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Frases de Maria Lu T S Nishimura

327 frases

Ousadia A pintura é uma escrita na tela Onde contorno minha ousadia
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Ousadia A pintura é uma escrita na tela Onde contorno minha ousadia Para passar a hora com alegria Esquecendo qualquer mazela! Oxalá, pudesse alguém dizer: - Para que serve esta pintura? Queria poder tudo responder, Contudo, prefiro a compostura! A resposta de mim, já tenho Não tenho que provar nada Neste simples eu que componho! E assim sendo, é sempre bom Descobrir - se nesta caminhada, Talvez em mim, mais um dom!

Fios que tecem Meus cabelos quando crescem Às vezes, no corte da mudança,
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Fios que tecem Meus cabelos quando crescem Às vezes, no corte da mudança, Outras vezes ao vento balança, Outras, linhas de fios que tecem! Gosto deles de qualquer jeito Se assentado no liso perfeito, Ou ao acaso com friz, eletrizado. Não gosto deles todo chapado! Fica com aspecto de lambido Do tipo de cuspe de boi babado Prefiro do jeito que ele nasceu! Afinal o cabelo é todo meu Se ele te causa desagrado Vá fazer chapinha no seu!

A morte é uma viagem Saudades eternas sentimos de todos os nossos entes queridos
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A morte é uma viagem Saudades eternas sentimos de todos os nossos entes queridos que partiram antes de nós, mas o que é a morte, senão uma viagem... Nesta viagem talvez tenha volta, talvez a reencarnação exista mesmo; talvez sejamos unicamente espíritos e este invólucro de alma precise de outro corpo... e de outro... quantas vezes for necessário... para que mesmo? Ah...para aprender a viver, ser unicamente bom. Ser perfeito; Ser sábio; Ser virtuoso... Saber respeitar uns aos outros; Saber amar todas as coisas; Saber ser feliz; Saber sorrir; Saber compreender e talvez ainda falte mais virtudes... Bem ... então vida de morte necessária, porque cada um de nós temos muito que aprender!

Ócio criativo I Do ócio das vagas horas
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Ócio criativo I Do ócio das vagas horas Um conceito de aprumo Concedeu ás memórias Seguir algum novo rumo! O apreço logo se fez belo D'alguma coisa de efeito Elaborar sem preconceito Artefatos ou um castelo! Sei lá desta tua habilidade Mas, sei dizer de um fazer Este da minha capacidade, Não é convencimento o tal, Fazer do afinco de querer Deste jeito sem ser metal! II É um autodidatismo o ato Que se descobre na ação, Ficar só no ver, é papo... É preciso fazer co'a mão! É nisso que reside o sentir O de se colocar no lugar Daquele que prega o provir, Que devemos progredir! Meu convite de aceno real É para toda alma sem idade Á descobrir um novo ideal! Cá dizer aos nossos neurônios, Que a nossa criatividade Espanta até, maus agouros!

⁠O eco do mendigo Ao ver na rua o mendigo me perguntei:
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⁠O eco do mendigo Ao ver na rua o mendigo me perguntei: - Por que estais aí? E no silêncio num eco pareço ouvir: -Não tenho casa; -Nem trabalho; Aos meus só atrapalho... e pelas ruas me perdi! Não tive chances de escolher, não tive por onde correr e talvez permaneça aqui... até morrer... Mas, se de repente a sorte vier e alguém nos ouvir e compreender... outra chance poderíamos merecer! O que fazer? Será que vou ali junto deles cantar e de repente coloco no chão uma cartola pra ver se recebo alguma esmola com isso vou acolher e resgatar, fazendo - lhes um lugar digno pra morar!

⁠Flor de cemitério Boró nasceu e cresceu Ficou grande e bonito,
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⁠Flor de cemitério Boró nasceu e cresceu Ficou grande e bonito, Então disse: - Sou Orfeu! Mas, tudo isso era tolice Ele era mesmo é feio! Mas, ele em seu quarto Tinha espelho E repetidas vezes de joelho Dizia a si mesmo: - Sou belo e formoso; - Sou bonito e charmoso! Pena que ninguém o via assim Todos diziam: Ai de mim! E a ele rotulavam, feio Feio de feição Mas no seu coração, Beleza tinha! Triste e solitário ele morreu E junto ao seu calvário Uma flor, ali nasceu! - Que flor linda! Disse Cesário E todos que por ali passou, Pela for se encantou E a flor assim chamou... - Flor de cemitério!

Cartilha viajante Cartilha viajante porque num instante Eu aprendi a escrever
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Cartilha viajante Cartilha viajante porque num instante Eu aprendi a escrever Foi na ordem do alfabeto Que eu achei correto E comecei a ler. Depois disso descifrei o mundo Quebrei bairreiras e muros Entre tantos livros que eu li Mas, num belo dia pus meu querer E comecei a me escrever No começo as linhas eram tortas Me fecharam tantas portas Mas depois todas eu abri Hoje vivo num livro aberto E sei bem que quem é esperto Tem um livro por perto!

⁠Vaso quebrado Mais um vaso foi quebrado E não sei quem quebrou
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⁠Vaso quebrado Mais um vaso foi quebrado E não sei quem quebrou Se bem que toquei Pensei que fosse sólido Porém me enganei Do vaso vi as flores Depois murcharam A água derramou E vi se espalhando Senti me molhando Então me esquivei Até falei: -Vaso olhe… não me molhe… O vaso se aquietou… Nada mais falou E tempo passado Vaso de um lado Eu de outro Não sei se, se magou… Passou e eu colhi flores E no vaso coloquei As flores logo murcharam Então ao vaso indaguei: - O que aconteceu? O vaso disse: - Absorvi… Sim, o vaso absorveu A água que coloquei E aí passou assim A não alegrar pra mim As flores não mais colhi O vaso recolhi Ficou guardado E ali sozinho… Logo o vaso se quebrou.

⁠Tudo rede social Livro feito de papel Rarefeito
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⁠Tudo rede social Livro feito de papel Rarefeito Sem efeito... Tudo rede social O falado fica por dito Tudo escrito no digital Faz download Faz upload De imagem escrita De livros quanto quiser Sem contar que é de graça Podia alguém imaginar Isso acontecendo? Livraria fechando Sem um livro físico Pois, ninguém tá comprando O povo pouco lê Consome o que vê Acredita na TV, Na rede social E jornal de canavial Livro físico virou coisa banal Fútil, sem serventia Porque nem se folheia Um revista de papel Tudo rede social