
a astúcia de uma raposa
mudar de pele como uma cobra.
Sem conflitos,
amarguras que tantas vezes nos atormenta
agressividade do ser humano sem humildade,
sem razão, sem pudor, maldade pura....
cinismo, hipocrisia
Carência de um coração vazio de vaidade,
de mentiras, orgulhosos....
esquecidos de sentimentos no deserto
escaldante que é a vida....
onde Deus nos chama e grita de dor.!
Mato seco
Camuflagem traçada
Mata a fome
Caça felino
Voo da águia
Aranha rastejante
Faro do lobo
Pele de cobra
Olhos de coruja
Raposa inteligente
Formiga no capim
Fera ferida
Alma sentida
Criança perdida
Ciência abafada
Pele de galinha.!!
O tempo deu a vida...
o tempo que a vida queria...
A vida tirou ao tempo...
a vida que o tempo tinha...
O vento deu ao tempo...
a tempestade do tempo...
A vida deixo o tempo...
perdida na solidão do tempo...
O tempo esqueceu que a vida..
era escuridão perdida no tempo...
A vida era um momento do tempo...
feito de tempo da vida vivida num momento.!