Um pensador tem vários desconhecidos dentro de si. Cada desconhecido é barra de código de um anónimo e relativo a todos os outros. O anónimo identifica-se sutilmente nas siglas de mais alguns. Numa representação esquemática, o conjunto formado revela-se fechado, porque o pensador é só um, unido por todos os detalhes - iguais e diferentes - no todo das partes e dos espaços de cada um.
Às vezes todos nós temos momentos em que vestimos a pele de uma espécie de cartógrafo, desenhando mapas para que os outros encontrem o seu próprio curso e a sua razão para ser. Mas, tal “aventura”, a ser encetada, deverá sê-lo de forma sábia e humana, porque quem está a ser direcionado pode ter a sensibilidade suficiente para a perceber, mesmo não a entendendo, mesmo perdoando, e rebelar-se interiormente, ficando com marcas no profundo do seu ser que nem o tempo mais longínquo poderá, fazer esquecer.
Toda a gente tem o direito de viver a sua liberdade e o dever de respeitar a liberdade do outro.
A todos é vedada a palavra orientada para como cada um deverá ser e todo o ato para como cada um deverá viver.
“A liberdade, Sancho, é uma das coisas mais preciosas que os céus deram aos homens; com ela não se podem igualar os tesouros escondidos na terra e no mar: por ela, assim como pela honra, podemos e devemos nos aventurar pela vida.”
- Miguel de Cervantes.
Não te soltes de mim.
Aguenta firme a minha alma.
A minha alma ama tudo em ti.
Eu escolhi ficar – e, seja qual for o caminho – luto, erro, choro, desabafo, sorrio, mas apenas peço: -Não te soltes de mim. A minha verdade está em ti.
O para sempre é a verdade simples de duas palavras escrita a tinta indelével no coração.
Levaste um pedaço de mim e, mesmo ausente, nunca aprendi a dizer adeus, por recusar-me a desligar de alguém que já é parte do meu ser, uma pessoa maravilhosa que enche a minha vida de amor, cor e sabor.